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terça-feira, 17 de julho de 2012

Coluna Argumentos, terça-feira, dia 17 de julho de 2012.


Balanço

O primeiro semestre chega ao fim e o Senado Federal  faz uma avaliação do que andou na Casa. Para o presidente José Sarney (PMDB-AP) uma das prioridades deste ano é o estabelecimento de uma nova relação entre a União, os estados e os municípios – o chamado pacto federativo – avançou no primeiro semestre e deve ser fechado.

Chama o EB!

Enquanto o cidadão já não aguenta mais ouvir notícias de corrupção em licitações e obras inacabadas, eis que uma instituição que nem tem vocação para ser gestora de obras está dando uma verdadeira aula. Trata-se do nosso Exército Brasileiro, que toca obras do PAC, de aeroportos e em vários Estados. Não dá pára assumir o aeroporto de Macapá?

Cada uma...

A técnica em enfermagem Fátima Pereira, dona de um valente Corsa 1996, foi a uma loja ontem para comprar um acessório para o carrinho. Estava acompanhada de sua netinha, a sapeca Sabrina. Quando uma funcionária perguntou para dona Fátima: - O seu carro é? Então a pequena Sabrina completou: - É velho!

Desportista 
Enquanto muita gente diz que o começo desta campanha está muito tímido, a do prefeito Roberto Góes vai atrasar ainda mais para ir à rua. É que ele embarcará para Londres esta semana  atenden-do honroso convite da CBF para chefiar a deleção brasileira que vai ao torneio de futebol das Olimpíadas.

Boas fontes

O Tribunal Regional Eleitoral orientou seus juízes a repassarem através da imprensa a maior quantidade possível de informações aos eleitores e assim garantir total transparência destas eleições municipais. Em Macapá há dois magistrados, Luciano de Assis e Rommel Araújo. O primeiro fala fácil, mas o segundo é mais reservado, mas já disse que vai sim atender a mídia.

Embate

O conceituado jornalista Ricardo Noblat, do jornal O Globo, postou em sua coluna/blog ontem que existe mesmo uma guerra entre o Ministério Público e a Assembleia Legislativa do Amapá, com trocas de acusações de toda ordem. Ele já havia registrado os problemas internos da AL e ontem falou sobre o que os deputados teriam apurado contra o MP. Essa briga promete.

Em Brasília

Quem também andou publicando notas a respeito da briga MP x AL foi o jornalista Luiz Carlos Azedo, do Correio Braziliense. Ele repercutiu também denúncias formuladas pela Assembleia Legislativa a respeito de licitações, compras de material de expediente e consumo, além de questionar o que ele chamou de “super-salários”. Ministério Público nega tudo com veemência.

(Re) Convocado

Integrantes da CPI do Cachoeira defenderam no final de semana que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), seja reconvocado para explicar o “compromisso” firmado entre ele e a Delta Construções, com a intermediação do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira assim que assumiu o cargo no ano passado, conforme Época denunciou.

Editorial Estadão: O bom exemplo do Exército




No momento em que notícias sobre superfaturamento e atraso em obras públicas se tornam corriqueiras, é animador saber que algumas dessas obras estão sendo entregues antes do prazo previsto e a custos inferiores aos originalmente orçados. Não se trata de milagre. É apenas o resultado do trabalho competente e sério realizado por uma instituição cuja missão precípua não é tocar canteiros de obras, mas que nos últimos anos tem assumido maiores responsabilidades na elaboração e execução de projetos de infraestrutura em todo o País: o Exército.
O Departamento de Engenharia e Construção (DEC) do Exército, como mostra o jornal Valor (12/7), está tocando 34 obras em vários Estados, 25 delas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e elabora, a pedido da Infraero, projetos de engenharia destinados a acelerar a expansão dos aeroportos de Porto Alegre, Vitória e Goiânia. Nessa área, o Exército já trabalha na administração dos serviços de terraplenagem da ampliação do aeroporto de Guarulhos e na construção da pista do aeroporto de Amarante, no Rio Grande do Norte.
É principalmente o desempenho do Exército nas obras do aeroporto de Cumbica que tem animado a Infraero a ampliar a parceria com os militares numa área que se tem transformado numa das maiores dores de cabeça do governo no que diz respeito ao cumprimento dos prazos das obras da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016. A terraplenagem do Terminal 3 de Cumbica, cuja previsão inicial de entrega era para dezembro de 2013, será concluída em setembro próximo, com antecipação de 15 meses. Além disso, o custo original da obra, orçado em R$ 417 milhões, deverá ser reduzido - e não é apenas porque a União paga os soldos militares - em cerca de R$ 130 milhões, o que equivale a 25%. É exatamente o contrário do que tem sido noticiado a respeito da verdadeira lambança que a principal empreiteira do PAC, a Delta, tem promovido nas obras bilionárias sob sua responsabilidade em todo o País.
É claro que tocar obras públicas não é a missão precípua das Forças Armadas, que existem para zelar pela defesa nacional. E o Exército, cuja "intervenção" no mercado é malvista pelas empreiteiras de obras públicas, sabe muito bem que essa não é sua verdadeira vocação. O general Joaquim Maia Brandão, chefe do Departamento de Engenharia e Construção, garante, segundo o Valor, que não há planos de ampliar a estrutura da unidade sob seu comando, apesar do aumento da demanda ocorrido nos últimos anos, inclusive no que diz respeito ao planejamento e construção de novas estradas e manutenção das existentes, responsabilidade do mal afamado Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Nessa área o Exército tem 19 contratos firmados. E cumpre outros tantos nos setores portuário e de navegação fluvial.
O Exército está hoje envolvido em 34 projetos de construção, no valor de R$ 3 bilhões em obras, dos quais R$ 2,4 bilhões são do PAC. Intervenção indevida no mercado? Desvio de funções? O general Brandão responde: "O que temos é uma missão para cumprir, que é a preparação de nossas tropas para a guerra. Se não temos guerra, temos a obrigação de manter nosso contingente em atividades que, se necessário, (a tropa) irá desempenhar em situação de emergência". Não é, portanto, a lógica do mercado, mas a necessidade de manter seu contingente ativo e preparado que motiva o Departamento de Engenharia e Construção.
A situação de emergência a que se refere o general seria, obviamente, um eventual conflito militar. Mas não resta dúvida de que o DEC está atendendo também a uma importante e extremamente lamentável emergência ao cumprir com competência, seriedade e economia de recursos públicos uma tarefa fundamental para o desenvolvimento do País que a iniciativa privada tem sido frequentemente incapaz de executar com a mesma eficiência e probidade, devido à crescente promiscuidade entre negócios públicos e privados. É de imaginar que seja difícil trabalhar com orçamentos enxutos quando a regra do jogo é pagar propinas que satisfaçam a crescente voracidade de homens públicos tão desonestos quanto quem lhes molha a mão.

