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quinta-feira, 27 de abril de 2017

FOLHA | Partidos punem infiéis e Renan ataca reforma trabalhista

Foi um dia de "ressaca" da votação da reforma trabalhista. Com a greve geral convocada para esta sexta (28) em todo o país, parlamentares anteciparam seus voos de volta aos Estados de origem.
Como consequência, comissões foram canceladas, inclusive a que discute a reforma da Previdência. Alguns partidos, como o PDT e o PSB, começaram a punir quem não seguiu a orientação de voto em relação às mudanças nas regras trabalhistas.
No Senado, que agora vai votar a proposta, Renan Calheiros (PMDB-AL) disparou contra o texto aprovado com o apoio do governo Temer. "Não é normal que o presidente da República deixe de falar e empurre goela abaixo dos trabalhadores uma retirada de direitos", disse o senador à reportagem da Folha.

LEANDRO COLON
Diretor da Sucursal de Brasília

UNIFAP | Projeto pretende mostrar Universidade a alunos de escolas públicas

Setenta estudantes do ensino médio da Escola Estadual Risalva Freitas do Amaral, localizada no bairro Pantanal, Zona Norte de Macapá, irão visitar a Universidade Federal do Amapá (Unifap) nas próximas terça e quinta-feira. A ação é parte de um projeto de extensão da instituição que vai instruir os alunos de escolas públicas sobre o funcionamento da Universidade e as políticas de apoio estudantil destinadas aos jovens em vulnerabilidade social que ingressam no ensino superior público.

Os estudantes serão divididos em dois grupos de 35 jovens cada. Entre os espaços visitados, estão os laboratórios de pesquisa, biblioteca, espaços esportivos, salas de aula. Os estudantes também serão esclarecidos sobre o sistema de cotas, Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o projeto de cursinho preparatório UniEnem.

“A intenção da visita monitorada é apresentar a universidade para que estes tenham motivação para concorrer em um processo de seleção e cursar o ensino superior”, explicou o pró-reitor de Extensão e Ações Comunitárias, Rafael Pontes Lima. As visitas são parte de uma série de apresentações que serão promovidas com a participação de outras escolas públicas do Amapá ao longo do ano.

MEIO AMBIENTE | Amapá adere a sistema integrado de controle de produtos florestais

O Estado do Amapá é, agora, o quinto no país a operar o Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor). O sistema vai rastrear toda a cadeia produtiva da madeira, da origem ao destino final, possibilitando mais controle e transparência de todos os processos de licenciamento para a expedição de autorizações da exploração e do transporte dos produtos.  
Nesta quinta-feira, 27, empreendedores, servidores institucionais e acadêmicos do curso de Engenharia Florestal da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) participaram do workshop que marcou a implementação do Sinaflor no Amapá. O evento, que aconteceu no auditório do Museu Sacaca, foi promovido em parceria entre Governo do Amapá – por meio do Instituto do Meio Ambiente e Ordenamento Territorial do Amapá (Imap), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto de Florestas do Amapá (IEF) – e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O Sinaflor integra o controle da origem da madeira, do carvão e de outros produtos e subprodutos florestais, sob coordenação, fiscalização e regulamentação do Ibama. As atividades florestais, empreendimentos da base florestal e processos correlatos serão efetuados por meio do sistema, que já foi implantado nos Estados do Maranhão, Acre, Roraima e Rondônia.
Durante o workshop, o coordenador-geral de Florestas do Ibama/DF, André Sócrates, fez a explanação e esclareceu dúvidas dos participantes a respeito das inserções dos dados e o fluxo no Sinaflor.  
“O Estado do Amapá, assim como os demais Estados que já dispõem do Sinalfor, terá valor agregado do ponto de vista da celeridade e controle dos processos. Consequentemente, diminuindo qualquer tipo de ilegalidade dos produtos, fazendo com que eles sejam mais valorizados tanto para o mercado interno quanto para o externo”, explicou Sócrates.
O secretário da Sema, Marcelo Creão, enfatiza que o sistema será aprimorado e reinventado a todo momento. “A partir desta data, todos os processos florestais passaram a ser inseridos no novo sistema. Todas as autoridades ambientais estarão interligadas. Estamos testando o sistema para identificar possíveis melhorias na utilização de suas ferramentas e, gradativamente, todos os outros processos serão migrados até a finalização da implementação”, esclareceu o gestor.
O analista de Meio Ambiente do Imap, Obed Corrêa, enfatizou que o Sinalfor vai melhorar bastante o trabalho dos servidores, diante das inúmeras demandas que a instituição recebe diariamente. “O processo de monitoramento dessas atividades será mais eficiente. Cada responsável terá sua responsabilidade diante da demanda, dando uma reposta com mais agilidade e transparência do órgão ambiental”, explicou Corrêa.
Implantação
Para a implantação do Sinaflor no Amapá, os servidores do Ibama, em Brasília, estão executando três etapas: a capacitação interna, realização de workshop e a implantação final, também chamada de implantação assistida.
Desde o início desta semana, no auditório do Núcleo de Tecnologia de Educação do Amapá (NTE), os técnicos do Imap recebem instruções de como é feita a inserção de dados e como funciona o fluxo do Sinaflor.
Poderão ter acesso ao sistema os empreendedores e técnicos responsáveis dos órgãos que fiscalizam o setor produtivo. As informações a serem inseridas referem-se aos dados de propriedades, onde serão executados os projetos; informações gerais do detentor e responsável técnico pelo empreendimento florestal; e, principalmente, informações técnicas dos planos de manejo e as planilhas eletrônicas do inventário florestal. Essas informações devem ser preenchidas em sua totalidade, uma vez que só poderão ser submetidas eletronicamente ao órgão ambiental após o preenchimento completo.
As informações técnicas e legais dos projetos florestais ficarão imediatamente disponíveis no sistema, para subsidiar o Ibama e o Imap nas análises e vistorias, as quais, também serão registradas no próprio sistema, por meio de formulários eletrônicos de relatórios de análise e de laudos de vistoria.
O Sinaflor foi instituído pela Instrução Normativa nº 21, de 24 de dezembro de 2014, em observância aos artigos 35 e 36 da Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012.

