Estrutura
A menos de 24 horas da Expofeira agropecuária do Amapá, quem passou pelo Parque de Exposições da Fazendinha estranhou quanta coisa faltava para ser instalada ou montada ontem. Mas, como bons brasileiros que somos, haverá de dar certo. Abertura é hoje.
Espaço
A cada edição da Expofeira a gente fica pensando o quão seria bom ter atividade naquele complexo todo o ano inteiro. Aliás, o local bem que poderia abrigar um centro de convenções. Macapá precisa de um.
Negócio
A coluna apurou que nessa história da venda da Anglo no Amapá para a Zamin – que é suíça e não indiana – as autoridades tem seus motivos para preocupação. Sim, pois é preciso garantias da continuidade do projeto.
Tropas
Está em curso na fronteira de Oiapoque a Operação Curare - Operação Interagências, que como o nome diz compreende um aparato de organizações da defesa do país.
Viagem
Em sua viagem pela Terra Santa, Fátima Pelaes escreveu: “Em Samaria e Judeia, conhecemos áreas em conflito, constatando que as mulheres contribuem para a construção da paz”.
Bancada
O coordenador da bancada federal, deputado Evandro Milhomen (PCdoB) mais uma vez levou em bloco a minúscula mas atuante bancada do Amapá. Desta vez foi para debater segurança pública da Secretaria Nacional de Segurança, em Brasília (foto).
Partido
O deputado Bala Rocha será o mandatário do Partido Solidariedade no Amapá. Aprovado na quarta, pelo Tribunal Superior Eleitoral o partido está inscrito sob o número 77. O prazo final determinado pela Justiça Eleitoral para filiações partidárias termina dia 5 então quem quiser entrar que corra.
Câmara
Definida também a situação do ex-senador Papaléo Paes, que deixa o PSDB para ir ao PP. Ele confirmou em entrevista recente que não deve disputar nem o Governo do Estado nem o Senado Federal. Papaléo, que é médico e atualmente atende em um posto de saúde da periferia de Macapá, quer ser candidato a deputado federal. Ele também já foi prefeito.
domingo, 29 de setembro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Coluna Argumentos, quinta-feira, 26 de setembro de 2013.
Gracinhas
O Amapá Garden Shopping realiza seleção de modelos mirins com idade até 11 anos, na Praça de Alimentação do empreendimento. É para participar do desfile de moda em comemoração da Semana da Criança que acontecerá no Shopping em outubro.
Negócio
Recebendo como ‘sinal’ a importância de US$ 136 milhões, a Anglo Ferrous Brasil está vendendo a empresa do Amapá ao grupo indiano Zamin Ferrous. O restante em mais 5 anos – US$ 130 mi.
Amapá
A Anglo American havia adquirido o controle da MMX, em 2008, pelo valor de U$ 5,5 bilhões com o foco das ações no Sistema Minas-Rio, no Sudeste. O Amapá foi de ‘contrapeso’ no negócio.
Viagem
A presidente do Conselho Estadual de Educação, Eunice Bezerra, vai ao IV Encontro Estadual da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação, em Manaus.
Será?
Notícia que circulava nos bastidores dava conta de que no processo de federalização da CEA o PMDB poderia vir a indicar postos na nova estatal. Já pensou? PMDB e PSB juntos?
Sebrae
O superintendente do Sebrae Amapá, João Alvarenga, conseguiu mobilizar para um encontro em Macapá dirigentes de Sebraes estaduais de 20 estados brasileiros. Na foto, um registro da reunião em uma nova ala do complexo do Sebrae local.
Correndo
A deputada Dalva Figueiredo (PT) teve agenda corrida nesta volta à Brasília. Em Macapá, debateu com o comando da Guarda Municipal de Macapá a destinação de recursos para a primeira sede própria da corporação. Em Brasília, encontros com o ministro do desenvolvimento agrário.
Bancada
Dalva também esteve na reunião em que compareceram Evandro Milhomen (PdoB) e Luiz Carlos (PSDB) com a secretária nacional de segurança pública, Regina Miki, e o chefe de gabinete da pasta, Marcello Oliveira. Em pauta, melhorias para o aparelho da defesa do estado, em especial a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar.
Luiz Carlos acusa ex-senador de querer ser “estrela” no PSDB
Para o presidente estadual do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), deputado federal Luiz Carlos, o ex-senador Papaléo Paes se autoexclui do ninho tucano, por querer ser “muito estrela”.
De acordo com o líder social democrata, o ex-senador foi convidado para compor a atual direção do PSDB local, mas declinou do convite que lhe foi feito.
Segundo Luiz Carlos disse em resposta às declarações de Papaléo, também no programa Luiz Melo Entrevista, ontem, ele e outros companheiros do partido desejariam ter o ex-senador como membro ativo da legenda. “Mas ele se exclui, afasta-se, não vai nas reuniões para as quais é convidado”, ressaltou o deputado federal.
Luiz Carlos disse que apesar de jovem não pode ser chamado de inexperiente na política, porque no próprio PSDB teve uma extensa vida de militância, antes de se candidatar.
O deputado lembrou que foi uma das surpresas das últimas eleições proporcionais no Amapá, porque sendo um desconhecido acabou conquistando uma das maiores somatórias de voto no pleito de 2010.
No curso do mandato, lembrou Luiz Carlos na entrevista, já foi apontado como um dos melhores parlamentares do país, e que a sua atuação é reconhecida pelos seus colegas membros da Bancada Parlamentar amapaense.
O deputado observou que o seu bom desempenho como congressista causa insatisfação, principalmente por aqueles que já tiveram oportunidade de atuar, mas que “deixaram isso se esvair entre as mãos”, referindo-se ao ex-senador Papaléo.
De acordo com o líder social democrata, o ex-senador foi convidado para compor a atual direção do PSDB local, mas declinou do convite que lhe foi feito.
Segundo Luiz Carlos disse em resposta às declarações de Papaléo, também no programa Luiz Melo Entrevista, ontem, ele e outros companheiros do partido desejariam ter o ex-senador como membro ativo da legenda. “Mas ele se exclui, afasta-se, não vai nas reuniões para as quais é convidado”, ressaltou o deputado federal.
Luiz Carlos disse que apesar de jovem não pode ser chamado de inexperiente na política, porque no próprio PSDB teve uma extensa vida de militância, antes de se candidatar.
O deputado lembrou que foi uma das surpresas das últimas eleições proporcionais no Amapá, porque sendo um desconhecido acabou conquistando uma das maiores somatórias de voto no pleito de 2010.
