Rito
A Eletrobras já pediu autorização prévia ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para assinatura de acordo de acionistas com governo do Amapá visando a gestão compartilhada da distribuidora de eletricidade, a CEA. Mais um passo dado.
Gargalo
Prefeitos e Funasa discutem projetos de saneamento básico para o Amapá. Apenas 3% dos municípios do estado são atendidos com rede de esgoto. Elaboração de projetos é a principal dificuldade deles.
Coincidência
Tem um comercial de uma montadora de automóveis que começou a rodar antes da Copa das Confederações que pode ter inspirado alguns dos gritos de guerra dos manifestantes pelo país: “Vem pra rua”.
Falou
O nosso Luiz Melo com sua habilidade no jogo de palavras arrancou uma declaração esclarecedora do promotor Moisés Rivaldo. Ele quer disputar o Setentrião.
Eleitor
O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE/AP) anuncia que, a partir de hoje possui novos postos de atendimento para a revisão biométrica. Receita Federal e Sec. Educação (Seed).
Sintonia
O trio da foto, Alfeu, Alvarenga e Waldeir, que compõem a diretoria do Sebrae-AP, promovem amanhã o ‘Fomenta Amapá’, com rodadas de negócios visando o incremento do sistema de compras governamentais por pequenas empresas.
Ops!
O senador Romero Jucá (PMDB-RR) pode até estar bem intencionado, mas o projeto dele de incluir como áreas protegidas pela Constituição Federal os ‘lavrados’ de Roraima e Amapá é um equívoco. Pelo fato de não termos esse ecossistema. Tem na fronteira, em Tiriós (PA), mas aqui não.
No rádio
O diretor do DNPM (Departamento Nacional da Produção Mineral), Antõnio Feijão, foi ontem a Brasília e participou do evento pilotado por dona Dilma Rousseff sobre o novo marco regulatório da mineração. A propósito, Feijão, que é geólogo por formação, topou ir ao nosso Conexão Brasília, de sábado, para dar mais detalhes a respeito do assunto.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
sexta-feira, 21 de junho de 2013
AMEAP e FUNASA discutem projetos de saneamentos básicos com prefeitos
A Associação dos Municípios do Estado do Amapá e a FUNASA realizaram na manhã desta sexta-feira (21), uma reunião na sede da AMEAP com técnicos e gestores de municípios contemplados com recursos do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e prefeitos que ainda não receberam recursos federais para execução do plano de saneamento.
Segundo a Presidente da associação dos municípios Euricélia Cardoso, o objetivo foi orientar sobre a elaboração do PMSB e direcionar aqueles que já receberam recursos sobre a aplicação, já que apenas 3% são atendidos com rede de esgoto. E a elaboração de projetos é a principal dificuldade das prefeituras. “A partir de janeiro de 2014, todos os municípios deverão apresentar um plano municipal de saneamento básico. Os que não apresentarem o plano ficarão impedidos de acessar recursos do Governo Federal. O plano objetiva nortear politicas públicas voltadas para as áreas de tratamento de esgoto, resíduos sólidos, água e drenagem para os próximos 20 anos”, explicou Euricélia.
A Funasa atende 14 municípios do Estado, menos Macapá e Santana, que recebem investimentos do Ministério das Cidades e por emendas.
Participaram da reunião 7 representantes das prefeituras e 7 prefeitos: Dilson Borges (Mazagão), Elcias Borges (Ferreira Gomes), Almir Rezende( Tartarugalzinho), Genival Gemaque ( Pedra Branca), José Maria ( Serra do Navio), Dielson Souza (Vitória do Jari) e Junior Leite ( Pracuúba)
O coordenador de cooperação técnica e engenheiro do departamento de saúde pública da Funasa, Cicero de Paula fez uma explanação sobre o apoio com equipe técnica da Funasa na elaboração dos PMSB e orientou os representantes dos municípios. Ele ressaltou que a presença e a participação efetiva dos técnicos municipais propiciaram o sucesso da reunião, uma vez que foram esclarecidas todas as dúvidas existentes.
O Amapá possui apenas 6 municípios atendidos pela Fundação Nacional de Saúde, que estão desenvolvendo o plano de saneamento básico. Um convênio com a associação dos municípios está em processo de fechamento para realizar PMSB nos 8 municípios restantes.
terça-feira, 18 de junho de 2013
Sarney, de Chico Buarque a João do Vale
Por Jorge Bastos Moreno
Você já imaginou José Sarney pegar o violão para dedilhar e cantar músicas do que ele chama de “primeira fase” do Chico Buarque de Holanda, como “A Banda” e “Pedro Pedreiro”? Nem eu. Mas ele sempre fez isso na intimidade do lar e repetia nas cantorias do saudoso amigo Saulo Ramos, que costumava levar para São Paulo os principais cantores de roda do Nordeste. Na festa de 60 anos da filha Roseana, a cantoria foi geral. A filha, fã de carteirinha de Roberto Carlos, cantou e tocou as primeiras músicas do Rei. E o pai abriu sua voz para interpretar o cancioneiro brasileiro, especialmente o do João do Vale. É dele, por sinal, uma das músicas que Sarney mais gosta de cantar: “Na Asa do Vento”.
Extraído do Blog Amapá no Congresso
Coluna Argumentos, terça-feira, 18 de junho de 2013
Virado
O juiz federal João Bosco Costa Soares mostra que é obstinado pelo trabalho social, adotando postura que se antecede aos conflitos que precisa mediar. Ontem foi recebido pelo senador José Sarney. Em pauta, mais recursos para a habitação de interesse social.
Europa
Bala Rocha (PDT-AP) participa da 102ª Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, na Suíça. Cerca de 5.000 delegados representando governos, empregadores e trabalhadores participam do encontro.
Pena
A fraca seleção do Taiti, como era de se esperar, pode ser o saco de pacada da Copa das Confederações. Mesmo assim, os baixinhos atletas da Oceania ganharam a torcida mineira que foi ao estádio ontem.
Unimed
Médica Joana Aquino Leão, presidente da Unimed Macapá, voltou mais esperançosa de viagem a Brasília, onde se encontrou com Sarney. Recuperação à vista, diz ela.
Esportes
O novo secretário do desporto e lazer do estado, Mário Brandão, conseguiu mobilizar muita gente para um debate sobre este importante setor. Três dos oito deputados federais compareceram, e Milhomen anunciou R$ 4 milhões para a pasta.
Tête-a-tête
Código Tributário Municipal foi tema de reunião no Conselho do Sebrae. O titular da Secretaria de Finanças de Macapá foi sabatinado sobre a Reforma do Código Tributário Municipal.
Temas
O encontro que Bala participa tem como temas ‘Emprego e proteção social no novo contexto demográfico’, ‘O desenvolvimento sustentável, o trabalho decente e os empregos verdes” e “Diálogo Social: as tendências, os desafios e as oportunidades relacionadas com os atores e as instituições’.
Fiscalização
O Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP) e o Conselho Regional de Odontologia (CRO) firmaram segunda-feira, 17, um termo de cooperação técnica (001/2013) que visa estabelecer diretrizes para uma atuação conjunta sobre a apuração de fatos decorrentes da má prática e exercício ilegal da odontologia no Estado. Sociedade agradece.
Convênios do Amapá com a União
Quase 15 milhões em um mês
O gabinete do senador José Sarney (PMDB-AP) informa que, entre os dias 11/05/2013 a 10/06/2013 o total liberado pela União, em convênios para o Amapá, foi de R$ 14.993.533,50(quatorze milhões, novecentos e noventa e três mil, quinhentos e trinta e três reais e cinqüenta centavos). Os recursos são para diversas áreas e vieram de vários ministérios para os municípios de Cutias, Laranjal do Jarí, Macapá, Mazagão e Santana.
