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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Após eleições, bancada evangélica continua forte; sindicalistas perdem espaço

Levantamentos do Diap apontam que bancada religiosa, com 52 deputados identificados até agora, virá com força para defender temas de seu interesse na próxima legislatura. Já os sindicalistas viram número de representantes ser reduzido quase pela metade, de 83 para 46 parlamentares.
Divulgação-PSC
Entrevista deputado Pastor Marco Feliciano
Bancada que se manterá forte, os evengélicos tiveram a presidência da Comissão de Direitos Humanos. 
Passados poucos dias das eleições, o perfil da Câmara dos Deputados começa a tomar forma e as bancadas suprapartidárias a ser definidas. Levantamentos preliminares do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) dão conta de algumas categorias de parlamentares que voltarão com força, enquanto outras sofreram reduções significativas nas urnas.
Uma bancada que continuará expressiva em 2015 será a evangélica, com 52 deputados identificados até agora pelo Diap. Apesar de menor que a bancada que saiu das urnas em 2010 (naquele ano, 70 deputados professavam a fé evangélica), o grupo, segundo o assessor parlamentar do Diap Antônio Augusto de Queiroz, deverá crescer. Isso porque, no levantamento, o Diap considerou apenas os que são reconhecidamente evangélicos porque ocupam cargos nas estruturas das instituições religiosas. Dos 52 eleitos neste ano, 14 são novatos e 38 foram reeleitos.
Independentemente de qualquer crescimento, o cientista político André Pereira César, classifica como significativo o fato de aproximadamente 10% dos deputados serem evangélicos. Para Antônio Augusto de Queiroz, por outro lado, mais importante do que o número é o “ímpeto” com que o segmento defende sua pauta. A bancada deve retomar o debate de temas como aborto, união homoafetiva e legalização da maconha.
Um dos expoentes da atual legislatura que continuará em 2015 é o Pastor Marco Feliciano (PSC-SP). Considerado homofóbico por movimentos relacionados aos direitos humanos, Feliciano presidiu a Comissão de Direitos Humanos e Minorias em 2013.
Laycer Tomaz / Câmara dos Deputados
Manifestação Sindicatos - julho 2013
Para especialista, redução da bancada sindicalista indica queda de representatividade dos sindicatos.
Pauta social e trabalhista
Na contramão dos evangélicos, perdeu força na Câmara a bancada sindical, passando dos atuais 83 parlamentares para 46, sendo 14 novatos, segundo os dados do Diap. Trata-se de uma redução importante na avaliação de André Pereira César, com prejuízos para a pauta trabalhista.
“A queda mostra que a representatividade de sindicatos talvez tenha de ser revista. O grande eleitorado talvez não os veja mais como capazes de solucionar questões, problemas e demandas”, afirmou César.
No entendimento de Antônio Augusto de Queiroz, os sindicalistas não conseguiram se eleger em razão dos altos custos de campanha, cenário que tende a priorizar os empresários na corrida pela Câmara. Até agora o Diap identificou 189 empresários eleitos, número que deve ultrapassar os 250.
Segundo Queiroz, uma das prioridades dessa categoria é justamente a reforma trabalhista, mas com um viés empresarial. “O governo não tem mais o que oferecer em termo de desoneração de folha, por exemplo. Portanto, os empresários vêm com força para o enfrentamento dos direitos sociais.”
Outros grupos
O Diap está trabalhando ainda no levantamento de grupos de parlamentares ligados a outros temas, como a segurança, o agronegócio e o meio ambiente. No que diz respeito à segurança, 20 nomes já foram identificados. Esses deputados, segundo Queiroz, devem trabalhar por um afrouxamento do Estatuto do Desarmamento e pela redução da maioridade penal.
Por outro lado, os embates entre ruralistas e ambientalistas também devem retornar à pauta. “Os ruralistas quase todos retornaram. Agora, os embates dependerão de quem for eleito para a presidência da República. Questões indígenas, novas hidrelétricas, reciclagem e desmatamento devem entrar na pauta”, disse o assessor do Diap.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Rachel Librelon

Coluna Argumentos, quarta-feira, dia 04 de fevereiro de 2015.

Temporal

E a chuva heim? Amigo, são Pedro abriu as portas do céu ontem e fez desabar aquilo que o povão chama de toró sobre o Amapá. Muitos pontos de alagamento voltaram a se formar, um problema antigo que não há quem consiga resolver nesta terra de meu Deus!

Niver

Não podemos esquecer que hoje é aniversário da cidade, que chega aos 457 anos demonstrando que ainda resiste, combalida, mas de pé. Temos natureza generosa nos arredores, falta cuidado para ser completa.

Praia

Quer um exemplo? Em que pese estarmos à beira do maior rio do mundo, Macapá não tem uma praia organizada na região metropolitana. Afastada do Centro temos a da Fazendinha, há muito tempo esquecida.

Points

Mas Macapá tem lá seus encantos. E recantos. Como a bucólica vila do Curiaú, a Fortaleza de São José de Macapá e o Monumento do Marco Zero do Equador. Em todos, faltam guias com o devido treinamento.

Equador

Sarney me disse certa vez que nos anos 60 quem ia de São Paulo a Nova Iorque pela Varig recebia um registro de que cruzara a Linha do Equador quando sobrevoavam nossa região. Aqui está em falta.

Macapá
Gente, apesar das críticas, afinal queremos uma cidade melhor, devemos reconhecer o orgulho de ser de Macapá, a capital banhada pelo rio Amazonas e cortada pela Linha do Equador. Vamos em frente, acreditando em dias melhores para a terra das bacabas.

Crítica

Por falar em Sarney, ele partiu para o ataque ao governo Dilma. Tem a ver com o abandono de uma obra da Petrobrás no Maranhão: “É com grande revolta e profunda indignação que verifico como são tomadas as decisões no Brasil, esquecendo o maior dos problemas, o das desigualdades regionais”.

Nomes

Gilberto Laurindo, na Junta Comercial e Eliezir Viterbino, na Secretaria Estadual da Indústria, Comércio e Mineração. Essas mexidas foram muito bem recebidas pelo setor do comércio e empreendedorismo. Uma nova chance para que o poder público no mínimo não atrapalhe a iniciativa privada local.

Porto

Teve nome novo também na Companhia Docas de Santana. Trata-se do ex deputado Eider Pena, que também é um entusiasta do agronegócio. Sua indicação chega no exato momento em que pode deslanchar o projeto de embarque de grãos do Centro-Oeste do país pelo Porto de Santana.

