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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Davi: "Sou filho desta terra e quero ajudar a melhorá-la"

DAVI– Começou cedo a trabalhar e faz ascendente carreira
política, daí destacar a experiência para ser prefeito
O programa radiofônico Luiz Melo Entrevista fechou a segunda rodada de entrevistas com os candidatos a prefeito de Macapá na última sexta-feira. Quem submeteu-se à sabatina dos jornalistas, ouvintes, internautas e eleitores foi o deputado federal Davi Alcolumbre (DEM-AP), que concorre à Prefeitura de Macapá, depois de ter passado pela Câmara Municipal, como vereador, ter sido secretário municipal de Obras entre 2009 e 2010, além de acumular experiência na Câmara Federal, onde cumpre seu terceito mandato consecutivo. O Diário do Amapá publica a seguir as principais respostas do candidato de forma resumida sobre os grandes temas da coletividade na capital do Amapá. Acompanhe.

CLEBER BARBOSA
DA REDAÇÃO


Diário do Amapá - O senhor está com quantos anos, candidato?
Davi Alcolumbre -
 Com 35 anos, de muito trabalho, graças a Deus.

Diário - O senhor se considera maduro suficiente para administrar Macapá?
Davi -
 Tenho certeza de que estou preparado para governar Macapá.

Diário - A experiência política, inclusive como vereador de Macapá, ajuda nesse desafio que é administrar Macapá?
Davi - 
Ajuda muito, porque o mandato de vereador proporciona que você convivendo e vendo os problemas ali na localidade, nos distritos e nos bairros, então com certeza ajuda muito.

Diário - São quantos mandatos como deputado federal?
Davi -
 Estou no meu terceiro mandato como deputado federal pelo Estado do Amapá.

Diário - Fale um pouco dessa experiência política ,deputado?
Davi - 
A gente aprendeu muito em Brasília Melo. A relação com o orçamento da União, na relação com os Poderes do País e essa experiência adquirida no Congresso Nacional fez com que a gente estivesse com certeza preparado para governar nossa cidade.

Diário - O que ajuda a abrir portas em favor de Macapá, né?
Davi - 
Não tenho dúvida que essa experiência me credencia a buscar os recursos que Macapá tanto precisa.

Diário - O poeta diz "Macapá, minha rosa minha açucena". E o senhor, como define nossa capital?
Davi - 
Nossa Capital é uma cidade linda, de um povo amistoso, carinhoso, solidário acima de tudo e Macapá precisa resgatar rapidamente a auto-estima da população. È com esse desejo e esse desprendimento que eu encaro essa eleição com o desejo de ser macapaense e não ser um aventureiro, mas um filho desta terra que quer transformar essa cidade melhor para todos, aonde eles estiverem.

Diário - Um dos maiores desafios de qualquer gestor é a saúde e Macapá não vive uma situação diferente do restante do país. Então, o que o senhor traz de proposta para melhorar a atenção básica?
Davi -
 É importante que a população entenda que o sistema de saúde brasileiro não é um sistema isolado, tanto é que existe o SUS, que é o Sistema Único de Saúde, com esferas de competências, da União, do estado e do município, todas interligadas mas cada um com sua competência. Então essa questão de especialidades, alta complexidade são questões do governo federal e do governo estadual. O município fica ali com a questão da emergência e urgência na Unidade Básica de Saúde e no Posto de Saúde naquele tratamento rápido, o primeiro tratamento que se pode dar ao cidadão.

Diário - E as metas para esse setor?
Davi -
 Poder fazer com que o sistema municipal através de suas unidades básicas, que são o pára-choque da saúde do cidadão, ali na ponta, possam estar mais equipadas, com os técnicos mais entusiasmados, qualificados para atender o cidadão e poder utilizar os recursos desse sistema que são de competências específicas para a gestão do município assegurada pela lei que é o atendimento básico, com qualidade, eficiência, com presteza no serviço e atenção ao cidadão.

Diário - Qual a avaliação que o senhor faz do atual estágio em que se encontra a cidade de Macapá?
Davi - 
A gente precisa melhorar a cidade em muitos aspectos, as vias, o transporte coletivo, a gente precisa avançar na questão do cidadão, do pedestre, você não tem hoje em Macapá calçadas, enfim o que posso dizer é que essa experiência e esse conhecimento de Brasília ajudam. Eu também queria fazer um desabafo, pois eu sou de opinião de que no Brasil antes de ser prefeito, os candidatos deveriam ter um mandato de deputado federal ou senador.

Diário - Por que dessa proposta?
Davi - 
Para conhecer como funciona. O prefeito quer achar, e não é diferente em Macapá, que com os recursos do IPTU, com os recursos do ITBI e com os recursos do ISS vai melhorar a vida das pessoas, especialmente numa Capital de Estado como Macapá, está muito enganado. Essa proposta faria com que eles aprendessem que as cidades são tão importantes para o país que existe um ministério chamado Ministério das Cidades, com todos os recursos que os municípios precisam.

Diário - Cite duas coisas boas e duas coisas ruins no município de Macapá, atualmente?
Davi - 
A gente precisa fazer um plano urgente da pavimentação da cidade. Um plano sério, decente, que não seja uma ficção. A população não agüenta mais de promessas. Uma coisa boa eu acredito que seja a alimentação escolar, do uniforme, uma coisa que tem sido importante, pois a educação é prioridade e também será no meu governo. A gente tem que entender que as coisas boas devemos dar continuidade.

Diário - Como o senhor pretende combater a corrupção dentro da Prefeitura de Macapá?
Davi -
 É importante dizer que hoje a população de forma mais acentuada cobra da gente essa questão da malversação dos recursos públicos. Essa diretriz da seriedade, do comprometimento e da relação que a pessoa tem que ter com o poder público não pode interferir na gestão e na vida pessoal. Tem que separar, a administração pública é uma coisa e a minha vida pessoal é outra. Quando o recurso público cai na conta da Prefeitura, do Governo ou da União é para atender o público. Esse entendimento é importante para que não aconteça o que já aconteceu em nossa cidade e no Estado.

Diário - A corrupção é um problema de cultura do povo brasileiro?
Davi -
 Eu acho injusto dizer que isso é um problema cultural. Aprendi na minha criação que a regra é todos nós sermos sérios, decentes e corretos, todos, mas infelizmente essa regra virou exceção nos dias de hoje. É importante que as pessoas reflitam sobre isso porque o desvio do recurso público, a corrupção gira hoje em torno de 20%, conforme dados do site Transparência Brasil. É muito dinheiro desperdiçado ou desviado.