FAB condecora Dalva Figueiredo com a Medalha Mérito Santos Dumont


A deputada federal Dalva Figueiredo (PT-AP), que receberá honraria da Força Aérea Brasileira

A Força Aérea Brasileira estará Condecorando a deputada federal Dalva Figueiredo com a Medalha “Mérito Santos-Dumont”, que é uma condecoração Brasileira criada para homenagear civis e militares, brasileiros ou estrangeiros, por destacados serviços prestados à Força Aérea Brasileira ou em reconhecimento de suas qualidades e valor em relação à aeronáutica.

A medalha é concedida por ato do Comandante da Aeronáutica e foi criada pelo Decreto nº 39.905, de 5 de setembro de 1956, na esteira das comemorações do "Ano Santos-Dumont".

Além da deputada federal Dalva Figueiredo outras autoridades brasileiras receberam a Medalha Mérito Santos-Dumont por prestarem relevantes serviços a Força Aérea Brasileira. 

A cerimônia será na próxima sexta-feira, 20, na Base Aérea da FAB em Brasília às 10hs.


ASCOM/ dep. Dalva Figueiredo
Contatos: 8126 – 6005 e 9967 – 2890
Escritório em Macapá: (096) 3243-0812 e Gabinete em Brasília: (061) 3215-3704
Twitter: @DalvaFigueiredo


Cachoeira pagava contas de secretários de Marconi Perillo


Em 27 de abril do ano passado, irritado com o fato de encontrar dificuldades para emplacar algumas indicações no governo de Perillo, Cachoeira irrita-se com Wladmir Garcez, apontado pela Polícia Federal como o braço político do esquema, e critica Wilder Morais (DEM-GO), que assumiu a vaga de senador que se abriu com a cassação de Demóstenes Torres e que era, até a semana passada, secretário de Infraestrutura do governo. O telefonema foi gravado às 19h e durou 41 segundos.
- Eu não consigo pôr no Detran, o Wilder foi lá e emplacou. O Wilder não dá um centavo pra ninguém. Imagina só: o Wilder vai lá para o Palácio, consegue convencer o Marconi a colocar o cara e você tá lá todo dia e não fala nada. Você tá com o secretariado todo dia, todo dia você traz conta pra mim, levo pro Cláudio, e não consegue emplacar ninguém. Entendeu? - reclamou Cachoeira, fazendo referência a Cláudio Abreu, da Delta Construções.
- Escutei, chefe - admite Wladmir, encabulado.
Às 19h22m, Cachoeira volta a dizer que paga as contas dos secretários:
- Ô, Wladmir, eu tô fazendo a coisa. Esquece esse negócio de viagem, meu. Eu tô puto, porque vai enchendo o saco, vai caindo a gota, sabe, aí um bobão tá lá no trem lá, ele tá lá. O Edivaldo (Cardoso, presidente do Detran de Goiás) fala que não tem isso, não tem aquilo, que acabou com a CLT, que não sei o que que tem, que não vai fazer isso, não vai fazer aquilo, e o cara tá lá. Tá sendo empossado na nossa cara, rapaz. E nós aqui, ó. Você todo dia traz uma conta diferente pra mim. Todos os dias. Um cargo que a gente tinha, todo dia, esse bosta deste cara, esse malandro desse Rincón, todo dia você tá com ele, rapaz, nós tínhamos uma gerência, nós tínhamos uma diretoria forte. Não temos mais nada. Não temos uma pessoa nossa lá - irrita-se o bicheiro.
Rincón é Jayme Rincón, presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop).
Para Miro, conversa atesta intimidade
Na semana passada, O GLOBO noticiou que Cachoeira estava irritado com Wilder Morais, que assumiu a vaga de Demóstenes Torres no Senado. Em conversas com Garcez, o bicheiro xinga Morais e observa que ele não colocou qualquer centavo na campanha de Marconi ao governo, dando a entender que ele, Cachoeira, havia contribuído e não estava tendo o retorno esperado.
Para o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), o teor do diálogo no qual o contraventor fala do secretariado demonstra que há uma intimidade entre os auxiliares de Marconi e Cachoeira.
- Parece que ele fala genericamente, mas dá para perceber que há um grande número de secretários que têm intimidade com ele para resolver problemas - declarou.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) vê uma ligação forte entre membros do governo de Perillo com Cachoeira.
-Tudo faz sentido. Várias áreas do governo estavam comprometidas com Cachoeira e com a Delta.
Procurada pelo GLOBO, a assessoria do governador de Goiás não se pronunciou até o fechamento desta edição.

“Não acredito que essas eleições serão uma guerra”

JUIZ ELEITORAL– Dr. José Luciano de Assis será um dos fiscais da eleição municipal em Macapá este ano
A corrida pela sucessão municipal em Macapá, maior colégio eleitoral do Amapá, terá dois juiízes eleitorais como fiscais do pleito. Um deles é José Luciano de Assis, titular da 10ª Zona Eleitoral, a quem compete o registro das candidaturas e também questões mais rigorosas, como as ações judiciais de investigações eleitorais, exatamente o trabalho que pode resultar em cassação de registro, de diploma ou de mandato, dependendo do período em que ocorrer a última decisão judicial. De fala mansa, com sotaque marcante do interior do Mato Grosso do Sul, ele foi ao rádio ontem para uma esclarecedora entrevista ao programa Conexão Brasília. O Diário do Amapá publica a seguir os principais trechos da conversa.


CLEBER BARBOSA
ESPECIAL PARA O DIÁRIO DO AMAPÁ


Diário do Amapá - Essa eleição é diferente das chamadas eleições gerais, onde a coordenação da fiscalização do pleito é do corregedor do TRE?
Luciano de Assis - Exato. As eleições gerais ficam a cargo do TRE, então os pedidos de registro de candidaturas são distribuídos entre os membros do Tribunal e a questão da fiscalização da propaganda eleitoral e outras medidas ficam a cargo da Corregedoria. Já nas eleições municipais, que considero a eleição mais importante para o eleitor, pois o contato com aquele que tem o desejo de se eleger vereador ou prefeito para dar jeito na sua cidade é mais próximo, mais empenhada, tem esse estímulo maior. Então as eleições municipais põem na vitrine os juízes eleitorais, que é quem toca esse processo eleitoral.