Seminário de cultivo de mandioca na Embrapa acontece em Macapá nesta sexta-feira

Experiências econômicas bem-sucedidas de produção de derivados da mandioca, como farinha, tucupi, folha de maniva para maniçoba, serão apresentadas pelo analista da Embrapa do Pará, Moisés de Souza Modesto Junior, na manhã desta sexta-feira, 28/4, no auditório da Embrapa Amapá.   
O relato de dados de investimentos e análise econômica dos produtos citados faz parte do seminário de mandiocultura, que contará com a presença de gestores e técnicos de órgãos como Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), do Instituto de Desenvolvimento Rural (Rurap), da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Município de Macapá, e do Sebrae Amapá.    

A programação será iniciada com apresentação do pesquisador da Embrapa Amapá, Adriano Marini, sobre o cenário da mandiocultura no Amapá. Em seguida, Moisés Modesto Junior vai falar sobre vários temas: preparo de área sem fogo para cultivo de mandioca, jardim de reciclagem com leguminosas para cultivo de mandioca, o Trio da Produtividade da Mandioca, principais empreendimentos com mandioca (estudos de caso), investimentos e análise econômica de produção de farinha, de tucupi, de folha de maniva para maniçoba.

Vinícius Gurgel articula para o pagamento de dívida da Petrobras com o Amapá

A articulação do deputado federal Vinícius Gurgel (PR/AP) tem buscado uma solução para a dívida da Petrobras com o Governo do Estado do Amapá. Em audiência realizada no Palácio do Planalto, o presidente da República, Michel Temer, garantiu ao parlamentar e ao governador Waldez Góes (PDT) que vai analisar alternativas concretas com o objetivo de quitar à dívida de R$ 312 milhões que a estatal deve de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aos cofres públicos.

Ficou acertado entre o presidente Temer e  a ministra da Advocacia Geral da União (AGU), Grace Mendonça, que o processo será retirado da pauta do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e enviado à Câmara de conciliação para um possível acordo.

Vinícius Gurgel explicou ao presidente a importância deste pagamento, principalmente diante do atual cenário da economia local e nacional. “Estamos confiantes de que o Estado do Amapá vencerá esta batalha. São muitos anos lutando por um direito que trará vários benefícios econômicos”, acrescentou.

Conforme o governador é preciso avaliar medidas para que a Petrobrás não protele ainda mais o pagamento do crédito devido ao Estado. Waldez ressaltou ainda ao presidente Temer que o processo já foi transitado e julgado. “O trâmite jurídico já ocorreu e em breve entrará em fase de execução. Queremos apenas que não haja mais problemas para o pagamento da dívida. O recebimento desses R$ 300 milhões é uma alternativa para cobrir as inúmeras despesas do Amapá com educação, saúde e com os municípios”, explicou.

O governo do Amapá acionou a Justiça contra a Petrobras porque durante nove anos, de 2001 a 2010, a empresa vendeu óleo diesel para a Eletronorte sem pagar o ICMS. O combustível era necessário para movimentação de usinas termelétricas. A petrolífera foi condenada pela Justiça do Amapá em fevereiro de 2016. De acordo com nota explicou que “não entende ser devedora” de algum valor ao estado. 

Segundo a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), a Petrobras utilizou o regime de substituição tributária para reter o imposto, embutindo o valor no produto vendido para Eletronorte, mas não o repassou para o tesouro estadual.

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, quinta-feira, dia 27 de abril de 2017.


Operação
Viaturas e agentes da Polícia Federal de novo nas ruas e avenidas de Macapá ontem. Foi para deflagrar mais duas operações contra maus feitos de agentes públicos e empresários inescrupulosos. Desta vez a quadrilha dilapidava a mãe-natureza.

Natureza
Entre os alvos estavam funcionário do Imap, o instituto do meio ambiente estadual. O pior é descobrir que colonos que ralam a vida toda eram usados pelos bandidos para aumentar o desmatamento ilegal.

Prática
Enquanto a PF ainda cumpria mandados de prisão e apreensão de documentos, um deputado foi à tribuna da AL dizer que empreendedores locais já sofriam com a ação de grileiros e compadrio no Imap.

Um mal
Foi Júnior Favacho, que antes de ser político era atuante empresário do setor madeireiro e mineral. “Vejo com preocupação que isso é uma doença que contagia o estado do Amapá, de norte a sul”, disse ele.

De olho
Quem também se manifestou sobre a ação de ontem foi o Palácio do Setentrião. Em nota, ratificou apoio às investigações e, como salvo conduto, deu pistas de que já havia trocado a direção do Imap há uma semana.

Luto
O jornalismo do país perdeu ontem um de seus mais brilhantes representantes, o Carlos Chagas. Tive o prazer de conversar com ele em algumas ocasiões, além de assistir uma de suas palestras. Que inclusive inspirou a minha monografia de conclusão do curso de jornalismo. Vá em paz guerreiro!

Rigor
Além dessa manifestação oficial do Governo do Estado, através de uma nota, houve ainda o anúncio de que o Amapá terá maior controle na exploração e exportação de produtos madeireiros. O estado contará com sistema nacional que regula as atividades florestais por meio do Ibama.

Capacitação
Um workshop orientará cidadãos, empreendedores e técnicos institucionais sobre a implementação do Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor). Com isso, o GEA terá maior controle e transparência na exploração e exportação do setor madeireiro, além de licenciamentos.

Segurança
O Sinaflor integra o controle da origem da madeira, do carvão e de outros produtos e subprodutos florestais, sob coordenação, fiscalização e regulamentação do Ibama. As atividades florestais, empreendimentos da base florestal e correlatos serão efetuados por meio desse sistema.


quarta-feira, 26 de abril de 2017

Notas da coluna ARGUMENTOS, quarta-feira, dia 26 de abril de 2017.

Poesia

Estão abertas as inscrições para o Concurso Nacional Novos Poetas, Prêmio Sarau Brasil 2017. Podem participar do concurso todos os brasileiros natos ou naturalizados, maiores de 16 anos. Cada candidato pode inscrever-se com até dois poemas de sua autoria.

Regras

O tema é livre, assim como o gênero lírico escolhido. Serão 250 poemas classificados. A classificação dos poemas resultará no livro, Prêmio Sarau Brasil 2017. Tradicional concurso literário da língua portuguesa.

Caminho

Concurso Literário é uma importante iniciativa de produção e distribuição cultural, alcançando o grande público, escolas e faculdades. Inscrições gratuitas até 5 de junho elo site www.concursonovospoetas.com.br

Racismo

Robson, filho do saudoso cantor Lemos Coiê, vira uma voz firme contra o racismo. É que um menino de sua família sofreu injúria racial em uma rede social e agora Robson promete ir a fundo na apuração.

