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quinta-feira, 15 de junho de 2017

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, quinta-feira, dia 15 de junho de 2017.



Ipem

O Instituto de Pesos e Medidas está fiscalizando os produtos típicos mais consumidos nesta época do ano das festas juninas. A Operação “São João” visa fiscalizar peso, quantidade ou volume, se estão de acordo com as indicações fornecidas pelos fabricantes.

Amostras

Retirados exemplares de artigos comuns nas festas, como milho de pipoca, canela em pó, cravo-da-índia, noz-moscada, canjica e doces específicos, como pé-de-moleque, paçoca, totalizando 182 produtos.

Garantia

O Governo Federal autorizou o empenho de emendas parlamentares do deputado federal Vinícius Gurgel (PR/AP) para o município de Pracuúba. O aporte financeiro será investido obras de infraestrutura na cidade.

Ruas

Objetivo é melhorar o trafego de veículos e a locomoção dos pedestres que vivem em Pracuúba. Vinícius alocou R$ 435 mil para pavimentação, uma das principais reivindicações da comunidade.

Extensão

Unifap ofertará treinamento funcional, dança de salão, lutas, natação e hidroginástica para a comunidade acadêmica e sociedade em geral. Projeto inclusivo é do curso de Educação Física. Nota 10!

Hilário
Uma cena inusitada em plena hora do almoço, quando o trânsito trava e o sol aperta mais. E não é que o sujeito que viajava na carroceria desta picape arrumou uma sobra de palmeira em pleno centro da cidade? É claro que está errado transportar passageiro lá em cima, Mas valeu a foto!



Olha essa. Em Boston, nos Estados Unidos, se um morador achar um buraco na rua é só tirar uma foto dele e enviar para a prefeitura. A ordem é mandar arrumar logo a avaria na rua e, como satisfação ao contribuinte, o poder público envia uma foto de volta, com o reparo sendo providenciado.



Por aqui, no Amapá, quando populares chegam a tirar foto de buraco logo viram memes nas redes sociais. Claro que não fica barato, pois a galera acrescenta geralmente alguma placa junto, batizando o lugar com o nome do prefeito de plantão. Asfalto deve estar entre os maiores sonhos de consumo.

Acolá

Em algumas prefeituras do interior de São Paulo, já se ouviu falar de uma modalidade de pavimento que tem o custo compartilhado entre a administração pública e os moradores de cada lado da via. E a faturaé cobrada em parcelas, que chegam às casas em um carnê. Avanço!

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Deputado Vinícius Gurgel cobra mais recursos para a finalização da rodovia BR 156

Durante encontro entre a bancada do Partido da República (PR) com o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, o deputado federal Vinícius Gurgel (PR/AP) cobrou mais uma vez recursos orçamentários para a finalização da rodovia 156.

De acordo com Gurgel, esta é uma obra muito antiga e ainda faltam 109 quilômetros para a conclusão da rodovia que dá acesso ao município do Oiapoque, no norte do Amapá. “Estado não tem nenhuma ligação rodoviária com restante do Brasil. Esta é uma das obras mais antigas, e quero saber se há orçamento previsto para dar continuidade a obra”, indagou o deputado ao ministro.

Segundo o Diretor Geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Valter Casimiro, existem R$ 20 milhões para a execução desta obra. Por causa da restrição orçamentária, o Governo Federal dará prioridade aos trechos já licitados e autorizados.  Maurício Quintella garantiu ao deputado Vinícius que buscará alternativas orçamentárias para entregar esta obra tão importante ao Amapá.

O encontro foi promovido pelo Ministério dos Transportes para apresentar as perspectivas de investimentos e infraestrutura em transportes no Brasil. Além disso, também foram apontadas as realizações no setor de aviação, como o sucesso nas olimpíadas e aprovação de 91% dos passageiros com a pesquisa de aprovação.

No setor rodoviário, Quintella explanou que 237,8 quilômetros foram concluídos, incluindo construção, duplicação e revitalização de vias e pontes. Em portos e hidrovias, o destaque foi para a assinatura do decreto de regularização portuária e a contratação do Derrocamento do Pedral do Lourenço.

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, quarta-feira, dia 14 de junho de 2017.



Defesa

A nova fase da Operação Cabo Orange pelo Comando de Fronteira Amapá foi fechada no fim de semana e considerada um sucesso. O objetivo era intensificar a presença do Estado na região fronteiriça do Amapá, particularmente no município do Oiapoque.

Pelo ar

A ação, coordenada pelo 34º BIS, empregou um efetivo aproximado de 180 militares, além de ter contado com a participação de integrantes do 4º Batalhão de Aviação do Exército, sediado em Manaus (AM).

Agências

A operação teve apoio da Marinha (Capitania dos Portos), da Agência Brasileira de Inteligência, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Receita Federal, do Ibama, da Sefaz, das Polícias Civil e Militar.

Eficaz

Falando à coluna, o coordenador da operação, coronel Robson Mattos, destacou modelo ‘interagências’ que permite estreitamento dos laços de cooperação, a conciliação de interesses e a concentração de esforços.

Estratégia

Em suma, se o crime é organizado, cabe ao Estado brasileiro, através dessas inúmeras agências federais e estaduais, unir esforços para o enfrentamento. A base é a troca ou compartilhamento de informações.

Cuidados
Um novo feriadão se avizinha e muita gente faz planos para pegar a estrada com seu carro.
A coluna então sugere a leitura das cinco dicas dadas por um especialista para evitar acidentes e outros aborrecimentos. É só passar em nossa página na web, digitando www.cleberbarbosa.net.

Educação

Os professores da Escola Visconde de Mauá do SESI, participaram da segunda formação continuada de aperfeiçoamento técnico-docente na área da Inclusão. O objetivo da atividade é capacitar os profissionais da instituição para desenvolver trabalho pedagógico adequado às necessidades.

Dinâmica

Na ocasião foram abordados assuntos como, definição dos conceitos de ensino e de aprendizagem além de aspectos neurológicos, estilos e estratégias de aprendizagem. A formação faz parte do projeto “Me inclua nessa”, desenvolvido pelo Núcleo de Educação Inclusiva (NEI) da Escola além de outras atividades.

Máxima

De acordo com a coordenadora do NEI, Aline Barboza, a atividade é de extrema relevância. Ela justifica que, por meio de ações de aperfeiçoamento é possível sensibilizar os professores para o pleno exercício de uma educação inclusiva orientada pelos pressupostos filosóficos.

DEFESA | Forças Armadas e Agências concluem nova fase da Operação Cabo Orange.

Macapá (AP) – No período de 29 de maio a 6 de junho, foi desencadeada a Operação Cabo Orange pelo Comando de Fronteira Amapá/34º Batalhão de Infantaria de Selva (Cmdo Fron AP/34° BIS), Batalhão Veiga Cabral. O objetivo era intensificar a presença do Estado na região fronteiriça do Amapá, particularmente no município do Oiapoque.