Diário - E quem são esses juízes eleitorais na Capital?
Luciano - Aqui em Macapá são dois juízes eleitorais, o da 2ª Zona e o da 10ª Zona [Eleitoral]. Mas o TRE para poder distribuir esse serviço racionalmente editou uma Resolução, em dezembro do ano passado, disciplinando que a 2ª Zona Eleitoral vai cuidar das questões afetas à propaganda eleitoral, representações contra a propaganda, pedido de direito de resposta, enfim, tudo que envolver a propaganda eleitoral. Já a 10ª Zona ficou incumbida de registrar as candidaturas, definir sobre pesquisas eleitorais, prestações de contas, registros dos comitês financeiros, a distribuição do horário eleitoral gratuito, enfim.

Diário - Quando ele deve começar doutor?
Luciano - Na próxima semana nós provavelmente já deveremos ter uma reunião com os representantes das emissoras [de rádio e tv] para que nós possamos definir uma postura prévia de como nós vamos fazer o sorteio e a divisão do chamado plano de mídia, que a gente tem que separar e divulgar entre as emissoras.

Diário - Então por essa Resolução do Tribunal pode acontecer de um juiz entrar na jurisdição territorial do outro, por assim dizer?
Luciano - Isso, como nós temos duas zonas eleitorais que abrangem Macapá, Cutias [do Araguari] e Itaubal [do Piririm] os juízes atuarão cada um na sua competência definida por essa Resolução e atuarão dentro desses municípios. O doutor Rommel vai cuidar da propaganda eleitoral  dentro de Cutias, Itaubal e aqui de Macapá e eu vou cuidar dos registros de todos esses candidatos. E ainda para mim ainda sobram as ações de investigações judiciais do eleitoral, que serão processadas perante a 10ª Zona.

Diário - Que tipo de irregularidades podem resultar nessas ações judiciais eleitorais?
Luciano - Envolvem aquelas questões como abuso de poder econômico, abuso de poder político, todas aquelas que a Lei Complementar 64/90 prevê que pode levar à inelegibilidade de um candidato, que pode ter o registro cassado e futuramente ter o diploma cassado ou até a perda do mandato.

Diário - Então não é uma tarefa fácil essa que o senhor diz que "sobrou" para si, heim?
Luciano - É, essa parte mais dura da carne do eleitoral vai ficar para mim... [risos] Quer dizer, acaba o processo ficam as migalhas para eu resolver depois... [mais risos]

Diário - Então nessa eleição o senhor abre os trabalhos e termina também, depois da eleição propriamente dita?
Luciano - Eu acho assim, a eleição para mim comparo a um grande baile, aonde eu venho, abro a porta, convido todos os interessados a tocarem a festa, só que depois quem rege a festa é o doutor Rommel, porque a propaganda eleitoral é o foco dos candidatos para poder mostrarem seus programas, suas idéias. Mas depois sobra para eu fechar a porta, limpando os cacos, as sujeiras deixadas por este ou aquele candidato.

Diário - No período eleitoral os prazos para recursos, embargos e outros procedimentos são considerados muito curtos então a pergunta é os senhores dispõem de equipes para dar conta de tudo isso?
Luciano - Exatamente, mas a equipe da Justiça Eleitoral é muito pequena, essas definições que são feitas por ela acabam deixando a gente numa situação um pouco difícil, pois são poucos os servidores efetivos do quadro, então nós contamos muito com a colaboração do próprio TRE, que cede servidores, além do grupo de voluntários dentro da Justiça Eleitoral que adoram participar desse processo.

Diário - Como funciona a questão do magistrado não poder comentar em entrevistas jornalísticas sua opinião a respeito de determinados conflitos jurídicos?
Luciano - É, a nossa Lei Orgânica da Magistratura proíbe que nós nos pronunciemos sobre processos em trâmite, emitir uma opinião, principalmente quando ela ainda não foi consolidada numa decisão. Digamos, eu tenho lá hoje em torno de 14 impugnações, dos 321 candidatos a vereador aqui da 10ª Zona. Aí eu abro uma delas e digo "ah o candidato X teve um problema e houve uma impugnação a isso e eu venho aqui [na imprensa] e digo já perdeu, não é mais candidato". Eu estaria emitindo um juízo de valor antes mesmo de definir isso por sentença. Depois de julgado eu posso dizer: "Decidi assim".

Diário - O caso concreto envolvendo o PSDB nestas eleições também foi alvo de indagações ao senhor?
Luciano - Sim, me perguntaram qual seria a minha decisão e eu disse "espera eu escrever". Depois disso não tem problema nenhum. É uma questão de ordem ética privativa da magistratura, que proíbe que o juiz se manifeste sobre processo em curso.

Diário - Há quem diga mesmo que do ponto de vista da cidadania as eleições são uma grande festa, mas para a Justiça Eleitoral é sinônimo de muito trabalho não é mesmo?
Luciano - Trabalho dobrado. Nós compomos a regência toda desse baile e nós temos que estar afinados e atentos àqueles que estão participando, então a Justiça Eleitoral tem um peso muito grande nisso. É um momento tenso às vezes para nós, embora exista toda uma serenidade para despachar, para decidir, mas a gente fica vivendo numa órbita de tensão vinte e quatro horas por dia.

Diário - É preciso trabalhar muito a questão psicológica, afinal pouca gente lembra que é um ser humano que está ali, não é mesmo?
Luciano - Exatamente e sob pressão. Os processos eleitorais têm prazos curtíssimos, então o juiz tem que decidir muito rápido, ele tem que tomar uma decisão rápida para solucionar ou para prevenir uma eventual irregularidade que esse ou aquele candidato venha a cometer. Então há toda uma carga psicológica que gravita sobre as nossas cabeças envolvendo essas decisões. Ninguém sabe que depois o juiz chega em casa meia noite, uma hora da manhã...

Diário - Tem família, tem filhos...
Luciano - Isso mesmo. E depois ainda têm aqueles que dizem "ah, aquele juiz puxa brasa para aquela sardinha, é assim, é assado..." Eu espero que isso não aconteça nesse processo eleitoral. Eu já vi na imprensa que esse processo eleitoral poderá ser uma verdadeira guerra, mas eu acho que não. Apresentaram os pedidos de registro lá no último dia, deixaram para a última hora, lógico né? Às 19 horas a Casa da Cidadania estava lotada de candidatos, de políticos, de simpatizantes, livro de ata na mão, papel caindo pelo chão, cd passando por cima do muro porque foram esquecidos, enfim, mas organizei tudo lá e não houve um problema sequer no protocolo.

Diário - Então que o senhor e sua equipe tenham uma excelente eleição e sempre que possível possam prestar os esclarecimentos necessários à sociedade, afinal os eleitores precisam receber todas as informações possíveis para que exerçam na sua plenitude o direito constitucional de votar e ser votado, não é mesmo?
Luciano - Exatamente, eu que agradeço e parabenizo a imprensa por dar esse espaço para a Justiça Eleitoral, pois o que a gente precisa fazer é que hoje todos nós somos amigos, entre aspas, pois agora todos acham o juiz bacana, um cara legal, mas a partir de amanhã [hoje] eu já tenho as impugnações para julgar e começam a dizer “aquele juiz fez isso, fez aquilo”, então essas oportunidades que a imprensa nos dá mostra que o juiz está no centro, eu não sou de A, eu não sou de B, assim como o doutor Rommel, que não é de A e nem de B. As nossas decisões é que vão para um lado ou para o outro, o pimportante é que a Justiça Eleitoral venha e mostre qual é o papel dela.