Diário - Qual seu projeto para melhorar a orla da cidade de Macapá?
Davi - 
A obra da orla de Macapá, a beira-rio e a vista linda do Rio Amazonas foi idealizada e construída na gestão do prefeito Papaléo Paes que é ex-senador e que também está nessa caminhada junto conosco, nos apoiando. Os recursos para essa obra foram oriundos da Suframa e Macapá por ser Área de Livre Comércio está debaixo desse guarda-chuva de recursos que podem ser destinados pela Suframa. No nosso governo nós também vamos usar esse mecanismo não só para revitalizar a orla que está caindo.

Diário - Qual deverá ser a relação de sua gestão, uma vez eleito prefeito, com o governo do Estado?
Davi -
 A Prefeitura estará de portas abertas para que o governador possa realizar as obras que forem necessárias. Não cabe nos dias de hoje uma relação político-partidária pessoal atrapalhar o interesse social, o interesse coletivo. Sabemos como buscar os recursos necessários para não ficarmos à mercê, com pires na mão, pedindo recursos para o Governo.

Diário - Obrigado pela entrevista.
Davi - 
Eu agradeço também, a Deus pela oportunidade de estar aqui, pelos aliados e as conquistas para realizar esse sonho de poder governar Macapá, o que gostaria muito mesmo e se o pode de Macapá me der essa oportunidade de poder provar que tenho competência e experiência necessária para melhorar a vida de todos.


Perfil

O candidato Davi Samuel Alcolumbre Tobelem nasceu em junho de 1977 é o quarto filho do casal de comerciantes Samuel Tobelem e Júlia Alcolumbre. Começou a trabalhar desde cedo no ramo da família e aos 19 anos já era membro efetivo da Associação Comercial e Industrial de Macapá. Comunicativo, logo destacou-se na política, tendo sido eleito vereador de Macapá em 2001, o mais votado naquele pleito. Ganhou ainda mais notoriedade e acabou eleito deputado federal em 2006, já estando em seu terceiro mandato. Também atuou como secretário municipal de Obras em Macapá, entre os anos de 2009 e 2010.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Coluna Argumentos, quinta-feira, dia 09 de agosto de 2012.

Imprensa

Na posse do Conselho de Comunicação do Senado, o presidente Sarney relembrou sua militância em defesa da liberdade de expressão e citou discurso feito em plenário, em 1973, durante a ditadura militar, defendendo o jornal Estadão, então sob forte censura: “A liberdade de imprensa passou a ser fundamental para a democracia”, disse.

Prevenção

Outra de Sarney. Ele participou ontem em Brasília, ao lado da presidente Dilma, do lançamento do Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais e inauguração das novas instalações do Centro Nacional de Gerenciamento de Risco e Desastres (Cenad). Sarney disse que o Amapá também será beneficiado com a novidade.

Almoço

Júnior Favacho (PMDB) segue tocando a administração da AL e promove no próximo sábado uma confraternização para celebrar o Dia dos Pais entre os servidores e os parlamentares. Será às 11 horas na sede campestre da Domestilar, na Rodovia JK. Cá pra nós, uma  parada dessas é sempre bom para a saúde do coletivo.

 Programão
No próximo domingo, a Capitania dos Portos do Amapá vai sediar a terceira etapa do campeonato estadual de tiro de ar comprimido. O evento será aberto ao público, podendo inclusive visitar as embarcações da Marinha, além da participação no campeonato, inclusive para crianças a partir dos 9 anos de idade.

Destaque

O deputado Bala Rocha (PDT/AP) foi convidado pelo Conselho Nacional da Justiça do Trabalho para proferir palestra sobre a “Expectativas da Sociedade Brasileira em relação ao futuro da Justiça do Trabalho sob a ótica do Parlamento”. Será hoje em Brasília às 16 horas durante encontro de presidentes e corregedores de TRT’s, no audiório do TST.

Melhorou

O governador Camilo Capiberibe (PSB) foi ao rádio ontem à noite. Encarou a dupla Ana Girlene e Márcia Correa para um ping pong. A sabatina contou ainda com a interação de ouvintes pela internet e telefone e foi um sucesso de audiência. Sobre a retórica dele deu para ver que os dois anos de governo o deixaram mais seguro e até sereno para tratar certos temas.

Não mudou

Mas Camilo Capiberibe tem uma característica que não muda, a combatividade política. Em que pese a liturgia do cargo e o protocolo, ele não se segura quando o assunto é a sua oposição. As diferenças são abissais com o prefeito Roberto. Indagado sobre uma crítica de Marília Góes (PDT), ele foi contundente: - Ela tem mais é que se enchergar, né?

Na estrada

Chegaram ontem a Santarém (PA) os integrantes de uma aventura daquelas. Denominada “Oiapoque Expedition”, está cruzando o Brasil desde São Paulo, passando pelo Pantanal e com o objetivo de alcançar Oiapoque na próxima semana. O diário de bordo está postado diariamente no Blog Sou Jipeiro, que este colunista atualiza quase diariamente. Passa lá então.

Sarney reúne com procuradores-gerais do Ministério Público


O encontro foi liderado pelo presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG) do Ministério Público dos Estados e da União, Cláudio Lopes Soares

A procuradora-geral de Justiça, Ivana Lúcia Franco Cei, participou de reunião nesta terça-feira, 7,  com o presidente do Senado Federal e parlamentares do Congresso Nacional. O encontro foi liderado pelo presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG) do Ministério Público dos Estados e da União, Cláudio Lopes Soares. A comitiva foi integrada por todos os procuradores-gerais de Justiça do Ministério Público brasileiro e pelo presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP), César Mattar Jr.

Em reunião com o presidente do Senado, José Sarney, e outros senadores na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, foram discutidas questões de interesse do Ministério Publico brasileiro, em especial a Proposta de Emenda Constitucional nº 37 (PEC 37), conhecida como “PEC da Impunidade”, que retira do Ministério Público o poder de investigação.

O presidente do CNPG, Cláudio Lopes Soares, salientou a importância do encontro. "Os encontros foram muito profícuos para o Ministério Público brasileiro. Foi uma oportunidade para trocar ideias e que serviu de aproximação com o Parlamento brasileiro. Nosso objetivo é estar à disposição do Senado para discutir questões de interesse da sociedade e ter o Presidente da Casa e os parlamentares como aliados é muito importante. Os senadores podem contar com o MP e com o nosso respeito", afirmou Cláudio Lopes.