No curso do mandato, lembrou Luiz Carlos na entrevista, já foi apontado como um dos melhores parlamentares do país, e que a sua atuação é reconhecida pelos seus colegas membros da Bancada Parlamentar amapaense.
O deputado observou que o seu bom desempenho como congressista causa insatisfação, principalmente por aqueles que já tiveram oportunidade de atuar, mas que “deixaram isso se esvair entre as mãos”, referindo-se ao ex-senador Papaléo.
Ex-senador Papaléo Paes se diz discriminado no PSDB
O ex-senador e ex-prefeito de Macapá, médico João Bosco Papaléo Paes, revelou ontem a intenção de em 2014 concorrer a deputado federal, mas não pelo PSDB, partido a que atualmente pertence.
Como justificativa da decisão, Papaléo disse que está sem ambiente entre os tucanos locais, em que pese pertencer à direção nacional da sigla e ter livre trânsito entre os líderes tucanos do país.
O ex-senador deixou implícito que a sua insa-tisfação no PSDB do Amapá é decorrente da pouca importância que lhe é dada pelo presidente estadual da legenda, deputado federal Luiz Carlos.
“Estou sendo discriminado no partido, lamentavelmente”, chegou a dizer o ex-senador tucano.
Provocado a dar uma opinião pessoal a respeito do deputado Luiz Carlos, João Bosco Papaléo Paes disse que o colega de partido é um jovem com falta de experiência política.
Na entrevista, dada ao programa Luiz Melo, na Rádio Diário FM 90.9, o médico Papaléo Paes disse que no dia 4 de outubro todos saberão qual será o futuro político a curto prazo.
Quatro de outubro será a véspera do prazo final para filiações partidárias e criação de partidos, visando as eleições gerais de 2014.
Funcionário público, o médico João Bosco Papaléo Paes deu a entrevista quando atendia pacientes como plantonista da Unidade Básica de Saúde do bairro Infraero II.
Quanto ao partido a que vai filiar-se para concorrer a deputado federal, o hoje ainda tucano disse que está negociando com apenas uma legenda, e que é por essa legenda que deverá tentar uma vaga na Câmara dos Deputados, ano que vem.
Como justificativa da decisão, Papaléo disse que está sem ambiente entre os tucanos locais, em que pese pertencer à direção nacional da sigla e ter livre trânsito entre os líderes tucanos do país.
O ex-senador deixou implícito que a sua insa-tisfação no PSDB do Amapá é decorrente da pouca importância que lhe é dada pelo presidente estadual da legenda, deputado federal Luiz Carlos.
“Estou sendo discriminado no partido, lamentavelmente”, chegou a dizer o ex-senador tucano.
Provocado a dar uma opinião pessoal a respeito do deputado Luiz Carlos, João Bosco Papaléo Paes disse que o colega de partido é um jovem com falta de experiência política.
Na entrevista, dada ao programa Luiz Melo, na Rádio Diário FM 90.9, o médico Papaléo Paes disse que no dia 4 de outubro todos saberão qual será o futuro político a curto prazo.
Quatro de outubro será a véspera do prazo final para filiações partidárias e criação de partidos, visando as eleições gerais de 2014.
Funcionário público, o médico João Bosco Papaléo Paes deu a entrevista quando atendia pacientes como plantonista da Unidade Básica de Saúde do bairro Infraero II.
Quanto ao partido a que vai filiar-se para concorrer a deputado federal, o hoje ainda tucano disse que está negociando com apenas uma legenda, e que é por essa legenda que deverá tentar uma vaga na Câmara dos Deputados, ano que vem.
Deputado Milhomen participa de seminário sobre Direito Autoral
Nessa terça-feira, 24, foi realizado seminário sobre Direito Autoral promovido pela Comissão de Cultura, atendendo requerimento da deputada Jandira Feghali. O evento aconteceu no plenário 12 da Câmara dos Deputados, às 14h30, em Brasília.
O deputado Evandro Milhomen (PCdoB-AP), 2º vice-presidente da Comissão de Cultura, e representantes de entidades relacionadas ao tema, participaram da audiência.
A pauta da comissão foi a legislação do Direito Autoral, que é “arcaico”, levando em consideração as novas tecnologias, ou seja, não correspondem às novas etapas do mundo, fazendo assim que ocorra um distanciamento da necessidade existente.
Estão sendo propostas novas dinâmicas para o assunto, por exemplo, uma remuneração mais justa para todos os atuantes da área, não só os artistas, mas a produção em si, uma proteção ao compositor diante das grandes gravadoras.
Foi abordada também a importância de valorizar a origem da arte, ou seja, sua raiz, pois assim "Não se corre o risco dela se perder", afirmou Gleciara Ramos, secretária geral do Conselho Nacional de Cineclubistas).
De acordo com o deputado Evandro Milhomen, “a realização do seminário já é um avanço em prol de uma causa muito justa, a preservação e a proteção da categoria”, disse.
O deputado Evandro Milhomen (PCdoB-AP), 2º vice-presidente da Comissão de Cultura, e representantes de entidades relacionadas ao tema, participaram da audiência.
A pauta da comissão foi a legislação do Direito Autoral, que é “arcaico”, levando em consideração as novas tecnologias, ou seja, não correspondem às novas etapas do mundo, fazendo assim que ocorra um distanciamento da necessidade existente.
Estão sendo propostas novas dinâmicas para o assunto, por exemplo, uma remuneração mais justa para todos os atuantes da área, não só os artistas, mas a produção em si, uma proteção ao compositor diante das grandes gravadoras.
Foi abordada também a importância de valorizar a origem da arte, ou seja, sua raiz, pois assim "Não se corre o risco dela se perder", afirmou Gleciara Ramos, secretária geral do Conselho Nacional de Cineclubistas).
De acordo com o deputado Evandro Milhomen, “a realização do seminário já é um avanço em prol de uma causa muito justa, a preservação e a proteção da categoria”, disse.
Segurança pública do Amapá é debatida na Senasp, em Brasília
| Os deputados federais Evandro Milhomen (PCdoB) e Luiz Carlos (PSDB) durante a reunião na Senasp |
Em audiência nesta quarta-feira (25) na Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em Brasília, parlamentares da Bancada Federal acompanhados pelo deputado estadual Agnaldo Balieiro, do Comandante do Corpo de Bombeiros do Amapá, Coronel Miguel Rosário e o chefe de gabinete da Polícia Militar do Amapá, Coronel Ailton dos Santos, discutiram ações para melhorar a atuação das polícias e do Corpo de Bombeiros no Estado.