Perfil

O juiz de Direito José Luciano de Assis, é casado e é natural de Dourados (MS) graduou-se em Direito em seu Estado e ingressou na carreira da Magistratura por meio de concurso público promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amapá (Tjap). Especializou-se em Direito Eletrônico pela  FVG Direito Rio e Associação dos Magistrados do Brasil, tendo atuado como assessor da Presidência do Tribunal de Justiça. Além de atuar na Justiça Estadual, Luciano Assis também atua como juiz eleitoral da 10ª Zona Eleitoral da Comarca de Macapá.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Senado Federal promove seminário “Política e Novas Mídias”

O Secretário Especial de Comunicação Social do Senado Federal, Fernando Cesar Mesquita, convida servidores,  jornalistas,  assessores de imprensa, estudantes a participarem da segunda edição do seminário Política e Novas Mídias. O evento esta marcado para o dia 06 de julho, às 09 horas no auditório Antônio Carlos Magalhães do Interlegis. O encontro vai trazer especialistas em comunicação que vão analisar a participação de cidadãos, intuições públicas e parlamentares brasileiros nas redes sociais. Com as novas plataformas, a troca de informações passou a ser feita de forma direta, com menos interlocutores, e o diálogo se tornou mais ágil. A mudança tem feito os profissionais se adaptarem aos novos canais que estão surgindo. Participe, inscrições abertas! Para se inscrever basta mandar email para: srpeventos@senado.gov.br

Acesse a página do evento, clicando aqui.


Programação:

Abertura: Fernando Cesar Mesquita
09h30

Mais do que utilizar as Mídias Sociais para garantir o êxito nas eleições, os eleitos passaram a se valer dos novos meios para criar canais permanentes de diálogo com o público. Hoje, a atuação política de cada parlamentar não se encontra apenas exposta nos veículos tradicionais de comunicação, mas conquistou o espaço democrático e livre nas Redes Sociais. Dentro desse novo paradigma poderiam as Mídias Sociais lançar um novo olhar sobre a política e as instituições públicas?

1) PR 2.0: Novo Paradigma da Assessoria de Imprensa
10h00

A comunicação nas redes sociais abriu um novo canal de diálogo entre eleitos e eleitores. A interatividade e  a capacidade de disseminação de um fato ou noticia pelas redes sociais trouxeram  mudanças nas redações dos grandes veículos de comunicação. Da mesma forma, as assessorias de imprensa, cada vez mais, precisam se adaptar às novas plataformas de comunicação.  Hoje a política esta mais perto da vida dos cidadãos, que têm a possibilidade de estabelecer uma conversa direta com seus representantes. Twitter, Facebook, Instagram, como os políticos podem usar as mídias sociais para conquistar melhor relacionamento com seus eleitores e divulgar sua atuação? Que ferramentas devem ser utilizadas? Quais os riscos desse processo? O que deve ou não ser respondido?

Palestrante: Marcelo Minutti - FSB PR/Digital

2) Gerenciamento de Crise de Informação Online e Off-line
11h00

Estratégias para o uso das mídias sociais com intuito de analisar cenários, colher informações e difundir conteúdos. De que maneira o monitoramento do que é dito pode ajudar na prevenção e no gerenciamento de crises. Como atuar diante das crises de informação, que mídias e estratégias de reação utilizar. Palestrantes: Alexandre Oltramari - Agência +55 e Marcelo Minutti - FSB PR/Digital.

Palestrantes:
Alexandre Oltramari - Agência +55 e Marcelo Minutti - FSB PR/Digital

12h30 - Intervalo para almoço.

3) Participação popular: ativismo digital e como parlamentares podem fazer parte disso.
14h30

São cada vez mais comuns iniciativas e movimentos digitais com objetivos políticos seja por mudança no legislativo ou por demandas ao poder executivo. Elas podem ser mais organizadas, com site e apoio de famosos em vídeo, por exemplo, ou simples petições via Internet. Qual o papel delas e como os parlamentares podem e devem fazer parte desses processos.

Palestrante: Bruno Hoffmann - Publisher da revista Campaigns & Elections Brasil

4) O uso das mídias sociais no governo
15h30

As novas plataformas de web representam uma oportunidade para que órgãos públicos ampliem o alcance de sua comunicação e fiquem mais acessíveis ao cidadão. Como as instituições públicas podem dialogar com o cidadão usando as mídias sociais? Que estratégias devem ser desenvolvidas para ouvir o cidadão? A interpretação do feedback das mídias sociais. A transparência e a informação de forma mais simples ao alcance de toda a população.

Palestrante: Nino Carvalho - Nino Carvalho Consultoria em Marketing Digital

domingo, 1 de julho de 2012

Coluna Argumentos, domingo e segunda-feira, 01 e 02.07.2012

Voz fina

A revista Veja da semana passada trouxe uma descontraída entrevista com o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP), com o sugestivo título “A voz é fina mas falo grosso”. Na conversa do parlamentar com a reportagem, ele admite ter virado alvo de piadas por conta da voz desafinada, mas garante que no trabalho é combativo e questionador.

“Up grade”

Esta semana todos os noticiários esportivos recordaram que foram poucos os times brasileiros que conseguiram a proeza de vencer o temido Boca Júnior em seu estádio, o alçapão chamado Bombonera. Entre eles o Paysandu, de Belém. Na letra do hino do bicolor paraense o maior feito foi vencer o Peñarol em Belém. Não poderia atualizar?

Uma pérola

Está postado no Blog do Cleber Barbosa, simplesmente uma jóia escrita por uma artista do Pará, Alvarez Marcelina, cujo título é “Desabafo de uma paraense”, em que ele restabelece algumas verdades sobre o jeito de ser dos nossos irmãos de lá e que a adaptação para a teledramaturgia da Globo parece ter escorregado.

Em Macapá – O projeto de realizar a 1ª tour de uma banda de rock independente na Amazônia Brasileira, da percorrendo seis estados, sendo sete cidades do Norte Brasileiro chegou ontem ao Amapá. A banda acreana Los Porongas reside há cinco anos e São Paulo e já é um sucesso de crítica e de público. Show!

Onde vai o PR?