História

Lemos Coiê ficou famoso pela forma com que investiu o dinheiro de sua aposentadoria no sonho de gravar um cd, com músicas em que declarava seu amor ao Amapá em especial à Serra do Navio, onde morou.

Meditação
No último fim de semana, o SESI sediou o curso de iniciação em ioga. Realizado pela primeira vez no estado, na ocasião foram ensinadas técnicas de meditação, de respiração para cada dia da semana, além de dicas de posturas. Pessoas de várias profissões e estudantes participaram.

Academia

A Ueap inicia a avaliação para o recredenciamento dos cursos e departamentos administrativos da instituição. Responsável é o Conselho Estadual de Educação (CEE) que visitou a Ueap para a conclusão do primeiro ciclo referente aos cursos de Letras, Filosofia e Engenharia Ambiental.

Roteiro

Para o segundo ciclo está prevista a visita dos técnicos no período de 2 a 4 de maio, seguido do terceiro ciclo que deverá acontecer nos dias 16 e 17 de maio, para os cursos de Design, Licenciatura em Ciências Agrárias, Licenciatura em Ciências Naturais, Engenharia Florestal e Engenharia de Pesca.

De olho

Após o levantamento e as constatações in loco, os avaliadores fazem um relatório que deverá ser encaminhado para a Câmara de Educação Profissional do CEE, onde serão emitidos protocolos de compromissos com prazos para sanar eventuais inconsistências.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Senado deve votar hoje redução da carga tributária de franquias dos Correios

Nesta terça-feira (25), os senadores devem começar a semana de votações com o projeto de lei da Câmara (PLC 59/2016) que tem por objetivo alterar a forma de tributação das agências franqueadas da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). A mudança proposta explicita que essas franquias realizam atividades auxiliares ao serviço postal, estipulando a tributação de acordo com o percentual de venda dos produtos e serviços, o que vai diminuir a carga tributária dessas pequenas empresas.
A medida afasta a possibilidade de tributação dos franqueados como se suas atividades fossem de intermediação de negócios. Nesse caso, a carga tributária é mais pesada, inclusive em decorrência da cobrança do Imposto sobre Serviços (ISS) pelos municípios.

Servidores de cartórios

Também pode ser votado no decorrer da semana o projeto (PLC 80/2015) que legaliza a situação de servidores concursados de cartórios que mudaram de unidade de 1988 a 1994, entre a promulgação da Constituição e o início da vigência da Lei dos Cartórios (Lei 8.935/1994). Além de reguladas pela legislação estadual, as remoções foram homologadas pelo respectivo Tribunal de Justiça para terem validade.
A iniciativa insere dispositivo na Lei dos Cartórios para preservar todas as remoções de servidores concursados de cartórios até a entrada em vigor dessa legislação (18 de novembro de 1994). De acordo com o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Federais (Lei 8.112/1990), remoção é o deslocamento do servidor - a pedido ou de ofício, com ou sem mudança de sede - dentro do mesmo quadro funcional.
Até a vigência da Lei dos Cartórios, um servidor concursado podia mudar de cartório sem a necessidade de realização de novo concurso. Depois da lei, a remoção só ocorre mediante concurso de títulos e está restrita aos servidores que exercem a atividade por mais de dois anos.

Emendas constitucionais

Também na pauta de votações estão quatro propostas de emenda à Constituição (PEC). Uma delas estabelece o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Segurança Pública. O objetivo da PEC 24/2012 é garantir uma fonte permanente de recursos para o combate à criminalidade. A proposta está em sua quinta e última sessão de discussão para que possa ser votada em primeiro turno.
Outra proposta é a PEC 64/2016, que inclui o crime de estupro no rol de delitos imprescritíveis e inafiançáveis. Dessa forma, a possibilidade de punição pelo ato não se esgotaria com o passar do tempo, e não seria possível ao criminoso ser liberado para aguardar julgamento em liberdade mediante pagamento de fiança.
Atualmente, no caso do estupro, o tempo de prescrição pode se estender até 20 anos. Em caso de estupro de vulnerável (menor de 14 anos de idade), a contagem só começa após a vítima completar 18 anos. A PEC ainda tem três sessões de discussão antes de ser votada em primeiro turno.
Já a PEC 77/2015 e a PEC 103/2015 ainda têm de ser discutidas em quatro sessões antes de poderem ser apreciadas em primeiro turno. A primeira estabelece o Simples Municipal, regime simplificado de prestação de contas para os pequenos municípios. A segunda revoga a regra constitucional que diz que o Congresso não pode entrar em recesso no meio do ano antes de aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Reunião de líderes

Na terça-feira (25), o presidente do Senado, Eunício Oliveira, comanda reunião com as lideranças partidárias para acertar a pauta da semana e definir projetos que poderão ser votados extrapauta. O encontro ocorre na Presidência da Casa a partir da 14h30.
Agência Senado 

Temer e Rajoy defendem rapidez para conclusão de acordo entre Mercosul e União Europeia

O presidente Michel Temer e o chefe de Governo da Espanha, Mariano Rajoy, defendem agilidade na celebração do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. O  político espanhol disse esperar que o acordo ocorra ainda este ano.

“A conclusão de um acordo entre a União Europeia e o Mercosul é muito importante para o Brasil e a Espanha. Permitirá aumentar os intercâmbios econômicos reduzindo as barreiras ao comércio de bens e serviços e melhorando as condições para os investidores. As negociações já duraram muito tempo e neste ano de 2017 deveriam receber um impulso definitivo”, disse Rajoy ao discursar em brinde antes de almoço oferecido por Temer no Palácio Itamaraty.

Temer destacou que a Espanha tem sido uma aliada fundamental nas negociações do acordo entre os dois blocos. Em breve discurso, o presidente falou sobre as trocas comercias entre Brasil e Espanha e disse esperar que as empresas dos dois países estreitem ainda mais as relações.

“A Espanha é um dos principais investidores no Brasil. É a terceira origem de investimentos externos em território brasileiro”, destacou. “E amanhã, mais de 50 empresas espanholas estarão em São Paulo, reunidos com vossa excelência e com os setores público e privado, em busca de novos investimentos. Queremos que pequenas e médias empresas espanholas possam se juntar às multinacionais aqui já instaladas”, acrescentou Temer.