O Batalhão empregou um efetivo aproximado de 180 militares, além de ter contado com a participação de integrantes do 4º Batalhão de Aviação do Exército, sediado em Manaus (AM). Nesse contexto, ocorreram ações preventivas e repressivas no combate aos delitos transfronteiriços e ambientais na faixa de fronteira. Também foram realizadas ações cívico-sociais (ACISO), com o objetivo de prestar assistência aos residentes da área.
A operação teve apoio da Marinha do Brasil, por intermédio da Capitania dos Portos do Amapá; da Agência Brasileira de Inteligência; da Polícia Federal; da Polícia Rodoviária Federal; da Receita Federal; do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA); da Secretaria da Fazenda do Estado do Amapá; das Polícias Civil e Militar; do Corpo de Bombeiros do Estado do Amapá; da Secretaria de Saúde do Oiapoque.
Esse ambiente interagências permitiu o estreitamento dos laços de cooperação, a conciliação de interesses e a coordenação de esforços para a consecução de objetivos e propósitos convergentes que atendem ao bem comum.

Fonte: Cmdo Fron AP/34° BIS

Ministro reafirma compromisso com a sustentabilidade em conferência da OIT, em Genebra

Ronaldo Nogueira discursou na Plenária do Palácio da ONU nesta quarta-feira (14)


O compromisso com o crescimento dos empregos verdes no Brasil foi o tema do discurso do ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira na 106ª Conferência Internacional do Trabalho da Organização Internacional do Trabalho (OIT).  Em sua fala, nesta quarta-feira (14), na Plenária do Palácio da ONU, em Genebra (Suíça), ele falou do empenho do país em promover políticas de incentivo a empreendimentos que geram trabalho em áreas de atuação que levam em conta a sustentabilidade ambiental.

“Estudo do Escritório da OIT no Brasil realizado em 2009, com dados fornecidos pelo Ministério do Trabalho, indicava que, naquele momento, mais de 2,5 milhões de empregos formais, de um total de 39 milhões, podiam ser considerados ‘empregos verdes’, o que totalizaria 6,73% do total. Fizemos o exercício de atualizar o cálculo de empregos verdes formais, sem mudar a metodologia e a base de dados utilizada pela OIT, e observamos um aumento de 22% no número de empregos verdes de 2009 a 2015”, comemorou o ministro.

Para o ministro, o país tem potencial para aumentar esse índice, já que possui a matriz energética mais limpa entre as nações industrializadas, com mais de 45% das fontes de energia provenientes de recursos sustentáveis. “Na medida em que o Brasil recupere os postos de trabalho perdidos na atual crise econômica – e já vemos sinais de recuperação – a tendência é registrar um aumento também nos empregos verdes”, acrescentou.

O ministro lembrou ainda que o Brasil foi um dos primeiros países a ratificar o Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, o que mostra o comprometimento do governo com a temática. “Apoiar a ação contra a mudança global do clima nada mais é do que apoiar o desenvolvimento sustentável, que contribuirá para proporcionar oportunidades de trabalho digno em todo o mundo”, afirmou.

Ele finalizou a fala sobre os empregos verdes defendendo o desenvolvimento sustentável como indispensável para a justiça social. “As consequências da mudança do clima vão além dos impactos ambientais, tendo fortes repercussões socioeconomicas, como, por exemplo, para os trabalhadores na agricultura e no turismo.”

Adequação legal
O ministro também aproveitou o discurso na OIT para tratar de outros dois assuntos: a modernização trabalhista e a transparência com que o Ministério do Trabalho debate seus temas no Brasil.

Sobre a modernização, Ronaldo Nogueira lembrou que as relações de trabalho estão mudando e é necessário adequar a legislação para gerar empregos e crescimento econômico. “O futuro do trabalho exige novos modelos de contratação, flexíveis o suficiente para se adaptarem às mudanças dos novos tempos.”

Ao falar da transparência, ele contou que em 1º de junho foi instalado o Conselho Nacional do Trabalho (CNT), fórum formal de representação tripartite, que tem o objetivo de aprimorar o diálogo social. “O Conselho tem caráter propositivo, de acompanhamento, podendo pronunciar-se sobre todos os temas relacionados ao mundo do trabalho”, contou.

O ministro finalizou o discurso na 106ª Conferência Internacional do Trabalho da OIT falando do desafio de incluir a sustentabilidade na agenda de discussões sobre o futuro do trabalho.

“Não é possível pensar no futuro do trabalho sem pensar no desenvolvimento sustentável e nos novos tipos de emprego comprometidos com a sustentabilidade ambiental, assim como nas relações de trabalho tradicionais, que terão de ser redesenhadas. Contamos com a ajuda da OIT para enfrentar esse desafio”, concluiu.

terça-feira, 13 de junho de 2017

OPINIÃO | Notas da Coluna ARGUMENTOS, domingo, dia 11 de junho de 2017.


Comércio

Longe de ‘legislar em causa própria’, empresário Edevaldo Xavier envia mensagem para falar da importância dos homens serem mais criativos na hora de presentear as namoradas. “Nada de panela ou avental”, diz ele que sugere eletrônicos, como os smartphones.

Gastronomia

Uma novidade que chegou por esses dias está garantindo um fim de semana longe do fogão e das panelas. É a “Feijoada do X”, que está apresentando o modelo de feijoada do sul do país. Lá no X do Sul!

Rádio

Novo superintendente do DNPM no Amapá, engenheiro Romero Peixoto, foi ao rádio ontem falar do enorme desafio de arrumar o setor. Foi durante a audição do nosso programa Conexão Brasília.

Infra

Para Romero, o acidente com o Porto da Anglo ainda é o maior gargalo, juntamente com o estado de abandono da velha Estrada de Ferro do Amapá. “Estamos contando com o apoio de todos para resolver isso”, disse.

Paradoxo

Outro grande problema é a diminuta equipe local do DNPM para dar conta de fiscalizar a grande área sob a jurisdição do órgão por aqui. Simplesmente toda a área territorial do estado do Amapá.

Mineração
Aspecto da participação do novo superintendente do DNPM-AP (Departamento Nacional da Produção Mineral) no Amapá, Romero Peixoto. Este pernambucano de nascimento atua no Amapá desde os anos 80, quando entrou para os quadros da tradicional Icomi S.A. como engenheiro de minas.


Pesquisa

Equipe de Otávio Ohashi permanece no Amapá por mais tempo. Ele esteve visitando o Amapá esta semana e já se mandou, mas deixou alinhavado um trabalho de pesquisa e consultoria a empreendimentos locais. Ele concedeu entrevista exclusiva ao nosso canal. Acesse YouTube.com/cleberbarbosa.

Música

Tem uma safra de novos talentos na música surgindo. Ontem, no rádio, dois irmãos mostraram que apesar da falta de oportunidades pelas vias tradicionais do showbiz dá para romper as barreiras pela rede mundial de computadores. Faype e sua irmã Sarah mandaram muito bem cantando ao vivo na Diário FM.