O gabinete do senador José Sarney (PMDB-AP) informa que, entre os dias 11/05/2013 a 10/06/2013 o total liberado pela União, em convênios para o Amapá, foi de R$ 14.993.533,50(quatorze milhões, novecentos e noventa e três mil, quinhentos e trinta e três reais e cinqüenta centavos). Os recursos são para diversas áreas e vieram de vários ministérios para os municípios de Cutias, Laranjal do Jarí, Macapá, Mazagão e Santana.
Confira:
- construção de pórtico no município de Santana;
- construção de uma escola de educação fundamental no município de Cutias;
- urbanização de orla fluvial na Comunidade de Gurupora, no município de Cutias;
- construção de 70 unidades habitacionais em Laranjal do Jarí, com pavimentação em blokret, terraplenagem e drenagem ;
- fomento da educação em saúde voltada para o saneamento básico em Laranjal do Jarí;
- construção de praça em frente ao Fórum do Município de Santana;
- modernização de informatização das perícias envolvendo crimes violentos, violência contra a mulher,criança e adolescente e nos crimes de informatica na Politec – AP;
- reforma do anexo do Centro Asa Aberta;
- melhoria dois equipamentos do 4º Batalhão da Polícia Militar do município de Santana (com um microônibus e um automóvel tipo passeio);
- construção de prédio para portadores de câncer de mama em Macapá;
- aquisição de Ônibus para o Educandário Dom Alexandre/ Betânia - Casa da Acolhida, no município de Santana;
- construção de 458 casas, com urbanização e saneamento integrado, na ressacada, bairro Congós; e
- revitalização da Praça 23 de Janeiro, no município de Mazagão.
Diretor nacional da Funasa fala do empenho de Sarney para fortalecer instituição no Brasil
Ao desembarcar no final da tarde de segunda-feira (17) em Macapá, o Diretor do Departamento de Saúde Ambiental da FUNASA Nacional, Dr. Antonio Henrique de Carvalho Pires, concedeu entrevista coletiva no escritório da Funasa/AP. Henrique disse que sua vinda ao Amapá foi para verificar os convênios em andamento na área de saúde ambiental com diversas prefeituras. A idéia é se reunir com prefeitos dos 16 municípios amapaenses para fomentar mais projetos. Em sua fala aos jornalistas que cobriram a coletiva disse da importância que tem a fundação em diversas regiões do país e enalteceu o empenho do senador José Sarney para o fortalecimento da FUNASA: “É com muita alegria que venho pela primeira vez aqui no Amapá na condição de diretor da Funasa, e mais feliz ainda em ver nossos convênios a todo vapor; é digno de registrar a importância que o senador José Sarney tem ofertado a nossa instituição para que continue fortalecida. Sarney tem nos acionado para dar todo o apoio, todo o suporte que as prefeituras amapaenses necessitem. Ele tem sido incansável por essa causa da saúde ambiental.
Isso é concreto e inquestionável o carinho e a preocupação que ele tem para que nossas ações contemplem os municípios do Amapá”. Após a coletiva com a imprensa ele se reuniu na associação dos municípios que contou com as presenças de vários prefeitos do interior amapaense e até do Pará, como o do município de Chaves. O Coordenador da Funasa no Amapá, José Roberto Galvão, ressaltou a grande importância em estar recebendo o diretor nacional da FUNASA: “É sempre gratificante podermos estar recebendo aqui a visita do nosso diretor de saúde ambiental, ele veio de Brasília para conhecer de perto as ações que estamos desenvolvendo junto às prefeituras e garantir também mais apoio”.
Antonio Henrique de Carvalo Pires
Diretor do Departamento de saúde Ambiental da FUNASA BRASILIA
Contatos: (61)8148-0049/3314-6442/6206
José Roberto Galvão
Diretor da FUNASA AMAPÁ
segunda-feira, 17 de junho de 2013
“O Judiciário do Amapá é o que mais se aproxima do povo em todo o país”
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| Mário Gurtyev. O ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá vai se aposentar na próxima terça. |
Ele é um dos mais atuantes membros da Corte Estadual, um dos fundadores do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá. O desembargador Mário Gurtyev de Queiroz está prestes a completar 70 anos de idade, quando alcançaria o limite para o exercício da magistratura. Mas na véspera desse prazo, na próxima terça-feira, ele completará o tempo de serviço suficiente para se aposentar, sem ser atingido pela compulsória. Ontem, descontraído e olhando para o passado recente, ele concedeu uma entrevista por telefone ao programa Conexão Brasília, pela Rádio Diário FM. Falou de amenidades como o futebol e também do orgulho de pertencer a um dos judiciários mais respeitados do país.
Cleber Barbosa
Cleber Barbosa
Da Redação
Diário do Amapá – A notícia da sua aposentadoria marcou a semana no Judiciário local e ela acontece às vésperas do senhor completar 70 anos de idade, no limite para o exercício da magistratura. É a chamada aposentadoria compulsória?
Mário Gurtyev – É, só que como eu tinha tempo de serviço suficiente estou saindo um dia antes... [de completar 70 anos] Para não sair pela compulsória... [risos] No dia 19 eu já amanhecerei aposentado.
Diário – E durante a semana que passou, coincidência ou não, coube ao senhor presidir mais uma sessão do Pleno do Tribunal de Justiça, então teve que gostinho presidir essa que foi a sua última sessão?
Mário – Esse é um trabalho que eu sempre fiz com muito prazer, com muita dedicação. Foi uma coincidência realmente e foi muito gratificante para quem está fazendo as últimas atuações em uma atividade que exerce há 22 anos. Mas na terça-feira eu ainda presidirei uma [sessão] da Câmara.
Diário – Da Câmara Única da Corte Estadual é isso?
Mário – Sim, da Câmara Única, quando deveremos julgar uns 40 processos. Ocorre que o Dôglas [Ramos] é o presidente, mas está de férias, então preside o desembargador mais antigo e eu ainda sou depois dele o mais antigo, mas vou passar já, vai ser o Gilberto Pinheiro.
Diário – Nesses 22 anos de magistratura no Amapá o senhor presidiu o Tribunal de Justiça por duas vezes, é isso?
Mário – É, duas vezes e meia na verdade... Porque quando eu era vice-presidente o Edinardo [Souza] teve um período afastado, por sete meses se não me engano, então coube a mim naquele período presidir o Tribunal.
Diário – Agora que chega a hora de se aposentar é também o momento de olhar para trás e ver tudo aquilo que foi feito, então o que foi mais gratificante em ter integrado por 22 anos a Justiça do Amapá, que tanto se destaca em relação aos demais judiciários do país?
Mário – É uma memória de certa forma muito gratificante porque a gente percebe que tentou pelo menos, posso até não ter conseguido, mas tentei fazer o melhor e ajudar aos meus colegas, até porque num colegiado não se faz nada sozinho, mas ajudar aos meus colegas a construir essa Justiça que nós conhecemos bem, desde seu berço, do seu nascimento.
Diário – E como é essa Justiça que o Amapá tem atualmente?
Mário – Hoje nós temos um Judiciário consolidado, é um dos bons Judiciários do país. Isso ao final de 22 anos de atuação e de 40 anos do Judiciário nacional, afinal de contas são 29 anos de magistratura e 9 anos de servidor, portanto 38 anos de Judiciário. Ao momento que a gente se aposenta com uma soma de serviços que você acha que foram bem prestados é muito gratificante e já começa a dar saudades... [risos] Sem dúvidas a gente vai sentir saudades fiz aquilo com muito amor e com muita garra e com muita vontade de acertar. Sei e tenho consciência de que muitas vezes posso ter errado, mas com a convicção de que estaria tentando acertar.
Diário – Desembargador esse Judiciário que o senhor ajudou a construir ao longo de sua história foi tentando se aproximar cada vez mais da sociedade, estar presente no seu cotidiano. Esse o senhor diria que é o grande legado que magistrados como o senhor estão deixando para a sociedade amapaense?