Entre os projetos planejados pelos dois países, Temer destacou o cabo óptico que, se implementado, facilitará a comunicação entre a América do Sul e a União Europeia. “Exemplo muito eloquente do que podemos realizar juntos é o projeto de cabo submarino. Será o primeiro cabo de fibra ótica de grande capacidade a ligar a América do Sul e a Europa. No particular, o Brasil à Espanha. Será portanto uma iniciativa que vai encurtar ainda mais as distâncias”, disse.

Portugal Digital, com Agência Brasil

Agricultura familiar será investigada no Censo Agropecuário 2017, anuncia IBGE

“A agricultura familiar não ficará de fora da investigação do Censo Agropecuário 2017”, reafirmou o presidente do IBGE, Paulo Rabello de Castro, durante audiência, na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal, no DF.
O presidente estimou que sejam recenseados 5,5 milhões de estabelecimentos agropecuários, sendo cerca de 4,3 milhões de agricultura familiar. E lembrou que com o orçamento reduzido, o IBGE optou por diminuir o detalhamento de alguns temas do questionário e aumentar de três para cinco meses o tempo de coleta, mas sem interferir na abrangência de assuntos.
O presidente Paulo Rabello anunciou, também, que com o apoio dos Senadores da Comissão de Agricultura irá trabalhar para obter a suplementação do valor necessário para a conclusão do Censo, estimada em cerca de R$ 200 milhões. A coleta do Censo Agro terá início em 1º  de outubro e termina em fevereiro de 2018.

Currículo
Paulo Rabello de Castro é carioca, formado em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e em direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com doutorado em economia pela Universidade de Chicago (EUA).
O novo presidente do instituto também já foi professor da Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), entre 1977 e 1986. De 1994 a 1996, presidiu a Academia Internacional de Direito e Economia, da qual é fundador.
Antes de se tornar presidente do IBGE, Paulo Rabello de Castro também atuou no setor empresarial ao fundar consultoria que faz previsões econômicas e análises de mercado. Ele também é autor e coautor de dez livros.

Notas da coluna ARGUMENTOS, terça-feira, dia 25 de abril de 2017.

Mercado
Conforme a coluna havia revelado, após a reunião de investidores do Grupo Nippon Paper, no Japão, os controladores da multinacional Amcel anunciaram ontem que vão mudar sua linha de produção. Passam a entrar no mercado de grãos, diversificando seus negócios.

Tradição
A Amcel é remanescente de uma época de ouro da indústria no Amapá, quando o Grupo Caemi era uma potência nacional e até internacional. Instalada há exatos 40 anos, é a Amapá Florestal e Celulose.

Negócio
A coluna apurava rumores da venda da Amcel, quando levantou a informação de que na verdade se tratava de uma mudança radical nos negócios da empresa por aqui. O bater do martelo só veio depois de encontro no Japão.

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É que lá na terra do sol nascente as grandes decisões corporativas, como o calendário de investimentos anuais, só ocorre em abril. E foi o que transcorreu com os atuais controladores da Amcel, que ontem foram a Waldez.

Palácio
No encontro com o governador, a empresa apresentou sua nova diretoria e falou dos primeiros resultados de um plantio experimental de soja numa área de 100 hectares. A produção de alimentos é sua aposta.

Pimpolho 
Mãe de primeira viagem, a deputada federal Jozi Araújo levou seu filho Vítor para uma reunião da Comissão de Trabalho da Câmara Federal. Disse que precisou levar o bebê no colo para não perder a votação do próprio parecer sobre projeto que versa sobre direito de férias entre Brasil e França.

Turismo
Não é só o segmento imobiliário, as lojas de departamento e até a indústria automobilística que está de olho no FGTS do trabalhador. O mercado do turismo também mira essa clientela, apostando ainda no acúmulo de feriados que está marcando o semestre. Leia mais a respeito no Blog do Cleber Barbosa.

Luto

Uma grande perda para o serviço público tucuju foi o falecimento ontem da servidora Rosalina Santos, da Câmara Municipal de Macapá. Ela marcou época como cerimonialista e zelosa assessora parlamentar. Deixa o marido, David, e filhos arrasados com esse lamentável passamento.

Caos
Em assembleia realizada ontem, pilotos e comissários de voo decidiram decretar Estado de Greve contra a Reforma Trabalhista que tramita no Congresso. Uma nova assembleia na quinta-feira poderá ratificar a paralisação, caso não haja recuos no texto do projeto de lei.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

SARNEY 8.7 | O ex presidente faz aniversário nesta segunda-feira

CLEBER BARBOSA 
DA REDAÇÃO

O aniversariante desta segunda-feira, dia 24, é um dos políticos brasileiros de mais longeva carreira no Congresso Nacional e com uma passagem marcante pelo Palácio do Planalto – na verdade duas. Sim José Sarney foi duas vezes presidente da república, a primeira em 1985 e a segunda até recente, em 2012, quando era o presidente do Senado Federal e assumiu por três dias as rédeas do Executivo, em substituição à presidente Dilma e no impedimento de Temer e do então presidente da Câmara, deputado Marco Maia, que estavam em viagem para fora do país.
Naquela ocasião, tratada pela imprensa como uma curiosidade da linha sucessória, os jornalistas indagaram a ele se passava por sua cabeça retornar ao posto mais importante da república. Sarney declarou que estava pronto para cumprir apenas seu dever. “Cumprirei o que determina a Constituição. Eu cumpri com o meu dever no tempo devido”, disse. E foi com essa postura sempre equilibrada, serena e de um autêntico estadista que José Sarney sempre pautou sua carreira política tanto no Planalto Central do país como no Amapá, estado que o acolheu depois de deixar a faixa presidencial. Foi eleito três vezes consecutivas senador, período em que fez aquilo que se esperava, usou a experiência e o prestígio, além de uma mente fértil de boas ideias, para ajudar o estado a se desenvolver.

O começo
O primeiro projeto ainda seria gestado e ele sacou do telefone sempre muito requisitado para dar um jeito de resolver um problema do Amapá naquele começo da década de 90, que era o racionamento de energia elétrica. Usinas térmicas foram transferidas de Camaçari (BA) para Santana (AP) e assim garantir a normalidade do abastecimento. Depois foram muitas outras ações até melhorar a capacidade da única hidrelétrica existente e nos anos seguintes garantir mais investimentos no setor. Atualmente outras três hidrelétricas foram ou estão em construção no estado, sempre com forte atuação dele.