Davi Alcolumbre promete lutar por melhorias para o Amapá

Moreira Mariz/Agência Senado
Em seu primeiro pronunciamento no Senado, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) ressaltou seu compromisso com a elevação do nível de vida e dos indicadores de emprego e renda do seu estado. Para o senador, a missão, apesar de difícil, será gratificante.
O Amapá terá de mim exclusividade para atender as principais demandas, visando a amenizar os problemas econômicos e sociais mais urgentes de nossa terra.
Segundo o senador, o Amapá ainda é refém do isolamento, que impede o avanço econômico. Ele defendeu avanços em infraestrutura, abastecimento de água, saneamento básico e serviços de saúde.
No plano nacional, Davi Alcolumbre reivindica reformas política e tributária que reflitam o sentimento da população. Na visão do senador, não é possível apenas administrar o caos, porque estados e municípios já não suportam o peso das demandas crescentes.
O ano de 2015, avalia, será difícil, com turbulência política e econômica, contas públicas deterioradas e falta de investimento no setor elétrico. Além disso, Alcolumbre apontou a falta de controle na segurança pública e os problemas da saúde e na educação.
Agência Senado

Reforma política, estabilidade e segurança são destaque na abertura do ano legislativo

O deputado Beto Mansur lê a mensagem presidencial, com Aloizio Mercadante, Eduardo Cunha, Renan Calheiros e Ricardo Lewandowski à mesa
Da Redação

Reforma política, medidas para assegurar a estabilidade econômica e segurança pública foram alguns dos temas que tiveram destaque durante a sessão de abertura dos trabalhos do Legislativo, nesta segunda-feira (2). Na solenidade, os presidentes dos Três Poderes apresentaram as principais metas para 2015.
Lida pelo primeiro-secretário do Congresso, deputado Beto Mansur (PRB-SP), a mensagem presidencial de Dilma Rousseff teve como tema central a economia. No texto, ela afirma que as mudanças que o país deseja dependem da estabilidade econômica e garante que o governo tem adotado medidas para promover o reequilíbrio fiscal.
“Ajustes fazem parte do dia a dia da política econômica, bem como do cotidiano de empresas e pessoas. Ajustes nunca são um fim em si mesmos. São medidas necessárias para atingir um objetivo de médio prazo, que, em nosso caso, permanece o mesmo: crescimento econômico com inclusão social. Não promoveremos recessão e retrocessos”, diz a presidente no texto.
A presidente também cita mudanças recentes criticadas por parte da população e dos parlamentares: os ajustes no seguro-desemprego, no abono salarial e na pensão por morte. De acordo com a mensagem, essas não são medidas fiscais, mas aperfeiçoamentos de políticas sociais para aumentar sua eficácia e justiça.
Dilma Roussef lembra projetos que o Executivo deve enviar ao Congresso em 2015. Entre os temas tratados por iniciativa do governo, estão a política de valorização do salário mínimo, novas regras de transição entre o Simples Nacional e os demais regimes tributários, medidas contra a impunidade, mudanças na segurança pública e reforma política.
Reforma política
O tema da reforma política foi comum aos pronunciamentos da presidente Dilma Rousseff, do presidente do Senado, Renan Calheiros, e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Na mensagem, a presidente fala sobre a urgência de novas regras para a escolha dos representantes da população e de novas formas de financiamento das campanhas eleitorais.
“É nossa tarefa democratizar o poder para que a sociedade se sinta cada vez mais representada e para que as instituições representem, com ética e transparência, a vontade de todos os cidadãos. Conto com esta Casa para, neste novo ano legislativo, atuarmos em parceria para dar início a um novo ciclo histórico de mudanças em nosso país”, afirma Dilma Roussef no texto.
Para Renan Calheiros, a reforma política é um dos maiores desafios do Congresso, já que, segundo ele, as tentativas de mudança “se arrastam” há 12 anos. O ideal, segundo Renan, seria que os parlamentares traçassem as linhas principais da reforma e submetesse as mudanças a um referendo.
— Urge que sejam feitas mudanças profundas em nosso sistema político para torná-lo moderno, funcional, eficiente e transparente. Pagaremos um alto preço não formos capazes de enfrentar esse desafio — disse.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, lembrou que mudanças no processo eleitoral têm de ser aprovadas e sancionadas antes de outubro para valerem nas eleições de 2016.
Segurança pública
Mudanças na gestão da segurança pública também tiveram destaque nos pronunciamentos. Tanto a mensagem da presidente quanto o discurso de  Renan Calheiros trataram do assunto. Dilma lembra, na mensagem, que deve ser enviada ao Congresso uma PEC para tornar a segurança pública de competência comum de todos os entes federativos.
Renan, por sua vez, disse que é imprescindível colocar na agenda novas formas de cooperação entre a União e os demais entes, sobretudo na segurança pública.
Além da segurança, os presidentes do Senado e da Câmara também defenderam outra mudança relativa ao equilíbrio do pacto federativo: a reforma tributária.
— Isso é uma consequência de uma discussão maior, que é a discussão do próprio pacto federativo, porque de nada adianta você tratar de divisão de tributos sem tratar das obrigações e dos direitos de cada um nesse bolo. É muito importante que isso seja tratado dessa forma — lembrou Eduardo Cunha.
Prioridades
Em seu pronunciamento como presidente do Congresso, Renan apontou  projetos prioritários para 2015, entre eles, as reformas do Código Penal, da Lei de Execução Penal, da Lei de Licitações e do Código de Defesa do Consumidor. O presidente também afirmou que o Congresso vai trabalhar para aprofundar a regulamentação do orçamento impositivo e para permitir a fiscalização do sistema tributário.
— É também nossa intenção trabalhar uma agenda integrada do Congresso Nacional e do Senado Federal com a Câmara dos Deputados, a fim de otimizar resultados e conquistas — declarou.
A harmonia entre os Poderes da república foi lembrada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que reforçou a importância de uma relação pacífica, porém pautada pela independência.
— Se os Poderes viverem em desarmonia, o país estará numa situação de inconstitucionalidade — disse Lewandowski, que declarou abertas as portas do Supremo para o diálogo com o Congresso.
Cerimônia
Antes da sessão de abertura, como manda o protocolo, foi realizada uma cerimônia na parte externa do Congresso. Por volta das 15h, o presidente do Congresso, Renan Calheiros, chegou. Na rampa da frente do Palácio do Congresso, a Banda do Batalhão da Guarda Presidencial tocou o Hino Nacional, ao mesmo tempo em que foram hasteadas as Bandeiras Nacionais das duas Casas Legislativas. Durante o hasteamento, foi realizada a Salva de Gala (21 tiros de canhão).
Depois das honras militares, Renan Calheiros foi recebido, na parte de cima da rampa, pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. No Salão Negro, os dois se juntaram ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, e ao ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e seguiram para o Plenário da Câmara dos Deputados, onde foi realizada a sessão.
Agência Senado

Coluna Argumentos, terça-feira, dia 03 de fevereiro de 2015.

Estréia

Deputado Marcos Reátegui (PSC) tem grande começo no Congresso Nacional, onde acaba de emplacar eleição também para ser o coordenador da bancada do Amapá. Posto já foi de Milhomen (PCdoB) e depois de Davi (DEM). Demonstra poder de articulação.