Além dos procuradores-gerais de Justiça, participaram da reunião na CCJ o Membro do Conselho Nacional do MP (CNMP), Fabiano Oliveira, e os senadores Pedro Taques, Renan Calheiros, Fernando Collor de Mello, Randolfe Rodrigues, José Pimentel, Pedro Simon, Sérgio de Souza, Paulo Bauer, Sérgio Petecão, Paulo David e Cícero Nogueira.

SERVIÇO:
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá
Contato: (96) 3198-1616. Email: asscom@mp.ap.gov.br

Leitor esclarece matéria sobre greve dos policiais federais


Prezado Luiz Mello,

A edição de hoje (08.08) do Diário do Amapá publicou uma informação errada.
Na reportagem que trata da greve dos policiais federais há a seguinte informação:

“Salários
Hoje, o agente em início de carreira ganha R$ 5 mil. Já o que está em fim de carreira, recebe um vencimento na ordem de R$ 7 mil.Com a paralisação dos agentes policiais, administrativos, escrivãs e papiloscopistas, serviços como emissão de passaporte, entre outros atendimentos normais permanecem suspensos.”

No entanto, de acordo com a tabela mais recente do Ministério do Planejamento, publicada em março de 2012, o salário inicial do Agente de Polícia Federal é R$ 7.514,33. O salário final é R$ 11.879,06:


Ver página 62 da tabela.

O salário do Agente é o mesmo do Escrivão e do Papiloscopista.

Assim, eles não são coitadinhos e ganham mais que a maioria absoluta da população brasileira. Por isso, deveriam trabalhar e não fazer greve.

Como sei que o “Diário do Amapá” tem compromisso com a verdade, tenho certeza que você vai publicar a informação correta.

Um abraço,

Carlos Santos

Bala Rocha profere palestra sobre Justiça do Trabalho



O deputado Federal Bala Rocha (PDT/AP) foi convidado pelo Conselho Nacional da Justiça do Trabalho para proferir palestra sobre a “Expectativas da Sociedade Brasileira em relação ao futuro da Justiça do Trabalho sob a ótica do Parlamento”.

Presidente da Comissão da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, Bala Rocha fica a cargo de avaliar projetos de lei e de alteração legislativa referentes aos trabalhadores urbanos e rurais, aos servidores públicos federais e às matérias atinentes à Administração Pública.

A palestra ocorrerá durante reunião do Colégio de Presidentes e Corregedores de Tribunais Regionais do Trabalho (Coleprecor), que será realizada em Brasília. O colegiado pretende promover outras palestras de interesse de desembargadores, com participação de parlamentares e especialistas em políticas públicas.

A palestra ocorre nesta quinta-feira, 09/08, às 16h, no auditório do 1º andar do bloco B do Tribunal Superior do Trabalho.

Brasília, 8 de agosto de 2012 

Coluna Argumentos, quarta-feira, dia 08 de agosto de 2012.

Não para

 O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, disse ontem a Casa não irá deixar de votar nenhuma matéria importante neste semestre por causa do período eleitoral. De acordo com ele, haverá sessões intercaladas até final do ano. “Semana sim, semana não, os deputados irão realizar sessões de votação”, anunciou o parlamentar petista.

Pela causa

Após crise conjugal, Clécio Luiz (PSol) promete engajamento na causa da mulher. Isso mesmo, o candidato a prefreito de Macapá aproveitou a volta aos trabalhos na Câmara Municipal para se dizer militante da causa das mulheres e declarar apoio à Lei Maria da Penha. Há uma semana sua ex-mulher o acusou de agressão. Ele nega. Justiça com a palavra.

Indústria

A oposição fez muito barulho ontem e até a PM teve que ser acionada para proteger o prédio “Casa da Indústria”, onde funciona a sede da Federação da Indústria do Estado do Amapá, a Fieap. Eles queriam dar posse a uma junta governativa, mas a atual gestão fez o sucessor e não reconhece os atos dos dissidentes.

 Visão crítica
Todo jipeiro é um ambientalista de carteirinha, diz a regra. Mas o “Doutor Jipeiro” é muito mais. Contundente, o médico Raimundo Pinto visitou garimpos por aqui e disse a visão que muitos têm do ouro é equivocada. A extração destrói a natureza e escraviza o garimpeiro. “Nada é mais sujo do que o ouro”, diz o aventureiro.

Cabe recurso

O prefeito de Amapá e candidato à reeleição Carlos César da Silva (DEM), conhecido como Peba, teve seu pedido de candidatura negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que aceitou a ação de impugnação de candidatura do Ministério Público Eleitoral (MPE) contra Peba por conta da condenação do candidato pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Apareceu

As cidades finalmente ganham o colorido especial de uma campanha eleitoral. Carros adesivados, som, cabos eleitorais desfraldando suas bandeiras e candidatos no corpo-a-corpo.Até os velhos barracos de madeira ganham um visual diferente nesta época. Os moradores só não podem esquecer que depois que acaba a eleição, a dura realidade deverá ser encarada.

Artigo

Está postado no Blog Conexão Brasília, deste colunista, o artigo "A venda da Anglo American Amapá", do economista e assessor do Senado Federal Charles Chelala. Para ele trata-se do  mais importante fato da economia local neste ano, até aqui, que foi a oferta de venda das operações da empresa Anglo American no Amapá, anunciado há cerca de uma semana.

Concurso

O Banco do Brasil realizará ainda este ano concurso para 15 estados: Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe, Mato Grosso e Santa Catarina. A seleção será destinada à formação de cadastro de reserva, para o cargo de escriturário, cujo requisito é o nível médio.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Programa odontológico Brasil Sorridente terá investimento de R$ 3,6 bilhões até 2014, afirma Dilma