Turismo

Pedra Branca do Amapari recebe neste domingo a I Etapa do Circuito Brilho de Fogo de Corrida. Uma prova de rua, aliada a uma caminhada, além de gente bacana ocupando a rede hoteleira para conhecer o interior do Amapá. Sacada das amigas Josi Maia e Rosângela Chagas.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

LOTERIA | Mega-Sena acumulada sorteia R$ 40 milhões neste sábado

Valor do prêmio aplicado na Poupança da CAIXA pode render até R$ 200 mil mensais
A Mega-Sena está acumulada e promete pagar, neste sábado (27), o prêmio de R$ 40 milhões do concurso 1.934. O sorteio será às 20h, em Santo Antônio de Jesus (BA), onde está estacionado o Caminhão da Sorte.
O prêmio pode render aproximadamente R$ 200 mil mensais ao apostador que aplicar o montante na Poupança da CAIXA. Com o valor, o sortudo pode optar por morar em uma fazenda de luxo, com duas casas, três represas, piscina, quadras de esportes, espelho d’água, entre outras regalias, e ainda sobram R$ 15 milhões para viver com muita mordomia.
A aposta mínima na Mega-Sena é de R$ 3,50 e pode ser feita em qualquer lotérica do país. Clientes com acesso ao Internet Banking CAIXA podem fazer suas apostas na Mega-Sena pelo computador pessoal, tablet ou smartphone. Basta ter conta corrente na CAIXA e ser maior de 18 anos. O serviço funciona das 8h às 22h (horário de Brasília), exceto em dias de sorteio, quando as apostas se encerram às 19h, retornando às 21h para o concurso seguinte.
Quina de São João:
As apostas para a Quina de São João 2017 já começaram. O concurso 4.412 tem previsão de pagar o prêmio de R$ 130 milhões para quem acertar os cinco números do sorteio especial. O sorteio será realizado no dia 24 de junho, às 20h (horário de Brasília), no Caminhão da Sorte da CAIXA, que estará na festa de São João de Campina Grande (PB). As apostas podem ser feitas em qualquer lotérica do país até o dia do sorteio.
Apostas múltiplas e Bolão CAIXA:
A aposta múltipla (jogos com 7 a 15 números) aumenta a probabilidade de acerto, conforme tabela abaixo:
Os apostadores podem ainda somar forças com amigos e familiares e utilizar a opção Bolão CAIXA, na qual o valor da aposta é dividido pelo grupo, assim como o prêmio – em caso de acerto nas faixas de premiação. Ao ser registrada no sistema, a aposta gera um recibo de cota para cada participante que, em caso de premiação, poderá resgatar a sua parte do prêmio individualmente.
25/05/2017
Assessoria de Imprensa da CAIXA
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terça-feira, 16 de maio de 2017

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, terça-feira, dia 16 de maio de 2017.

Mercado

A Guiana Francesa já bateu o martelo, com o aval de Paris, claro. Está regulamentada a prática das conexões internacionais em Caiena, com dispensa de visto. Então quem tiver bilhete para a Europa, Caribe ou America poderá permanecer até 72 horas tranquilamente.

Oficial

Essa informação foi confirmada ontem à coluna pelo cônsul da França em Macapá, Alain Kraïs. É um grande avanço para o incremento do turismo regional, além de uma enorme vantagem aos turistas.

Romaria

Olha, quem já viajou de Macapá a Paris via São Paulo, por exemplo, sabe a amolação que é passar quase 24 horas entre escalas, conexões e o voo direto de 12 horas para atravessar o oceano Atlântico.

Economia

Para uma comparação prática, os dois voos diários que saem de Caiena levam 8 horas para chegar à capital da França, ao custo de 500 a 600 euros. Já os voos via Rio ou São Paulo custam mais que o dobro disso.

Abertura

Para fechar sobre essa grande novidade, a gente conclui que a Guiana Francesa quer de fato se abrir para o turismo. Quem comprar um pacote turístico para lá também não precisará mais do complicado visto.

Linhão
O Linhão do Tucuruí anda provocando uns apagões que estão amolando consumidores por aqui. Os cortes na transmissão teriam sido gerados por problemas na travessia da rede pela floresta amazônica. E olha que lá temos as maiores torres de transmissão do país. Alguma nota aí?

Clima

E o calor, reparou? Amigos, de uma hora para outra Macapá voltou a ser aquela ‘estufa’ que possibilita até fritar um ovo no asfalto da Av. FAB ao meio-dia. Para os mais antigos é sinal de que as chuvas começam a diminuir para a chegada do verão amazônico, que vai de julho a dezembro.

Publicação

Por falar nisso, a retomada das publicações da Revista Diário está na ordem do dia, como diria o ex deputado Vital Andrade. As reportagens sobre economia, turismo, comportamento e também o meio ambiente ganham aceitação dos leitores e um olhar generoso da crítica. Grande orgulho integrar o time.

Mobilidade

Titular da Setrap, Jorge Amanajás, confirma que além da Linha Verde, que ligará o Ramal do Km 9 até a Rodovia Norte Sul, haverá uma irmã chamada Linha Azul, um prolongamento da Av. das Nações (hoje Tupinambá) abrindo um leque de possibilidades para o Centro.

ENTREVISTA | “Cotidianamente a gente sente a presença do racismo”

Apesar de ainda jovem, o advogado amapaense Danilo Silva demonstra muita maturidade ao abordar com muito realismo aquilo que muita gente insiste em esconder no país: o racismo. Ele acaba de assumir a presidência da Comissão da Verdade Sobre a Escravidão Negra no Brasil, um colegiado que passa a fazer parte das seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ele foi entrevistado pelo jornalista Cleber Barbosa, durante o programa Conexão Brasília, pela rádio Diário FM, ocasião em que falou abertamente sobre o problema que ele mesmo diz já ter sentido. Na pele. Para o advogado, a primeira dificuldade é admitir que o preconceito racial ainda existe e precisa ser combatido, com muito diálogo e informação. Os principais trechos da conversa o Blog publica a seguir.

Cleber Barbosa
Da Redação

Diário do Amapá – O senhor acaba de ser nomeado para presidir a Comissão da Verdade Sobre a Escravidão Negra na OAB local, um grande desafio, não é?
Danilo Silva – Exatamente. Essa comissão é bem nova na OAB. No Conselho Federal ela tem apenas dois anos e aqui no Amapá ela está em fase de implementação, ainda. Ela já foi criada, fui nomeado presidente e agora estamos formando a comissão, a ser composta por vários advogados, por membros da sociedade civil e também do Judiciário e do Ministério Público que queiram contribuir com esse trabalho.

Diário – E como ela surgiu? Qual é o mote de sua atuação?
Danilo – Tal como foi a Comissão da Verdade, para investigar os crimes na Ditadura Militar, crimes de torturas, homicídios, essa Comissão da Verdade na OAB surgiu com o intuito de investigar quais crimes, quem cometeu esses crimes e onde foram cometidos esses crimes que possibilitaram a escravidão negra no Brasil.

Diário – Pelos dados que o senhor dispõe, dá pra dizer onde e quando surgiu a escravidão?
Danilo – Bom, a escravidão existe desde que o mundo é mundo, em vários continentes, com os hebreus, com os chineses, enfim. Já a escravidão negra iniciou com as grandes navegações, na época da corrida entre Portugal e Espanha. Quando Cristóvão Colombo chegou à África, ele viu que as pessoas tinham a pele escura e se espantou, pensando inicialmente que era por questões geográficas que as pessoas tinham pele negra. Levantou a teoria de que eram serem humanos primitivos e a partir daí iniciou-se o tráfico intercontinental de escravos, se espalhando pelo mudo. A escravidão negra foi a maior barbárie que já ocorreu na história da humanidade.

Diário – E, claro, acabou chegando ao Brasil com os portugueses, é isso?
Danilo – Não só com os portugueses, mas também com os espanhóis e todos os mercadores europeus de escravos, como holandeses, franceses. A África, em vinte anos, foi noventa por cento colonizada.