Aliado

E tem outra a favor de Reátegui. Era entusiasta da candidatura do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a presidência da Câmara dos Deputados. Ele ganhou e reafirmou apoio às demandas do Amapá.

Estradas

As chuvas se intensificam no interior do estado e motiva um alerta na equipe do secretário Odival Monterrozo, na Setrap. A ordem é acelerar a papelada para retomar contratos de manutenção com empreiteiras.

Estragos

Situação das ruas e avenidas de Macapá também se agrava com as chuvas do fim de semana. Tem lugares que as linhas de ônibus estão sendo desviadas, para irritação de usuários menos avisados. Uma tremenda amolação.

Absurdo

O Jornal Nacional, da Rede Globo, apontou ontem o Amapá como campeão entre os que mais jogam água tratada pelo ralo. Segundo estudo, a cada 10 litros de água tratada quase 8 litros são desperdiçados.

Calote
Operários que trabalhara na construção do Atacadão de Macapá, do grupo Carrefour, alegam ainda não ter recebido salários atrasados de dezembro de 2014. A notícia é ruim para os negócios da corporação. Vilã da história seria a construtora Interbuild. Que coisa feia!

Curso

O comandante da Capitania dos Portos, Lúcio Ribeiro, anuncia a interiorização das ações da Marinha na formação e regularização de marítimos. O primeiro curso de formação será levado para o município de Ferreira Gomes, onde ocorre muita atividade fluvial, seja trabalho ou lazer. Boa iniciativa.

Boa

Esporte é vida, diz aquela máxima. Crianças e jovens com idade entre 6 e 17 anos podem se inscrever gratuitamente, nas modalidades de Iniciação Esportiva oferecidas pelo Serviço Social da Indústria (SESI) por meio do Programa Atleta do Futuro (PAF). Há vagas para as atividades de handebol, voleibol e futsal.

Enfim

A Companhia de Eletricidade do Amapá, após 20 anos de inadimplência, conseguiu tornar-se adimplente com o setor elétrico. Emitiu certificado de Adimplemento que atesta o recolhimento das quotas da Reserva Global de Reversão (RGR), do Programa de Fontes Alternativas de Energia.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Sarney deixa política e ataca governo Dilma: 'desprezo e ingratidão'

  • Divulgação/Agência Senado - 19.dez.2014
    Ex-senador fez críticas à decisão da Petrobras de cancelar a construção de refinaria no MA e à política econômica de Dilma
    Ex-senador fez críticas à decisão da Petrobras de cancelar a construção de refinaria no MA e à política econômica de Dilma
Carlos Madeiro
Do UOL, em Maceió

No dia em que se despediu da política, o ex-presidente e ex-senador José Sarney (PMDB-AP) fez duras críticas ao governo Dilma Rousseff em sua coluna publicada semanalmente no jornal "O Estado do Maranhão", de propriedade de sua família.
O alvo principal da crítica neste domingo (1º) foi o cancelamento, anunciado na quarta-feira (28) pela Petrobras, da construção da refinaria Premium 1, cuja obras estavam em andamento em Bacabeira (53 km de São Luís).
"O Maranhão recebeu apático uma decisão que é uma manifestação de discriminação, desprezo, ingratidão e injustiça. Que culpa tem o Maranhão pela corrupção e pela bagunça da Petrobras? Pagamos nós pela Lava Jato!", questionou Sarney, seguindo: "O Maranhão esperou 30 anos por um grande projeto de estrutura de base, para mostrar que o Brasil não pode continuar a ser dois Brasis, um rico e um pobre."
Ainda segundo o senador, é hora do Estado se unir para que as obras sejam retomadas. Ele defende uma "luta" dos nomes maranhenses pela retorno das obras.
"Eu não aceito essa decisão de acabar com a refinaria em nossa terra. Falta de dinheiro na Petrobras! Por que não abrir a empresas estrangeiras a construção? Aí estão capitais chineses, americanos, ingleses, holandeses, sauditas, árabes e tantos outros. Posso não estar mais vivo, mas sei que, se mantivermos a luta, classes empresariais, povo, governo, todos unidos, essa decisão será revertida e um dia vamos ver a refinaria do Maranhão", escreveu.
Segundo dados de balanços da Petrobras, a refinaria Premium 1 já teve investimentos federais, desde 2007, de R$ 1,8 bilhão --em valores não-atualizados monetariamente.
Além da obra no Maranhão, a Petrobras também anunciou que desistiu da refinaria Premium 2, no Ceará, que já teve mais de R$ 1 bilhão em investimentos.
Em nota, o governo do Maranhão --comandado por Flávio Dino (PCdoB), opositor histórico dos Sarney-- também criticou o governo federal e disse está "pronto a dialogar com a Petrobras para a retomada de investimentos no Maranhão, sendo sanados os erros técnicos do projeto original, que não são de responsabilidade do povo maranhense."

Política econômica "hostil"

As críticas do ex-senador e aliado da presidente não se restringiram à refinaria e chegaram à política econômica de Dilma.
"Os fundos de participação dos Estados são contidos em limites precários, incapazes de fazer a diferença. Não há incentivos efetivos aos empréstimos dos bancos de desenvolvimento, como taxas de juro diferenciadas das dos estados ricos. A área econômica do governo é indiferente, ou mesmo hostil, a medidas que possam fazer os estados pobres competitivos, capazes de atrair investimentos que normalmente vão para os estados ricos", alegou Sarney.

“O projeto para Macapá está vivo, sim; estou à disposição para debater a cidade”

“O projeto para Macapá está vivo, sim; estou à disposição para debater a cidade”
Um dos mais promissores representates da jovem política amapaense chega ao terceiro mandato de deputado estadual, neste domingo. Demonstrando maturidade e habilidade, Michel JK, do PSDB, desponta como aspirante a ser prefeito da capital, projeto que ela havia lançado ainda em 2012, mas que acabou tendo que adiar por disputas internas no partido. A resposta veio com uma diligente atuação parlamentar e destacada capacidade de arregimentar apoio para o amigo e aliado Waldez Góes nas eleições do ano passado. Também passou incólume em meio à turbulência que se abateu no Parlamento estadual, tanto que agora é um dos mais experientes da Casa, condições que acredita possível de credenciá-lo a disputar a prefeitura daqui a dois anos. Acompanhe a entrevista a seguir.