Por Blog do Planalto
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (6), no programa de rádio Café com a Presidenta, que até 2014 o governo investirá R$ 3,6 bilhões no Brasil Sorridente. Segundo a presidenta, o Brasil Sorridente já é o maior programa de atendimento odontológico público e gratuito do mundo, com 21.700 equipes de dentistas e técnicos de saúde bucal em todas as regiões do país e mais de 150 milhões de atendimentos odontológicos realizados somente no ano passado. “O Brasil Sorridente já é o maior programa de atendimento odontológico público e gratuito do mundo. Quase 90% das cidades brasileiras contam com equipes de dentistas e técnicos em saúde bucal do SUS, o Sistema Único de Saúde. Agora, nós estamos ampliando a parceria com os estados e os municípios. Estamos investindo cada vez mais para que a população possa tratar dos dentes desde a infância até a idade adulta. Isso significa prevenir as cáries, fazer uma obturação ou até um atendimento mais especializado, como é o caso do tratamento de canal ou um tratamento de gengiva. Até 2014, vamos investir R$ 3,6 bilhões”, disse. De acordo com a presidenta, o Brasil Sorridente investirá na instalação de novos laboratórios de prótese dentária e consultórios móveis em todas as regiões do país. Atualmente há laboratórios em 1.304 municípios brasileiros para atender uma demanda de 4,3 milhões de adultos que precisam de algum tipo de prótese dentária. “Para atender essas pessoas, nós estamos investindo também nos consultórios móveis, que são vans com todos os equipamentos de um consultório odontológico. Nesses consultórios móveis se pode fazer tanto tratamento dentário quanto colocar essas próteses que nós nos referimos antes. O dentista tem até aparelho de raio-X para fazer um diagnóstico mais preciso. Hoje, nós temos 181 consultórios móveis em todo o país, e vamos entregar aos estados e municípios mais mil unidades odontológicas até o final de 2013. Outra boa notícia é que o governo federal está antecipando o repasse dos recursos aos estados e aos municípios para que eles organizem mutirões e prestem atendimento onde vive a população extremamente pobre, nas áreas rurais, nos assentamentos. Queremos buscar as pessoas que mais precisam do tratamento dentário. Queremos salvar os dentes e, quando não for mais possível, colocar próteses”, afirmou. Dilma disse ainda que serão realizados mutirões em todo o país para tratamento dentário e colocação de próteses, especialmente em pequenos municípios onde a maioria da população vive no campo. Na próxima sexta-feira (10), a presidenta acompanhará um desses mutirões em Rio Pardo de Minas, no norte de Minas Gerais.

Veja também:

Quentinha: Veja a agenda do Senado para esta terça-feira


A agenda completa, incluindo o número de cada proposição, está disponível na internet, no endereço: http://bit.ly/agendaSenado

Plenário: Medidas provisórias

14h Pauta trancada pela MP 563/12, que amplia o processo de desoneração da folha, e pela MP 564/12, que cria a Agência Brasileira Gestora de Fundos e Garantias.

Presidência: Procurador do Rio

12h José Sarney recebe o procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Cláudio Soares Lopes; às 16h, preside a ordem do dia.

CAE: Free shops na fronteira

10h Análise de autorização de crédito para Blumenau (SC), Colatina (ES) e para o Ceará. Também na pauta projeto que libera free shops em cidades de fronteira.

CPI do Cachoeira: Andressa

10h15 Depoimentos da mulher de Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, e do policial federal aposentado Joaquim Gomes Thomé Neto.

CMA: Agências reguladoras

11h Projeto submete agências reguladoras a auditoria anual do Tribunal de Contas da União. Outra proposta dispõe sobre equipamentos urbanos de abastecimento de água, coleta de esgoto, drenagem de águas pluviais, energia elétrica e iluminação.

CE: Universidades

11h Projeto exige, nas universidades, porcentagens mínimas para doutores, mestres e docentes com regimes de trabalho em tempo integral.

Código Florestal: Comissão mista

14h Reunião da comissão mista destinada a examinar e emitir parecer sobre a Medida Provisória 571/12, que altera o Código Florestal, para votação dos destaques.

CDH: Maria da Penha

14h Audiência comemora seis anos da Lei Maria da Penha. Entre os convidados, o presidente do STF, Carlos Ayres Britto. Às 16h, abertura da exposição Seis
anos em defesa das mulheres.

CMO: Créditos para ministérios

14h30/18h A Comissão Mista de Orçamento reúne-se para examinar medidas provisórias e projetos de lei autorizando créditos para vários ministérios.
Mercosul: Isenção de IPI

15h Votação sobre isenção do IPI para máquinas e equipamentos na agricultura nacional, quando adquiridos por agricultores familiares ou por cooperativas.

Código Penal: Comissão especial

18h30 Primeira reunião da comissão especial destinada a examinar o projeto de reforma do Código Penal, quando serão eleitos o presidente e o vice-presidente.

Fórum: Encerramento

19h O Fórum Senado Brasil 2012 — ciclo de palestras sobre grandes temas da atualidade — encerra suas atividades com a conferência de Renato Janine Ribeiro.

Confira a íntegra das sessões no Plenário: http://bit.ly/plenarioOnline
Confira a íntegra das sessões nas comissões: http://bit.ly/comissoesOnline

Coluna Argumentos, terça-feira, dia 07 de agosto de 2012.

Expectativa


As cidades brasileiras que fazem fronteira com outro país poderão ter lojas francas, os chamados free shops, onde poderão ser adquiridos produtos nacionais ou estrangeiros, em reais ou em outras moedas. Proposta está na pauta da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e que deve ser votada hoje. Oiapoque no meio.



Autonomia

A Assembleia Legislativa, sob nova gestão, tem se relacionado com os demais poderes constituídos e com o Mi-nistério Público, mas mantém sua postura de independência. É o que se pode concluir depois da esmagadora derrota sofrida pelo governo do estado na apreciação de um veto do Setentrião, ontem. O placar foi de 17 a 3 pró AL.



Quem é quem

Ainda a respeito da nota acima, alguns jornalistas faziam as contas ontem para saber como anda a liderança do governo na Assembleia. Mesmo com a ausência de Agnaldo Balieiro (PSB), que estava de luto pelo falecimento de sua avó, o governo teria ganho mais dois aliados, pois nos últimos tempos eram só 2 votinhos.





Vai sair 

O presidente José Sarney (PMDB-AP) disse ontem que o Senado deverá aprovar até o fim do ano o novo Código Penal cujo anteprojeto será examinado por comissão especial instalada nesta terça-feira. Uma comissão especial de juristas presidida pelo ministro Gilson Dipp (STJ) levantou as propostas no primeiro semestre.

Ameaça


Servidores da Justiça Eleitoral estão ameaçando fazer greve. Até aí nada demais, afinal seria mais uma entre tantas categorias de servidores públicos insatisfeitas e reivindicando alguma coisa. O problema é o dia que eles estão programando fazer a paralisação: o dia da votação deste ano. Se isso vier a acontecer, mesmo, será um retrocesso na festa cívica que é a eleição.

Prêmios


Os esportes olímpicos são considerados amadores, não é? Nem tanto, pois alguns (poucos) atletas contam com grandes marcas e governos como patrocinadores. Isso vale para treino e também para resultados. Países como a França pagam até R$ 100 mil por uma medalha olímpica. No Brasil, a premiação é feitas pelas confederações, umas mais, outras muito menos.