O coordenador da bancada, deputado Evandro Milhomen (PCdoB) e os deputados Dalva Figueiredo (PT) e Luiz Carlos (PSDB) ressaltaram as necessidades de investimento na segurança pública e ressaltaram a precariedade no aparelhamento das corporações, motivo, que segundo explicou Milhomen, dificulta a realização de trabalhos de salvamento, policiamento e, até mesmo, de fiscalização.
“O Amapá é um estado carente e que precisa de muita atenção para a Segurança Pública. Além disso, possuímos uma vasta área de fronteira, que precisa de fiscalização constante”, pontuou o coordenador. A Secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki e o chefe de gabinete da pasta, Marcello Oliveira, informaram que a Senasp atende o Amapá através dos programas Crack, é possível vencer e da Estratégia Nacional de Segurança Pública nas Fronteiras (Enafron).
Segundo a Secretária, essas são, hoje, as principais ações da Senasp, e garantem aos estados participantes aparelhamento, treinamento e capacitação.
Dalva reúne com o comandante da Guarda Municipal de Macapá
A pedido do Coronel Paulo Oliveira, comandante da Guarda Municipal de Macapá, a Deputada Federal Dalva Figueiredo reuniu com o comando no inicio desta semana para discutir ações em favor da corporação. Uma das principais ações apontada pelo comandante Paulo Oliveira é a necessidade da Guarda ter seu prédio próprio, “hoje funcionamos em um prédio alugado, destacou o Comandante”.
A deputada Dalva se comprometeu em destinar emenda parlamentar no valor de R$ 1 milhão para a construção da sede da Guarda Municipal de Macapá. “Agora vamos trabalhar para a prefeitura disponibilize o terreno e elabore o projeto de engenharia”, finalizou a deputada. Outro tema abordado durante a reunião foi o acompanhamento de um projeto de capacitação em tramitação no Ministério da Justiça.
O projeto está orçado em R$ 483.612,37 e visa promover a capacitação, valorização profissional da categoria através de cursos, criação e aprimoramento do ambiente educacional, além de atuar no tratamento em casos de substâncias psicoativas. A guarda municipal conta hoje com um efetivo de 557 profissionais, sendo 84 servidoras femininas e 473 Masculinos.
Apesar de possuir um grande contingente, nenhum dos profissionais que integram a corporação passou por uma formação adequada às necessidades da instituição e do município. Entre outras questões, a capacitação deve criar condições para que ocorra o aprendizado efetivo e contínuo, com o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e competências indispensáveis à formação de um profissional ativo, crítico e criativo em seu trabalho e com o potencial necessário para promover o desenvolvimento pessoal, institucional e de segurança do cidadão e de seus bens materiais e imateriais. O Projeto em questão terá duração de 24 meses.
Câmara discute estabilidade de servidores públicos sem concurso
A pedido do deputado federal Bala Rocha (PDT-AP), a Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados discutiu a PEC 54/99, que regulariza a situação dos servidores admitidos sem concurso público antes da expedição da Constituição Federal de 1988, especificamente entre 5 de outubro de 1983 e 5 de outubro de 1988.
A Carta Magna disciplinou o ingresso na carreia pública somente via concurso público. A medida retroagiu e alcançou cerca de quinhentos mil servidores públicos federais, estaduais e municipais.
O deputado Bala Rocha entende que estes servidores sofrem com a constante instabilidade de perderem seus cargos, o que torna a aprovação da PEC 54/99 urgente. “Ademais, estes funcionários já laboram no serviço público, o que não gera novos gastos para a Administração Fe-deral”, realçou o parlamentar.
Ana D’ávilla, representante do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, afirmou, no entanto, que o MPOG entende o concurso público como única maneira de admissão na carreira pública.
“Vamos despachar o assunto diretamente com a Ministra, pois se trata de umaquestão justa para estes servidores”, finalizou Bala Rocha.
A Carta Magna disciplinou o ingresso na carreia pública somente via concurso público. A medida retroagiu e alcançou cerca de quinhentos mil servidores públicos federais, estaduais e municipais.
O deputado Bala Rocha entende que estes servidores sofrem com a constante instabilidade de perderem seus cargos, o que torna a aprovação da PEC 54/99 urgente. “Ademais, estes funcionários já laboram no serviço público, o que não gera novos gastos para a Administração Fe-deral”, realçou o parlamentar.
Ana D’ávilla, representante do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, afirmou, no entanto, que o MPOG entende o concurso público como única maneira de admissão na carreira pública.
“Vamos despachar o assunto diretamente com a Ministra, pois se trata de umaquestão justa para estes servidores”, finalizou Bala Rocha.
Coluna Argumentos, quarta-feira, 25 de setembro de 2013.

Saída
Em sua segunda passagem pelo PSDB, o médico e ex-senador Papaléo Paes já prepara nova desfiliação da legenda. Provocado pelo Luiz Melo, ontem, no rádio, deu várias pistas de onde pode estar indo e demonstrou insatisfação – de novo – com a direção tucana.
Causa
Sobrou até para a jovem liderança do PSDB no Amapá, o deputado federal Luiz Carlos. Papaléo disse ver inexperiência no parlamentar, daí estar descontente e pronto para sair do partido em busca de mais espaço.
Sereno
Mas a melhor reação foi do próprio Luiz Carlos, que é advogado por formação. Demonstrou muito equilíbrio e cortesia ao fazer o contraponto da retórica mais atirada de Papaléo. Ganhou pontos importantes o moço.
Viagem
Em viagem à chamada Terra Santa, a deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP), que é evangélica, diz ter se emocionado muito em Jerusalém, quando foi homenageada.
Cultura
A legislação do direito autoral é considerada arcaica, sustenta o deputado Evandro Milhomen (PCdoB-AP), durante o seminário promovido ontem pela Comissão de Cultura.
Aeronave
A Companhia Especial de Fronteira, em Oiapoque, recebe apoio de aeronave "Black Hawk" do 3º Batalhão de Aviação do Exército, de Manaus para operações na faixa de fronteira do Brasil com a Guiana Francesa e o Suriname. Vem em boa hora o apoio.
De novo
E a Sueli Pini heim? Pois é, não tem vida fácil a magistrada, que pela segunda vez tem seu projeto de virar desembargadora adiado por força de decisão do Conselho Nacional de Justiça, o CNJ. A entidade viu falhas no processo que levou à promoção da juíza ao desembargo. Vaga é de César Augusto.
Pijama
Alheio a especulações sobre assumir cargo no Governo do Estado, o desembargador aposentado Mário Gurtyev posta foto nas redes sociais do show de Milton Nascimento em Macapá, que ele fez questão de ir e registrar o seguinte comentário: - Agora tenho tempo para curtir a vida! Sobre outro assunto, nada mais disse e nem lhe foi perguntado. Ponto.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Coluna Argumentos, terça-feira, 24 de setembro de 2013.