Diário do Amapá – O senhor está indo para seu terceiro mandato de deputado estadual, não é isso? Passou rápido não parece?
Michel JK – Sim, graças a Deus. Mas não podemos esquecer de minha passagem pela Câmara Municipal, onde fui, com muito orgulho, vereador de Macapá. Aliás, comungo da opinião de alguns cientistas políticos que defendem um projeto de que todo político deveria começar a carreira como vereador.
Diário – Seria uma espécie de escola para daí galgar outros postos mais altos?
Michel – Sim, pois acaba sendo isso mesmo, tanto que chegam a se referir às Câmaras Municipais como Legislativo Mirim, uma forma até carinhosa, com todo respeito que essas casas legislativas merecem. Teve um tempo que alguns vereadores pensaram em mudar a denominação para deputado municipal, o que entendo ser desnecessário, afinal o charme é ser vereador mesmo.
Diário – O senhor sabe a origem dessa palavra deputado?
Michel – Olha, existem duas correntes de pensamento sobre a origem. Para Antônio Houaiss a etimologia é "verear" que significa legislar ou administrar algo na qualidade de vereador. Entretanto, outros autores apontam a possibilidade de "vereador" ser uma contração de "verificador", que remonta as origens portuguesas, quando o cargo era ligado ao Executivo. Já no Brasil os vereadores passaram a integrar mesmo o Legislativo.
Diário – E da Câmara a ser deputado estadual, como foi essa mudança para o senhor?
Michel – Veio naturalmente, com o crescimento e também a maturidade do mandato. Jamais perdi o foco dessa questão de ser um representante do povo, não apenas daqueles que confiaram seu voto em nossa proposta, mas olhar para o conjunto da sociedade. Isso a gente tem feito, seja na consolidação do processo legislativo, na votação e nas discussões das legislações, seja no contato com as inúmeras categorias de profissionais que nos procuram, sejam os servidores públicos, prestadores de serviço ou mesmo organizações das sociedade. A Assembleia Legislativa é mesmo uma caixa de ressonância dos anseios da população.
Diário – O senhor teve uma atuação muito destacada na última eleição, quando além de renovar seu mandato mergulhou na campanha do governador Waldez. Essas forças políticas que se alinharam em torno da volta dele agora falam em discutir os municípios, como é isso?
Michel – De modo geral o sentimento é de retomar o crescimento e o desenvolvimento do estado, que andou estagnado nos últimos anos. Isso passa necessariamente por cuidar das pessoas e das cidades, como vem dizendo o governador. Nossas cidades estão precisando de planeamento e as pessoas de motivação. Temos uma enorme carga tributária e esses encargos precisam voltar ao cidadão em forma de obras e serviços públicos, para resgatar a confiança do contribuinte. Não tem como ficar só no discurso, tem que profissionalizar a gestão, combater o desperdício e otimizar todos os recursos disponíveis, sejam humanos, materiais ou financeiros.
Diário – O senhor chegou a lançar seu nome para ser prefeito em 2012, mas o projeto acabou interrompido por querelas partidárias. Ainda pensa em retomar esse sonho?
Michel – Me dispus a entrar para a vida pública por acreditar que a política é essa mola propulsora capaz de dar respostas à população. Vivencio a atividade legislativa, mas confesso que já fiz sim muitos projetos como Executivo, isso é natural, todo mundo pensa em ter uma oportunidade como gestor. O projeto para Macapá está vivo sim, estou à disposição de debater Macapá, debater a Prefeitura, os erros e os acertos. Com a experiência e o modelo empresarial de gestão, uma administração municipal pode garantir dias melhores para o munícipe da Capital.
Diário – Mas o senhor também imprime uma característica muito diligente no seu mandato de deputado. Costuma percorrer o estado?
Michel – Sim, direto. Essa é uma prática muito importante, pois nos aproxima mais das comunidades, a gente passa não apenas a ouvir mais os clamores como a sentir de perto os problemas e daí tirar encaminhamentos para buscar a resolução desses problemas.
Diário – Muita gente considera que a ação no Legislativo impõe limitações ao político. O que o senhor acha disso?
Michel – Olha, seguimos um modelo republicano da Teoria dos Três Poderes, que foi consagrada pelo pensador francês Montesquieu. Então é preciso confiar nas instituições, pois cada uma tem seu papel muito bem definido. Não sinto essa limitação não, ao contrário, acho que o mandato parlamentar dispõe de ferramentas importantes que se bem utilizadas podem sim produzir resultados palpáveis para a coletividade.
Diário – Quais são essas principais ferramentas do mandato de deputado?
Michel – Olha, além da força política dessa representatividade, o mandato conta ainda com instrumentos como o requerimento, a indicação, o projeto de lei, a possibilidade de alterar a Constituição, além da atuação na tribuna, nas comissões permanentes e até nas temporárias, como as Comissões Parlamentares de Inquérito, as CPI’s.
Diário – E coube ao senhor ser o corregedor da Casa, como foi essa experiência?
Michel – Pois é, devido a circunstâncias que causaram muita repercussão, coisas que o tempo dirá quem estava com a razão, a gente acabou tendo que assumir também a gestão administrativa e financeira da Assembleia. Reagi com serenidade buscando sanear todo e qualquer passivo, dando continuidade aos programas de custeio e manutenção da Casa e realizando todos os procedimentos de contratações conforme preconiza a legislação. Temos um bom corpo técnico e isso ajudou muito nesse período. Apesar de minha formação e até mesmo tradição familiar de virmos da iniciativa privada, sabemos que o serviço público tem suas peculiaridades, a burocracia atrapalha, mas ao final tudo deu certo, graças a Deus.
Diário – Houve uma renovação importante na composição da Assembleia para este novo período, quando se inicia uma nova Legislatura. O que o senhor espera dos novos colegas que estão chegando ao Parlamento neste domingo?
Michel – Olha, sei que existem estreantes na política, mas são lideranças importantes que conquistaram seu espaço em suas atividades profissionais ou áreas de atuação, assim como também estão chegando pessoas um pouco mais experimentada, com mandatos de vereador por exemplo. Estou bastante otimista de que essa oxigenação será importante, fará bem à Casa e também ao estado. A gente só lamenta que parlamentares que vinham realizando grades mandatos como deputado não continuem nesse período, mas isso também faz parte da democracia e essa parada quem sabe pode até ser oportuna para novos projetos pessoais.
Diário – Obrigado pela entrevista.
Michel – Eu agradeço e desejo aos deputados e deputadas que começam hoje a escrever uma nova história na Assembleia Legislativa um grande mandato parlamentar.

Perfil...
Entrevistado. O amapaense Michel Houat Harb, o Michel JK, como é conhecido na política, nasceu em 12 de junho de 1978, é formado em Economia, empresário, casado e pai de dois filhos. É de uma família de quatro irmãos; seus pais Romeo e Katia, estão no Amapá desde a década de 50, contribuindo com as atividades comerciais do estado. Em 2004, lançou a candidatura para vereador,com o nº 45.123 foi mais votado naquele pleito, com 4.095 votos. Em 2006, lançou candidatura a deputado estadual e conseguiu se destacar como 10º colocado entre os 24 depu-tados da assembléia legislativa do Amapá, obtendo 5.450 votos. Foi reeleito em 2010  e depois em 2014 para seu terceiro mandato na AL. 

sábado, 31 de janeiro de 2015

Deputados Federais tomam posse neste domingo em Brasília

A posse dos candidatos eleitos para ocupar as 513 cadeiras da Câmara dos Deputados ocorre neste domingo, dia 1º de fevereiro, em Brasília, as 10h, em sessão preparatória no Plenário Ulysses Guimarães.