Vida segue


A médica Maria Tereza Renó, viúva do deputado estadual Dalto Martins (PMDB), cumpriu o papel de mãe e viajou de férias com os filhos, e agora engata campanha política. Isso mesmo, de tanto ajudar o marido em suas campanhas ela parece que pegou jeito e vai encarar as urnas na eleição deste ano. Ela é candidata à vereadora, pelo PSC. Voto feminino à vista.

Agora não


Filho ilustre da pequena Afuá (PA), o ex-procurador-geral de justiça, Jair Quintas, desistiu de disputar a eleição para prefeito de lá, como queria um grupo de lideranças locais. Quintas teria considerado questões pessoais, como a exigência de se aposentar para poder encarar carreira política. Gente que sabe da liderança e carisma dele lá dizem que o sonho foi só adiado.


Artigo de Charles Chelala: "A venda da Anglo American Amapá"



O mais importante fato da economia local neste ano, até aqui, é a oferta de venda das operações da empresa Anglo American no Amapá, anunciado há cerca de uma semana.
A “Anglo” é a maior empresa privada em operação em nosso Estado, com atuação nos cinco continentes, gerando mais de 150 mil empregos e lucro operacional (2009) de US$ 5 bilhões. Sua chegada ao Amapá ocorreu no início de 2008, quando adquiriu da MMX, de Eike Batista, as operações daqui em conjunto com o sistema Minas-Rio por 5,5 bilhões de dólares. Pra se ter uma noção de seu porte no Amapá, em 2011 a empresa exportou cerca de 500 milhões de dólares, o que corresponde a aproximadamente cinco milhões de toneladas de minério de ferro extraídas do nosso subsolo. No primeiro semestre deste ano o valor exportado foi praticamente igual ao mesmo período de 2011, apesar de ter sido embarcada maior quantidade de minério em função da queda do preço.
As razões para a venda de uma operação, aparentemente bem sucedida, tem dividido as opiniões. Na página da internet da empresa (www.angloamerican.com.br) o assunto ainda não foi mencionado. O governador Camilo Capiberibe postou em sua página do “twitter”, após receber a direção da empresa que, segundo o Sr. José Luis, diretor-geral no Amapá “as operações de extração de minério de ferro no Amapá seriam lucrativas, mas de pequeno porte” garantindo que “não haverá mudanças na rotina de funcionamento, nem interrupção dos investimentos”.
Especula-se que uma das motivações seria a necessidade se concentrar no projeto Minas-Rio, de porte bem superior ao do Amapá, uma vez que possui reservas estimadas em aproximadamente 6 bilhões de toneladas de ferro. Lá, se transportará a produção por meio do maior “mineroduto” do mundo, com 525 Km, passando por 32 municípios entre a mina e o porto, o qual enfrenta diversos problemas socioambientais para se viabilizar.
Outra possível causa pode ter sido a questão da logística no Amapá. Como o nosso porto só recebe navios de carga máxima de 50 mil toneladas, o frete unitário é mais que o dobro do que seria em embarcações do tipo “cape-sizes” com o triplo de capacidade. A empresa chegou a estudar o transbordo em alto mar como solução para baratear a logística, que é o elemento decisivo da competitividade do minério de ferro.
Há também suposições de que a empresa teria se decepcionado com a negativa governamental na concessão de incentivos fiscais solicitados para a aquisição de novos equipamentos, o que pode não ter sido determinante, mas auxiliou na decisão de levantar acampamento do Amapá.
Finalmente, também comenta-se que a empresa teria avaliado que a tendência de declínio do preço do minério de ferro, que já despencou 25%, pode vir a ser mais longa em decorrência da crise mundial. Diante da perspectiva, estaria se apressando em passar as operações enquanto ainda são viáveis. Já abordamos que o custo de produção de ferro no Amapá é maior do que em outros lugares, sendo lucrativo apenas a partir de um determinado nível de preço internacional.
Ressalte-se que a Anglo American é detentora da concessão da Estrada de Ferro Amapá e possui um porto privativo, o que lhe proporciona vantagens adicionais, além das reservas confirmadas superiores a 200 milhões de toneladas de minério de ferro.
Assim, observa-se que uma conjunção de vários motivos levou a empresa a oferecer no mercado o projeto Amapá, sendo um episódio marcante porque modifica o mosaico das mineradoras que atuam no Estado.

* Charles Chelala é economista e assessor do Senado Federal.

Coluna Argumentos, domingo e segunda-feira, 04 e 05 de agosto


Artigo

O ex-presidente Sarney (PMDB-AP), tido como um político que jamais perdeu uma eleição – e lá se vão mais de 50 anos de vida pública –, escreve hoje sobre as pesquisas de opinião. Em seu artigo semanal, intitulado “O paradoxo das pesquisas”, ele faz uma viagem no tempo e fala de como elas influenciam o eleitorado, seja no Brasil ou fora.

Vem aí

A turismóloga Patrícia Cunha, da Secretaria Estadual do Turismo (Setur), confirmou ontem um incremento daqueles na programação do Equinócio da Privavera deste ano. O ponto alto do evento é a ocorrência do fenômeno natural, próximo ao meio-dia de 22 de setembro. Entre os motes do evento, o conhecimento científico e cultural.

Da hora

Outra sobre a programação do Equinócio. Estão confirmados eventos que não têm nada de paralelo, agregam muito à festa. Um desafio de vôlei de praia no meio do mundo, da Red Bull e até uma competição Off-Road em pleno Meio do Mundo. Além disso, shows artísticos, um planetário e muita gente de fora.


Dureza

John Matel, conselheiro para Assuntos de Imprensa, Educação e Cultura da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, escreveu em sua página na web a respeito da visita que ele e seus superiores fizeram à antiga Base Aérea no município de Amapá. Foi irônico nas críticas, mas retratou a verdade. (conexao-brasilia.blogspot.com).

Artes

Filho de peixe, peixinho é. Certo? Imagine então tendo pai e tio comunicadores e artistas. Trata-se de Luiz Paulo Trindade, 23, que atua como produtor do espetáculo Stand’up Rock Bar. Evento de humor e música que estreia no próximo sábado na Xcalibur Recepções. Entre as atrações Jean Nogueira, Nezinho do Porrudo e Ozy Rock Bands. Imperdível, essa.

Estatísticas

O capitão dos Portos do Amapá, Carlos Neves, anda feliz da vida com os índices da segurança da navegação, pelo menos nesta temporada de férias escolares. Ele foi ao rádio ontem pela manhã e lembrou que em decisão recente a Autoridade Portuária determinou o aumento da área de sua jurisdição. “Mas também me foram dados os meios para isso”, disse.