Mário – Sem dúvida, eu tenho assim uma convicção pessoal de que o Judiciário do Amapá é o que mais se aproxima do povo em todo o país. Não posso dizer fora do país porque pouco conheço de judiciários internacionais, mas dentro do Brasil eu não conheço uma Justiça que esteja tão próxima, que esteja tão preocupada em cada vez mais se aproximar da população e cada vez mais prestar serviços bons à população do que a Justiça do Amapá.
Diário – O senhor ainda bate aquela bolinha na Associação dos Magistrados?
Mário – É, com muito sacrifício, mas eu gosto muito e ainda insisto... [mais risos]
Diário – Dizem que o senhor é um zagueiro que bate bastante...
Mário – Não, eu jogo com vigor, mas sem querer atingir o adversário. Quando atinjo é porque errei... [risos]
Diário – Pois é o time dos magistrados já percorreu vários estados do país em competições da Justiça e dizem que tem até um juiz que craque?
Mário – É o Marcos Vinícius Gouvêa Quintas, grande craque, grande craque.
Diário – Já que estamos falando de esporte, o senhor tem um palpite para o jogo de hoje [ontem] entre Brasil e Japão? A seleção do Felipão convence o senhor?
Mário – É uma boa seleção. Acho que tivemos um tempo grande remodelar e ficaram mudando muito, não insistiram com um time e hoje ficamos com um time de praticamente desconhecidos, convocados que não atuavam no país e nem eram conhecidos por aqui, mas que na última apresentação eu gostei muito contra a França. Não é porque ganhou de 3 a 0, é porque jogou bem. Poderia não ter jogado bem e não ter ganhado com um placar tão elástico, mas jogou bem. Acredito que está acertando, não vai fácil.
Diário – O senhor está hoje [sábado] em Brasília. Vai ao estádio ver o jogo do Brasil?
Mário – Sim em Brasília. Mas estive tão desligado de futebol que nem lembrei que ia ter o jogo aqui. Coincidentemente estou hospedado no mesmo hotel que a seleção do Japão, para meu desconforto, pois a gente não pode nem sair a vontade aqui na portaria porque é polícia para todo lado, por uma questão de segurança. Mas dá para ver que o time japonês é muito jovem e tem dois craques internacionais, que jogam no futebol inglês e no futebol francês, mas a seleção deles tem 14 outros jogadores que jogam em times de outros países, não tão craques quanto o Honda e o outro que joga na Inglaterra, mas que se destacam tanto que já são contratados por outras nações para jogar. Mas eu acho que vai ser 2 a 0 para o Brasil.
Diário – A gente então encerra prestando essa homenagem ao senhor pelo fato de estar concluindo essa etapa importante em sua carreira, com uma folha de relevantes serviços prestados à sociedade e à Justiça amapaense.
Mário – Eu que agradeço por essa homenagem com a convicção de que tenha sido útil à sociedade. Pelo menos eu procurei ser, isso é muito importante para a vida da gente. Muito obrigado.
Perfil
Mário Gurtyev – É, só que como eu tinha tempo de serviço suficiente estou saindo um dia antes... [de completar 70 anos] Para não sair pela compulsória... [risos] No dia 19 eu já amanhecerei aposentado.
Diário – E durante a semana que passou, coincidência ou não, coube ao senhor presidir mais uma sessão do Pleno do Tribunal de Justiça, então teve que gostinho presidir essa que foi a sua última sessão?
Mário – Esse é um trabalho que eu sempre fiz com muito prazer, com muita dedicação. Foi uma coincidência realmente e foi muito gratificante para quem está fazendo as últimas atuações em uma atividade que exerce há 22 anos. Mas na terça-feira eu ainda presidirei uma [sessão] da Câmara.
Diário – Da Câmara Única da Corte Estadual é isso?
Mário – Sim, da Câmara Única, quando deveremos julgar uns 40 processos. Ocorre que o Dôglas [Ramos] é o presidente, mas está de férias, então preside o desembargador mais antigo e eu ainda sou depois dele o mais antigo, mas vou passar já, vai ser o Gilberto Pinheiro.
Diário – Nesses 22 anos de magistratura no Amapá o senhor presidiu o Tribunal de Justiça por duas vezes, é isso?
Mário – É, duas vezes e meia na verdade... Porque quando eu era vice-presidente o Edinardo [Souza] teve um período afastado, por sete meses se não me engano, então coube a mim naquele período presidir o Tribunal.
Diário – Agora que chega a hora de se aposentar é também o momento de olhar para trás e ver tudo aquilo que foi feito, então o que foi mais gratificante em ter integrado por 22 anos a Justiça do Amapá, que tanto se destaca em relação aos demais judiciários do país?
Mário – É uma memória de certa forma muito gratificante porque a gente percebe que tentou pelo menos, posso até não ter conseguido, mas tentei fazer o melhor e ajudar aos meus colegas, até porque num colegiado não se faz nada sozinho, mas ajudar aos meus colegas a construir essa Justiça que nós conhecemos bem, desde seu berço, do seu nascimento.
Diário – E como é essa Justiça que o Amapá tem atualmente?
Mário – Hoje nós temos um Judiciário consolidado, é um dos bons Judiciários do país. Isso ao final de 22 anos de atuação e de 40 anos do Judiciário nacional, afinal de contas são 29 anos de magistratura e 9 anos de servidor, portanto 38 anos de Judiciário. Ao momento que a gente se aposenta com uma soma de serviços que você acha que foram bem prestados é muito gratificante e já começa a dar saudades... [risos] Sem dúvidas a gente vai sentir saudades fiz aquilo com muito amor e com muita garra e com muita vontade de acertar. Sei e tenho consciência de que muitas vezes posso ter errado, mas com a convicção de que estaria tentando acertar.
Diário – Desembargador esse Judiciário que o senhor ajudou a construir ao longo de sua história foi tentando se aproximar cada vez mais da sociedade, estar presente no seu cotidiano. Esse o senhor diria que é o grande legado que magistrados como o senhor estão deixando para a sociedade amapaense?
Mário – Sem dúvida, eu tenho assim uma convicção pessoal de que o Judiciário do Amapá é o que mais se aproxima do povo em todo o país. Não posso dizer fora do país porque pouco conheço de judiciários internacionais, mas dentro do Brasil eu não conheço uma Justiça que esteja tão próxima, que esteja tão preocupada em cada vez mais se aproximar da população e cada vez mais prestar serviços bons à população do que a Justiça do Amapá.
Diário – O senhor ainda bate aquela bolinha na Associação dos Magistrados?
Mário – É, com muito sacrifício, mas eu gosto muito e ainda insisto... [mais risos]
Diário – Dizem que o senhor é um zagueiro que bate bastante...
Mário – Não, eu jogo com vigor, mas sem querer atingir o adversário. Quando atinjo é porque errei... [risos]
Diário – Pois é o time dos magistrados já percorreu vários estados do país em competições da Justiça e dizem que tem até um juiz que craque?
Mário – É o Marcos Vinícius Gouvêa Quintas, grande craque, grande craque.
Diário – Já que estamos falando de esporte, o senhor tem um palpite para o jogo de hoje [ontem] entre Brasil e Japão? A seleção do Felipão convence o senhor?
Mário – É uma boa seleção. Acho que tivemos um tempo grande remodelar e ficaram mudando muito, não insistiram com um time e hoje ficamos com um time de praticamente desconhecidos, convocados que não atuavam no país e nem eram conhecidos por aqui, mas que na última apresentação eu gostei muito contra a França. Não é porque ganhou de 3 a 0, é porque jogou bem. Poderia não ter jogado bem e não ter ganhado com um placar tão elástico, mas jogou bem. Acredito que está acertando, não vai fácil.
Diário – O senhor está hoje [sábado] em Brasília. Vai ao estádio ver o jogo do Brasil?