O Deputado Miro Teixeira(PROS-RJ), o mais idoso entre os com maior número de mandatos, proclamará o nome dos eleitos e tomará deles o compromisso de “defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro e sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”.

Entre os que tomarão posse, 289 são deputados reeleitos, 26 já tiveram mandato em algum momento e 198 são novos deputados – que chegam à Câmara Federal pela primeira vez. A grande maioria dos eleitos é homem (462), possui ensino superior completo (410) e tem entre 51 e 60 anos (187). Há predomínio de brancos (80,1%), com 15,8% de pardos e apenas 4,1% de negros. As mulheres representam 10% da Casa – 51 deputadas.

O Amapá no Congresso

Os oito Deputados Federais eleitos em 2014 no Amapá, são em sua maioria, de primeiro mandato.  Janete Capiberibe(PSB) e Vinicius Gurgel(PR), foram reconduzidos pelo povo e vão ter a companhia de Roberto Góes(PDT), Cabuçu(PMDB), André Abdon(PRB), Marcivânia(PT), Marcos Reategui(PSC) e Jozi Rocha(PTB).

Conheça os Federais do Amapá:

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Roberto Góes foi candidato pelo Partido Democrático Trabalhista e eleito com 22.134 votos (5.73%).

Antônio Roberto Rodrigues Góes da Silva tem 48 anos (22/06/1966), é natural de Porto Grande-AP,  Administrador e tem Curso Superior completo

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Janete Capiberibe foi candidata pelo Partido Socialista Brasileiro e eleita com 21.108 votos (5.47%).

Janete Maria Góes Capiberibe tem 65 anos (12/05/1949), é natural de Macapá, casada com o senador Capiberibe e tem Curso Superior incompleto.

Foi reeleita.

Nilson-Borges

Cabuçú foi candidato Partido do Movimento Democrático Brasileiro e eleito com 18.709 votos (4.85%).

Luiz Gionilson Pinheiro Borges tem 50 anos (06/03/1964), é natural de Porto Velho(RO), solteiro, é Locutor e Comentarista de Rádio e Televisão e Radialista e tem Curso Superior completo

vinicius

Vinícius Gurgel foi candidato pelo Partido da República e eleito com 18.661 votos (4.83%).

Vinícius de Azevedo Gurgel tem 36 anos (31/07/1978), é natural de Macapá(AP), casado, empresário e tem Curso Superior completo.

Foi reeleito.

marcivania

Professora Marcivânia foi candidata pelo Partido dos Trabalhadores e eleita com 16.162 votos (4.19%).

Marcivania do Socorro da Rocha Flexa, tem 41 anos (21/06/1973), é natural de Santana(AP), casada, professora de Ensino Médio e tem Curso Superior completo

André-Abdon-AP-site

André Abdon foi candidato pelo Partido Republicano Brasileiro e eleito com 13.798 votos (3.57%).

 André dos Santos Abdon tem 44 anos (10/11/1970), natural de Macapá(AP), casado, é empresário e tem Curso Superior completo

Marcos-Reategui

Marcos Reategui foi candidato pelo Partido Social Cristão e eleito. com 12.485 votos (3.23%).

Marcos Jose Reategui Souza tem 54 anos (06/10/1960), natural de Macapa(AP), Servidor Público Federal e tem Curso  Superior completo

jozi rocha

Jozi Rocha foi candidata pelo Partido Trabalhista Brasileiro e eleita com 10.007 votos (2.59%).

Joziane Araujo Nascimento Rocha, tem 35 anos (26/03/1979), natural de Itaituba(PA), casada, empresária e tem Ensino Médio completo

No Senado

davi

Também toma posse Davi Alcolumbre(DEM), eleito senador pelo Amapá com 131.695 votos, o que correspondeu a 36,26% dos votos válidos.

Ele ocupa a vacância deixada por José Sarney(PMDB), que deixou a vida pública como político.

Dados pessoais com Informações do TRE

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Deputado Marcos Reategui faz visita à Rádio e TV Senado

O deputado federal Marcos Reategui (PSC) foi recebido no final da semana em Brasília, pelos diretores da TV e Rádio Senado. O parlamentar visitou todas as instalações das emissoras legislativas conhecendo em detalhes a infraestrutura, funcionamento e grade de programação. Ele ainda gravou entrevistas e inserções que estão sendo veiculadas nos intervalos alusivas aos 18 anos da rádio senado FM em rede nacional de rádio. Para o diretor geral da rádio senado FM Ivan Godoi a visita foi proveitosa, “Com entusiasmo e alegria recebemos aqui em nossa matriz o deputado do Amapá Marcos Reategui, que vem com bons propósitos de nos auxiliar em seu estado e contribuir para a celeridade em o mais breve possível inaugurarmos nossa estação em Macapá que já esta no ar há um ano em face experimental” disse Godoi. Marcos já tem agendas de visitas a Universidade do Senado, diretoria do parque gráfico e editorial do senado e gravará entrevista no programa “Cidadania” no inicio de fevereiro na TV Senado e também participa do programa Tribuna Independente na Rede Vida Nacional. Estou vislumbrado com o mundo tecnológico que tem as emissoras do sistema senado de comunicação, principalmente conteúdo educativo e de compromisso com a sociedade” comentou.

ASCOM/DEP. MARCOS REATEGUI
BRASILIA DF

sábado, 24 de janeiro de 2015

“Entendo que as aulas deverão começar quando tivermos merenda nas escolas”

Conceição Medeiros. A educadora dá o exemplo e pilota um verdadeiro mutirão de limpeza da Secretaria de Educação.
Tida como uma gestora pragmática e arrojada, a nova titular da Secretaria Estadual de Educação (SEED) arregaça as mangas e abre uma temporada de ações em regime de mutirão. A professora Conceição Medeiros esteve à frente de uma grande ação de faxina, com remoção de entulhos e tudo que possa representar riscos ao mosquito transmissor da dengue, em todo o complexo da Secretaria, na Avenida FAB. Foi nesse ambiente que ela recebeu a reportagem do Diário do Amapá para uma entrevista sobre os desafios de atender a maior clientela de todas as pastas do Executivo Estadual. Falou das dívidas deixadas pela gestão anterior e de como isso está prejudicando drasticamente o planejamento para a retomada das aulas no ano letivo de 2015. Os principais trechos o Diário publica a seguir.

Cleber Barbosa
Da Redação

Diário do Amapá – A senhora fez questão de estar à frente da equipe da Secretaria Estadual de Educação num verdadeiro mutirão de limpeza do prédio onde funciona a sede administrativa do órgão neste fim de semana. Como surgiu essa ideia secretária?
Conceição Medeiros – Neste sábado estamos nessa missão de fazer uma limpeza geral na secretaria para realmente tirar todo o lixo que nós encontramos e assim contribuir também com a saúde pública e com a saúde do trabalhador, pois a dengue está aí e nós precisamos dar o exemplo.