Diário – No Brasil coube à princesa Isabel abolir a escravidão, mesmo que muitas pessoas questionem o cenário em que isso se deu, não é?
Danilo – A princesa Isabel tinha apenas dezenove anos de idade quando assinou a Lei Áurea, num momento em que havia vários movimentos abolicionistas, numa pressão especialmente dos países que já haviam abolido a escravidão e estavam atrás de mercados consumidores. Vale ressaltar que esses movimentos abolicionistas internos não eram antirracistas, pois existiam muitos outros que eram.

Diário – Qual seu pensamento sobre a políticas de cotas para negros em vestibulares e também concursos públicos, pois há quem critique dizendo que a reserva de cotas já é algo discriminatório?
Danilo – Bom, como é de se esperar somos a favor, claro, pois entendemos ser uma política afirmativa, e afirmativa de direitos, pois se enquadra na Constituição como promoção da igualdade racial. O principal argumento de quem é contra, e que a gente escuta muito por aí, é dizer que aprovar as cotas é como se estivesse declarando publicamente que o negro é incapaz. Ora, essa teoria cai por terra a partir do momento que a gente pega os dados dos estudantes que ingressaram na universidade pública através da política de cotas. A taxa de evasão escolar é muito menor do que os alunos não cotistas. As notas são melhores, o esforço e a produção são maiores também, ou seja, a gente sabe que não existe diferença biológica entre um negro e um branco, não existe diferença intelectual. A grande fundamentação das cotas é a diferença de condições, pois a maioria afrodescendente é pobre e não tem as mesmas condições que a maioria eurodescendente, de pele clara e de classe média ou alta.

Diário – Há uma dívida histórica com a população afrodescendente.
Danilo – Gosto de citar sempre o exemplo do juiz federal William Douglas, chamado o mago dos concursos, que durante muito tempo foi contra [a política de cotas], mas que hoje é a favor. O que fez ele mudar de opinião? Ele é professor voluntário nesses cursinhos pré-vestibulares para pessoas carentes e viu que a maioria é negra. Ele publicou um artigo sobre isso, explicando as razões para ter mudado de opinião. Disse ter visto o esforço dessa população de acordar cedo, pegar ônibus, ir muitas vezes com fome só para estudar, enquanto que a filha dele que mora bem, uma boa estrutura, tem de tudo, possui muito mais condições de ascender na vida.

Diário – O senhor já tinha uma história de militância no movimento negro no Amapá?
Danilo – Não tinha não, apesar de ser simpatizante desde sempre, apesar de sofrer violência racial desde sempre, é uma coisa incomum que todo negro tem essa vontade, essa garra de lutar e mudar isso. A oportunidade que eu vi veio depois de me profissionalizar, me tornar advogado, enfim, cheguei à conclusão de que poderia contribuir para mudar esse cenário. É muito fácil a gente ficar em nossa zona de conforto, ficar em casa no sofá vendo os outros fazerem as coisas, enfim, poucas pessoas têm essa iniciativa de virar protagonista de mudanças. Então veio essa oportunidade com a Comissão dentro da OAB e ela tem um trabalho muito importante para ser feito pelo país, então o Amapá não poderia ficar de fora.

Diário – Que tipo de violência racial o senhor já foi vítima?
Danilo – Cotidianamente a gente sente a presença do racismo. Quando a gente entra num mercado, por exemplo, quando o segurança fica andando atrás de você; quando a gente entra numa loja e as pessoas não te tratam bem, a não ser quando você está em vestido. Nunca me esqueço quando uma vez em Castanhal, no Pará, quando caminhava numa tarde pelas ruas do comércio quando percebi que as pessoas iam fechando as portas das lojas; depois na faixa de pedestre via as pessoas levantando o vidro dos carros quando eu me aproximava, enfim, nesse dia eu me senti muito mal realmente.

Diário – O que precisa ser feito para se eliminar o racismo doutor?
Danilo – Bom, a gente precisa desconstruir o mito da democracia racial que existe no Brasil, que é de afirmar que negros e brancos convivem harmoniosamente, de que não existe racismo no país; e que o negro tem ascensão social igualmente ao branco; enfim, o que não é verdade.

Diário – Ou seja, primeiro é preciso admitir que o problema existe?
Danilo – É, no Brasil as pessoas querem admitir a inexistência do racismo e pior do que isso, não admitir que é preciso dialogar sobre isso, as instituições, as escolas, as famílias, enfim, acreditam veementemente que não precisam debater sobre isso. É uma realidade que a gente precisa mudar trazendo para a ordem do dia o debate sobre discriminação, racismo, políticas de cotas, pois o que falta para a maioria da população realmente é informação. O combate ao racismo e a promoção da igualdade racial hoje tem força de emenda constitucional no Brasil, pois foi aprovada nas duas casas do Congresso Nacional, em dois turnos e por maioria absoluta. É aí que entram as políticas afirmativas de direito que eu me referi no começo, cujo objetivo é incluir os negros em outras classes da pirâmide social.

Perfil…

Entrevistado. O advogado Danilo José Martins Silva tem 26 anos de idade, é amapaense nascido em Macapá. É casado com o biomédica Andréia Barbosa, com quem espera seu primeiro filho para março. É formado em Direito pela Faculdade Estácio de Macapá, especialista em Direito Previdenciário. Foi estagiário da Advocacia Geral da União, na Procuradoria da Fazenda e no Departamento Previdenciário; também estagiou no Tribunal de Justiça do Estado do Amapá, no Juizado Especial Norte; é músico e compositor, tendo inclusive tocado na noite antes da formação acadêmica. Acaba de ser nomeado para presidir a Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra no Brasil, colegiado que está sendo implantado em todas as Seccionais da OAB.

JUDICIÁRIO | Supremo Tribunal Federal garante sigilo estatístico do IBGE

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, suspendeu a liminar do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que mandava o IBGE fornecer dados para identificar 45 crianças residentes em Bauru (SP), as quais, segundo o Censo 2010, não tinham sido regularmente registradas nos cartórios de registro civil do município. 

De acordo com a ministra, quebrar o sigilo estatístico do Instituto cria potencial lesivo à ordem pública, por abalar a confiança das pessoas que prestam as informações aos entrevistadores – o que compromete a fidelidade e veracidade das informações fornecidas. 

A ministra ainda argumentou que apesar de ser um direito fundamental da criança e do adolescente ter acesso ao registro civil de nascimento, a proteção do sigilo estatístico também é indispensável às atividades desempenhadas pelo IBGE, cujos dados estatísticos subsidiam políticas públicas. 

Também considerou a medida ineficaz, pois passados sete anos da realização do Censo 2010, as crianças possivelmente já teriam registro civil, uma vez que o documento é indispensável para a matrícula escolar e para o cadastro em programas sociais do governo. 


Fonte: http://www.conjur.com.br/

Notas da Coluna ARGUMENTOS, domingo e segunda-feira, 14 e 15 de maio de 2017.



Patrulha

A Rede Globo mantém firme vigilância na internet sobre sites que “disponibilizam” as transmissões de jogos que são exclusivos do pay-per-view, ou seja, pagos. Vira e mexe chegam notificações para tirar as partidas do ar, para desespero dos torcedores.

Alternativa

De fato, piratear conteúdo das emissoras comerciais implica em punições, mas em tempos de dificuldades na economia, bem que as emissoras de TV aberta poderiam dar mais opções ao combalido torcedor.