Mário – Sim em Brasília. Mas estive tão desligado de futebol que nem lembrei que ia ter o jogo aqui. Coincidentemente estou hospedado no mesmo hotel que a seleção do Japão, para meu desconforto, pois a gente não pode nem sair a vontade aqui na portaria porque é polícia para todo lado, por uma questão de segurança. Mas dá para ver que o time japonês é muito jovem e tem dois craques internacionais, que jogam no futebol inglês e no futebol francês, mas a seleção deles tem 14 outros jogadores que jogam em times de outros países, não tão craques quanto o Honda e o outro que joga na Inglaterra, mas que se destacam tanto que já são contratados por outras nações para jogar. Mas eu acho que vai ser 2 a 0 para o Brasil.
Diário – A gente então encerra prestando essa homenagem ao senhor pelo fato de estar concluindo essa etapa importante em sua carreira, com uma folha de relevantes serviços prestados à sociedade e à Justiça amapaense.
Mário – Eu que agradeço por essa homenagem com a convicção de que tenha sido útil à sociedade. Pelo menos eu procurei ser, isso é muito importante para a vida da gente. Muito obrigado.
Perfil
Entrevistado. Mário Gurtyev de Queiroz tem 69 anos de idade. Ele nasceu na cidade de Itaberava (BA) e bacharelou-se em Direito pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal (AEUDF), em dezembro de 1975 , em Brasília/DF. Pós-Graduado no Curso de Pós-Graduação Lato Sensu, com especialização em Direito Civil e Processo Civil, pela Universidade Estácio de Sá, 2000/2002, em macapá/AP. Foi professor e também servidor do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. Ingressou em 1991 no Judiciário do Amapá, quando da instalação da Corte. Como desembargador assumiu por dois mandatos a Presidência do Tjap e também foi seu corregedor.
Coluna Argumentos, 16 e 17 de junho de 2013
Tempo
O desembargador Mário Gurtyev esclareceu em entrevista que não está se aposentando compulsoriamente. Na verdade, é por tempo de serviço, mesmo que isso ocorra exatamente na véspera de completar seus 70 anos, idade limite para o exercício da magistratura.
Ele foi
Bala Rocha (PDT) não precisou se acabar nas mãos de cambistas para o jogo de estreia do Brasil, ontem, na Copa das Confederações. Os ingressos de R$ 1,5 mil no paralelo, saíram por R$ 120 no site oficial.
Edital
O deputado Evandro Milhomen (PCdoB) avisa que a Funarte está com inscrições abertas para dois novos editais na área de artes visuais. Os interessados devem inscrever os projetos até o dia 26 de junho.
No jogo
O jornalista Elpídio Amanajás, da Rede Vida de Televisão, desembarcou em Brasília ontem com duas faixas de 2 metros com os dizeres: “O Bailique está na Globo”.
Tocante
A saúde sempre está na ordem do dia das grandes discussões, claro, mas tem uma característica que precisa ser considerada, além dos remédios, plantões, recursos, estrutura e tudo mais: é a humanização no atendimento aos pacientes.
Rigor
Quem passou uns dias em Brasília foi o magistrado Mário Gurtyev. Só que se hospedou no mesmo hotel em que estava a delegação do Japão. Com a segurança reforçada, uma chatice.
Palpite
O ex-jogador Aldo, campeão pelo Fluminense na década de 80, deu um palpite magro para o placar do jogo Brasil x Japão de ontem. 1 a 0 para a seleção canarinha. “Eles estudaram muito o nosso futebol e correm muito”. Como a edição do jornal fechou antes do jogo, só hoje saberemos se acertou.
Prevenção
O secretário Bruno Mineiro (Setrap) não quer saber de novos aborrecimentos com as velhas pontes de madeira. Na rodovia BR-210 (Perimetral Norte) ele determinou a realização de uma manutenção preventiva, com a substituição de pranchões deteriorados. Os motoristas têm só que observar os horários em que o tráfego é fechado enquanto dura a obra.
Coluna Argumentos, 14 de junho de 2013.
FPE
Divisão entre estados resulta em derrota do projeto do FPE na Câmara. Com isso, o texto agora será arquivado. A votação da proposta foi marcada pelo racha que colocou em lados opostos a bancada do Nordeste e as bancadas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Opina
O coordenador da Bancada do Amapá, Evandro Milhomen (PCdoB) falou sobre o caso do FPE. O estado recebe hoje 3,41% e a proposta do senado era 2,99%. Na Câmara, subia para 3,57%, mas perdemos.
Supremo
Para fechar o assunto FPE, a coluna apurou que existem agora duas alternativas. A judicialização, ou seja, com o Supremo batendo o martelo, ou mais prazo para se votar uma nova proposta de partilha.
Fronteira
Autoridades brasileiras e francesas se reuniram em Saint George para debater o Conselho do Rio Oiapoque, com o objetivo facilitar o intercâmbio e a cooperação.
Bailique
A Câmara de Vereadores de Macapá realiza neste sábado, às 9 horas, a primeira sessão itinerante desta legislatura, sob a presidência do jovem vereador Acácio Favacho (PMDB).
Visita
Muitas autoridades e lideranças políticas locais foram ontem receber o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, no Aeroporto de Macapá. Ele participou de dois grandes eventos em Macapá, entre eles reunião da Sudam.
No mês
O gabinete do senador José Sarney (PMDB-AP) informa o total liberado pela União, em convênios para o Amapá: R$ 14.993.533,50. Os recursos são para diversas áreas e vieram de vários ministérios para os municípios de Cutias, Laranjal do Jarí, Macapá, Mazagão e Santana.Na conta.
Na web
Chamado de louco por muitos que passam pela ponte Sérgio Arruda, onde o desempregado Paulo Sergio Souza da Silva fixou centenas de placas de protesto do tipo ‘o governo me deve’, na verdade reclama com razão. Incapacitado para o trabalho desde que foi atropelado por um carro do governo, vive um drama pessoal, revelado agora pelo G1.
Divisão entre estados resulta em derrota do projeto do FPE na Câmara. Com isso, o texto agora será arquivado. A votação da proposta foi marcada pelo racha que colocou em lados opostos a bancada do Nordeste e as bancadas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Opina
O coordenador da Bancada do Amapá, Evandro Milhomen (PCdoB) falou sobre o caso do FPE. O estado recebe hoje 3,41% e a proposta do senado era 2,99%. Na Câmara, subia para 3,57%, mas perdemos.
Supremo
Para fechar o assunto FPE, a coluna apurou que existem agora duas alternativas. A judicialização, ou seja, com o Supremo batendo o martelo, ou mais prazo para se votar uma nova proposta de partilha.
Fronteira
Autoridades brasileiras e francesas se reuniram em Saint George para debater o Conselho do Rio Oiapoque, com o objetivo facilitar o intercâmbio e a cooperação.
Bailique
A Câmara de Vereadores de Macapá realiza neste sábado, às 9 horas, a primeira sessão itinerante desta legislatura, sob a presidência do jovem vereador Acácio Favacho (PMDB).
Visita
Muitas autoridades e lideranças políticas locais foram ontem receber o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, no Aeroporto de Macapá. Ele participou de dois grandes eventos em Macapá, entre eles reunião da Sudam.
No mês
O gabinete do senador José Sarney (PMDB-AP) informa o total liberado pela União, em convênios para o Amapá: R$ 14.993.533,50. Os recursos são para diversas áreas e vieram de vários ministérios para os municípios de Cutias, Laranjal do Jarí, Macapá, Mazagão e Santana.Na conta.
Na web
Chamado de louco por muitos que passam pela ponte Sérgio Arruda, onde o desempregado Paulo Sergio Souza da Silva fixou centenas de placas de protesto do tipo ‘o governo me deve’, na verdade reclama com razão. Incapacitado para o trabalho desde que foi atropelado por um carro do governo, vive um drama pessoal, revelado agora pelo G1.
Coluna Argumentos, 13 de junho de 2013.
Telinha
O senador José Sarney (PMDB-AP) protagonizou ontem as novas inserções do horário eleitoral, na telinha da tv. Disse que encarou com humildade a missão de ser senador pelo Amapá depois de deixar a Presidência da República. E lá se vão mais de vinte anos.