Diário – Mais ou menos aquela máxima de que a palavra convence, mas o exemplo arrasta, é por aí que passa essa iniciativa?
Conceição – Sim, a Educação não pode falar dessas prevenções, pedir o apoio da comunidade, se aqui dentro nós estávamos com muito lixo ao redor dos prédios, além da área interna da própria secretaria. Ela precisa ser uma secretaria que atraia as pessoas a virem para cá, com boas ideias, contribuições, esperança.

Diário – A situação estava feia por lá secretária? Muita sujeira?
Conceição – Um aspecto triste, até com a própria cor da secretaria, as paredes, com limo, então arrumamos um lava-jato e ajuda de pessoal, mesmo sem o pagamento das serventes e merendeiras, essas profissionais se dispuserem a trabalhar conosco e é isso aí, eu me orgulho de estar numa secretaria onde eu tenho uma equipe com todos e por todos. É assim que nós trabalhamos, com esse lema.

Diário – Dizem que toda mudança para uma casa nova deve ser precedida de uma boa lavagem do imóvel...
Conceição – Nós acreditamos que na segunda-feira um outro aspecto na Secretaria de Educação para atender a nossa população. Quero salientar que essa iniciativa não para por aqui, neste fim de semana, queremos repetir essas ações de limpeza pelo menos de quinze em quinze dias em todo o prédio da Secretaria e conclamar aos demais gestores das unidades a fazerem o mesmo.

Diário – Por falar nessa questão das pendências que ficaram do ano passado com os colaboradores da Educação, especialmente os prestadores de serviço que são terceirizados, houve uma outra iniciativa no sentido de arrecadar donativos como cestas básicas, como surgiu essa ideia secretária?
Conceição – É, nossa filosofia é no sentido de humanizar o atendimento, as relações interpessoais, o contato no dia a dia com os usuários da rede estadual de ensino. Então não podemos manter companheiros com fome, então nós contamos com a solidariedade dos companheiros daqui da Seed e conseguimos montar cestas de alimentação diversificada, além de juntamente com frangos, para que possa amenizar essa situação. Nós não gostaríamos de estar nesse momento ofertando cestas básicas, nós queríamos que eles [os trabalhadores] estivessem com seu dinheiro na mão, pois com seus próprios recursos poderiam administrar e fizessem o que melhor lhe convier, mas com certeza o mês de janeiro do governo Waldez nós já faremos o pagamento desses trabalhadores que são mais que merecedores.

Diário – De quantos meses exatamente eles reclamam não estarem recebendo esses pagamentos secretária?
Conceição – Olha, uns tem três meses, outros quatro meses de pagamentos atrasados, mas há casos de até sete meses de atraso. Então lamentavelmente nós encontramos esse quadro realmente muito triste, difícil de entender.

Diário – Como diria o então prefeito de Macapá e hoje vice-governador Papaléo Paes vocês estão fazendo das tripas coração para dar conta do enorme desafio não é secretária? Parabéns pela iniciativa!
Conceição – Muito obrigada, como disse, não queríamos ter que recorrer a esse tipo de ação, pois o trabalho dignifica o homem e a concretização dessa máxima é o pagamento dos proventos a que faziam jus.

Diário – Já há previsão de quando será aberto o ano letivo na rede estadual de educação secretária?
Conceição – Sim, o calendário aprovado no Conselho Estadual de Educação é 23 de fevereiro, essa é a data prevista para a retomada das aulas. Porém, nós entendemos que as aulas deverão começar quando nós tivermos a merenda nas escolas, as serventes e merendeiras já com seus pagamentos atualizados, como também os transportadores. Pois no ano passado, no final do quatro bimestre, houve um grande prejuízo em função do não pagamento aos transportadores, que estão seis meses sem receber.

Diário – Seis meses é muito tempo, não é mesmo?
Conceição – O segundo semestre foi seriamente prejudicado, as crianças e os usuários foram seriamente prejudicados na questão do cumprimento do ano letivo.

Diário – A gente tem a informação de que sua equipe também está se esmerando em realizar um levantamento a respeito das condições da estrutura física de toda a rede de escolas espalhadas pelo interior do estado, afinal isso também será determinante para a retomadas as aulas, correto?
Conceição – Com certeza. Temos um prazo para fechar tudo isso até o dia 15 de fevereiro, com o resultado dessas auditorias do Oiapoque a Laranjal do Jari, pois nossas equipes estarão acompanhadas da Controladoria do Governo do Estado, quando teremos em todo o interlã amapaense cinco equipes, capitaneada, como disse, por técnico da Controladoria do Estado, para que possamos ter a real condição da Secretaria, em termos de pessoal, de vigilantes, serventes, merendeiras, transporte, enfim, nós precisamos ter um domínio disso, precisamos o que temos e o que precisamos ampliar ou até mesmo onde precisamos diminuir.

Diário – Uma última informação secretária, os pais ou responsáveis de alunos que por ventura não conseguirem as vagas anunciadas na Chamada Escolar ou mesmo nos diversos sorteios que muitas instituições de ensino realizam como devem proceder para garantir a matrícula das crianças?
Conceição – Após esse período das matriculas devem procurar uma central de vagas que funciona no Escola Gabriel de Almeida Café, no Centro, onde está sendo providenciado um cadastro reserva, quando deveremos apresentar o resultado desse levantamento entre os dias 9 a 13 de fevereiro.

Perfil


Entrevistada. Conceição Corrêa Medeiros, tem 63 anos de idade, é pedagoga com especialização de Planejamento em Políticas Públicas e em Planejamento Educacional. Foi diretora do Instituto de Educação do Estado do Amapá e também secretária municipal de Educação de Macapá, na gestão do prefeito Roberto Góes. Tida e havida como empreendedora e pragmática, tocou projetos arrojados e importantes na pasta, garantindo grande aceitação e também reconhecimento popular, como o projeto “Escola Viva”, que garantia três refeições aos alunos da rede municipal de educação, além de cestas de alimentação complementar nos meses de férias, bem como fardamento e material escolar de graça para os estudantes.

"A presidente Dilma está fazendo o oposto do que prometeu em sua campanha".

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Senador Aécio Neves: “O país foi enganado”
A revista Veja desta semana traz uma entrevista com o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves. O senador falou à revista sobre as contradições entre o que foi prometido pela candidata Dilma Rousseff na eleição e as medidas anunciadas pela presidente reeleita em seus primeiros dias de segundo mandato, como o aumento da conta de luz, a elevação de impostos e o corte de direitos trabalhistas.