Valor

Depois da postagem do jornal Folha de São Paulo sobre a França cobrar R$ 1,5 mil para brasileiros atravessarem a ponte binacional, em Oiapoque, a coluna apurou que não é bem assim. Há ruído na informação.

Informações

Entidades locais, como o Sindicato das Empresas de Turismo e a própria Associação Comercial, foram ao escritório consular da França em Macapá, buscar mais informações. Saíram com esclarecimentos.

Na real

Falando à coluna, o cônsul Alain Kräs explicou que esse valor de R$ 1,5 mil é para um pacote de três meses. Para 30 dias o seguro dos automóveis é de 174 euros, cerca de R$ 400. “Mas vamos implantar para 15 dias”.

Cidadão
O combativo promotor de justiça Adilson Garcia teve a lixeira em frente à sua casa remexida por algum malandro. Ele sacou a vassoura e foi varrer a rua. Em uma rede social, deixou a seguinte mensagem: “Limpe a sua rua! Não espere só a prefeitura. Faça a sua parte!”. Mandou bem doutor!

Lotes

Titular da Sesa, Gastão Calandrini, concluiu processo licitatório e já renovou estoque do medicamento hidroxicloroquina para portadores de lúpus, e do espiramicina, remédio indicado para grávidas com toxoplasmose, para tentar evitar a transmissão da doença para o filho. Em boa hora.

Rito

A hidroxicloroquina faz parte do Programa de Medicamentos Excepcionais e de Alto Custo do Ministério da Saúde, que atua exclusivamente com medicamentos de uso controlado. Os pacientes tratados passam por exames, consultas, confirmação da doença e verificação dos documentos pessoais.

Certames

A coluna apurou que o estado chegou a ficar com o estoque zerado dos medicamentos, em decorrência da inabilitação e/ou desclassificação das propostas de empresas nas últimas licitações para aquisição dos remédios, impossibilitando legalmente a compra.

CONEXÃO BRASÍLIA TV | R$ 1,5 mil para passar na ponte? Não é bem assim!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Presidente da Infraero faz vistoria às obras do aeroporto e garante empenho para conclusão

É prioridade do Governo do Amapá garantir a conclusão das obras do novo Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre. Essa articulação constante trouxe um excelente retorno na tarde desta quinta-feira, 11, com a visita do presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Antônio Claret de Oliveira, em Macapá.
A visita às obras do aeroporto foi a primeira agenda do presidente da Infraero, com o governador Waldez Góes e o deputado federal Vinicius Gurgel, que atuou diretamente na visita de Claret ao Amapá. “É uma determinação do presidente Michel Temer e do ministro dos Transportes, Maurício Quintela, que a gente entregue essa obra em 2018”, garantiu o presidente da Infraero.
O desdobramento da agenda ocorreu no Palácio do Setentrião, sede do governo amapaense, com as tratativas sobre a urbanização das vias que passarão no entorno das áreas da Infraero; com a construção da linha azul, que vai interligar as Zonas Norte e Zona Sul da capital, com acesso pelo aeroporto. Além de melhorar a mobilidade urbana da cidade, vai garantir maior segurança à área da Infraero, que sofre com constantes invasões.
A ampliação de novas linhas aéreas para Macapá e voos internacionais para Caiena, na Guiana Francesa, também foram tratados junto ao presidente Claret. O governo trabalha integrado com a bancada federal, representada pelo deputado Vinicius Gurgel, na articulação para atrair novos voos.
“Hoje temos sete voos diários, o ideal que tivéssemos pelo menos dez, para atender nossa demanda. Esse contato do presidente da Infraero com as empresas aéreas será fundamental para darmos este retorno positivo para população”, destacou Gurgel.  
O governador Waldez Góes ressaltou que o Estado está disposto a oferecer atrativos baseados na redução dos impostos. Hoje, o ICMS gira em torno de 12% para gasolina e querosene na aviação, e 4% sobre o transporte de cargas. 
“A entrega aeroporto é fundamental para infraestrutura, desenvolvimento econômico e social do Amapá, e a vinda do presidente da Infraero é uma demonstração clara do interesse de concluir esta obra. Por isso, temos trabalhado arduamente nessas tratativas. Precisamos, além da entrega, garantir aos mais de 800 mil habitantes que tenham mais opções de voos, e claro, preços mais atrativos”, disse Waldez Góes.
Comitiva
Na comitiva também estavam a deputada estadual Luciana Gurgel; a superintendente do aeroporto, Keyla Paula de Moraese; o superintende Regional da Infraero, Paulo Roberto; e técnicos do governo.
Novo aeroporto
Já foram executados 45% da obra total do aeroporto. O complexo contará com 27 mil metros quadrados, quatro vezes maior do que o atual terminal de passageiros, com um sistema viário de acesso, novo pátio e terminal, além de algumas edificações complementares. Também serão construídos no local três pontes de embarques, através de conectores, 11 elevadores, dois níveis de escada rolante e mais de 700 vagas para estacionamento de veículos. A capacidade será de 4,5 milhões de passageiros anualmente.

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, sexta-feira, dia 12 de maio de 2017.



História

Um evento relativamente simples, mas de enorme significado para a história do desenvolvimento do Amapá. É o que podemos dizer a respeito da reunião de ontem em Macapá do Conselho de Administração da Suframa, colegiado da Zona Franca de Manaus.

Indústria

Foi ontem, no Palácio do Setentrião, marcando ainda a entrada oficial dos dois primeiros empreendimentos na novíssima Zona Franca Verde: uma indústria de sorvetes e outra de ração animal. Instalação em curso.

Grandeza

Outra marca importante da cerimônia de ontem foi ver como se pode demonstrar maturidade política ao reconhecer o esforço de cada liderança em prol de um objetivo comum, um ganho do estado, da sociedade.

Quadros

Muitos nomes citados, por suas ideias, suas gestões, articulações e agilidade para fazer. Ou salvar. Aí vai desde Janary, Barcellos, Capiberibe, Sarney e os mais novos agentes políticos, como Waldez e Clécio.

Figura

Já o ministro Marcos Cardoso, principal liderança federal no evento, roubou a cena pela simpatia e carisma. Fala fácil e cisca pra dentro, como se diz por aqui. Ele é do PRB e reuniu lideranças da legenda, lá.

Setentrião
Aspecto da reunião da Suframa, ontem, em Macapá, quando o governador assinou documento de doação de uma área para a construção de uma sede da entidade em Macapá, e também apresentou projeto de lei versando sobre incentivos fiscais para a Zona Franca Verde do Amapá.

Iluminado

O presidente da Associação Comercial e Industrial do Amapá, Altair Pereira, é um visionário. O motivo para tal afirmação foi saber ontem que saiu de seu computador o projeto formatado para Macapá abrigar um Festival do Equinócio, em setembro. Ideia é congregar de tudo e não apenas Carnaval.

Despojado

A coluna entrevistou Altair Pereira, ontem, quando tomamos conhecimento pormenorizado do projeto, que muita gente pensa ter sido formatado apenas como alternativa para o desfile das escolas de samba em outra época, menos chuvosa. “O projeto é de domínio público”, diz o empresário, ao repassar cópia.