Mas o primeiro grande projeto concebido por Sarney no Amapá foi a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALCMS) até hoje vital para a economia local e que acaba de ser sucedida pela segunda etapa desse projeto, com a criação da Zona Franca Verde. Para ele, é a consolidação de toda a obra edificada no estado, que envolve ainda muita coisa “que eu nem estarei aqui para usufruir”, costuma dizer Sarney.

Gratidão ao Amapá e sua gente, uma marca
Mesmo tendo ocupado os mais importantes cargos da república, como presidente, senador e até por quatro vezes presidindo o Congresso Nacional, Sarney sempre dedicou espaço em sua concorrida agenda e nos gabinetes que ocupou, para receber amapaenses e suas principais lideranças. Em relação ao estado, duas coisas são marcantes em toda a retórica para se referir ao estado: sua gratidão ao povo e o sentimento de grande otimismo em relação ao futuro desta unidade da federação. “Não tenho dúvida de que será um dos estados mais importantes do norte do Brasil, por sua posição geográfica privilegiada, sua vocação portuária e por ter cumprido etapas de um planejamento que visava garantir sua sobrevida econômica e preparar o Amapá para ser competitivo, com obras de infraestrutura como pontes, portos, aeroportos, energia e a interligação ao sistema nacional de energia”, lista o ex presidente. O lado intelectual de Sarney – membro da Academia Brasileira de Letras – também conspirou a favor do Amapá, projetando o estado, sua gente, suas tradições através de romances e outras obras traduzidas para vários idiomas.

Uma biografia de fatos históricos e defesa firme da democracia
José Ribamar Ferreira de Araújo Costa nasceu na cidade de Pinheiro, Maranhão, em 24 de abril de 1930. Adotou o nome de Sarney em homenagem ao pai, Sarney de Araújo Costa. Formado em direito em 1954, ingressou na política como suplente do deputado federal pela UDN (União Democrática Nacional). Foi eleito por dois mandatos como deputado federal (1958-1965) e, como um dos líderes do grupo progressista da UDN, defendia entre outras bandeiras, a reforma agrária no início dos anos 60. Em 1964, fez oposição ao golpe militar que depôs o presidente João Goulart. Com a instituição do bipartidarismo, em 1965, aderiu ao partido governista, a Arena (Aliança Renovadora Nacional).

Governou o Maranhão (1966-1971) e cumpriu dois mandatos como senador (1971-1985), trabalhando para recuperar as prerrogativas do Congresso. Em 1979, após o fim do bipartidarismo, participou da fundação do PDS (Partido Democrático Social). Deixou o partido em 1984, por ser contrário à escolha de Paulo Maluf para disputar a eleição indireta à presidência da República. Ingressou no PMDB e foi indicado como vice-presidente na chapa de Tancredo Neves, pela Frente Liberal. Em virtude do falecimento de Tancredo, assumiu a presidência no dia 15 de abril de 1985.

O período de governo foi marcado por medidas econômicas de combate à inflação e pelo estabelecimento de uma nova Constituição. Promulgada em 5 de outubro de 1988, a Carta, considerada a mais democrática da história brasileira, estabeleceu eleições diretas em dois turnos para presidente, governador e prefeito. Abdicou do último ano (de seis) do mandato e garantiu a redemocratização, com a eleição de um civil em 1989.

CURIOSIDADES
– Quando tomou posse, Sarney afirmou que as mudanças viriam durante o processo de redemocratização. As primeiras delas vieram em 8 de maio de 1985, quando foi aprovada a emenda constitucional que estabeleceu eleições diretas para presidente, prefeito e governador.
– Os maiores índices de popularidade de seu governo viriam com o Plano Cruzado, proteção ao salário, congelamento de preços e o surgimento dos “fiscais do Sarney”.
60anos
Tempo de vida pública de José Sarney.

Na Presidência


“Deus fez tanto por mim, como o país que me fez nascer e a vida que me permitiu”

Nesta segunda-feira, o ex presidente do Brasil e senador pelo Amapá completa 87 anos de idade, com muita lucidez, serenidade, diplomacia e uma incontestável liderança, que fazem de seu escritório, em Brasília, onde mora, um ponto de convergência para todas as correntes políticas, culturais e populares, seja do estado em que nasceu, o Maranhão, seja do Amapá, que ele representou por 24 anos no Congresso Nacional, ou até do exterior. E para entender como o próprio José Sarney faz uma leitura dessa longeva carreira, o Diário do Amapá resgata hoje sua mais recente entrevista a jornalistas de Brasília, da Agência Senado. No mais puro estilo ‘pergunte o que quiser’, Sarney fala de tudo um pouco, como seus maiores feitos, conquistas históricas e até o lado ‘desestimulante’ da política. Acompanhe a seguir.

Por Cleber Barbosa
Da Redação

Pergunta – Como o senhor avalia seus mandatos como senador?
José Sarney – Sempre tive a preocupação com a atualização, com a modernização e com o apoio científico aos trabalhos do Senado. Na década de 1970, fui presidente do Ipeac [Instituto de Pesquisa e Assessoria do Congresso], que visava oferecer assessorias competentes à atividade parlamentar. O Ipeac era o responsável pelos trabalhos da Casa, convocando a inteligência nacional para dar apoio ao Congresso. Assuntos como energia nuclear, hidrelétricas e abertura democrática estavam entre os trabalhos do instituto. Ainda como senador, em 1993, eu propus a informatização do Senado. Foi constituída uma comissão, da qual eu era membro, e o resultado foi a criação da Secretaria Especial de Informática do Senado Federal (Prodasen).

Pergunta – Qual a herança que o senhor deixou como presidente do Senado?
Sarney – Como presidente, minha preocupação com a modernização se redobrou. Depois de assumir a Presidência, acho que entramos na era da modernidade do Senado. Parecia que o Senado ainda estava no século 19, pois não havia o conhecimento das mudanças significativas que a sociedade da informação trouxe para o mundo. Sempre houve a preocupação com a transparência, pois a modernidade traz um novo interlocutor, que é a opinião pública, que se manifesta por meio da mídia, das redes sociais ou pelas organizações civis. Com isso, nós achamos que o Senado devia se atualizar para ter sua presença diante da opinião pública. Daí, houve a criação da Secretaria Especial de Comunicação Social com a TV, a Rádio, o Jornal e a Agência Senado. Serviços como o DataSenado, a Ouvidoria, o e-Cidadania e o Alô Senado vieram assegurar uma transparência cada vez maior da Casa. Também destaco a informatização das sessões e da frequência dos senadores, as notas taquigráficas em tempo real na internet e o [site de busca de legislação] LexML. Na área administrativa, houve o incremento dos cursos do ILB [Instituto Legislativo Brasileiro] e a aquisição de livros raros para a Biblioteca, além dos programas Pró-Equidade e Senado Verde. Tudo isso mostra a revolução que ocorreu no Senado e como a Casa se modernizou.