Leia a entrevista:

A presidente Dilma Rousseff tem adotado (ou sinalizado) medidas econômicas que ela atacou na campanha, como corte de gastos do governo, aumento de impostos e de juros. As circunstâncias mudaram? 
As contradições são enormes. As circunstâncias não mudaram. Há muito tempo o PSDB vem alertando sobre as medidas equivocadas do governo Dilma na área econômica, que se traduziram em  baixo crescimento, desequilíbrio fiscal, perda de competividade da indústria e desequilíbrio externo. Na campanha, falei diversas vezes da necessidade de ajustes para que a economia voltasse a crescer e pudéssemos continuar com a melhoria da renda e redução das desigualdades e da pobreza que, agora, estão em risco. A candidata Dilma, mesmo conhecendo a gravidade do quadro econômico, não apenas negava a necessidade de ajuste como atacava aqueles  faziam o alerta. Assistimos agora um estelionato eleitoral sem precedentes, pois o governo terá que fazer um ajuste fiscal muito mais duro que o que seria necessário no caso do PSDB, porque o mercado sabe que foi a própria presidente Dilma que, deliberadamente, entregou para o seu segundo governo uma herança maldita.  Apesar dos alertas, a  presidente deixou de tomar uma série  de medidas e não hesitou em permitir que os problemas do país se agravassem pensando apenas em  vencer as eleições.

Quais as consequências de a presidente ter prometido uma política econômica e agora adotar outra?
Existe uma grande questão que, acredito, deve preocupar muitos dos aliados do governo: refiro-me à perda de credibilidade. E a credibilidade é um ativo essencial a qualquer  governo. Na campanha, a candidata tinha dois caminhos: respeitar o povo brasileiro, o que significa respeitar a verdade ou mentir sobre a realidade do país e sobre as suas reais intenções. A candidata escolheu o caminho da mentira. Mentiu aos brasileiros sobre o que disse que ia fazer. Vejo três grandes problemas. Primeiro, o estelionato eleitoral. O governo prometeu uma série de medidas que não vai cumprir e está, agora, elaborando, às pressas, um novo plano de governo que não discutiu com os eleitores. Segundo, como o governo não se preparou para uma agenda de reformas, as medidas anunciadas estão sendo tomadas por meio de Medidas Provisórias sem o debate com a sociedade e, principalmente, com os trabalhadores. O que se anunciou até agora são medidas isoladas que não fazem parte de uma agenda estrutural. Mudanças de tributos deveriam integrar uma reforma tributária, e não medidas isoladas com o único propósito de aumentar a arrecadação. Terceiro, as medidas de ajustes  estão sendo anunciadas pela equipe econômica e não pela presidente da República que deveria ter a responsabilidade de fazê-lo.  Tem-se a impressão  de que a presidente está  muito convicta das propostas e que, a qualquer momento, pode desautorizá-las.
Há quem argumente que campanha é uma situação e que o dia a dia do governo é outra.
Esse é o discurso de quem não respeita a população, de quem acredita que vale tudo, que se pode fazer o diabo para vencer uma eleição, até enganar o seu próprio povo. Compromissos de campanha devem ser os compromissos de governo. Se não for assim,  as campanhas eleitorais seriam transformadas em concursos para ver quem mente mais e melhor. É antiético prometer uma coisa e fazer depois de eleito algo totalmente diferente depois de eleito. A candidata prometeu que não iria mudar direitos sociais e, agora, propõe dificultar acesso ao seguro desemprego.  Falei na campanha da necessidade de reduzir os subsídios dos bancos públicos e de o governo cortar despesas, preservando investimentos sociais.  A candidata Dilma prometia aumentar subsídios e agora quer fazer um corte radical, prejudicando os trabalhadores. Assistimos a um governo fazendo o oposto do que prometeu. Isso explica o grande sentimento de frustração e perplexidade que se percebe hoje no país. Muita gente se sente enganada.

Dilma terá apoio político para levar adiante um programa econômico que ela e o seu partido tanto criticaram?

Há uma imensa confusão quando se fala que as medidas do governo são as mesmas que seriam adotadas pela oposição. Não são.  As medidas em um governo do PSDB seriam previamente discutidas com a sociedade, feitas de forma gradual e negociadas no Congresso Nacional. O governo terá problemas para aprovar algumas das  propostas. O PT escolheu fazer o ajuste fiscal pela via simplista de aumento de impostos e redução de direitos trabalhistas, por meio de medidas provisórias, sem qualquer discussão com a sociedade e sem  enfrentar as questões estruturais. Para usar uma expressão cara à presidente, trata-se de uma solução “rudimentar”. E injusta com os brasileiros.

Qual a avaliação do senhor em relação às medidas anunciadas?

Há um equívoco com relação ao instrumento utilizado.  As medidas deveriam passar por amplo debate na sociedade e no Congresso Nacional. E eu não dificultaria acesso ao seguro desemprego em um período de baixo crescimento em que o desemprego tende a aumentar. Isso é injusto com o trabalhador. No caso do abono salarial, por que retirar totalmente o direito a este benefício de quem trabalhou por menos de seis meses? O correto não é tirar o benefício, mas sim torná-lo proporcionalmente maior para quem trabalhou por mais tempo. O governo não quer o debate e repete, cada vez com menos constrangimento, a velha e carcomida fórmula de garantir apoio às suas propostas por meio da distribuição de cargos e espaços de poder aos  aliados. Infelizmente, quem vai pagar a conta serão, mais uma vez, os cidadãos brasileiros e, em especial, os trabalhadores.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

“Vamos continuar a caminhada política, ela não é feita só por quem tem mandato”

“Vamos continuar a caminhada política, ela não é feita só por quem tem mandato”
Deputado Luís Carlos Júnior concede entrevista ao Conexão Brasília ao lado do pai, o desembargador Luís Carlos.
A série de entrevistas com os deputados federais que não retornam para Brasília, em fevereiro, feita pelo programa Conexão Brasília, ouviu ontem o deputado Luiz Carlos, que chegou ao Congresso Nacional em 2.011 como um estreante na política amapaense. Ele fez um balanço dos quatro anos em que atuou em Brasília, quando chegou a figurar no concorrido ranking da revista Veja como um dos políticos atuantes do parlamento brasileiro. Esse e outros assuntos foram tratados na conversa com o jornalista Cleber Barbosa. O deputado também fez críticas ao atual modelo de proporcionalidade nas eleições do país, que faz com que políticos, como ele, com votações maiores de que alguns eleitos, fiquem de fora da lista de mandatos. Acompanhe a seguir um resumo do que ele disse. 

Cleber Barbosa, da Redação

Diário do Amapá – O senhor está fechando esse ciclo de quatro anos no Congresso Nacional, onde mesmo sendo um estreante figurou no ranking da Revista Veja como um dos mais atuantes parlamentares. O senhor está dizendo adeus ou até breve?
Luiz Carlos – Eu espero que um até breve... [risos] Como diz o senador José Sarney, a política só tem uma porta, que é a porta de entrada. Mas o povo sabe o que faz, fez a escolha e deixou a gente na reserva durante esse tempo, mas estamos prontos para assumir todos os desafios, como o próximo agora, que é retomar nossa carreira profissional. Sou advogado, tanto eu como meu irmão Bruno, e agora vamos ter ao nosso lado o desembargador Luiz Carlos, que já aposentado vai fazer frente com a gente em nosso escritório.