Explicações

A respeito de matéria publicada no Blog Conexão Brasília, sobre uma suposta crise envolvendo o serviço de praticagem oferecido no Amapá aos navios mercantes, lideranças desta importante área econômica reagem. Para os trabalhadores, o setor carece de mais apoio, seja na melhor oferta de mão de obra, bem como apoio para os deslocamentos aéreos.

Negócios

Danieli Scapin, investidora do Amapá Garden Shopping, apresentou ontem em entrevista os números mais que arrojados do novo empreendimento. Previsão é de que seja inaugurado em novembro. A empresária garantiu que todas as projeções apontam para um sucesso absoluto. Cá para nós, há muito que Macapá reclamava a falta de um grande shopping. Que seja!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Assessora do Senado protagonista de vídeo de sexo é exonerada


Foto: Yala SenaPor  | Agência O Globo  

BRASÍLIA - A assessora parlamentar Denise Rocha, que trabalhava no gabinete do senador Ciro Nogueira (PP-PI), foi exonerada nesta segunda-feira. A demissão foi publicada no Boletim Administrativo do Senado hoje, referente ao ato da diretoria-geral com data de 2 de agosto. Ela ocupava cargo em comissão, que não exige concurso público, de assistente parlamentar da 4ª Secretaria da Mesa Diretora.
Quando o vídeo caseiro em que Denise aparece protagonizando cenas quentes vazou, o senador afirmou que achava difícil que ela conseguisse continuar no cargo, já que Denise trabalhava nas comissões e estava sendo reconhecida. Após o escândalo, a assessora tirou férias, período que o senador disse que usaria para decidir o destino de sua funcionária.
O vazamento e a abrupta fama renderam a Denise um convite para posar para a revista Playboy. Denise Rocha é filha de piauienses e prima em terceiro grau de Ciro Nogueira. A assessora trabalha para o senador desde o primeiro mandato, auxiliando nas comissões temáticas das quais qual Ciro Nogueira faz parte.
Segundo colegas, no ano passado Denise teria sido convidada para participar da prova "Afogando o Ganso" do programa Pânico na TV, mas rejeitou justamente pela incompatibilidade com o cargo que ocupava. Apesar de ter recusado a oferta do Pânico, Denise já teve seus quinze minutos de fama em maio deste ano, quando foi flagrada circulando com Romário em um hotel de Teresina. O encontro, revelado pelo jornal EXTRA, ocorreu quando Romário foi à cidade participar de um jogo festivo. Apesar de os dois negarem o romance, Denise chegou ao hotel no carro do artilheiro e subiu junto com ele no elevador, carregando seu paletó.

Em obra do PAC, Alusa Engenharia demite direção de sindicato

Obras da Hidrelétrica Ferreira Gomes, da Alusa

Às vésperas da I Conferência de Trabalho Decente, a empresa Alusa Engenharia deu uma bela demonstração de como o Brasil ainda precisa avançar em punições para quem promove práticas antissindicais.

Desde o início da semana, a construtora responsável pelas obras da Usina Hidrelétrica de Ferreira Gomes, em Porto Grande, no sudeste do Amapá, demitiu 10 dos 12 membros da direção do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Pesada e Montagem Industrial do Estado (STCCPEA).

De acordo com a Constituição Federal, a direção da entidade tem direito à estabilidade de emprego durante o mandato.

A dispensa apenas não foi total porque o presidente da entidade, Altierre Vilhena, foi eleito para integrar a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), fator que também impede a demissão. E por conta de outro dirigente estar afastado.

Ataque com dinheiro público
A barragem que iniciou na segunda quinzena de junho e deve ser concluída em 2015 é parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) e receberá R$ 812 milhões de recursos públicos. A Alusa Engenharia é responsável pela execução e à Ferreira Gomes Energia cabe a administração.

Vilhena comenta que os funcionários de empresa responsáveis pelo desligamento confirmavam a fundação do sindicato como o motivo da demissão. Segundo ele, o desejo é que outro grupo comande a base.

“Sabemos que os patrões querem outras pessoas aqui, um grupo de pelegos do Belém do Pará, Por isso, dizem que nossa documentação está ilegal, não querem nos reconhecer. O sindicato foi fundado há dois meses e desde o começo a direção tentou retaliar, fez ameaças. Finalmente, cumpriu o que havia prometido”, denuncia.

Presidente da Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom), Cláudio Gomes, alerta que a atuação da Alusa é descabida, já que o sindicato está legalmente reconhecido.

“A empresa está tentando impedir a fundação do STCCPEA, mas, legalmente, os companheiros já têm direito à representação, porque já foi realizada assembleia e a entidade já tem personalidade jurídica”.

Ambiente de irregularidades

Para Vilhena, o temor da Alusa é que diversas irregularidades sejam denunciadas por um sindicato que cumpre com a obrigação de defender os trabalhadores. “Eles não seguem os critérios legais de uma obra. A alimentação é reduzida e de péssima qualidade e o ônibus que leva à capital – Macapá fica a 103 km de Macapá – só passa duas vezes, uma pela manhã e outra pela noite. Quem precisa ir ao banco fica o dia todo na capital e sofre pressão do encarregado porque ficou todo esse tempo fora do trabalho.”

Além disso, explica como forma de diminuir os custos e elevar os lucros, a empresa também descumpre um acordo com o governo do estado de contratação de mão-de-obra local. “A Alusa traz trabalhadores de outros lugares e pratica valores abaixo do piso. Enquanto as prestadoras de serviço pagam R$ 920 para ajudante, a Alusa paga o mínimo.”

Para piorar, as denúncias não repercutem diante do poder econômico da maior empresa de engenharia do Amapá. “Eles tem grande poder político, nem a Justiça consegue entrar no canteiro.”

Resposta aos patrões

Altierre Vilhena comenta que o sindicato participou ontem (2) de uma audiência com o Ministério Público e foi agendada para a próxima terça-feira (7) uma audiência de negociação com a empresa.

Em âmbito nacional, Cláudio Gomes explica que a construtora já foi denunciada ao governo federal e que o repúdio à ação encontrou apoio até mesmo junto ao sindicato patronal.

“Já fizemos denúncia ao sindicato das empresas, por meio do Rodolpho Tourinho – presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicom) –, que também entende essa atitude como arbitrária e contrária ao que está sendo discutido no Compromisso Nacional na Indústria da Construção”, disse, referindo-se ao acordo firmado entre governo federal, trabalhadores e empresários para melhorar as condições de trabalho no setor.