Data
A entrevista com o diretor da Anglo American no Amapá, José Luiz Martins, publicada no domingo, saiu com um erro, a data em que o porto em Santana foi reconstruído pela MMX foi 2007 e não 1997, conforme foi publicado. A empresa pediu a correção.
Reitor
O reitor da Universidade Federal do Amapá (Unifap), José Tavares, tem menos de um ano de mandato à frente da Reitoria e faz planos para engatar carreira política logo depois que concluir essa missão.
Partido
Por falar no professor Tavares, a coluna apurou que ele é filiado ao PCdoB, mas corre à boca miúda que estaria sendo assediado por outras legendas. O prazo para novas filiações ou mudanças termina em 10 dias.
Promotor
Quem também anda fazendo as contas para se desincompatibilizar da carreira e partir para as urnas é o promotor de justiça Moisés Rivaldo. Vai aposentar-se e disputar o GEA.
Porto
Já pelas bandas de Santana as especulações incluem o nome do secretário estadual do turismo, Richard Madureira, que já teria revelado desejo de virar prefeito. Vereador ele já é.
Campeões
Terminou no domingo a 5ª edição do Fest Jeep no Meio do Mundo, uma competição que reuniu pilotos daqui e de fora num circuito montado no Marco Zero. Na foto, os campeões da categoria Diesel, José Maria Esteves e João Cruz.
Barraco
O tempo fechou no Rio de Janeiro entre o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) e o deputado Jair Bolsonaro, durante a visita que o parlamentar amapaense fazia ao DOI-Codi, antigo e polêmico departamento político do Exército. Randolfe alega ter recebido um soco. Bolsonaro nega.
Agenda
O Senado deve continuar a discutir nesta semana a PEC do Voto Aberto (PEC 43/2013). A PEC, que teve a primeira sessão de discussão na quinta-feira, ainda é polêmica, tanto no mérito quanto na tramitação. Outra matéria na pauta do Plenário é a PEC da Música (PEC 123/2011), que deve ser votada em segundo turno pelos senadores.
Deputado atinge senador Randolfe com soco na barriga
O senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) diz ter sido agredido com um soco na barriga pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) nessa segunda-feira, 23, pouco antes da visita de integrantes da Comissão da Verdade do Senado e do Rio de Janeiro ao prédio do antigo DOI-Codi, atual 1° Batalhão de Polícia do Exército, na Tijuca, na Zona Norte do Rio. Bolsonaro nega a agressão.
A confusão teve início quando Bolsnoraro, que não pertence a nenhuma comissão, quis se juntar ao grupo que fez a visita ao prédio e foi rechaçado pelo senador João Capiberibe (PSB-AP). Houve empurra-empurra e xingamentos. Na confusão, o senador Randolfe diz ter levado um soco de Bolsonaro.
"Ele claramente nos agrediu covardemente. Ele usou o mecanismo de entrada por baixo. É o procedimento dele, que todos conhecem. Mais uma vez a presença do Bolsonaro aqui era para tumultuar e impedir que a visita se concretizasse. Ele não acompanhou o roteiro da visita. Ele não cumpriu seu objetivo. O Bolsonaro é um Brasil que nós vamos virar a página", disse.
“Na entrada, eu e senador Capiberibe nos colocamos à frente e dissemos para o Bolsonaro que ele não podia entrar, e que não era bem-vindo. Ele disse: ‘Olha só quem quer me impedir de entrar no meu quartel!’. Falei: 'O senhor não integra esta comissão e não tem nada a ver com essa visita’. Ele me chamou de ‘moleque’, abaixou e deu um soco por baixo, no meu estômago. Depois do soco, eu empurrei ele, ele me empurrou e me chamou de ‘vagabundo’. Eu disse que o ‘cara de pau’ é ele, que não deveria estar lá”, disse Randolfe.
O senador afirmou que o Psol irá entrar com uma representação no Conselho de Ética contra o deputado. “Ele claramente atentou contra o decoro parlamentar, ao tentar impedir o trabalho de comissão parlamentar e agredir um parlamentar."
Depois da confusão, Bolsonaro acabou entrando no prédio. Ele contou que fez a visita ao local a uma distância dos membros da comissão. "Fiquei a uns dez metros de distância para não me misturar. Visitei o prédio todo e depois fui tomar um café na sala da Companhia de Motos. O Capiberibe colocou a mão no meu peito e não queria me deixar entrar. Houve uns empurrões, mas entrei mesmo assim. Para a infelicidade de vocês (jornalistas) não houve agressão, como vocês gostariam. O senador Randolfe gritou, me chamou de 'vagabundo' e outros elogios, por assim dizer, mas não houve agressão. A democracia que eles defendem é assim, não aceita o contraditório", disse Bolsonaro.
O objetivo da visita foi ser o ponto de partida para uma campanha que visa transformar o local num centro de memória, a exemplo do que foi feito no antigo Dops de São Paulo e em centros de tortura na Argentina, no Uruguai e no Chile. Pela manhã, manifestantes fizeram um protesto em frente ao quartel reivindicando a reabertura dos arquivos da época da ditadura militar e a punição para as pessoas que serviram ou trabalharam para o regime. (Fonte Agência Globo)
A confusão teve início quando Bolsnoraro, que não pertence a nenhuma comissão, quis se juntar ao grupo que fez a visita ao prédio e foi rechaçado pelo senador João Capiberibe (PSB-AP). Houve empurra-empurra e xingamentos. Na confusão, o senador Randolfe diz ter levado um soco de Bolsonaro.
"Ele claramente nos agrediu covardemente. Ele usou o mecanismo de entrada por baixo. É o procedimento dele, que todos conhecem. Mais uma vez a presença do Bolsonaro aqui era para tumultuar e impedir que a visita se concretizasse. Ele não acompanhou o roteiro da visita. Ele não cumpriu seu objetivo. O Bolsonaro é um Brasil que nós vamos virar a página", disse.
“Na entrada, eu e senador Capiberibe nos colocamos à frente e dissemos para o Bolsonaro que ele não podia entrar, e que não era bem-vindo. Ele disse: ‘Olha só quem quer me impedir de entrar no meu quartel!’. Falei: 'O senhor não integra esta comissão e não tem nada a ver com essa visita’. Ele me chamou de ‘moleque’, abaixou e deu um soco por baixo, no meu estômago. Depois do soco, eu empurrei ele, ele me empurrou e me chamou de ‘vagabundo’. Eu disse que o ‘cara de pau’ é ele, que não deveria estar lá”, disse Randolfe.