PDT e PSB dizem estar do o PR, mas só a convenção revelará mesmo. (Reprodução abaixo)

Indefinido

Ainda sobre a nota anterior, no palanque do PSB e do PDT todo mundo aguardava o PR. Até o fechamento da coluna ontem, havia dúvida sobre isso. No palco do prefeito Roberto Góes (PDT), a vice poderia ser anunciada entre os nomes de Francisca Favacho (PMDB) ou Telma Gurgel (PR). No Twitter, o dirigente do PSB Claudio Pinho já dava como certa a presença do PR por lá.

Jornada

O deputado federal Evandro Milhomen (PCdoB) disse ontem que no começo vai cumprir agenda dupla, de candidato a prefeito e de coordenador da Bancada Federal do Amapá, mas a partir do dia 15, quando inicia o recesso do Congresso Nacional, vai dedicar-se em tempo integral ao contato com o eleitor e às grandes discussões da sucessão em Macapá.

Atirado

Clécio Luiz (PSol) era pura empolgação na festa entre os convencionais da coligação formada para defender sua candidatura a prefeito de Macapá. Ele terá que mostrar que pode ter brilho próprio mesmo longe do padrinho político, o senador Randolfe Rodrigues (PSol), que vai retomar a agenda republicana em Brasília. Clécio é vereador e arrisca o mandato no projeto.



“É melhor comprar passagem aérea com antecedência”

PRESIDENTE– O atual dirigente da Associação de Agências de Viagem (Abav-AP), empresário Elenilton Marques
Não tem jeito. Entra férias sai férias o sufoco no aeroporto de Macapá é sempre o mesmo, além de tarifas que dariam para fazer uma bela viagem internacional. Para tentar entender esse fenômeno corriqueiro e que ainda parece sem solução aparente, o jornalista Cleber Barbosa conversou ontem no rádio com o presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem no Amapá, a ABAV-AP, o empresário Elenilton Marques, que embora admita o problema, manifesta total impotência para o enfrentamento. Diante de suas limitações, o dirigente da ABAV aconcelha que para se livrar dos altos preços da temporada de férias, o melhor mesmo é programar com bastante antecedência a viagem dos sonhos, para que não vire um pesadelo. O funcionamento e os entraves dessa sistema o Diário do Amapá publica a seguir.

CLEBER BARBOSA
ESPECIAL PARA O DIÁRIO DO AMAPÁ

Diário do Amapá - O senhor esteve recentemente em Belém participando da Feira Internacional de Turismo da Amazônia, a tradicional FITA, como foi esse evento?
Elenilton Marques
- Exatamente, a gente na oportunidade dessa feira que fomos a convite da Secretaria de Turismo do Pará que mobilizou todos os presidentes [de Abav] dos Estados do Brasil para estar fazendo essa reunião e fortalecendo também o destino Pará, né? Durante esse encontro na Paratur nós pudemos alinhar nosso pensamento em razão da Amazônia. Foi muito produtivo porque a gente está começando a pensar essa organização da Amazônia, pois a gente já observa isso no Nordeste, com muita força, assim como o Sul do Brasil, trabalhando sempre junto, pois a gente percebe que trabalhar assim faz toda a diferença hoje.

Diário - E a associação das agências de viagem está puxando essa discussão?
Elenilton
- Isso, a Abav [Associação Brasileira de Agências de Viagem] como uma entidade que tem toda essa entrada, presente em todos os Estado do Norte e do Brasil todo, tem a intenção de criar e divulgar melhor esse nosso destino, que é a Amazônia. Sabemos que é rica, sabemos dos nossos potenciais, mas precisamos nos organizar, nós como Abav, com as secretarias de Turismo dos Estados, os Conventions [Convention & Visitors Bureau], as associações, enfim, para trabalharmos juntos e com mais força para poder divulgar.

Diário - Então nessa linha de raciocínio significa dizer que deve-se evitar aquela coisa de cada um puxar a brasa para sua sardinha, remar para um lado, enfim, a idéia é defender roteiros casados, de modo a atrair o turista a visitar não apenas um, mais vários estados vizinhos?
Elenilton
- Exatamente, a gente sempre teve essa idéia de desenvolver roteiros integrados daí é importante saber dos nossos potenciais para que a gente possa estar discutindo com esses parceiros, por isso a gente leva sempre o que há de melhor no Amapá, daí estarmos batendo muito forte na questão do nosso Equinócio. A gente tem divulgado bastante o Equinócio, conversamos especialmente com a presidente da Abav do Pará que vai tentar apoiar a Secretaria de Turismo a divulgar o nosso evento, pois a gente tem que escolher um evento âncora que a gente possa trabalhar todos os anos e fazer a diferença, mostrar uma marca nossa para o Brasil e para o mundo.

Diário - E a marca é Meio do Mundo, essa localização única que o Amapá possui?
Elenilton
- Isso mesmo, estar no meio do mundo, esse é o diferencial.

Diário - Presidente, em uma reunião como essa, com outros dirigentes da Abav nos estados é uma boa oportunidade para a troca de experiências, mas também para falar dos problemas comuns. Esse drama que os amapaenses vivem a cada mês de férias, com a pouca oferta de vôos e tarifas muito altas praticadas pelas duas únicas companhias aéreas acontece em outros estados amazônicos?
Elenilton
- Com certeza. Essa é a grande discussão que a gente tem levado para os outros estados e que a gente também quer trazer para o Amapá, pois a gente observa que todo período de alta estação a gente fica nesse gargalo que é o nosso transporte aéreo. A gente tem que saber por que só temos duas companhias áreas operando aqui e por que essas duas empresas não têm mais vôos, entendeu? Queremos identificar então o que é necessário para a nossa Amazônia, foi esse o principal debate travado por ocasião da FITA em Belém e que queremos trazer para cá durante o evento Amazontec, em novembro. A gente propôs junto com a Secretaria de Turismo que a gente discutisse durante esse encontro a criação de uma tarifa verde para a Amazônia, uma tarifa que fosse mais em conta porque a gente observa que nos grandes centros como na Ponte Aérea Rio-São Paulo você paga R$ 69 e por que aqui a gente tem um trecho tão pequeno como Macapá-Belém pagando tarifas tão caras, superiores a R$ 1 mil?

Diário - Mas o gargalo é mesmo nesse fim de rota estabelecido entre Belém e Macapá. A entrada de uma companhia aérea regional não poderia amenizar esse problema presidente?
Elenilton
- Poderia sim amenizar. A gente recentemente manteve contato com a Trip [companhia aérea] que sinalizou no sentido de poder estar colocando esse vôo, inclusive já disponibilizou as tarifas.

Diário - Essa companhia já opera até Belém, não é mesmo?
Elenilton
- Isso, já opera até Belém. Além disso, a gente acha fundamental a entrada da Trip porque ela está se concatenando junto com a Azul [outra companhia], estão fechando parcerias.