Diário – E como vai dar continuidade na política partidária?
Luiz Carlos – Vamos continuar na caminhada política, pois ela não é feita só por quem tem mandato. Política é você estar todo dia, dialogar, construir ideias, construir pontes e tentar solucionar problemas através do diálogo e da inteligência. Isso a gente vai tentar continuar fazendo, mesmo sem mandato, pois ainda sigo na atividade partidária. Vou continuar sendo presidente do Partido da Social Democracia Brasileira, o PSDB no Amapá. Vamos continuar seguindo em frente. Isso é o que é importante.

Diário – Qual a avaliação dessa experiência na Câmara dos Deputados?
Luiz Carlos – Foi uma experiência para mim muito prazerosa, principalmente sabendo que o resultado veio em favor daqueles que acreditaram na gente. De antemão eu aproveito para agradecer a todos os que confiaram tanto em 2010 como agora em 2014. Na primeira eleição eu tive 10.945 votos e agora 9.664. Desses votos, foram na primeira vez 7.300 e agora 6.300 votos só em Macapá. Então devo agradecer muito à população da capital que acreditou em nosso trabalho. Muitos e muitos amigos acreditaram e deram esse voto de confiança mais uma vez para nós, agora, mas infelizmente a conjuntura política, o jeito que é feito não propiciou que alcançássemos o mandato, mesmo tendo sido o mais votado na coligação.

Diário – Fica o que dessa experiência nas urnas?
Luiz Carlos – Para mim é apenas uma pedra no caminho. Vamos continuar a caminhada, como eu disse. Eu acho que todo político já sofreu derrotas, já sofreu infelicidades. A gente enfrenta a nossa com galardia. Vamos tocar a bola pra frente.

Diário – Muita gente lamenta que a maioria da atual bancada não tenha renovado os mandatos, afinal foi uma legislatura de muitos resultados positivos para o Amapá. 
Luiz Carlos – Eu recebo isso como um elogio e o faço dividindo com todos os meus colegas de bancada. É uma grande felicidade esse rendimento. A gente sempre que se encontra faz essa reflexão, congratulando-nos especialmente por uma vitória emblemática para nós, que foi a aprovação da PEC 111, pois você aprovar uma Emenda Constitucional com uma bancada de apenas oito deputados é, no mínimo, uma demonstração de poder de diálogo e de articulação. E nós fizemos isso. Mudamos a Constituição com uma bancada de apenas oito deputados [e três senadores], como é a bancada do Amapá.

Diário – Essa possibilidade de transposição dos servidores do antigo território para a União é tida como um gesto de se fazer justiça, não é?
Luiz Carlos – Sim. Mas também uma economia gigante para os cofres do estado, assim como uma enorme economia para as prefeituras dos cinco municípios originários do território federal do Amapá. Ela também dá respostas àqueles servidores públicos, pois foi uma batalha muito grande de todos eles para alcançar essa condição de terem seu vínculo com o Governo federal reconhecido. Isso tudo se deu pela capacidade da nossa bancada se articular, com a ajuda forte, sempre muito grande, do senador José Sarney, então todos nós somos vitoriosos. A gente deseja, sinceramente, do fundo do coração, que assim continue sendo, afinal de contas a gente não pode se cegar pelos nossos objetivos imediatos, por isso a gente deseja enquanto cidadão, enquanto político, enquanto ativista político que a bancada que vai nos render agora seja também de um grande desempenho, que nossos parlamentares surpreendam como nós conseguimos surpreender, para que a gente tenha orgulho dos nossos representantes.

Diário – O que ocorre com integrante da atual bancada?
Luiz Carlos – Sim, muitas vezes a gente encontra nas ruas as pessoas que fazem questão de dar aquele abraço carinhoso, quando as pessoas agradecem e dizer que se sentiram representadas pelas nossas ações, seja do deputado Luís Carlos como também por todos os deputados federais da nossa bancada cujos mandatos se encerram agora dia 31 de janeiro de 2015.

Diário – Bacana esse seu gesto de dividir os louros da vitória com seus pares.
Luiz Carlos – Sim, fazendo justiça. Eu queria também agradecer não só pelos votos para a todos aqueles companheiros nossos de militância, como a Juventude do PSDB, os demais segmentos do partido e a todos os demais parlamentares do PSDB, aqueles que puderam e aqueles que não puderam cerrar fileiras com o nosso mandato e aqueles militantes que mesmo incógnitos fizeram um grande trabalho, não só para os proporcionais do PSDB como para a majoritária, quando tivemos uma ampliação de votos no tocante à disputa pela Presidência da República.

Diário – E o Congresso Nacional, sob a ótica de quem passou a fazer parte dele, onde tanta gente recorre a ele para resolver os mais diversos problemas do país?
Luiz Carlos – Antes de eu ser congressista, apenas como um militante, tinha a impressão que muitos têm, de que o Parlamento é uma casa de conchavos, então quando a gente acha que pode fazer melhor a gente vai lá e tenta fazer, foi isso o que me motivou a ser candidato. Não sob o ponto de vista das pessoas, mas daquilo que muitas vezes nos é repassado através de alguns meios de comunicação. Quando eu cheguei lá descobri que ali é uma casa de muito trabalho, uma casa de diálogo. O que mais me surpreendeu é a abertura do Congresso brasileiro para a população. Eu tive a oportunidade de visitar outros congressos em outros países e à certa altura, como parlamentar, como representante do Brasil em missão oficial, fomos visitar o plenário do congresso canadense, mas só conseguimos passar lá cinco minutos, pois os seguranças praticamente nos pegaram pelo braço e nos tiraram de lá.

Diário – No Congresso Nacional há maior participação popular?
Luiz Carlos – Sim, você precisa apenas estar trajado minimamente adequado e portar sua carteira de identidade para adentrar em qualquer ambiente da Câmara ou do Senado, claro excetuando-se o plenário, caso você esteja acompanhado e algum parlamentar. Isso para mim foi uma feliz descoberta, pois a gente tem contato com todos os segmentos da sociedade brasileira, seja de representante do indígena, dos agricultores, da indústria ou até dos bancos.

Diário – Obrigado pela entrevista.
Luís Carlos – Eu que agradeço e que seja um até breve.

Perfil...
Entrevistado. Luiz Carlos Gomes dos Santos Júnior é amapaense de nascimento, mais precisamente do município de Amapá, tem 34 anos de idade, é casado, formado em Direito pela Universidade da Amazônia (Unama) em Belém (PA), com especialização MBA em Direito da Economia e da Empresa, pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro (RJ). Advogado militante no Amapá, ganhou popularidade e conhecimento, sendo eleito deputado federal em 2010, com 10.945 votos, pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Foi eleito pela revista Veja o 13º parlamentar mais atuante da atual legislatura. Exerceu ainda a função de vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça e outras Comissões da Casa.