Pergunta – A vida política do senhor é muito extensa. Já foi deputado, governador, senador e presidente da República. Além disso, é empresário e membro da Academia Brasileira de Letras. O senhor se considera realizado ou falta algo a conquistar?
Sarney – Todo homem chega ao fim da vida com uma certa frustração, não das coisas que fez, mas pelas coisas que deixou de fazer. Quando a gente entra na política, é pelo desejo de melhorar a sorte de seu município, de seu estado, de seu país, e até de melhorar a sorte da humanidade. Essa é a grande vocação da política. E sempre fica uma frustração por ainda não ter conseguido todas essas coisas. Na realidade, eu fico meio decepcionado quando vejo que todas as ideias políticas difundidas no mundo prestaram menos serviço ao povo do que [Alexander] Flemming, com a penicilina, [Albert] Sabin, com a vacina contra a paralisia, ou as inovações de [Thomas] Edison ou [Steve] Jobs. Sempre fica a ideia de que ainda há alguma coisa por fazer. Quando Deus fez o mundo, não o fez com tudo perfeito, mas deixou o homem com a capacidade de cada dia melhorar um pouco. Eu sou um otimista com a humanidade, e acho que haverá um dia em que o homem vai conseguir aquilo que [Thomas] Jefferson chamava de “a busca da felicidade”. Isso será daqui a milênios, mas vai acontecer. O exercício da política implica, naturalmente, controvérsia e antagonismo.

Pergunta – Ao longo da sua trajetória política, o senhor teve de lidar com denúncias de irregularidades. De que forma o senhor convive com essas denúncias e as críticas? 
Sarney – A política é cruel, lida com a crueldade. O embate político não tem limites. A primeira coisa que muitos fazem [na política] é tentar desqualificar o adversário. Então se inventa tudo e se é submetido a todas as injustiças. Quanto mais responsabilidade, mais se é combatido. Isso faz parte da prática e da instrumentação política. Isso é terrível pra quem faz política e desmoraliza a atividade política. Por isso, o povo julga tão mal os políticos. São os próprios políticos que constroem esse julgamento. Quanto a mim, como eu sei que são inverdades, eu lido como se fosse com uma terceira pessoa. Eu lido com absoluta tranquilidade. Eu sou cristão e Deus me deu essa graça. Deus já fez tanto por mim – como o país em que ele me fez nascer e a vida que ele me permitiu construir, tanto na literatura quanto na política – e ele me pede uma coisa apenas: “Perdoai os vossos inimigos”. Por que eu vou negar isso a ele? Então eu perdoo e fico tranquilo, numa boa. Na história do Brasil, muitos sofreram muitos ataques. Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, muitos presidentes. Mas eu vejo que tudo isso passa. Os excessos que a imprensa constrói, o tempo destrói.

Pergunta – Quando o senhor completou 82 anos, em 2012, passou por um susto. Teve de ser internado, para tratar do coração. É natural que, neste momento da vida, a morte se torne um assunto delicado. O senhor tem receio da morte? De que forma lida com a ideia da morte?
Sarney – O corpo começa a dar sinais, algumas peças começam a ficar com a validade vencida (risos). Eu até escrevi um poema, Homilia do juízo final, em que eu termino dizendo: “Tenho um encontro com Deus. / – José! onde estão tuas mãos que eu enchi de estrelas? / – Estão aqui, neste balde de juçaras e sofrimentos.” Juçara é outro nome para o açaí.

Pergunta – Nos vários cargos que o senhor exerceu, qual foi o momento mais difícil?
Sarney – Foi quando me ligaram de madrugada, avisando que eu iria assumir a Presidência da República (Em março de 1985, Sarney assumiu a Presidência depois de Tancredo Neves ter sido internado com problemas de saúde. Tancredo viria a morrer em junho daquele ano, e Sarney seguiu como presidente até 1990). Não conhecia o ministério nem o programa de governo. Todos diziam que a democracia iria morrer nas minhas mãos. Mas não morreu. Pelo contrário, floresceu. Eu convivi com grandes homens públicos. Cada um tem o seu tempo, e corro o risco de terminar fazendo alguma injustiça. Mas, se eu tivesse que apontar aquele de quem mais sinto falta, seria de Tancredo Neves.

Pergunta – Nos seus vários mandatos, há algo que o senhor considere que seja o seu legado político para o Brasil?
Sarney – Eu destaco a transição democrática, pois depois a democracia se consolidou no país, e os programas sociais, que tanto bem fazem para o povo brasileiro. Depois de ser presidente, tive a felicidade de ver todas as classes sociais chegando à Presidência da República, colaborando com a vida do país. A República começou com os barões do café, passou pelos militares, pelos bacharéis e tivemos um operário como presidente. Hoje, temos uma mulher na Presidência. Há país mais democrático que o Brasil? Há exemplo maior do que esse? Isso foi fruto de um trabalho que passou pelas minhas mãos. Quando fui presidente da República (1985-1990), houve uma mudança de foco. A prioridade era apenas econômica e eu coloquei a causa social na pauta da política brasileira. Todos esses programas que hoje foram ampliados começaram naquele tempo. Com o Plano Cruzado (1986), tive a coragem de colocar minha cabeça a prêmio, com o congelamento de preços. Procuramos outro caminho que levou ao Plano Cruzado, ao Plano Verão, ao Plano Collor e até ao Plano Real. O Plano Real, já naquele tempo, esteve em nossas mãos, mas não havia mais tempo para implementá-lo, pois estava deixando a Presidência da República. Essas conquistas me fazem muito orgulhoso de minha vida pública. Na minha vida, a orientação sempre foi procurar ajudar, construir, unir e buscar a paz.