O senador afirmou que o Psol irá entrar com uma representação no Conselho de Ética contra o deputado. “Ele claramente atentou contra o decoro parlamentar, ao tentar impedir o trabalho de comissão parlamentar e agredir um parlamentar."
Depois da confusão, Bolsonaro acabou entrando no prédio. Ele contou que fez a visita ao local a uma distância dos membros da comissão. "Fiquei a uns dez metros de distância para não me misturar. Visitei o prédio todo e depois fui tomar um café na sala da Companhia de Motos. O Capiberibe colocou a mão no meu peito e não queria me deixar entrar. Houve uns empurrões, mas entrei mesmo assim. Para a infelicidade de vocês (jornalistas) não houve agressão, como vocês gostariam. O senador Randolfe gritou, me chamou de 'vagabundo' e outros elogios, por assim dizer, mas não houve agressão. A democracia que eles defendem é assim, não aceita o contraditório", disse Bolsonaro.
O objetivo da visita foi ser o ponto de partida para uma campanha que visa transformar o local num centro de memória, a exemplo do que foi feito no antigo Dops de São Paulo e em centros de tortura na Argentina, no Uruguai e no Chile. Pela manhã, manifestantes fizeram um protesto em frente ao quartel reivindicando a reabertura dos arquivos da época da ditadura militar e a punição para as pessoas que serviram ou trabalharam para o regime. (Fonte Agência Globo)
Artigo do senador e ex-presidente da República, José Sarney
O sal não salga
A "big word" , como dizem os americanos, aqui e agora, é corrupção. É bom ter por perto um "pai dos burros", o dicionário, para ter a exata noção do que se está falando ou do que estão falando. Na etimologia, a palavra vem do latim "corruptus", que tem significado para todo gosto: "estragado, subornado, seduzido". Francisco Antônio, dicionarista de meu tempo de colégio, latim-português, aumenta o leque do emprego de corrupção. É também "viciado, pobre, depravado, falsificado". Com o tempo, perdeu o "s" no francês arcaico e, no português, perdeu e manteve o "p". Com "p" e sem "p", é sempre a mesma coisa.
Volto aos dicionários. Consulto o "Aurélio", e o mestre, com seu poder de síntese, estende a amplidão dessa palavra tão resistente: "decomposição, putrefação, devassidão, perversão, suborno, peita". Só coisa feia.
O "Houaiss" diz que essa palavra começou a ser usada nas línguas derivadas do latim no século 15.
Antes, Cristo já se preocupava com ela. Por isso, pregou sobre como acabá-la e, no Evangelho de são Mateus 5, 13-16, diz aos apóstolos: "Vós sois o sal da terra" (vos estis sal terrae) como remédio.
O padre Vieira, que meus leitores já estão acostumados a que eu cite, num dos sermões de santo Antônio, pergunta e responde: "Qual a causa da corrupção de uma terra? Ou é porque o sal não salga -e os pregadores dizem uma cousa e fazem outra; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem do que fazer o que dizem. O que se há de fazer ao sal que não salga e à terra que não se deixa salgar?". O efeito do sal é impedir a corrupção, isto é, a putrefação, diz ele.
Vieira, vergastando o tema, dizia que os governadores "chegavam pobres nas Índias ricas e saiam ricos das Índias pobres". Recomendava a dom João 4º, no dilema de mandar dois capitães-mores ou um governador, que mandasse só um "governador", porque "menos mal será um ladrão que dois" e, totalmente descrente, "mais dificultoso será achar dois homens de bem que um".
Sou um leitor inveterado de anais parlamentares. É oportunidade de mergulhar no tempo e verificar como é fugaz a glória política e como os temas são recorrentes. É, também, oportunidade de saber segredos. Golberi dizia, citando não me lembro quem, que "a melhor maneira de guardar um segredo é colocar nos anais do Parlamento". Ninguém os lê. Nem os de ontem nem os de hoje. Neles encontramos momentos em que a corrupção é motivo de debates intensos. Exemplo: depois da abolição da escravatura, Joaquim Nabuco defendeu João Alfredo -presidente do conselho do governo que votou a Lei Áurea- dos ataques sobre os negócios dos irmãos Lóios (uma concessão de engenhos centrais). Dizia: "É tempo perdido defender aquele que todos atacam, e reconheço que se levantou uma montanha de censuras sobre ele". E, o que é terrível para um político, afirmava: "Já gastei a capacidade de indignar-me", reconhecendo que os partidos, ao combatê-la (a corrupção), buscavam sempre "a mesma escada para subir ao poder -e pela mesma escada iam descer".
O nosso problema atual é colocar o sal para salgar a terra. Será que esta não se deixa salgar? Mas é dever de todos fazê-lo sempre, em qualquer hora que apareça a dita.
O nosso, é de hoje. Então, para ela, pau e sal.
MP diz que Marina só comprovou 20% de assinaturas de apoio à Rede
Parecer do Ministério Público Eleitoral enviado nessa sexta-feira, 20, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma que a ex-senadora Marina Silva só conseguiu comprovar 20% das assinaturas necessárias para criação do partido Rede Sustentabilidade.
Segundo o documento, "foi até agora demonstrado apoio em número de 102.707 assinaturas validadas, em quatorze estados e no Distrito Federal". O MP destaca que, para o partido ser aprovado, deve apresentar 482.900 assinaturas.
Para concorrer às eleições do ano que vem, a legenda, que pode ter Marina como candidata à Presidência da República, deve ter a criação aprovada pelo plenário do tribunal eleitoral até 5 de outubro, ou seja, em duas semanas. Até lá, o TSE só tem mais quatro sessões, nos dias 24 e 26 de setembro, e em 1 e 3 de outubro.
Ao apontar que não foi comprovado o apoio necessário, o vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, pede que o partido apresente novas certidões com assinaturas validadas e que a Secretaria Judiciária do tribunal faça uma recontagem do apoio. Depois, o procurador ainda quer reexaminar o processo antes que a criação do partido seja julgada em plenário.
Marina Silva protocolou processo de criação da Rede mesmo sem ter todas as assinaturas de apoio validadas. No fim de agosto, a ministra do TSE Laurita Vaz, corregedora do tribunal, negou pedido para validar as assinaturas de apoio sem conferência prévia dos nomes pelos cartórios eleitorais. Laurita Vaz entendeu que não seria possível conceder o pedido porque a lei estabelece que os cartórios façam a conferência das assinaturas.