Diário - Elas se fundiram comercialmente, não é isso?
Elenilton
- Exatamente. Uma fusão. Por isso eu dizia ser importante a entrada da Trip aqui porque era mais uma concorrência, maior oferta de vôos, uma melhora para a gente aqui no Amapá.

Diário - Bem, mas enquanto isso não acontece o que dá para fazer presidente? Dê uma dica para os passageiros. Comprar passagens com antecedência ainda é a melhor receita, como programas a viagem de férias seis meses antes?
Elenilton
- Sim, com certeza. A gente sempre está aconselhando os nossos clientes que compre antecipado, com trinta, sessenta dias. Se você quer uma tarifa melhor procure os dias de terças e quartas-feiras, que são menos procurados, com retornos aos sábados, assim como os vôos noturnos, que ficam um pouco mais em conta.

Diário - E essa história de que as tarifas vão aumentando à medida da ocupação das aeronaves?
Elenilton
- Funciona assim, as tarifas são divididas por classes, tem uma super-barata, uma promocional, depois acabando essas classes de tarifas mais promocionais vão praticando as tarifas mais caras até chegar à Y [yankee] que você paga mais de R$ 1 mil [para Belém, por exemplo].

Diário - Ainda assim fica uma baita interrogação na cabeça do passageiro já que hoje se defende tanto a transparência, o acesso à informação, isso das tarifas aéreas é uma caixa-preta mesmo, quem garante que já foram vendidas todas aquelas tarifas com preço menor heim?
Elenilton
- Exatamente, é um disparate. Essa briga talvez possa melhorar com a entrada da Trip/Azul porque ela não tem uma diferença tão grande entre a menor tarifa e a tarifa mais cara. Isso talvez possa melhorar essa disputa aqui onde as diferenças são enormes. Por exemplo, você chega a pagar R$ 180 por uma passagem de ida e volta para Belém comprando com antecedência e se deixar para última hora chega a pagar R$ 1,3 mil.

Diário - Uma última questão presidente, aqui as duas únicas companhias aéreas a TAM e a GOL, possuem apenas três vôos diários, mas elas praticamente o fazem no mesmo horário e ainda levam os passageiros a disputar a única esteira para despacho da bagagem. Por que isso ocorre?
Elenilton
- Esse é outro grande questionamento que a gente tem feito também. A gente acha que é uma questão comercial, de estarem chegando próximas, por estarem brigando por horário, então elas colocam um vôo muito próximo do outro. Se uma oferece uma tarifa nesse intervalo a outra também quer, ou seja, elas fazem essa disputa nesse sentido.

Diário - E o passageiro é quem sai penalizado.
Elenilton
- Infelizmente.

Perfil

O empresário Elenilton Marques da Silva nasceu em Tucuruí (PA) mas mudou-se ainda pequeno para Macapá (AP). Tem 33 anos de idade, possui bacharelado e licenciatura em Geografia, pela Universidade Federal do Amapá (Unifap) e especialização em Geoprocessamento, pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA-AP). Ingressou por concurso público na Eletrobras, estando lotado nas Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte). Abriu, há dez anos, junto com sua família a Poroc Turismo, uma conceituada agência de viagens de Macapá. Assumiu em novembro do ano passado a presidência da Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav-AP).

Coluna Argumentos, sábado, dia 30 de junho de 2012.

Informações

Na próxima segunda-feira a presidente da CPI da Amprev, deputada Roseli Matos (DEM), vai ler resumidamente na sessão ordinária o pré-relatório da Comissão.  O pré-relatório integral será entregue ao relator da comissão, deputado Charles Marques (PSDC), durante a sessão da CPI que acontecerá após o encerramento da sessão ordinária.

Coisa séria

Já vi muita gente torcer o nariz quando algum padre decide falar de política a seus paroquianos. Pois a Igreja trata isso tão sério que promove amanhã o encontro “Cidadania para a democracia” visando a formação sobre as eleições municipais 2012. Será realizado pelo Conselho Dioceseno de Leigos e Leigas da Diocese de Macapá (CDL).

Avanço

Ainda a respeito da nota anterior, algumas igrejas evangélicas também tratam de política partidária de modo muito consistente. Há casos inclusive em que os pastores promovem consultas aos fiéis para saber sobre quais os nomes de candidatos que cada denominação vai apoiar. Isso quando não lançam seus próprios.

O alvo – O atual prefeito de Macapá, Roberto Góes (foto) é o alvo a ser batido nas eleições deste ano por aqui, claro. Ele ocilou picos de popularidade e aprovação com a assombroso episódio da prisão, em 2010, a poucos do Natal. Certamente a mais emblemática figura pública desta disputa pelo voto popular.

Arraiá

Os militares do Exército Brasileiro em Macapá arrumaram uma forma de encaixar uma festa de São João no apertado calendário. Mas para isso tiveram que batizar a brincadeira de “Festa Julina”, pois terá que ocorrer em julho, mais precisamente nos dias 6 e 7. Será no clube Toca da Onça e aberto à sociedade a partir da doeção de 1 kg de alimento não perecível.

Viagem

Uma comitiva formada por dirigentes do Sebrae-AP e técnicos do Estado desembarca neste domingo em Caiena e depois em Paramaribo, capitais da Guiana Francesa e do Suriname, respectivamente, para apresentação do Amazontech, o maior evento da Região Norte que proporciona desenvolvimento a partir da tecnologia instalada na região. Missão importante.

Definições

Ficou mesmo para a última hora a realização das convenções partidárias visando a sucessão municipal no Amapá. Alguns municípios já definiram o jogo, mas a disputa pela maior das Prefeituras, a de Macapá, começa a ganhar corpo neste fim de semana. Depois de ter tido pelo menos 14 pré-candidatos, a briga pelo voto do eleitor da Capital deve ficar com só cinco.

Brecha

Tem um detalhe que apenas os mais antenados conseguiram identificar, desde a eleição passada. É que devido a preocupação com o equilíbrio da disputa, a Justiça Eleitoral proíbe entrevistas isoladas com os candidatos, lembra? Espaços iguais e tudo mais. Só que candidato mesmo só existe após os registro homologado pelo TRE. Então após a convenção ainda dá para falar gente!