Emendas
O relator da Comissão Especial do Orçamento Impositivo, deputado Édio Lopes (PMDB-RR), pretende incluir em sua proposta a obrigatoriedade da execução apenas de emendas individuais de parlamentares.
Firmou
Depois de duas tentativas de virar prefeito, Bala Rocha (PDT) parece ter se firmado no Legislativo. Até voltou a estudar inglês para projetar sua atuação parlamentar. E tem transitado em todos os Executivos.
Leitor
Empresário Caetano Pinto (Master Marine) envia mensagem à coluna dizendo que mantém-se informado sobre o Amapá quando viaja lendo o site do Diário do Amapá.
Debates
Macapá será sede hoje do “Seminário de Desenvolvimento Regional da Amazônia”, marcado para o Bacabeiras, às 9 horas. É da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo e GEA.
Adicional
Foto da reunião da Comissão da Câmara dos Deputados que visa debater o adicional noturno para servidores ocupantes de cargo público, inclusive aos integrantes dos órgãos de segurança pública. Na imagem a deputada Dalva Figueiredo (PT).
Cidades
Instalada ontem na Câmara Federal a Frente Parlamentar pela Reforma Urbana. O deputado Evandro Milhomen (PCdoB-AP) compõe o grupo. Ele já preside a Frente Parlamentar de Regularização Fundiária e diz que os dois colegiados juntos podem organizar a vida das pessoas nas cidades.
Porto
A deputada federal Fátima Pelaes (PMDB) esteve com o prefeito Robson Rocha, do município de Santana numa audiência na Suframa, articulada pelo senador José Sarney, com o coordenador geral Marlênio Oliveira. Em pauta o Projeto de Requalificação Urbana e Comercial da Área Portuária. A previsão é de aprontar tudo em três anos de trampo.
O senador José Sarney (PMDB-AP) protagonizou ontem as novas inserções do horário eleitoral, na telinha da tv. Disse que encarou com humildade a missão de ser senador pelo Amapá depois de deixar a Presidência da República. E lá se vão mais de vinte anos.
Emendas
O relator da Comissão Especial do Orçamento Impositivo, deputado Édio Lopes (PMDB-RR), pretende incluir em sua proposta a obrigatoriedade da execução apenas de emendas individuais de parlamentares.
Firmou
Depois de duas tentativas de virar prefeito, Bala Rocha (PDT) parece ter se firmado no Legislativo. Até voltou a estudar inglês para projetar sua atuação parlamentar. E tem transitado em todos os Executivos.
Leitor
Empresário Caetano Pinto (Master Marine) envia mensagem à coluna dizendo que mantém-se informado sobre o Amapá quando viaja lendo o site do Diário do Amapá.
Debates
Macapá será sede hoje do “Seminário de Desenvolvimento Regional da Amazônia”, marcado para o Bacabeiras, às 9 horas. É da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo e GEA.
Adicional
Foto da reunião da Comissão da Câmara dos Deputados que visa debater o adicional noturno para servidores ocupantes de cargo público, inclusive aos integrantes dos órgãos de segurança pública. Na imagem a deputada Dalva Figueiredo (PT).
Cidades
Instalada ontem na Câmara Federal a Frente Parlamentar pela Reforma Urbana. O deputado Evandro Milhomen (PCdoB-AP) compõe o grupo. Ele já preside a Frente Parlamentar de Regularização Fundiária e diz que os dois colegiados juntos podem organizar a vida das pessoas nas cidades.
Porto
A deputada federal Fátima Pelaes (PMDB) esteve com o prefeito Robson Rocha, do município de Santana numa audiência na Suframa, articulada pelo senador José Sarney, com o coordenador geral Marlênio Oliveira. Em pauta o Projeto de Requalificação Urbana e Comercial da Área Portuária. A previsão é de aprontar tudo em três anos de trampo.
Coluna Argumentos, 12 de junho de 2013.
Viagem
Há algum tempo que se espera por uma viagem oficial da presidente Dilma Rousseff ao Amapá. Seria para inaugurar a ponte, não rolou. Depois poderia ser o Linhão, idem. Então vai ser a energia do Bailique.
Arquipélago
Sobre a visita de Dilma ao Amapá, a Eletronorte confirma que a possibilidade existe sim e que faz parte do programa Luz para Todos. Um cabo submerso de 2 mil metros com energia 24 horas ao Bailique.
Dizem
Um livro-bomba chamado apenas de ‘Dirceu’ revelará os bastidores do período que antecedeu ao Mensalão. Dizem que é munição pesada contra os planos petistas...
Sabia?
O escritor e jornalista José Sarney, quando presidente do Brasil foi responsável pela criação do Ministério da Cultura. Ocorreu no primeiro mês de seu governo, em março de 1985.
Olha ela lá
Para que fique bem claro que Dalva Figueiredo esteve na festa que seus R$ 11 milhões ajudaram a viabilizar, dá uma olhada na foto dela discursando no evento. As fontes dos jornalistas por vezes os levam a cometer as chamadas ‘barrigadas’.
Social
A mineradora Anglo American montou um novo laboratório de informática na Escola Estadual Hermelino Gusmão, no município de Serra do Navio. Com 10 computadores, todos com acesso à internet, atende aproximadamente 760 alunos de todas as idades. Uma boa iniciativa essa, claro.
Só rindo
Na volta dos episódios do ‘Sai de Baixo’, ontem à noite, a personagem Magda adquire uma mania de repetir as locutoras da Infraero, pois passou 11 anos num aeroporto. Uma das frases que repetia sugeria ao passageiros com destino a Macapá tomar um dos portões de embarque. Se ela visse o nosso ‘puxadinho’ daqui iria gostar. Cala a boca Magda!
Há algum tempo que se espera por uma viagem oficial da presidente Dilma Rousseff ao Amapá. Seria para inaugurar a ponte, não rolou. Depois poderia ser o Linhão, idem. Então vai ser a energia do Bailique.
Arquipélago
Sobre a visita de Dilma ao Amapá, a Eletronorte confirma que a possibilidade existe sim e que faz parte do programa Luz para Todos. Um cabo submerso de 2 mil metros com energia 24 horas ao Bailique.
Dizem
Um livro-bomba chamado apenas de ‘Dirceu’ revelará os bastidores do período que antecedeu ao Mensalão. Dizem que é munição pesada contra os planos petistas...
Sabia?
O escritor e jornalista José Sarney, quando presidente do Brasil foi responsável pela criação do Ministério da Cultura. Ocorreu no primeiro mês de seu governo, em março de 1985.
Olha ela lá
Para que fique bem claro que Dalva Figueiredo esteve na festa que seus R$ 11 milhões ajudaram a viabilizar, dá uma olhada na foto dela discursando no evento. As fontes dos jornalistas por vezes os levam a cometer as chamadas ‘barrigadas’.
Social
A mineradora Anglo American montou um novo laboratório de informática na Escola Estadual Hermelino Gusmão, no município de Serra do Navio. Com 10 computadores, todos com acesso à internet, atende aproximadamente 760 alunos de todas as idades. Uma boa iniciativa essa, claro.
Só rindo
Na volta dos episódios do ‘Sai de Baixo’, ontem à noite, a personagem Magda adquire uma mania de repetir as locutoras da Infraero, pois passou 11 anos num aeroporto. Uma das frases que repetia sugeria ao passageiros com destino a Macapá tomar um dos portões de embarque. Se ela visse o nosso ‘puxadinho’ daqui iria gostar. Cala a boca Magda!
Coluna Argumentos, 11 de junho de 2013.
Interior
Fátima Pelaes foi a Mazagão dizer que chegará lá uma emenda de R$ 2 milhões para obras de aproximadamente 2 km de vias de pavimentação com bloquete, drenagem de águas pluviais, meio-fio e calçamento.