No parecer enviado ao Supremo, o procurador Eugênio Aragão afirmou que não se pode dispensar as exigências legais para criação de legendas. Para ele, a direção da Rede deveria ter considerado o prazo necessário para validação das assinaturas.
"Cumpre notar que a demanda temporal para a conferência e validação das assinaturas é condição fática incontornável que põe limites ao exercício de direito, é também previsível e cumpre ao requerente do registro de partido considerá-lo ao postular a constituição de agremiação", diz o documento.
Eugênio Aragão reconhece que há possibilidade de Marina Silva não participar das eleições do ano que vem. Para ele, eventual prejuízo é menor do que autorizar a criação de um partido que não comprovou requisitos necessários para funcionar.
"Ressalte-se que eventual prejuízo político-eleitoral decorrente da não participação episódica na eleição próxima por parte da agremiação em formação não compromete sua plena participação na vida política da sociedade e, notadamente, nos pleitos subsequentes. A diminuição que eventual e episódica não participação representa ao regime democrático constitucional é ínfima (se é que existe) comparada com o dano que causaria o deferimento definitivo para todos os pleitos seguintes de registro de partido sem efetivo âmbito nacional comprovado".
Segundo o documento, "foi até agora demonstrado apoio em número de 102.707 assinaturas validadas, em quatorze estados e no Distrito Federal". O MP destaca que, para o partido ser aprovado, deve apresentar 482.900 assinaturas.
Para concorrer às eleições do ano que vem, a legenda, que pode ter Marina como candidata à Presidência da República, deve ter a criação aprovada pelo plenário do tribunal eleitoral até 5 de outubro, ou seja, em duas semanas. Até lá, o TSE só tem mais quatro sessões, nos dias 24 e 26 de setembro, e em 1 e 3 de outubro.
Ao apontar que não foi comprovado o apoio necessário, o vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, pede que o partido apresente novas certidões com assinaturas validadas e que a Secretaria Judiciária do tribunal faça uma recontagem do apoio. Depois, o procurador ainda quer reexaminar o processo antes que a criação do partido seja julgada em plenário.
Marina Silva protocolou processo de criação da Rede mesmo sem ter todas as assinaturas de apoio validadas. No fim de agosto, a ministra do TSE Laurita Vaz, corregedora do tribunal, negou pedido para validar as assinaturas de apoio sem conferência prévia dos nomes pelos cartórios eleitorais. Laurita Vaz entendeu que não seria possível conceder o pedido porque a lei estabelece que os cartórios façam a conferência das assinaturas.
No parecer enviado ao Supremo, o procurador Eugênio Aragão afirmou que não se pode dispensar as exigências legais para criação de legendas. Para ele, a direção da Rede deveria ter considerado o prazo necessário para validação das assinaturas.
"Cumpre notar que a demanda temporal para a conferência e validação das assinaturas é condição fática incontornável que põe limites ao exercício de direito, é também previsível e cumpre ao requerente do registro de partido considerá-lo ao postular a constituição de agremiação", diz o documento.
Eugênio Aragão reconhece que há possibilidade de Marina Silva não participar das eleições do ano que vem. Para ele, eventual prejuízo é menor do que autorizar a criação de um partido que não comprovou requisitos necessários para funcionar.
"Ressalte-se que eventual prejuízo político-eleitoral decorrente da não participação episódica na eleição próxima por parte da agremiação em formação não compromete sua plena participação na vida política da sociedade e, notadamente, nos pleitos subsequentes. A diminuição que eventual e episódica não participação representa ao regime democrático constitucional é ínfima (se é que existe) comparada com o dano que causaria o deferimento definitivo para todos os pleitos seguintes de registro de partido sem efetivo âmbito nacional comprovado".
Coluna Argumentos, domingo e segunda-feira, 22 e 23.09.2013
Se liga
Com todos os seus afazeres no dia a dia você nem deve ter percebido a importância do dia de hoje, quando Macapá será palco de um fenômeno natural único no Brasil, o Equinócio. Pois saiba que vem gente de longe só para ver isso ocorrer, hoje à tarde.
Com todos os seus afazeres no dia a dia você nem deve ter percebido a importância do dia de hoje, quando Macapá será palco de um fenômeno natural único no Brasil, o Equinócio. Pois saiba que vem gente de longe só para ver isso ocorrer, hoje à tarde.
Horário
Pontualmente às 17h45 o Sol, em seu movimento aparente, vai passar de um hemisfério para outro, dando início a duas novas estações climáticas, o Outono acima do Equador, e a Primavera para o lado de baixo.
Audiência
A Diário FM saiu ontem mais uma vez na frente e instalou um estúdio móvel em pleno Monumento do Marco Zero do Equador, transmitindo ao vivo e em tempo real a programação no Meio do Mundo.
Partidos
Dito ontem pela deputada Dalva Figueiredo (PT) que embora a cúpula nacional do PSB tenha anunciado rompimento com o PT ela acredita em composições estaduais.
Relação
O deputado Luiz Carlos (PSDB) elogiou a maneira com que três prefeitos vêm se relacionando com a bancada federal: Clécio Luís, Robson Rocha e Edilson Borges. Falou e disse.
Adrenalina
Hoje tem a grande final do 5º Fest Jeep no Meio do Mundo, no Marco Zero do Equador. As baterias com dois jipes de cada vez acontecem em um circuito ‘Indoor’ especialmente montado pelo Jeep Clube de Macapá. Passa lá leitor (a)
Pronto
O comandante da Capitania dos Portos no Amapá, Carlos Neves, está apenas aguardando a disponibilidade de agenda de José Sarney (PMDB-AP) para marcar a inauguração oficial do novo píer de atracação de navios operacionais da Marinha, fruto de emenda parlamentar do senador.
Curso
Catedrático em marketing, Alex Sandro Nascimento pilota a segunda edição do Curso de Formação de Consultores. O lançamento oficial será com o workshop “O papel do consultor”, a ser realizado no dia 4 de outubro, com a inscrição sendo apenas um quilo de leite. Trata-se de uma realização do Instituto Cefopa Profissional da Amazônia.
“Nossa ideia é voltar a operar em novembro para garantir a sobrevivência da empresa”
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| José Luiz Martins. O diretor da Anglo no Amapá fala à imprensa pela primeira vez desde o acidente de março. |
O diretor-geral da mineradora Anglo American no Amapá, José Luiz Martins, foi um dos personagens da semana depois que decidiu reunir a imprensa para conceder a primeira entrevista coletiva desde o acidente ocorrido no dia 28 de março deste anos no porto de embarque de minérios na empresa em Santana. Ele disse que estava aguardando a conclusão dos trabalhos de investigação do acidente feita por uma auditoria independente que foi contratada pela Anglo, composta de renomados técnicos em solos, engenharia civil e naval. Para a empresa as causas do acidente que vitimou seis operários e muito prejuízo material foram naturais, ou seja, uma falha geológica que não se tinha identificado.