Câmara dos Deputados aumenta verba de gabinete a partir de julho


Marco Maia, presidente da Câmara: 'Podem dar a manchete em letras garrafais'
Marco Maia, presidente da Câmara: 'Podem dar a manchete em letras garrafais' 
(Givaldo Barbosa/Agência O Globo)
A três meses das eleições municipais, a Câmara vai reajustar a verba de gabinete – usada pelos deputados para pagar salários de secretários parlamentares contratados para os chamados cargos de confiança, que não passam por concurso. O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS). Ele não informou o valor do reajuste, mas a expectativa é que, a partir de 1º de julho, o aumento seja de 25% – o que elevaria o valor dos atuais 60 mil reais para 75 mil reais para cada parlamentar.
Com a verba, cada deputado pode contratar até 25 assessores para trabalhar em seus gabinetes ou em suas bases eleitorais. A Câmara tem cerca de 10.200 secretários parlamentares, como são conhecidos os assessores. Muitos deles prestam serviço para o deputado nos estados, sem a necessidade de comprovar presença na Câmara.

A promessa do presidente da Câmara de aumentar a verba destinada ao pagamento de funcionários dos gabinetes é antiga. "Deem a manchete com letras garrafais: a Câmara vai conceder reajuste para os servidores dos gabinetes. Já disse isso lá atrás", afirmou Maia.
Ele argumenta que esses profissionais têm os salários mais baixos e estão sem reajuste há quase cinco anos. Atualmente, os salários dos assessores de gabinete podem chegar a R$ 8.040,00, considerando as gratificações. Sem elas, a maior remuneração é de R$ 4.020,00.
Maia condicionava o aumento à previsão orçamentária para isso, mas informou que já há recurso disponível. "Já vi, inclusive, que a presidente Dilma (Rousseff), atendendo a um pedido feito por nós, lá no final do ano passado, concedeu um crédito para folha de pagamento de R$ 150 milhões para esse reajuste", disse o presidente da Câmara.
Além da verba de gabinete, cada parlamentar tem direito a uma cota mensal para gastar com despesas de seus escritórios políticos nos estados, passagens aéreas, alimentação e demais gastos considerados para o exercício do mandato. Os salários de deputados e senadores é de R$ 26,7 mil. Aqueles que não moram em apartamento funcional ainda recebem auxílio-moradia no valor de R$ 3 mil.
(Com Agência Estado)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Ministro do STF libera processo do mensalão na última hora

STF / Divulgação
Ricardo Lewandowski terminou a revisão do processo do mensalão e caso deve mesmo começar a ser julgado em agosto
 Wilson Lima - iG Brasília

O ministro Ricardo Lewandowski terminou no início da tarde desta terça-feira (26) a revisão do processo do mensalão. Com isso, espera-se apenas a confirmação do início do julgamento que deve ser publicado por meio de Diário da Justiça Eletrônico (Dje) extraordinário nesta terça-feira. O julgamento do mensalão está previamente marcado para o dia 1º de agosto. Com a entrega da revisão do processo nesta terça, devem ser cumpridos todos os prazos regimentais, garantindo o início do julgamento do mensalão no retorno do recesso do Poder Judiciário.

Desde o final de semana, especulou-se que poderia haver atrasos caso o ministro Ricardo Lewandowski não terminasse a sua revisão até esta terça-feira. Pelo art. 83 do regimento interno do Supremo, os julgamentos precisam ser marcados com, pelo menos, 48 horas de antecedência. A entrega do voto do ministro-revisor, entretanto, não acaba com os problemas relacionados ao mensalão. Agora, com a possibilidade de publicidade da data de julgamento por meio de Diário de Justiça Eletrônico extraordinário, advogados dos réus podem entrar com petições contra o processo alegando que o STF criou situação de excepcionalidade na análise da ação penal 470.

A decisão de publicar a pauta de julgamento no dia 1º de agosto caberá ao presidente do Supremo, Ayres Britto. No entanto, também existe a possibilidade da pauta de julgamento ser publicada na quarta-feira, o que faria com que o julgamento do mensalão sofresse um dia de atraso, começando no dia 2 de agosto. “É o voto revisor mais curto da história do Supremo Tribunal Federal. A média para um réu é seis meses. Fiz das tripas coração para respeitar o estabelecido pela Suprema Corte”, declarou o ministro-revisor.

Conforme o iG revelou nesta terça-feira, durante dois meses Lewandowski fez uma espécie de “força-tarefa” para evitar atrasos no julgamento, previamente marcado para o dia 1º de agosto. Primeiro, ele antecipou em um ano sua saída do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Depois trabalhou mais de 15 horas, até mesmo em viagens de avião e colocou todo o seu corpo de assessores no caso. Ele começou a análise do processo no final do ano passado, após o término do relatório do ministro-relator Joaquim Barbosa. O voto do ministro-revisor é um contraponto da decisão do ministro-relator. Lewandowski não informou qual é o tamanho do seu voto.

A decisão do ministro-relator tem aproximadamente mil páginas. Com a entrega do processo pelo ministro-revisor também aumentam as chances de participação do ministro Cézar Peluso, que vai se aposentar no início de agosto. Mesmo se o julgamento do mensalão atrasar em um dia, ainda assim haverá tempo para que ele antecipe o seu voto antes de sua aposentadoria, prevista para o início de setembro.

Leia mais: Ministro correu contra o tempo para evitar atraso no julgamento do mensalão

Coluna Argumentos, quarta-feira, dia 27 de junho de 2012.

Não há vagas

Quem programou a viagem de férias e comprou suas passagens com antecedência, deu-se bem. Na verdade ganhou duas vezes, ao garantir o embarque e economizar nas tarifas. Quem está tentando viajar neste começo de temporada está enfrentando muito estresse e pagando muito caro pela passagem. Uma companhia regional cairia bem.

Fila pra tudo

Já que o assunto é viagem de férias vai aqui uma dica para quem ainda planeja ir neste Verão à Europa. Prefira o fim de agosto ou setembro. “Em julho as praias e restaurantes ficam lotados e muito caros”, é o que ensina o economista Carlos de Colón, amigo do colunista, além de ser useiro e vezeiro viajante ao Velho Continente.

Nas entrelinhas

Em que pese o desgaste da gestão, o próprio governador Camilo Capiberibe (PSB) deu a cara para bater no horário eleitoral de sua legenda, totalmente voltado para Macapá. Falando de asfalto e até semáforos, disse que pode ajudar a capital. Só que para isso quer eleger a comadre Cristina Almeida (PSB) para ser a prefeita.

Hora extra?

Noite de sexta-feira em Macapá, tamanha 22h, e a loja da Climacar ainda aberta e com intenso movimento de carros. Não, ninguém inventou um turno extra. É a nova mania dos jipeiros do Clube da Aventura, que reúnem a família, os carros e jogam o estresse semanal de lado. Valeu, Marcelo e Marly!

Mais dúvidas

Gente da copa e cozinha do ex-deputado Lucas Barreto (PTB) diz que ele está repensando o projeto de sair candidato a vereador. Na verdade , ninguém tem uma opinião formada por lá. Quem defende diz que ele se projetaria na Câmara, além de se viabilizar, claro. Quem é contra diz que em 2014 ele seria referendado pelo universo do eleitorado de um vereador.