Tempo
O veranito que tivemos na semana passada parecia que vinha para ficar, conforme alguns mais antigos diziam. Mas o que se viu depois foram chuvas torrenciais desabando sobre Macapá. E interior também.
Vídeo
O senador José Sarney (PMDB-AP) gravou novas chamadas de vídeo para as inserções da propaganda eleitoral obrigatória que vai ao ar amanhã. PMDB na telinha.
Em um ano
Repercutiu ontem nas redes sociais notícia dando conta do fim da Banca Calypso. Deu muito o que falar, uns pró e outros contra. Joelma agora quer se dedicar a música gospel.
Kassab
O ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab veio a Macapá no fim de semana para tentar consolidar sua legenda, o PSD. Na foto ele com as lideranças locais do partido, Eider Pena e Lucas Barreto, que aproveitou para lançar-se pré-candidato ao GEA.
Livros
Um antigo anseio da comunidade acadêmica está prestes a ser materializado. Os trabalhos científicos produzidos por professores e técnicos administrativos da Universidade Federal do Amapá (Unifap) serão publicados em formato de livro a partir do segundo semestre deste ano.
Fronteira
Um ginecologista-obstetra e um ortopedista, estão atendendo no bloco ambulatorial do novo Hospital Estadual de Oiapoque, cuja primeira parte da obra foi entregue na semana passada. Ele se jutam a dois outros médicos lotados em Oiapoque para dar conta das demandas da fronteira, que teria motivado até protestos às margens da BR-156.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Coluna Argumentos, 09 de junho de 2013.
Mal estar
Tem muitos representantes políticos que não digeriram bem as críticas do promotor de Justiça Moisés Rivaldo a respeito da falta de informações sobre os certames de licitações para pesquisa de petróleo. Muitos atribuem a um possível oportunismo dele. Por quê?
Desejo
A coluna apurou que o promotor Moisés Rivaldo tem aspirações políticas. Sim, é verdade. Não que isso esteja pautando sua atuação ministerial, mas ele já disputou a Câmara Federal. E quer ir ao governo, dizem.
Bronca
O senador José Sarney (PMDB-AP) disse ter sido incompreendido por muitos anos por sua obstinação em implantar no Amapá a Área de Livre Comércio. “Que demorou a pegar por falta de apoio”, disse.
De olho
Vara da Infância e Conselho Tutelar fiscalizam festas juninas. Grupos folclóricos devem ter alvará de participação para menores. Bebida alcoólica é a preocupação.
Visão
O novo prefeito de Ferreira Gomes, Elcias Borges empresta uma gestão profissional ao maior evento do calendário anual, o Carnaguari. Profissionalismo e empreendedorismo à frente.
Brasília
O deputado Luiz Carlos (PSDB) recebeu em seu gabinete os professores da Unifap Ronaldo Manasses e Katiuscia Montoril. Na ocasião, trataram de recursos junto ao MEC para aquisição de equipamentos para o laboratório do curso de Letras com habilitação em Libras.
Calçoene
Depois da prefeita Lucimar, de Calçoene, agora a violência chegou pelas bandas da empresa de seu marido, o empresário Odilon Filho. Ele teve seu gerente da Calçomar agredido violentamente. Um verdadeiro espancamento tendo como acusado um homem identificado como Paulo Gaúcho.
Niver
Hoje é aniversário do comandante da Capitania dos Portos do Amapá, o capitão-de-fragata Carlos Neves, nosso entrevistado do domingo passado. Carioca de nascimento, mas um amazônida de coração, está perfeitamente aclimatado com o jeito de ser do povo daqui. A coluna deseja a ele e seus familiares muita saúde e uma excelente estada entre nós.
Tem muitos representantes políticos que não digeriram bem as críticas do promotor de Justiça Moisés Rivaldo a respeito da falta de informações sobre os certames de licitações para pesquisa de petróleo. Muitos atribuem a um possível oportunismo dele. Por quê?
Desejo
A coluna apurou que o promotor Moisés Rivaldo tem aspirações políticas. Sim, é verdade. Não que isso esteja pautando sua atuação ministerial, mas ele já disputou a Câmara Federal. E quer ir ao governo, dizem.
Bronca
O senador José Sarney (PMDB-AP) disse ter sido incompreendido por muitos anos por sua obstinação em implantar no Amapá a Área de Livre Comércio. “Que demorou a pegar por falta de apoio”, disse.
De olho
Vara da Infância e Conselho Tutelar fiscalizam festas juninas. Grupos folclóricos devem ter alvará de participação para menores. Bebida alcoólica é a preocupação.
Visão
O novo prefeito de Ferreira Gomes, Elcias Borges empresta uma gestão profissional ao maior evento do calendário anual, o Carnaguari. Profissionalismo e empreendedorismo à frente.
Brasília
O deputado Luiz Carlos (PSDB) recebeu em seu gabinete os professores da Unifap Ronaldo Manasses e Katiuscia Montoril. Na ocasião, trataram de recursos junto ao MEC para aquisição de equipamentos para o laboratório do curso de Letras com habilitação em Libras.
Calçoene
Depois da prefeita Lucimar, de Calçoene, agora a violência chegou pelas bandas da empresa de seu marido, o empresário Odilon Filho. Ele teve seu gerente da Calçomar agredido violentamente. Um verdadeiro espancamento tendo como acusado um homem identificado como Paulo Gaúcho.
Niver
Hoje é aniversário do comandante da Capitania dos Portos do Amapá, o capitão-de-fragata Carlos Neves, nosso entrevistado do domingo passado. Carioca de nascimento, mas um amazônida de coração, está perfeitamente aclimatado com o jeito de ser do povo daqui. A coluna deseja a ele e seus familiares muita saúde e uma excelente estada entre nós.
“O grande beneficiário da Área de Livre Comércio do Amapá é o povo”.
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| José Sarney. O senador relembra a trajetória de muita luta para a efetiva implantação da Área de Livre Comércio |
O que representa para o Amapá a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana?
José Sarney – O maior benefício que aconteceu nos últimos anos para o Amapá foi a criação da Área de Livre Comércio. A partir da criação da Área de Livre Comércio o Amapá passou a ter um passado e outro presente, que será um grande futuro.
Quando surgiu as ideia de criar a Área de Livre Comércio?
Sarney – Quando eu cheguei ao Amapá, que fui eleito senador na eleição de 1990 e assumi em 1991 eu pensava: ‘O que eu posso fazer de imediato para o Amapá?’. Não só esperando a apresentação de projetos, de emendas, de recursos, mas como eu também não tinha o governador, o que aconteceu foi que se votava a renovação da Zona Franca de Manaus, então eu disse ‘vou valer-me dessa oportunidade para apresentar a criação de uma Área de Livre Comércio no Amapá’. Ora, Área de Livre Comércio é a coisa mais difícil que tem em qualquer estado porque ela significa uma dimensão diferente para o Estado, que é uma dimensão na qual o estado fica isento dos impostos federais de importação de todas as mercadorias que ali chegam e também fica isento das importações de mercadorias do exterior também que para lá chegam. Então no dia 30 de novembro de 1991, eu não tinha nem um ano de senador, eu já tinha aprovado pela Lei 8.387 a criação da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana.
Qual a importância daquela novidade?
Sarney - A partir dali o Amapá tinha um novo instrumento para modificar a sua história.
Qual era o cenário da chegada da Área de Livre Comércio ao Amapá?
Sarney – Vamos recordar, no Amapá só tinha uma economia, que era a economia do contracheque chamada. Eram os funcionários públicos que no fim do mês recebiam e que movimentavam o comércio e a vida da cidade. Não tinha outra fonte, não tinha indústria de nenhuma maneira, nada que pudesse criar, também não tinha agricultura, não tinha nenhuma fonte de progresso. Então criei a Área de Livre Comércio.
E como foi o começo de tudo, a aceitação?