Cleber Barbosa
Da Redação
Diário do Amapá – De que forma a Anglo relata que ocorreu aquele acidente?
José Luiz Martins – O acidente aconteceu de forma inesperada, imprevisível, um acidente inédito, e aconteceu de forma abrupta, não tínhamos como nós prevermos.
Pergunta – E por uma causa natural, é isso?
José Luiz – Uma causa natural, nós não sabíamos que ali naquele local, nem era possível identificar antes do acidente, que existia uma argila mole, sensível, que precisa de tratamento especial para poder o porto voltar a operar numa condição segura.
Pergunta – Foi essa argila que causou o acidente?
José Luiz – Ela é a principal causa do acidente.
Pergunta – Diretor, mas antes que vocês montassem toda aquela estrutura não foi feito um estudo do solo?
José Luiz – Foram feitos vários estudos. Foram feitos estudos pela Icomi, foram feitos estudos pela empresa que reformou o porto em 1997 e essa argila não tinha sido identificada, não se conhecia a existência dessa argila naquele local.
Pergunta – Com base em que foram tiradas essas conclusões?
José Luiz – A explicação da sequencia do acidente foi feita a partir de câmeras de segurança do porto e do depoimento de pessoas que viram o acidente. O descobrimento da causa do acidente foi obtido a partir de várias perfurações de sondagens, várias análises de laboratório, não só aqui, mas em laboratórios no exterior e uma pesquisa muito profunda com renomados especialistas do Brasil e do exterior.
Pergunta – A Politec divulgou um laudo que vai contra isso que a empresa afirma agora.
José Luiz – Não vão contra o nosso laudo, são laudos feitos em momentos diferentes. A Politec fez o laudo dela em um momento, sem ter inclusive todos os dados e informações que eles nos pediram e nós não podíamos fornecer porque parte dos documentos que eles nos pediram submergiram no acidente porque estavam no escritório do porto. Nós tivemos que buscar, por exemplo, na empresa que construiu o porto projetos e uma série de documentos para então agora trazer junto com esse laudo e entregar às autoridades, então com esse novo nível de informação pode-se chegar a outras conclusões.
Pergunta – Além dessa argila encontrada tem mais alguma coisa que teria causado esse acidente?
José Luiz – Não.
Pergunta – E como é que está sendo feito o transporte de minério?
José Luiz – O transporte de minério continua sendo feito pela ferrovia. A gente produz minério na mina em Pedra Branca [do Amapari] e transporta pela ferrovia e está estocando aqui na área da ferrovia, não está estocando nada na área do porto. O embarque é que está suspenso. Nós estamos pensando primeiro na solução definitiva para o porto voltar a operar, pois tem que ser uma solução com muita segurança.
Pergunta – O Imap [Instituto do Meio Ambiente] estipulou um valor de multa à empresa que pensa em pagar ou vai recorrer?
José Luiz – Não, nós apresentamos a nossa defesa ao Imap que está lá junto com seus técnicos, sua área jurídica estudando a nossa defesa.
Diário do Amapá – Essa solução alternativa para a retomada dos embarques e das exportações deve começar a partir de quando?
José Luiz – Nós estamos trabalhando fortemente, evidentemente que depende das licenças das autoridades e dos órgãos licenciadores, mas a nossa ideia é voltar a operar na primeira semana de novembro para garantir a sobrevivência da empresa, o retorno dessa operação é muito importante, até porque nós estamos esgotando as áreas disponíveis para estocar minério, então se a gente continua estocando sem embarcar em algum momento essas áreas ficam cheias e temos que tomar outra decisão.
Diário – E a solução definitiva, ou seja, com a reconstrução do porto é para quando?
José Luiz – A nossa previsão, e eu reforço mais uma vez, que depende das licenças dos órgãos licenciadores, estamos trabalhando com uma previsão de voltarmos a operar no segundo trimestre de 2014.
Pergunta – Como é essa composição da equipe que preparou o laudo do acidente pela mineradora?
José Luiz – A empresa contratou uma investigação que foi feita por uma equipe independente, são profissionais completamente independentes, composta por quatro geotécnicos, um engenheiro naval, um engenheiro civil, um engenheiro hidráulico, outro hidrólogo, pessoas das universidades mais famosas do Brasil, do Pará, do Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro e eles chegaram à conclusão que a causa não é operacional que a operação não foi, o empilhamento do minério e a operação no porto não teve impacto na causa do acidente, a causa é em função de uma coisa imprevisível que é a existência da argila sensível ali naquela área do porto.
Pergunta – Então o acidente era inevitável, aconteceria uma hora ou outra já que foi por uma causa natural?
José Luiz – É, o acidente segundo os laudos ele é imprevisível, é inédito, nunca aconteceu causa parecida anteriormente, outro acidente parecido com esse, não tinha acontecido nunca no Brasil. Daqui para frente, evidentemente quando se for construir um porto será necessário se tomar alguns cuidados em função do aprendizado desse acidente.
Pergunta – Falou-se que o sobrepeso contribuiu para isso.
José Luiz – Não tinha sobrepeso, muito pelo contrário, tinha subpeso, o porto foi projetado para uma determinada quantidade de minério, era para ter ali 400 mil toneladas de minério estocado e durante a vida do porto em nenhum momento chegou a ser esse volume, essa tonelagem, o máximo que se tinha, há um ano, foi 320 mil toneladas e no dia do acidente tinha 280 mil [toneladas].
Pergunta – Em relação às famílias das vítimas, quanto às buscas, elas acabaram?
José Luiz – A empresa junto com as autoridades e os órgãos responsáveis pelas buscas, liderados pelos Bombeiros, passaram mais de dois meses procurando as vítimas do acidente. Quatro corpos foram encontrados, dois deles continuam desaparecidos. As famílias já estão providenciando a declaração da morte presumida. Desde os primeiros momentos nós estamos dando toda a assistência material e imaterial independente de não ser o responsável pelo acidente, já fizemos acordos indenizatórios com essas famílias e o pagamento está sendo efetuado nos próximos dias. Independente desse pagamento toda a assistência vai continuar até as famílias deixarem de necessitar do nosso suporte.
Perfil...
José Luiz Martins – O acidente aconteceu de forma inesperada, imprevisível, um acidente inédito, e aconteceu de forma abrupta, não tínhamos como nós prevermos.