Governo deve intervir – Gomes também ressalta que o governo federal foi informado sobre a situação e irá atuar para reverter esse ataque ao trabalho decente.

“Expusemos também a situação ao Feijóo – José Lopez Feijóo, representante do governo na Mesa Nacional para Melhoria das Condições de Trabalho na Indústria da Construção –, apontando que a medida absurda é contrária ao direito à liberdade de organização. As ações já estão sendo adotadas em âmbito governamental e agora vamos pressionar a empresa.”, diz.

Enquanto a readmissão não acontece, as medidas irresponsáveis da Alusa ampliam o clima de tensão. “São mais de 2.500 companheiros revoltados com a decisão da empresa. Os trabalhadores estão ameaçando botar fogo na obra e como não podemos operar lá, já que o sindicato foi todo demitido, convivemos com um barril de pólvora prestes a explodir”, concluir Vilhena.
 

Fonte: Luiz Carvalho - CUT - 06/08/2012

Lei das Antenas: MPF do Amapá exige R$ 4,4 milhões da Vivo


:: Da redação 
:: Convergência Digital :: 06/08/2012


O embate entre as operadoras de telecom e a justiça por conta da instalação de antenas ganha um novo capítulo. Na semana passada, o Ministério Público Federal do Amapá propôs ação civil pública contra a Vivo.

Segundo o MPF, sem autorização de órgãos ambientais, a empresa instalou estação de rádio base (torre de telefonia) na Reserva Extrativista (Resex) do Rio Cajari, na região sul do estado. Pelos danos ao meio ambiente e à comunidade, o MPF/AP pede à Justiça Federal que a operadora seja condenada a pagar indenização de R$ 4, 4 milhões. O valor corresponde a 0,1% do lucro líquido da empresa no ano de 2011.

A disputa para a instalação da antena é antiga. Segundo MPF, em janeiro de 2003, pouco mais de um mês depois da solicitação da empresa para instalar torre de telefonia em Mazagão, o Ibama realizou vistoria técnica. Ao chegar ao local, os técnicos foram surpreendidos com as obras de instalação iniciadas. Em dezembro do mesmo ano, em nova vistoria, foi constatado que o serviço estava finalizado e a antena instalada mesmo sem licença ambiental.

Segundo ainda o MPF, mesmo sem autorização do Ibama, a empresa obteve da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) licença para funcionamento. Em 2004, porém, o Ibama determinou o embargo do empreendimento. O descumprimento da determinação motivou o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) a expedir auto de infração e, em seguida, notificação para que a empresa interrompesse o funcionamento da estação de rádio base a partir de abril de 2011.

Ainda no ano passado, representante da Resex do Rio Cajari solicitou à Anatel revisão da licença, pois a empresa não tinha licenciamento ambiental para funcionar. A mesma solicitação foi feita pelo Ibama em agosto de 2004. Nenhum dos pedidos foi atendido. Além dos prejuízos ao meio ambiente, a empresa, salienta o MPF, teria causado danos à comunidade extrativista.

Isso porque os moradores da reserva não são beneficiados com sinal de celular. Quando indagada sobre essa possibilidade, reporta o MPF, a Vivo S/A alegou que a relação custo/benefício seria desfavorável à empresa.

De acordo ainda com o relato do MPF, os extrativistas sentiram-se desprestigiados e afirmam que a torre não tem nenhuma utilidade para eles. Como agravante, a Vivo S/A sequer ofereceu compensação pelos danos ambientais provocados.

O MPF/AP ressalta, ainda, que a empresa não demonstrou empenho em entrar em acordo para regularizar a situação junto aos órgãos ambientais. Se condenada, a empresa deverá destinar os R$ 4,4 milhões ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD). Neste caso, o valor depositado no FDD deve ser utilizado para reparar danos causados ao meio ambiente e à comunidade.

Entrevista "Faltou planejamento para a cidade de Macapá"

MILHOMEN– Foi o primeiro candidato a prefeito de Macapá
sabatinado no Luiz Melo Entrevista, na Diário FM.
O programa radiofônico Luiz Melo Entrevista reúne para uma série de entrevistas os candidatos a prefeito de Macapá. Na última sexta-feira, 3, o primeiro a encarar a sabatina de jornalistas, especialistas e pessoas do povo foi o amapaense Evandro Milhomen (PCdoB), que é deputado federal e que concorre pela coligação “A Macapá que queremos”, formada pela aliança entre o PCdoB e o PRB. Ele falou por cerca de uma hora a respeito dos mais variados temas da gestão da Prefeitura de Macapá. O jornal Diário do Amapá publica a seguir um resumo sobre o que ele falou de modo a auxiliar o eleitor da capital a conhecer um pouco mais sobre o que pensa cada um dos candidatos sobre os principais problemas do município.

CLEBER BARBOSA
DA REDAÇÃO


Diário do Amapá - O senhor também é muito conhecido como amigo da cultura, por quê?
Evandro Milhomen - 
Essa denominação foi dada pelos próprios produtores culturais e os artistas, aqueles que labutam diariamente em nome da cultura do Amapá, pelos investimentos que nós trouxemos para a cultura do Amapá como deputado federal. Nós fomos sempre dedicados a essa relação com o movimento cultural. Temos um irmão que é músico, o Val Milhomem, que é do Grupo Senzalas, amigos, enfim, então essa relação com a cultura sempre foi muito fortalecida então temos muitos projetos importantes para que sempre mantenhamos aquecia a cultura amapaense, não só na manifestação, mas na geração de emprego e renda.

Diário - O senhor também é conhecido como amigo do esporte, aliás, já foi também jogador de futebol, não é mesmo?
Milhomen - 
É, bati uma bolinha no Ypiranga. Mas essa questão do esporte também vem trazendo uma aproximação ,não só por isso, mas por entender que o esporte é um grande caminho para que tenhamos uma sociedade melhor, pois a juventude envolvida no esporte gasta energias positivamente. Você tem a possibilidade de construir e criar atletas de alto rendimento e fazer com que o Amapá, que tem características fortes em todas as modalidades possa fazer grandes atletas nacionais, como já tivemos no passado.