Sarney – No princípio ela não foi ajudada, teve certa resistência de natureza política e foi uma luta para nós conseguirmos a implantação para que ela pudesse ser instalada. Primeiro lugar que os comerciantes acreditassem na Área de Livre Comércio. Naquele tempo também para as mercadorias chegarem ao Amapá elas chegavam pelo Porto de Belém, o Amapá não tinha porto. Então vinham de lá nos barcos, nas barcaças, nas balsas, e isso era uma dificuldade imensa e a vida era muito cara no Amapá por causa dessa distância e a dificuldade de transporte.
E depois que ela se implantou como as coisas mudaram?
Sarney – Depois da implantação da Área de Livre Comércio eu fui trazer o porto que era de Belém para Macapá, isto é, para Santana. Então criei o Porto de Santana e a partir daí consegui fazer o porto de contêineres para que os contêineres que chegassem com as mercadorias para o Amapá tivessem uma área para desembarcar e a partir de então passei a divulgar e tentar atrair empresas que realmente pudessem se aproveitar dessa situação.
Qual o principal papel da Área de Livre Comércio para a economia do Amapá?
Sarney - A Área de Livre Comércio muita gente pensa que ela se destina somente à área de importação de mercadorias, mas não. A importação de mercadorias representa menos de 10% do que representa a Área de Livre Comércio. O grande beneficiário da Área de Livre Comércio é o povo, pois todo cidadão amapaense é beneficiado pela Área de Livre Comércio. Por quê? Porque a partir de então as mercadorias que chegam ao Amapá, e são quase todas porque o Amapá não produz quase nada, essas mercadorias são isentas dos impostos industrializados, de PIS e COFIS e chegam ao Amapá com uma diferença de 25% do seu valor.
Quanto isso representou no cotidiano das famílias amapaenses?
Sarney - Isso barateou a vida no Amapá de tal modo que naquela época eu me lembro que se colocava uma lata de leite Ninho que custava no Pará tanto e no Amapá custava 20% a menos, porque a vida começou a baratear. Barateou o feijão, barateou o açúcar, barateou o café, barateou o tecido, barateou tudo, televisão, ventilador, enfim, todas as mercadorias que estavam no Amapá. Isso também melhorou a qualidade de vida porque o povo do Amapá com a área que também importava pode comprar televisão muito mais barata, pode comprar todos esses equipamentos de casa muito mais baratos e que passaram a melhorar a qualidade de vida e barateou a vida de cada um porque esses impostos que são dispensados significam uma injeção de quase R$ 100 milhões por mês que o Governo Federal deixa de arrecadar e ele é destinado às mercadorias que são consumidas no Amapá.
E hoje, como ela está presente na vida das pessoas?
Sarney – Hoje a Área de Livre Comércio é uma coisa que representa a vida do Amapá, porque é a maior geradora de empregos, são mais de 10 mil empregos. O comércio que a gente vê hoje não é aquele comércio da cidade estagnada, da cidade do racionamento [de energia elétrica], que não tinha luz, que não tinha nada daquele tempo. Hoje as ruas estão cheias, com gente comprando, o comércio se movimentando, gerando riqueza, empregando gente. É outro estado. Isso começou graças a Área de Livre Comércio, ela teve essa consistência.
Por que não se conseguiria outra hoje?
Sarney – Ela foi também a última área de livre comércio a ser criada no Brasil por que o país através do Mercosul ele se comprometeu a não criar mais nenhuma área de livre comércio, hoje é proibido. Nós temos um acordo com a Argentina, o Paraguai, o Uruguai e o Brasil e não podemos mais criar áreas de livre comércio porque significa dispensa de impostos, o que desequilibra o comércio porque as mercadorias ficam mais baratas de um lado do que de outro. Por outro lado a Área de Livre Comércio foi uma fonte de recursos para muitas e muitas outras obras que nós tivemos oportunidade de fazer no Amapá, como o próprio pátio de contêineres no porto de Santana, estradas, praças, drenagens, canais, a frente de Macapá e uma porção de outras obras que continuam a ser tocadas graças aos recursos canalizados pela Área de Livre Comércio.
Por quê está ameaçada de ter seus incentivos cortados?
Sarney – Acontece que a Área foi criada por 25 anos, ele foi criada em 1991, então esses 25 anos chegaram. Nós não nos aproveitamos no princípio, porque ela custou a pegar, custou a ser ajudada, custou a se compreender o próprio comércio, as classes empresariais a saber o que significava aquilo. Hoje, se acabar a Área de Livre Comércio do Amapá é um desastre extraordinário, desemprego em massa, com o comércio todo falido porque vai desaparecer a grande vantagem competitiva que tem o comércio do Amapá e aquele desenvolvimento que se vê no Amapá.
As chances da Área de Livre Comércio não acabar?
Sarney – Para isso nós já estamos aprovando por iniciativa minha a Emenda Constitucional que já passou na Comissão de Constituição e Justiça e que agora vai para o Plenário prorrogando até o tempo em que existir a Zona Franca, cuja última prorrogação foi até 2033. Também apresentei à presidente Dilma a solução de ela editar uma medida provisória, ou editar um decreto e ela está estudando, mas já me garantiu que não vai deixar que nós tenhamos a desgraça, podemos dizer assim, de acabar com a área de livre comércio.
Perfil
Entrevistado. José de Ribamar Sarney Costa tem 83 anos de idade, é advogado, jornalista e escritor. Começou a vida política ainda estudante do Colégio Liceu, em São Luís (MA), tendo depois chegado a suplente de deputado federal, até vencer uma eleição para a Câmara Federal e depois elegeu-se governador do Maranhão e depois senador. Nos anos 1980 engajou-se na campanha pelas eleições diretas e pouco depois compôs como vice a chapa vitoriosa do Presidente Tancredo Neves, que faleceu antes da posse. Sarney assumiu as rédeas do País e conduziu o período da redemocratização, da Constituinte e da volta das eleições diretas para Presidente. Depois foi eleito senador pelo Amapá e está no terceiro mandato.
Área de Livre Comércio de Macapá e Santana
Seu alcance vai além dos produtos a R$ 1,99
Terminam em 31 de dezembro deste ano os incentivos fiscais da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALCMS), uma importate ferramenta de que dispõe o comércio local para manter-se num patamar de competividade em relação a outras áreas que não são de livre comércio. O que pode acontecer se essa ameaça se consolidar é uma coisa ainda difícil de se imaginar daí a deputada estadual Marília Góes (PDT) ter promovido uma audiência pública na Assembleia Legislativa para tentar esgotar o tema.
Para isso foram convidados representantes de entidades como o Sebrae, a Adap, CDL, além de trabalhadores, comerciantes, estudantes e cidadãos comuns, todos ávidos por mais informações a respeito do tema. “Só essa mobilização já teria valido a pena, mas diria que fomos além, pois o nosso maior objetivo era repassar o maior volume de informações a respeito do tema, para dizer o que representa a perda desses incentivos fiscais da Área de Livre Comércio, uma coisa que as pessoas ainda não têm o devido conhecimento a respeito”, diz Marília.
Ele também falou a respeito de algumas ponderações feitas durante a audiência pública, de que alguns produtos ainda não são mais em conta que em outros centros, como cidades da região Sudeste. “Nosso maior gargalo ainda são os custos de transporte. Ainda temos que nos submeter ao transporte aéreo, o que onera três vezes mais o custo do transporte das mercadorias. Se não fossem os incentivos da Área de Livre Comércio a situação seria muito pior e o custo de vida aqui inviável”, avalia Alvarenga.
O próprio idealizador da ALCMS, o senador José Sarney (PMDB-AP) manifestou-se no evento, por meio de pronunciamento gravado em vídeo. Ele diz que a área de livre comércio hoje representa a vida para o Amapá, um estado que ainda produz muito pouco e que precisa trazer de outros centros do país aquilo que consome. “Mas agora é preciso que todos se mobilizem para que isso não acabe. Durante muito tempo esse fardo ficou sobre as minhas costas, rendendo desgaste e incompreensão”, concluiu Sarney.