Perfil…
Entrevistado. José Sarney de Araújo Costa faz amanhã 87 anos de idade, é advogado, jornalista e escritor. Começou a vida política ainda estudante do Colégio Liceu, em São Luís (MA), tendo depois chegado a suplente de deputado, até vencer eleição para a Câmara Federal; em 1966, se elegeu governador do Maranhão e depois senador. Nos anos 1980 se engajou na campanha pelas eleições diretas e pouco depois compôs como vice a chapa vitoriosa do presidente Tancredo Neves, que faleceu antes da posse. Sarney assumiu as rédeas do país e conduziu o período da redemocratização, da Constituinte e da volta das eleições diretas para Presidente. Depois foi eleito senador pelo Amapá, por três mandatos consecutivos. Não disputou nova reeleição.

Notas da coluna ARGUMENTOS, domingo, 23 de abril de 2017.


Mulher
Titular da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, a amapaense Fátima Pelaes segue prestigiada no ministério de Temer. É que poderão ocorrer ajustes na administração, fazendo a pasta dela sair do Ministério da Justiça para a Presidência da República.

Madrugada
Os recentes ajustes na malha aérea geram reclamações de passageiros do Amapá. É que embora a chegada de voos diretos para Brasília, os horários é que estão tirando o sono – literalmente de quem voa pra cá.

Saúde
A forma mais eficaz de prevenção da catapora é a vacina, que pode ser tomada a partir do primeiro ano de vida. Mas ela não faz parte do calendário básico vacinal brasileiro e quem se vacinou não tem garantia.

Infantes
Sim, até crianças que buscaram na rede privada a vacina que promete imunizar os pequenos contra essa doença estão sendo acometidos. Ainda não se fala em epidemia, claro, mas os casos registrados preocupam.

Contraponto
Deputada Marcivânia Flexa, do PCdoB, elevou o tom das críticas ao projeto de reforma da Previdência, em voga no Congresso Nacional. Foi ontem, no rádio, em entrevista ao nosso programa semanal.

Tucuju
O desembargador Gilberto Pinheiro, um apaixonado pela Amazônia, costuma se dizer ‘caboco’ e não ‘caboclo’ como diz o dicionário. Ontem, fez essa postagem em uma rede social. “Visitando a Caviana, no município de Chaves”. Sacou? Sim, aqui a gente entende que se trata da ‘ilha’.

Eu vi
O governador Waldez Góes almoçou no mesmo restaurante que o colunista, em Brasília, durante a semana. Bem ao seu estilo, indagou ao garçom da seguinte maneira: – Meu patrão, tem torresmo? Uma pessoa comentou: – Até que enfim um político reconheceu que os patrões somos nós, do povo!

Postura
Aliás, sobre Waldez, chama a atenção como ele tem dialogado com todas as classes, inclusive a dos servidores. No ano passado, em meio à crise, foram 32 sindicatos que se revezaram no Palácio para debater estratégias. Agora, com a reversão dos servidores para a União, acompanha-os pessoalmente.

Elogio
Esse despojamento de Góes foi elogiado ontem pelo próprio presidente do Sindicato dos Urbanitários, Aldrey Cardoso, em entrevista no rádio ao nosso Conexão Brasília. A intervenção do Setentrião no caso da privatização da CEA poderá salvar os trabalhadores da companhia.

ARTIGO | Texto semanal do ex presidente e senador José Sarney

A Pascoela


As Oitavas de Páscoa, semana seguinte ao Domingo da Ressurreição, foram chamadas, durante muito tempo, de Pascoela. Assim ela é tratada na carta de Pero Vaz de Caminha ao Rei D. Manuel I, o Venturoso, narrando a descoberta do Brasil.
Diz Pero Vaz de Caminha: “Ao domingo de Pascoela pela manhã, … mandou naquele ilhéu armar um esperável, e dentro dele um altar mui bem corregido. E ali com todos nós outros fez dizer missa…”
Entre nós quase se esqueceu a denominação Pascoela, que ainda persiste em Portugal. Mas meu amigo Padre Wagner Portugal fala, em seu “Apostolado da Oração”, da semana da Pascoela.
Essa semana é uma semana muito importante na Liturgia. Das 16 antigas festas de “oitavas” — a semana seguinte a uma festa —, a Igreja reteve duas: a do Natal e a da Páscoa.
A Pascoela era chamada semana branca, ebdomada alba. É a continuação da grande festa da Ressurreição do Senhor.
A primeira leitura, nesses dias, é sempre dos Atos dos Apóstolos: na segunda, os testemunhos da ressurreição (At 2, 14-32); na terça, a exortação de S. Pedro ao batismo (At 2, 36-41); a cura do coxo por S. Pedro (At 3, 1-10); Pedro lembra a morte de Cristo para enfatizar a ressurreição (At 3, 11-26); Pedro e João, presos, anunciam que só em Jesus há salvação (At 4, 1-12); no sábado, mandados calar pelo Sinédrio, os dois apóstolos dizem que “não podemos nos calar sobre o que vimos e ouvimos” (At 4, 13-21). No domingo da Pascoela os Atos proclamam a eucaristia: “partiam o pão, tomando alimento com alegria e simplicidade de coração” (At 2, 42-47).
Nesse domingo branco o Evangelho segundo S. João conta a presença de Jesus entre os discípulos.
Ao entrar, Jesus diz e repete: “A paz esteja convosco.” Essa saudação simples, Shalom alechem, em hebraico, o mesmo Salaam Aleikum em árabe, assume um novo significado quando o Senhor sopra sobre eles e complementa: “Recebam o Espírito Santo.” Ele traz, portanto, a Si mesmo, e é a paz.
Por causa deste trecho do Evangelho, em que o apostolo só acredita na ressurreição depois de tocar nas chagas de Jesus, o domingo de Pascoela também é chamado de domingo de São Tomé. É ainda o domingo de Quasimodo, ou o Quasimodogeniti, da antífona “Quasi modo geniti infantes…” (1 Pe 2, 2), cantada nessa data.
Daí o nome dado por Victor Hugo ao personagem de Notre Dame de Paris: “fosse para marcar a data em que o corcunda foi encontrado, fosse para assinalar sua aparência incompleta”.
O Chag HaMatzot, festa dos pães ázimos, é um antecedente da Pascoela. Foi instituído por Moisés (Ex 12, 3-6). E os judeus ainda o festejam durante uma semana, em continuidade com a Pessach, belas festas com seu ritual muito antigo, tão importante para eles quanto significativo para os cristãos.
Assim, quando vou cumprimentar meus amigos, a quem não cumprimentei na Páscoa, digo Feliz Pascoela, sem esquecer que nela foi descoberto ou completou-se o achamento de nosso país.
Assim, com este artigo espero ter completado o meu tema da Páscoa. E a todos desejo que tenham tido uma feliz Pascoela.

domingo, 23 de abril de 2017

Notas da coluna ARGUMENTOS, sexta-feira, dia 21 de abril de 2017.