Grandeza

Olha, o tempo dirá que o homem tem razão. Altair Pereira, de tradicional família empreendedora local, é meio avesso a aparições midiáticas e não autorizou o colunista a fazer tal registro. O fazemos por justiça. Agora é reunir essas ideias, aperfeiçoá-las e colocar em prática o evento.

Com diminuição nos casos de zika e microcefalia, Ministério da Saúde declara fim do estado de emergência

O Ministério da Saúde suspendeu a situação de emergência para os casos de zika vírus, transmitidos pelo Aedes aegypti. Os casos com a doença caíram 95,3% nos primeiros meses deste ano, na comparação com o mesmo período no ano passado. O senador Waldemir Moka, do PMDB de Mato Grosso do Sul, que também é médico, destacou que as ações voltadas para o combate ao mosquito ajudaram na queda dos casos. Na opinião dele, o fim do estado de atenção não vai enfraquecer as políticas públicas.

Não significa que as outras ações não vão continuar tendo, isso é importante. Agora, é fundamental que a gente mantenha e, com qualquer mudança nessa tendência de baixar os índices na estatística, você tem que imediatamente retomar.

Para a senadora Regina Sousa, do PT do Piauí, a mudança deve causar impacto nas ações de enfrentamento ao vírus Zika. "Não está erradicado, diminuiu, mas não está erradicado, é difícil acreditar que quando você tira um estado de emergência você tenha condição de fazer as mesmas coisas que fazia antes. Como tem uma limitação de gastos, eu não sei se vai ter o mesmo recurso para esse combate", diz a parlamentar.

O Ministério da Saúde também apontou redução nos casos de microcefalia no Brasil, com total de novos registros se mantendo em 2% desde janeiro. Um projeto de lei do senador Eduardo Amorim, do PSDB de Sergipe, prevê uma pensão mensal e vitalícia, no valor de um salário mínimo, para pessoas diagnosticadas com microcefalia. A proposta já foi aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais e aguarda análise na Comissão de Assuntos Econômicos.

Por Rebeca Ligabue, da Rádio Senado.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, quarta-feira, dia 10 de maio de 2017.



De olho

Juiz federal João Bosco Costa Soares está agindo forte para apurar irregularidades no processo de concessões de apartamentos da primeira fase do conjunto Macapaba. Enquanto isso, sua equipe segue o rito para desembaraçar a segunda fase do habitacional.

Perfis

O cerne da questão são as inconsistências em relação aos dados dos beneficiários cadastrados no programa de benefícios do governo federal. Tem que moralizar, mesmo, afinal estamos passando o país a limpo.

Suspeição

Alguns jornais à época da inauguração do Macapaba publicaram manchetes e imagens onde carros de luxo foram fotografados pernoitando nos apartamentos que seriam “habitação de interesse social”.

Construção

Por falar em carros de luxo, novamente Macapá registra o surgimento de uma invasão, desta vez na zona oeste, no bairro Goiabal. Os carros, curiosamente, são vistos desembarcando material, com frequência.

Prática

Gente, longe de polemizar, sabemos que há um déficit habitacional no Amapá, com muita gente precisando de um pedaço de chão. Mas a ação de especuladores já foi há muito tempo comprovada. Tem que endurecer.

Consumidor
Procon criará guichê de atendimento exclusivo para clientes da CEA. A intenção é solucionar a demanda de reclamações decorrentes do reajuste tarifário e instalação de novos contadores. Também poderiam observar o porquê de não aceitarem pagamento com cartões de débito/crédito.

Fomento

Olha uma boa notícia. Governo do Amapá entrega nesta quarta-feira, dia 9, cheques para empreendedores individuais que irão comercializar produtos no Festival da Castanha, que acontecerá nos dias 12, 13 e 14 de maio, no distrito do Maracá, em Mazagão, distante 130 quilômetros de Macapá.

Produção

Técnicos da Embrapa, extratores da APA da Fazendinha e gestores da empresa 100% Amazônia, sediada em Belém, reúnem-se hoje, por lá, para elaboração de um plano de trabalho que inclui as condições para iniciar parceria comercial entre a empresa 100% Amazônia e a comunidade da Fazendinha.

Na conta

Depositado na conta da Prefeitura de Macapá o valor de R$ 625 mil para a construção de passarelas em madeira para áreas de ressaca. O recurso é emenda parlamentar do deputado Cabuçu (PMDB), sob ordem bancária. O pagamento é 50% do valor de R$ 1,25 milhão destinado à capital.

Estado reúne com Comissão Especial para tratar do processo de transposição de servidores

Para o vice-governador, Papaléo Paes, não se trata apenas de prestação de contas de números de servidores transpostos, mas também da grande evolução que houve nesses processos.
 Foto: Maksuel Martins

Na manhã desta quarta-feira, 10, no Palácio do Setentrião, uma reunião entre instituições responsáveis e sindicatos de servidores esclareceu dúvidas e prestou contas dos avanços nos processos de transposição de funcionários públicos do quadro do Estado para o da União. São analisados três processos de transposição: o regular, o “992” e o “1050”.
Na ocasião, representantes do Governo do Estado do Amapá (GEA), da Superintendência de Administração do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão no Amapá (Samp/AP) e dos sindicatos de servidores, receberam os enviados da Comissão Especial dos extintos Territórios Federais de Rondônia, Amapá e Roraima (CEEXT) e do Departamento de Órgãos Extintos (Depex) do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. 
A Comissão Especial dá suporte ao juiz Anselmo Gonçalves, da 1ª Vara Federal, em Macapá, na análise de documentos e estudo, caso a caso, dos servidores, deferindo ou indeferindo cada processo, mediante os pré-requisitos da Emenda Constitucional nº 79/2014, para inclusão de servidores dos quadros dos ex-Territórios do Amapá, Rondônia e Roraima para o quadro da administração pública federal.
Segundo a presidente da CEEXT, Neleide Ábila, encontros como este possibilitam “expor os avanços, as pendências, resolver questões pontuais e afinar ainda mais essa cooperação com o Amapá, dando transparência dos trabalhos realizados pela Comissão”.
A Secretaria de Estado da Administração (Sead) fornece os documentos funcionais destes servidores à Comissão e, quando necessário, os notifica sobre algum desdobramento do processo.
O vice-governador do Estado do Amapá, Papaléo Paes, reforçou que não se trata apenas de prestação de contas de números de servidores transpostos, mas também da grande evolução que houve nesses processos. “O bom entendimento aqui no Estado entre os Sindicatos, a Sead e a Samp, resulta no encaminhamento correto das informações para a comissão federal, resultando na celeridade do processo”, informou.