Mobilização deverá ir adiante, diz deputada.
Autora do requerimento para realização da audiência, a deputada estadual Marilia Góes diz que não pretende se limitar apenas à realização da audiência pública. Quer ampliar o debate sobre a importância da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana para a sociedade amapaense. “É muito mais do que R$ 1,99”, diz a deputada, referindo-se à ideia que muitas pessoas têm de que o principal benefício da ALCMS é garantir mercadorias importadas a preços baixos, os famosos produtos de R$ 1,99. “Convidamos a sociedade para debater os benefícios gerados pela nossa área de livre Comércio e a importância de sua continuidade”, completa a parlamentar.
Um dos objetivos da audiência era exatamente conscientizar a população sobre a necessidade de se garantir a prorrogação do prazo de vigência da Área de Livre Comércio, que se encerra no final deste ano. “Vamos seguir debatendo esse tema para que a sociedade cada vez mais saiba e entenda sua importância. O senador José Sarney disse ter recebido garantias da presidente Dilma Rousseff de que não permitirá o fim da área de livre Comércio, portanto estamos otimistas e confiantes”, conclui Marília Góes.
Está no Congresso Nacional a chance do Amapá continuar com a ALCMS
O assunto também está na pauta do Congresso Nacional, em Brasília, e já existe uma iniciativa do senador José Sarney (PMDB-AP) para garantir a prorrogação da vigência por mais 20 anos. Trata-se da PEC 07/2013, que em 29 de maio foi aprovada por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e será encaminhada para discussão e votação plenária. Sarney, como senador, foi o principal responsável pela criação da ALCMS, em 1992.
O município de Oiapoque também poderá ser reconhecido como área de livre comércio, conforme proposta legislativa do deputado federal Bala Rocha (PDT). Se o projeto for aprovado na Câmara Federal, o parlamentar prevê que a iniciativa favorecerá a aproximação comercial do o Amapá com a Europa, trazendo nova dinâmica à economia estadual.
Tânia Miranda, coordenadora da ALCMS na Suframa e uma das palestrantes convidadas para a audiência pública, também frisa que a área de livre comércio amapaense é muito mais que R$ 1,99, pois garante importantes benefícios à economia estadual, com destaque para a isenção ou redução de impostos como o ICMS, PIS, CONFINS e IPI.
Com esses benefícios, produtos nacionais e importados, incluindo itens da cesta básica, medicamentos, eletrodomésticos, maquinários e veículos, entre outros, se tornam acessíveis aos consumidores amapaenses por preços mais baixos ou equivalentes aos da maior parte das cidades e capitais brasileiras. “Sem a área de livre comércio a realidade seria muito diferente e o custo de vida bem mais elevado”, explica Tânia.
INFORMAÇÕES
- Estima-se que a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALCMS) gere algo em torno de 10 mil empregos diretos no comércio local.
- Com os incentivos fiscais proporcionados à ALCMS existe uma estimativa que isso represente uma injeção mensal na ordem de R$ 100 milhões em tributos que a União deixa de arrecadar no Amapá.
- A ALCMS foi criada 30 de novembro de 1991.
25anos
Este era o prazo inicial para a vigência da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana.
ALCMS
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Para isso foram convidados representantes de entidades como o Sebrae, a Adap, CDL, além de trabalhadores, comerciantes, estudantes e cidadãos comuns, todos ávidos por mais informações a respeito do tema. “Só essa mobilização já teria valido a pena, mas diria que fomos além, pois o nosso maior objetivo era repassar o maior volume de informações a respeito do tema, para dizer o que representa a perda desses incentivos fiscais da Área de Livre Comércio, uma coisa que as pessoas ainda não têm o devido conhecimento a respeito”, diz Marília.
Ele também falou a respeito de algumas ponderações feitas durante a audiência pública, de que alguns produtos ainda não são mais em conta que em outros centros, como cidades da região Sudeste. “Nosso maior gargalo ainda são os custos de transporte. Ainda temos que nos submeter ao transporte aéreo, o que onera três vezes mais o custo do transporte das mercadorias. Se não fossem os incentivos da Área de Livre Comércio a situação seria muito pior e o custo de vida aqui inviável”, avalia Alvarenga.
O próprio idealizador da ALCMS, o senador José Sarney (PMDB-AP) manifestou-se no evento, por meio de pronunciamento gravado em vídeo. Ele diz que a área de livre comércio hoje representa a vida para o Amapá, um estado que ainda produz muito pouco e que precisa trazer de outros centros do país aquilo que consome. “Mas agora é preciso que todos se mobilizem para que isso não acabe. Durante muito tempo esse fardo ficou sobre as minhas costas, rendendo desgaste e incompreensão”, concluiu Sarney.
Mobilização deverá ir adiante, diz deputada.
Autora do requerimento para realização da audiência, a deputada estadual Marilia Góes diz que não pretende se limitar apenas à realização da audiência pública. Quer ampliar o debate sobre a importância da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana para a sociedade amapaense. “É muito mais do que R$ 1,99”, diz a deputada, referindo-se à ideia que muitas pessoas têm de que o principal benefício da ALCMS é garantir mercadorias importadas a preços baixos, os famosos produtos de R$ 1,99. “Convidamos a sociedade para debater os benefícios gerados pela nossa área de livre Comércio e a importância de sua continuidade”, completa a parlamentar.
Um dos objetivos da audiência era exatamente conscientizar a população sobre a necessidade de se garantir a prorrogação do prazo de vigência da Área de Livre Comércio, que se encerra no final deste ano. “Vamos seguir debatendo esse tema para que a sociedade cada vez mais saiba e entenda sua importância. O senador José Sarney disse ter recebido garantias da presidente Dilma Rousseff de que não permitirá o fim da área de livre Comércio, portanto estamos otimistas e confiantes”, conclui Marília Góes.
Está no Congresso Nacional a chance do Amapá continuar com a ALCMS
O assunto também está na pauta do Congresso Nacional, em Brasília, e já existe uma iniciativa do senador José Sarney (PMDB-AP) para garantir a prorrogação da vigência por mais 20 anos. Trata-se da PEC 07/2013, que em 29 de maio foi aprovada por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e será encaminhada para discussão e votação plenária. Sarney, como senador, foi o principal responsável pela criação da ALCMS, em 1992.
O município de Oiapoque também poderá ser reconhecido como área de livre comércio, conforme proposta legislativa do deputado federal Bala Rocha (PDT). Se o projeto for aprovado na Câmara Federal, o parlamentar prevê que a iniciativa favorecerá a aproximação comercial do o Amapá com a Europa, trazendo nova dinâmica à economia estadual.
Tânia Miranda, coordenadora da ALCMS na Suframa e uma das palestrantes convidadas para a audiência pública, também frisa que a área de livre comércio amapaense é muito mais que R$ 1,99, pois garante importantes benefícios à economia estadual, com destaque para a isenção ou redução de impostos como o ICMS, PIS, CONFINS e IPI.
Com esses benefícios, produtos nacionais e importados, incluindo itens da cesta básica, medicamentos, eletrodomésticos, maquinários e veículos, entre outros, se tornam acessíveis aos consumidores amapaenses por preços mais baixos ou equivalentes aos da maior parte das cidades e capitais brasileiras. “Sem a área de livre comércio a realidade seria muito diferente e o custo de vida bem mais elevado”, explica Tânia.
INFORMAÇÕES
- Estima-se que a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALCMS) gere algo em torno de 10 mil empregos diretos no comércio local.
- Com os incentivos fiscais proporcionados à ALCMS existe uma estimativa que isso represente uma injeção mensal na ordem de R$ 100 milhões em tributos que a União deixa de arrecadar no Amapá.
- A ALCMS foi criada 30 de novembro de 1991.
25anos
Este era o prazo inicial para a vigência da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana.
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