Diário - O senhor também já trabalhou por projetos de promoção da igualdade racial. Como anda o Brasil nesse quesito?
Milhomen -
 Nós tivemos em 2006 um grande embate nacional com relação à aprovação do Estatuto da Igualdade Racial. Esse país é um país miscigenado e tem a base de construção histórica, cultural e até econômica o negro que veio da África, juntamente com a população indígena e européia. A afro descendência no Brasil sempre foi tratada com descaso e com falta de políticas públicas que para que pudéssemos fazer a inclusão dessa população na sociedade brasileira. Hoje nós temos informações e dados estatísticos que demonstram claramente que a população negra é a que mais está na penitenciária, é a que menos tem formação, é a que menos ganha, é a que está na marginalidade social, é aquela que tem menos moradia. Essa política de desenvolvimento da população afrodescentende em nosso país passa a ser prioritária a partir do governo Lula e a partir desse Estatuto e desse grande debate nacional.

Diário - Qual seu planejamento para melhorar a atenção básica da saúde da população de Macapá?
Milhomen -
 A própria exigência constitucional diz que o governo federal, o governo estadual e os municípios devem trabalhar conjuntamente, é a tal tripartite. Para isso os recursos devem ser destinados do orçamento do município, do estado e a União. Nós sabemos que o município tem essa responsabilidade com a saúde básica, baixa e média complexidade, mas para isso nós precisamos trabalhar aliados, distribuindo tarefas e alocando os recursos para que nós tenhamos atendida a população mais carente que sãotamente aqueles que moram na periferia do município de Macapá e no interior.

Diário - Os municípios sempre parecem mais penalizados nessa questão da saúde, como resolver a questão da divisão orçamentária entre União, Estados e municípios?
Milhomen -
 Nós tentamos agora com a Emenda 29 que foi aprovada pelo Congresso Nacional aumentar o volume de recursos destinados à saúde. Infelizmente nós temos limitação de interesses no Congresso Nacional e o próprio governo federal com os recursos que tem à disposição para destinar a essas políticas públicas que são nacionais. Creio eu que uma das questões importantes para que nós possamos diminuir claramente essa dificuldade e pela experiência de deputado federal que circula em Brasília, que conhece aquele caminho dos recursos federais é que nós possamos escrever cada vez mais o município nos programas que estão à disposição no governo federal através do Ministério da Saúde.

Diário - O senhor acha que a Constituição definiu isso muito bem, pois os prefeitos vivem de pires na mão em Brasília, reféns do governo federal nessa romaria por recursos da União?
Milhomen -
 Nós temos no Brasil uma centralização dos recursos públicos, ou seja, a centralização da arrecadação nacional. Pela proposta federativa que nós temos de distribuir os recursos com estados e municípios e você sabe que vivemos em um país onde a força política de outros estados e ou-tros municípios que impera na força econômica acaba fazendo com que estados e municípios menos fortalecidos no Congresso Nacional e na Federação acabem não acessando os recursos necessários, então há sim uma injustiça muito grande nessa questão da distribuição dos recursos.

Diário - O que a experiência de ter sido vereador e estar em seu quarto mandato de deputado federal, sendo inclusive o atual coordenador da Bancada, pode ajudar o candidato em relação à administração do município de Macapá?
Milhomen -
 Nesses anos todos de deputado federal, trazendo recursos para o município de Macapá, eu nunca fui convidado para inaugurar uma única obra aqui. Não é deste governo ou de outro, é desde o meu primeiro mandato de deputado federal que eu coloco recursos no município de Macapá, mas infelizmente ainda existe uma incapacidade de execução desses recursos. Ainda precisa ajustar melhor a gestão do município para que possamos ter esse recurso executado com prioridade para o cidadão. O fato de eu estar no meu quarto mandato facilita claramente o conhecimento desse trânsito e desse trâmite dos projetos em Brasília e saber quais as dificuldades que passam aqueles que devem executar a política pública através dos recursos federais.

Diário - O senhor pensa em implantar a ideia de criar um escritório de projetos em Brasília?
Milhomen - 
Não precisa. Nós já temos técnicos capacitados aqui em Macapá, o que precisa é oportunizá-los. Nós temos uma dificuldade enorme de entender que aqui no nosso Estado nós temos pessoas com formação expressiva para a construção de projetos. O que precisamos fazer é que essas pessoas tenham oportunidade de trabalhar e dar condições a elas para isso, de construir esses projetos. Nós temos é que formar uma equipe eficiente para ir lá em Brasília elaborar o projeto e acompanhar até a sua finalidade que é a liberação dos recursos e a execução da obra ou do serviço.

Diário - Apesar da oferta de esgoto praticamente insignificante, na cidade a verticalização é uma forma de conter o crescimento desordenado de Macapá?
Milhomen - 
O grande problema do crescimento desordenado que nós temos é a falta de planejamento e a organização territorial. Nós sabemos que Macapá tem 62 bairros, mas apenas 28 são registrados, cadastrados. Isso é resultado dessa falta de planejamento e da falta do ordenamento urbano. As pessoas foram chegando, se acomodando, uma característica inclusive das sociedades antigas na formação das cidades. Assim aconteceu em Macapá onde os locais de moradia foram surgindo e o Estado não impôs limite, regulamentação e política pública de organização urbana. Está aí o resultado, bairros que estão de fato e não de direito. A verticalização é uma saída também importante para esse processo de crescimento desordenado, porque o custo da cidade aumenta quando você cria moradia no sistema tradicional, horizontalizado. Você aumenta o custo da água, da energia, a pavimentação, tudo é muito maior. A verticalização diminui, agora nós precisamos entender que temos verticalização para as classes sociais do estado e do município, seja para quem quer comprar um apartamento ou para quem quer construir um prédio comercial, mas também para os moradores de baixa renda e é essa que nós devemos trabalhar em parceria com o governo federal.

Diário - Essa Macapá que é tão sonhada pelos poetas e cantores é só um sonho ou a gente um dia chega lá?
Milhomen -
 O sonho que se sonha só é apenas um sonho, mas o sonho que se sonha juntos pode virar realidade. Eu quero sonhar esse sonho com todos aqueles que acreditam que Macapá pode se tornar essa Cinderela, esta bela cidade no meio da Amazônia. Eu tenho certeza que a cidade de Macapá, se tivesse a continuidade do planejamento urbano que teve na época do governador Janary Nunes, nós com certeza não estaríamos debatendo tantos problemas, hoje.


Perfil

O candidato Evandro Costa Milhomen nasceu em Macapá no dia 21 de abril de 1962; é sociólogo, casado, pai de dois filhos. Cresceu no Largo dos Inocentes, na comunidade do Formigueiro, tradicional reduto dos moradores pioneiros da velha Macapá. Foi vereador e depois deputado federal, onde inclusive se encontra no quarto mandato na Câmara Federal. É o atual coordenador da Bancada do Amapá e também candidato a prefeito de Macapá.