Transposição regular
Estão sendo analisados 7 mil processos de transposição regular de servidores do Estado do Amapá. Há, segundo a Sead, 858 servidores (entre professores, policiais civis, militares e outros) com nomes publicados em portarias. Destes, 677 já foram enquadrados em cargos da União.
Segundo a secretária de Estado da Administração, Suelem Furtado, “isso causa um impacto aproximado de R$ 5,3 milhões a menos na folha de pagamento mensal do Estado”, frisou, complementando que esta economia possibilita organizar ainda mais as finanças do Executivo Estadual, de modo a efetivar, por exemplo, o pagamento de pendências existentes com servidores civis e militares.
Processos “992” e “1050”
A Comissão Especial também trata, excepcionalmente, dos processos “992” e “1050”. Estes números representam respectivamente, o quantitativo de processos de servidores que foram admitidos entre os anos de 1988 e 1993, e que o Ministério Público Federal (MPF) solicitou a análise das admissões, mediante suspeitas de irregularidades em algumas contratações.
O processo “992” está, segundo a presidente da comissão, em fase de finalização de análises e elaboração do relatório final. A visita ao Amapá também contempla uma agenda com o titular da 1ª Vara Federal, “para tratar de questões técnicas do relatório a ser apresentado”, informou a presidente Neleide Ábila.
O processo “1050”, por sua vez, começou a ser analisado pela CEEXT no último dia 2 de maio e deve ser finalizado até o fim do próximo mês de julho, para que no mês de agosto o relatório seja entregue, prazo dado pelo juiz Anselmo Gonçalves para finalização da análise de ambos os processos.
“Apesar de a Comissão dar parecer favorável ou não em cada processo, a decisão final será dada pelo juiz. Damos esse auxílio mas cabe a ele a avaliação e parecer finais, se o servidor atende os requisitos da emenda 79 ou não”, esclareceu Ábila.
Os líderes de sindicatos dos servidores puderam ainda, esclarecer suas dúvidas sobre os processos. Representantes da Procuradoria Geral do Estado do Amapá (PGE) também se fizeram presentes. O encontro foi avaliado pelo diretor da Depex, Erasmo Sampaio, como muito proveitoso, para todas as partes.
“Foi possível, na reunião, esclarecer muitas dúvidas e trocar informações entre governo federal e os representantes estaduais, de modo que estamos muito envolvidos para que todo o processo de transposição ocorra sem erros”, frisou.



OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, terça-feira, dia 09 de maio de 2017.


Turista

Leitor da coluna envia mensagem diretamente do Paraná pra dizer que pretende conhecer o Amapá no próximo mês de outubro. Aí pergunta: “Até lá existem atoleiros na BR 156?”. Respondi, por email, que nessa época lama com certeza não, mas poeira, sim…

Caos

Aliás, sobre a velha estrada, a coluna também recebeu imagens em vídeo feitas por usuários da BR 156, sejam motoristas ou passageiros de ônibus. Amigo, passam as maiores agruras nessa via, a mais importante do estado.

Vídeo

Devido à riqueza dessas imagens, decidimos editar e produzir uma reportagem especial para nosso canal no YouTube. Passe lá, então, hoje à noite, quando atualizaremos a página. Digite youtube.com/clebermacapa

Era hora

Mais um capítulo na novela da disputa judicial pelo direito de embarcar os estoques de manganês da Serra do Navio. Depois de seguidas derrotas na Justiça, a Ecometals teve licença precária revogada pelo Imap.

Esperança

O grupo de investidores da Coreia e dos EUA que quer reativar a Icomi, saneia os passivos. Já provaram no STF e STJ a propriedade do minério, o registro das glebas e nulidade do contrato de joint venture.

Carrões
Exemplares raros de carros ‘clássicos’ já despertam a atenção da mídia por conta da grande aceitação que o Clube do Carro Antigo do Amapá tem perante a sociedade local. São histórias de vida que cada veículo desse tem pra contar. Classe inclusive organiza um encontro nacional aqui.

À espera

Município de Pedra Branca do Amapari acompanha, com grande expectativa, desenrolar da recuperação judicial da Zamin Ferrous. É que um de seus investidores assumiu honrar compromissos com fornecedores e trabalhadores, mas para isso diz que reativará produção.

Caso

Especialmente a rede hoteleira que Pedra Branca ganhou com a prosperidade da indústria, hoje vive verdadeiro marasmo ante a baixa ou nenhuma ocupação. Isso ocorreu depois do desabamento do porto de embarque de minérios e a consequente paralisação das operações da Zamin e empreiteiras. E desemprego.

Uma luz

Veio em boa hora, portanto, a notícia da realização do Circuito de Corrida ‘Brilho de Fogo’, que deve aquecer a economia de Pedra Branca e Serra do Navio, municípios já confirmados para receber essas provas de rua. Três hotéis já fechados pelos organizadores para abrigar atletas.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Deputado Cabuçu Borges anuncia liberação de recursos federais para passarelas

Está nos cofres da Prefeitura de Macapá R$ 625.000 mil para a construção de passarelas em madeira para áreas de ressaca. O recurso é emenda parlamentar do deputado Cabuçu, sob a ordem bancária 2017OB800010.
O pagamento é 50% do valor de R$ 1.250.000,00 destinados à capital. O bairro Congós terá várias áreas contempladas, são as passarelas: Marapanim, Pompeu Cardoso, Raimundo Caxias, Terra, João Guerra, Arthur Roque, Alberto Lima, Lua, Guajarina Duarte Mendes, Luiz Alves Cunha, Bom Sossego, José Moacir Banha, Nilo Almeida, Evandro Carneiro de Melo e Sol, que ao todo somam mais de 4.500m de uma estrutura nova que atenderá os moradores.

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, domingo, dia 07 de maio de 2017.


Segurança

O Batalhão de Trânsito da PM nem esperou abertura oficial da programação ‘Maio Amarelo’ e intensificou o trabalho educativo desde o começo da semana. Nas ruas e avenidas da cidade, policiais abordam os motoristas e alertam sobre a segurança no trânsito.

Fantasia

A famosa frase “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, de Antoine Lavoisier, foi adaptada na TV para “nada se cria, tudo se copia”. É o que se conclui com a ‘reciclagem’ de ideias.

De volta

Ontem, por exemplo, o global Luciano Huck reeditou o programa “Quem quer ser um milionário”, que marcou época no Brasil no SBT, comandado por Silvio Santos, com o nome de “Show do Milhão”.

Atração

Mas foi uma boa estreia, com o apresentador paulista emprestando todo o seu carisma e simpatia à atração. A nota ruim foram os erros bobos de alguns participantes, que logo devem virar memes na web.

Enlatado

Aliás, a Globo e outras emissoras investem milhões para comprar os formatos de empresas internacionais, especialmente a holandesa Endemol, que há 17 anos mantém no ar o mundial Big Brother no Brasil.

Interior
O município de Pedra Branca do Amapari será o primeiro a receber o Circuito de Corrida Brilho de Fogo, que reúne esporte, turismo e aventura. Será no dia 11 de junho a realização de uma prova de rua de 4,5 quilômetros, incluindo o transporte de 250 corredores para lá, com pernoite e passeios.

Visibilidade

Uma coisa quase passou despercebida no Fórum dos Governadores da Amazônia nessa semana. Foi o anúncio feito pelo ministro do turismo, Marx Beltrão, de uma campanha publicitária oficial para divulgar e promover o turismo na Amazônia Legal. Promoção e marketing sempre valem a pena.

Campanha

Tendo como slogan “Descubra uma nova Amazônia”, a campanha tem como objetivo gerar identificação apresentando a multiplicidade da região por meio de experiências turísticas nos segmentos de natureza, ecoturismo e aventura, bem como apresentar as manifestações culturais e a rica gastronomia da região.

Vocação

A campanha começará a ser veiculada dia 9 de maio e terá como praças prioritárias Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. Dados oficiais dizem que 15,7% dos turistas estrangeiros que vieram ao Brasil em 2015, a lazer, tiveram a natureza como motivação.