Capital
Conforme a coluna adiantou ontem, o governador Waldez cumpriu extensa agenda oficial em Brasília. Foi ao líder do governo, senador Romero Jucá, tratar do processo de reversão dos servidores para a União. Levou junto lideranças sindicais dos urbanitários.

Empatia
O senador peemedebista disse que os dois estados possuem demandas comuns, afinal foram transformados em estado juntos. “Somos irmãos siameses, portanto os problemas do Amapá também são nossos”, disse.

Democracia
O deputado Roberto Góes, do PDT, que também preside a Federação de Futebol do Amapá, disse à coluna ser legítimo que o Congresso Nacional tenha bancadas por área de afinidade ou atuação, como a da bola.

Representativa
Mas o parlamentar amapaense disse que antes de olhar para o desporto, representa os interesses do estado e de sua população. “O Amapá vem antes de qualquer outro interesse, por isso estamos aqui”, disse ele.

Talento
Wander Azevedo, atual secretário da Representação do Amapá em Brasília, mosgra-se um zeloso auxiliar do Setentrião. Habilidoso e conciliador, usa até de diplomacia para o GEA se fazer ouvir. Vai bem o cara.

Ao José
Confraternização ontem no escritório de Sarney em Brasília. É que faz aniversário na próxima segunda-feira, mas já vem recebendo cumprimentos desde já, como desse grupo que tinha Waldez Góes, o secretário Wander Azevedo e sindicalistas da classe dos urbanitários.

Oiapoque
Você conhece a Dança do Turé? Pois então saiba que é o principal símbolo de identidade dos povos do Vale do Uaçá – no extremo norte amapaense. E que foi uma atração à parte na programação cultural do II Fórum Indígena promovido pelo governo do estado ontem na Aldeia do Manga.

História
Este evento era alusivo ao Dia do Índio, comemorado no dia 19 de abril. De acordo com o indígena Sérgio dos Santos, pertencente à etnia Karipuna-Marworno, nas gerações anteriores, a Dança do Turé era feita por seus ancestrais somente na primeira lua cheia do mês de outubro – período de verão.

Matiz
Segundo este representante que falou aos jornalistas, a cultura indígena explica que os antigos pajés mandavam organizar as festividades do Turé como forma de retribuição às curas de doenças e agradecimento pela farta agricultura. Ele é diretor do Museu dos Povos Indígenas.

Mãe de primeira viagem, deputada Jozi Araújo leva filho à Câmara Federal

Página curtida 

Trouxe meu filho Vítor para acompanhar, na Comissão de Trabalho da Câmara, a votação do meu parecer ao projeto de decreto legislativo Nº 558/16, favorável a aprovar o texto do Acordo sobre o Programa de Férias-Trabalho entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Francesa. Meu parecer foi aprovador por unanimidade na Comissão. 

Notas da coluna ARGUMENTOS, quinta-feira, 20 de abril de 2017.


Capital
Yong Chung, alto executivo do grupo de investidores da Coréia que planeja reativar as operações da mineradora Icomi no Amapá, desembarcou ontem em Brasília, onde cumpre agenda. Indagado pela coluna, não quis adiantar sobre a quantas anda o projeto.

Negócio
Chung, que é sul-coreano mas também tem cidadania americana (é formado nos EUA), se disse confiante e que no momento certo o grupo que ele representa dará essa boa-nova aos amapaenses. Tomara!

Guerreiro
Ainda em Brasília, ontem, chamou atenção o quanto o atual comandante do Exército, general Villas-Boas, está driblando uma enfermidade que lhe limita os movimentos. Foi na cerimônia pelo Dia do Exército.

Peregrinos
Lideranças sindicais da classe dos urbanitários também passam a semana na capital federal. Buscam apoio da bancada de deputados e senadores nesse processo de transposição para os quadros da União.

Postura
Já o deputado Cabuçu, respondendo a um deles, estabelece o seguinte diálogo ao telefone: “Alô, deputado, o senhor está no seu gabinete”, diz o sindicalista. E ele: “O gabinete é do povo do Amapá amigo!”.

Colegiado
Deputada Marcivânia Flexa (foto) integra a Comissão de Seguridade Social, na Câmara Federal. Ela vibrou ontem com o recuo do governo federal em adiar a votação da reforma previdenciária. É que isso irá possibilitar mais discussões e quem sabe flexibilizações de itens da extremada medida.

Batente
O governador Waldez também cumpre agenda nesta quinta-feira em Brasília. Vai ao Congresso Nacional, à Esplanada dos Ministérios e também despacha com seu secretário extraordinário da capital federal, Wander Azevedo. Também terá encontro com o ex presidente e senador José Sarney.

Canetada
Antes de viajar, ontem, Góes ainda chancelou a contratação de 15 novos profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, biomédicos, técnicos em enfermagem, radiologista, nutricionista e farmacêutico, para o Hospital Estadual de Oiapoque. População, penhoradamente, agradece por esse reforço por lá.

Especialista
A coluna apurou que entre os profissionais contratados estão um ortopedista, um obstetra, dois anestesistas, um clínico geral, dois enfermeiros, dois biomédicos, dois técnicos em enfermagem, um farmacêutico, um nutricionista, um técnico em laboratório e um radiologista.

Deputado André Abdon registra visita feita a Hospital Estadual de Santana

Página curtida  
 
Visitei ontem o Hospital Estadual de Santana, acompanhado do vereador Jailson Matos, onde fomos recebidos pela diretora Soraia Lamarão Cardoso e o administrador Pedro Paulo Duarte Brandão que nos mostraram a reforma em andamento na UTI. Sabemos que além dessa reforma, também será necessário a instalação de diversos equipamentos médicos para melhorar o atendimento da Unidade. Por isso, assumo o compromisso de intervir junto ao Ministério da Saúde, em Brasília, para contribuir na estruturação desta UTI em prol da melhoria da saúde e bem estar do povo santanense.