Pergunta – E por uma causa natural, é isso?
José Luiz – Uma causa natural, nós não sabíamos que ali naquele local, nem era possível identificar antes do acidente, que existia uma argila mole, sensível, que precisa de tratamento especial para poder o porto voltar a operar numa condição segura.
Pergunta – Foi essa argila que causou o acidente?
José Luiz – Ela é a principal causa do acidente.
Pergunta – Diretor, mas antes que vocês montassem toda aquela estrutura não foi feito um estudo do solo?
José Luiz – Foram feitos vários estudos. Foram feitos estudos pela Icomi, foram feitos estudos pela empresa que reformou o porto em 1997 e essa argila não tinha sido identificada, não se conhecia a existência dessa argila naquele local.
Pergunta – Com base em que foram tiradas essas conclusões?
José Luiz – A explicação da sequencia do acidente foi feita a partir de câmeras de segurança do porto e do depoimento de pessoas que viram o acidente. O descobrimento da causa do acidente foi obtido a partir de várias perfurações de sondagens, várias análises de laboratório, não só aqui, mas em laboratórios no exterior e uma pesquisa muito profunda com renomados especialistas do Brasil e do exterior.
Pergunta – A Politec divulgou um laudo que vai contra isso que a empresa afirma agora.
José Luiz – Não vão contra o nosso laudo, são laudos feitos em momentos diferentes. A Politec fez o laudo dela em um momento, sem ter inclusive todos os dados e informações que eles nos pediram e nós não podíamos fornecer porque parte dos documentos que eles nos pediram submergiram no acidente porque estavam no escritório do porto. Nós tivemos que buscar, por exemplo, na empresa que construiu o porto projetos e uma série de documentos para então agora trazer junto com esse laudo e entregar às autoridades, então com esse novo nível de informação pode-se chegar a outras conclusões.
Pergunta – Além dessa argila encontrada tem mais alguma coisa que teria causado esse acidente?
José Luiz – Não.
Pergunta – E como é que está sendo feito o transporte de minério?
José Luiz – O transporte de minério continua sendo feito pela ferrovia. A gente produz minério na mina em Pedra Branca [do Amapari] e transporta pela ferrovia e está estocando aqui na área da ferrovia, não está estocando nada na área do porto. O embarque é que está suspenso. Nós estamos pensando primeiro na solução definitiva para o porto voltar a operar, pois tem que ser uma solução com muita segurança.
Pergunta – O Imap [Instituto do Meio Ambiente] estipulou um valor de multa à empresa que pensa em pagar ou vai recorrer?
José Luiz – Não, nós apresentamos a nossa defesa ao Imap que está lá junto com seus técnicos, sua área jurídica estudando a nossa defesa.
Diário do Amapá – Essa solução alternativa para a retomada dos embarques e das exportações deve começar a partir de quando?
José Luiz – Nós estamos trabalhando fortemente, evidentemente que depende das licenças das autoridades e dos órgãos licenciadores, mas a nossa ideia é voltar a operar na primeira semana de novembro para garantir a sobrevivência da empresa, o retorno dessa operação é muito importante, até porque nós estamos esgotando as áreas disponíveis para estocar minério, então se a gente continua estocando sem embarcar em algum momento essas áreas ficam cheias e temos que tomar outra decisão.
Diário – E a solução definitiva, ou seja, com a reconstrução do porto é para quando?
José Luiz – A nossa previsão, e eu reforço mais uma vez, que depende das licenças dos órgãos licenciadores, estamos trabalhando com uma previsão de voltarmos a operar no segundo trimestre de 2014.
Pergunta – Como é essa composição da equipe que preparou o laudo do acidente pela mineradora?
José Luiz – A empresa contratou uma investigação que foi feita por uma equipe independente, são profissionais completamente independentes, composta por quatro geotécnicos, um engenheiro naval, um engenheiro civil, um engenheiro hidráulico, outro hidrólogo, pessoas das universidades mais famosas do Brasil, do Pará, do Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro e eles chegaram à conclusão que a causa não é operacional que a operação não foi, o empilhamento do minério e a operação no porto não teve impacto na causa do acidente, a causa é em função de uma coisa imprevisível que é a existência da argila sensível ali naquela área do porto.
Pergunta – Então o acidente era inevitável, aconteceria uma hora ou outra já que foi por uma causa natural?
José Luiz – É, o acidente segundo os laudos ele é imprevisível, é inédito, nunca aconteceu causa parecida anteriormente, outro acidente parecido com esse, não tinha acontecido nunca no Brasil. Daqui para frente, evidentemente quando se for construir um porto será necessário se tomar alguns cuidados em função do aprendizado desse acidente.
Pergunta – Falou-se que o sobrepeso contribuiu para isso.
José Luiz – Não tinha sobrepeso, muito pelo contrário, tinha subpeso, o porto foi projetado para uma determinada quantidade de minério, era para ter ali 400 mil toneladas de minério estocado e durante a vida do porto em nenhum momento chegou a ser esse volume, essa tonelagem, o máximo que se tinha, há um ano, foi 320 mil toneladas e no dia do acidente tinha 280 mil [toneladas].
Pergunta – Em relação às famílias das vítimas, quanto às buscas, elas acabaram?
José Luiz – A empresa junto com as autoridades e os órgãos responsáveis pelas buscas, liderados pelos Bombeiros, passaram mais de dois meses procurando as vítimas do acidente. Quatro corpos foram encontrados, dois deles continuam desaparecidos. As famílias já estão providenciando a declaração da morte presumida. Desde os primeiros momentos nós estamos dando toda a assistência material e imaterial independente de não ser o responsável pelo acidente, já fizemos acordos indenizatórios com essas famílias e o pagamento está sendo efetuado nos próximos dias. Independente desse pagamento toda a assistência vai continuar até as famílias deixarem de necessitar do nosso suporte.
Perfil...
Entrevistado. José Luiz de Oliveira Martins é pernambucano, tem 55 anos de idade, casado e pai de três filhos. Possui duas graduações de nível superior, é engenheiro civil e engenheiro de mina, ambas pela Universidade Federal de Pernambuco, tendo concluído os cursos em 1980. Trabalhou na Vale (Companhia Vale do Rio Doce) e na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) antes de se mudar para o Amapá, em outubro de 2008, quando assumiu as rédeas da mineradora Anglo Ferrous Brasil, um braço da poderosa Anglo American, uma das maiores mineradoras do mundo. Em 2013, com o anúncio de uma transação entre a Anglo Ferrous Brasil – Sistema Amapá e a indiana Zamin teria sido convidado a permanecer no projeto no Amapá.
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