ENTREVISTA | “É preciso fazer uma força tarefa pelo Amapá, unir a bancada, desmanchar os palanques”

Representante da iniciativa privada, mais precisamente das indústrias da construção civil, Glauco Cei decidiu falar a respeito de como o setor privado está fazendo a sua parte para o enfrentamento da crise econômica e institucional que se abateu sobre o país. Ele preside desde o ano passado o Sindicato que congrega os empresários da construção, o SINDUSCOM, além disso foi por alguns anos um dos responsáveis pela manutenção da BR 156, a Macapá/Oiapoque, via que teve o tráfego interrompido este ano novamente este ano, devido ao rompimento de uma galeria de drenagem. Nessa entrevista, ele dá mais detalhes sobre o que aconteceu na estrada e também projeta ações futuras para que seja concluída uma das mais antigas rodovias federais em construção no Brasil e que é a principal do Amapá.

Ramon Palhares
Diário do Amapá

Diário do Amapá – O setor que mais sofre com a atual crise é o Setor da Construção Civil. Qual a atual situação hoje da construção civil no Amapá?
Glauco Cei – Ouve na iniciativa privada e no serviço público, uma diminuição no investimento. A uma restrição de financiamento até pra casa própria agora, os juros aumentaram bastante e o cidadão está com mais cuidado na compra do imóvel e com isso gerou toda essa crise. A Construção Civil todo tempo foi responsável por 75% da mão de obra de baixa renda com isso criou todo esse problema, inclusive com o aumento da violência em Macapá.

Diário – Aqui no estado foi um período de muitas demissões?
Glauco – Agravado com a parada da Zamin, todo o atropelo que foi essa confusão da mineradora, havia muitos serviços da construção civil que absorvia lá com o fato da manutenção da rodovia não ter sido feita, e as outras mineradores que sem caixa pararam também, como a Unagem, foi uma crise de setor agravada ainda pela própria crise financeira do Estado.

Diário – Qual a perspectiva de melhorar? Presença de ministros ajuda?
Glauco – O estado do Amapá, como enfatizou o último ministro a nos visitar, precisa de muitos investimentos, só que pra isso precisa de dinheiro e é o que nós não temos. Não temos uma indústria forte, não se preocupou tanto num parque industrial nesse período que o que ainda faz à maior circulação de dinheiro numa determinada área, a crise no Amapá ela é muito agravada. Para se ter uma idéia. Para cada um real que é colocado no estado do Amapá, 75 centavos voltam por que precisamos comprar insumo, até nossa farinha tem que comprar de fora, ou seja a cada real, 75% sai.

Diário – O que precisa ser feito para mudar essa situação e tornar o Amapá uma potencialidade?
Glauco – As coisas aqui acontecem na marra, o Linhão [do Tucuruí] veio porque o Brasil precisa de energia, esse linhão estava pra vir há 25 anos, essa que é a realidade, então é preciso fazer uma força tarefa, unir a bancada, desmanchar os palanques porque o Amapá precisa crescer, o Amapá não pode crescer por alguém descobriu o petróleo ali e outra coisa, existem outros estados pleiteando as benesses disso, podemos ficar com os royalties, mas vai ser a menor parte então é necessário criar um conjunto de pessoas de setores, de segmentos quer seja na iniciativa privada, quer na governamental e política, para subsidiar. Os parlamentares precisam ser mais humildes e procurar os setores também, para que a gente possa municiá-los e juntos buscarmos um caminho pro desenvolvimento. O Petróleo está aí, se a gente não cuidar, outros estados vão fazer pressão política e vai haver um maior investimento lá e novamente vamos ficar aguardando.

Diário – Situação se arrastando a muito tempo. Falando como engenheiro responsável por alguns anos pela manutenção da BR-156, como está esse trabalho?
Glauco – Ao longo desses anos todos a BR vem sendo construída há 30 anos, quando eu cheguei aqui o asfalto ia até Porto Grande, hoje você já chega até Calçoene e 50 quilômetros do Oiapoque pra cá. Eu não estou atualmente atuando mais como reesponsável por esse trabalho. Esse trecho especificamente do Oiapoque é um trecho muito difícil porque existem três ou quatro baixões e com essa mudança climática que aconteceu não só no Amapá, mas no mundo inteiro, agravou bastante. Entendemos que a comunidade e nós também queremos isso a conclusão da estrada que já dura 37 anos nessa espera. Esse último trecho é bastante complexo em termos de técnica em construção, faltam cerca de 110 quilômetros para ser concluído. Cerca de oito anos atrás houve licitação de empresas, mas elas reincidiram contrato quando viram que a coisa não iria proliferar. É preciso ser feito um estudo muito forte, afinal são três a quatro baixões e quando chega nesse período das marés altas e a água que escorre dos rios também, temos do lado oeste o maciço do Tumucumaque e a água acaba ficando acumulada nesses baixões, com isso a água sobe, passa pra cima da pista ao longo desse tempo também aumentou o fluxo de carros para aquela região e com isso agrava o problema. Como em 2015, quando os equipamentos estavam na área, foi no momento daquele rompimento e em menos de 24 horas foi feito uma passagem e o tráfego voltou a fruir. Atoleiro com certeza tem de novo, está difícil? Sim, mas pelo menos está passando.

Diário – Existe um contrato de manutenção permanente dessa rodovia?
Glauco – O nosso contrato era com o Governo do Estado, mas era um serviço delegado pelo Dnit ao estado do Estado do Amapá, a fonte financeira é o Dnit.

Diário – O que aconteceu este ano novamente, com o rompimento de um novo trecho da estrada. Foram casos iguais?
Glauco – Foi uma coincidência de um repiquete de água, devido ser um baixão, a água acumulou, tinha um bueiro e então a água passou por cima da rodovia e quando a maré baixou depois de um pico de 4,1 metros de altura e quando aquela água represada vai baixando naquela região ela vai fluindo no sentido de desaguar no oceano e como o volume era muito grande e a pressão exercida na boca do bueiro foi grande e ela acabou cavitando, ou seja, ela cavou pela lateral do bueiro e ela rompeu.

Diário – Há tratativas no sentido de se buscar uma solução para que isso não ocorra de novo?
Glauco – Olha, existe hoje muita vontade de resolver de vez esse problema, com a conclusão da obra. O DNIT, o Governo do Estado e provavelmente até o Exército Brasileiro deve entrar na mobilização, em várias frentes de trabalho para terminar a obra e finalmente virar essa página.

Diário – Obrigado por sua entrevista.
Glauco – Eu que agradeço a oportunidade e vamos em frente, trabalhar para vencer a crise.

Perfil…

Entrevistado. O atual presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Amapá (Sinduscom) é o empresário Glauco Cei. Seu mandato à frente desta entidade iniciou no dia 30 de abril de 2014. É oficial da Reserva do Exército Brasileiro, onde atuou por muitos anos nos postos de 2º tenente e depois de 1º tenente de Infantaria. Ele também possui formação civil como engenheiro, tendo fundado, em 1986 em Macapá, a Etecon Construtora para atuar na construção civil com projetos e obras de engenharia. Ele também é presidente da Sociedade Amigos da Marinha, a SOAMAR no estado do Amapá. Possui vasta experiência no campo da abertura e construção de estradas no Amapá, tendo, inclusive sido um dos pioneiros na abertura da BR 156.