Não é 100%

Embora o deputado Davi Alcolumbre (DEM) comemore a anunciada aliança com o PSDB e o PTB como reforço de sua coligação para disputar a sucessão municipal em Macapá, há rumores de que tucanos de bico longo devem fazer um boicote branco à chapa. Existe uma “mágoa” unilateral desde as eleições de 2010, quando estiveram em palanques opostos.

Com o partido

Ainda a respeito da nota anterior, pelo menos um dos mais tradicionais quadros do PSDB no Amapá confirma apoio a Davi Alcolumbre na disputa pela Prefeitura de Macapá. Exatamente alguém que já ocupou o trono do Palácio Laurindo Banha, o ex-senador Papaléo Paes. Na verdade, o apoio é “indireto”, pois disse que acatará as decisões da Executiva Nacional do partido.

Abatimento

A ala mais avessa à decisão da cúpula nacional do PSDB em apoiar o DEM em Macapá é composta pelos deputados Michel JK e Luiz Carlos. É que a pré-candidatura de Michel vinha sendo trabalhada havia tempos e as equipes técnicas trabalhando duro na formatação de uma proposta para os grandes problemas de Macapá. A decisão atropelou tudo. Nenhuma declaração, ainda.

Sarney diz que Brasil precisa modernizar suas leis penais




Depois de oito meses de trabalho, a Comissão de juristas criada pelo presidente Sarney para estudar a reforma do Código Penal, concluiu os trabalhos. O anteprojeto do Código tem cerca de 300 páginas e está organizado em mais de 500 artigos. O texto será entregue a Sarney numa solenidade nesta quarta-feira na presidência do Senado. A comissão presidida pelo ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça, tratou de vários temas polêmicos como a ampliação da possibilidade de aborto sugerindo novas hipóteses de prática legal para a interrupção da gravidez. A questão da droga também foi abordada como a legalização do porte para consumo pessoal em pequena quantidade. Crimes cibernéticos também passam a ter previsão no novo Código. Em entrevista ao Blog do Senado, o presidente do Senado, José Sarney lembrou que uma de suas iniciativas a frente da Casa tem sido propor no Congresso a revisão de várias leis brasileiras. Foi assim com o Código Civil, o Código de Processo Penal. Sarney lembrou o aumento brutal da violência no Brasil e disse que o país precisa ter leis consoantes com os problemas enfrentados pela sociedade. O presidente do Senado alertou que o Código Penal tem mais de 70 anos e entrou em vigor na Era Vargas. “Nós vamos ter no Brasil uma legislação muito moderna, espero que o Código seja aprovado com rapidez pelos senadores”, afirmou Sarney.

Coluna Argumentos, terça-feira, dia 26 de junho de 2012.

Didático

O presidente José Sarney afirmou que há um sentido “didático” na decisão do Brasil e demais países do Mercosul de suspender a participação do Paraguai no Mercosul até às próximas eleições presidenciais naquele país, em abril de 2013. A medida foi uma resposta ao impeachment do presidente Lugo. “Precisamos estar atentos”, disse Sarney.

Bondades

Ano eleitoral é bom para acelerar o Poder Executivo, já percebeu? Amigo (a), é um tal de arruma aqui, ajeita acolá e as coisas têm que sair. Nessa questão de habitação, por exemplo, havia décadas que uma casinha sequer era erguida no Amapá. Agora, governo e prefeitura fazem festa para moradia popular. Tomara que ganhe quem mereça, né TRE?

Por e-mail

A servidora do Tribunal de Justiça do Estado que foi acusada de participar de uma verdadeira quadrilha que tinha até falso oficial de Justiça tomando os carros de quem estava com o carnê atrasado resolveu falar. Mas foi por meio do correio eletrônico do Judiciário que ela falou aos colegas que vai poder provar sua inocência.


Audiência

A deputada Fátima Pelaes esteve reunida com o diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), general Jorge Ernesto Pinto Praxe, para discutir a situação dos catraeiros do Oiapoque. Ele prometeu estudar com sua equipe uma alternativa para os trabalhadores.

Discurso

O senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) condenou, em discurso veemente, a deposição do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, pelo Parlamento daquele país. Na avaliação de Randolfe, o julgamento conduzido por deputados e senadores paraguaios, realizado em apenas 36 horas, foi rápido demais e não respeitou o contraditório e a ampla defesa.

Constatação

Quer uma notícia ruim? A gasolina vai aumentar de preço. Quer uma notícia boa? O aumento é das refinarias para as distribuidoras e não deve chegar às bombas, ou seja, afetar o bolso do consumidor. Que bom! Agora, quer que eu te diga uma verdade? Não dá para acreditar nessa história, claro. Não que a notícia do aumento seja mentira, falo do repasse para a gente.

Abalrroado

O ex-senador Papaléo Paes (PSDB) tomou um grande susto ontem de manhã no trânsito de Macapá. O carro que ele dirigia foi violentamente atingido por outro veículo no cruzamento da Presidente Vargas com a Eliezer Levy. Mesmo não sendo o causador da batida, Papaléo, que é médico, foi imediatamente verificar a situação do outro motorista. Só danos materiais.

Sem vagas

O ex-deputado Manoel Mandi, atuante empresário e piloto off-road nas horas vagas, passou um perrengue daqueles ontem para conseguir viajar para a etapa da Bahia do Campeonato Brasileiro de Rally. Pegou “carona” em um monomotor até Belém e de lá esperava embarcar na companhia aérea Trip para Salvador. Esse caos aéreo para Macapá é um velho problema.

sábado, 16 de junho de 2012

Artigo de José Sarney: "Uma questão de humanidade"




Proteger o meio ambiente é uma antiga necessidade da Humanidade, em que está em jogo nada menos que sua sobrevivência. Os dados falam por si. Há poucos dias, o jornal francês Le Monde publicou um quadro sobre a quantidade de água sobre a Terra. Juntando-se toda a água potável numa única esfera projetada sobre o globo terrestre, ela aparece como uma pequena cabeça de alfinete. A imagem transmite, imediatamente, a ideia da fragilidade da vida, que da água é tão dependente. Em 1972, fiz o primeiro discurso no Parlamento brasileiro sobre ecologia, comentando a Conferência de Estocolmo e as graves revelações que pela primeira vez eram feitas num foro mundial. Avisava: “É a primeira tomada de posição da Humanidade, através dos Estados, sobre um problema que se tornou evidente com o avanço da era industrial. Os resultados parecem que foram muito pálidos”. Em 1975, num discurso que chamei de “O momento crítico da Humanidade”, falava sobre o papel dos legisladores: “Cabe a nós, legisladores, com base nas pesquisas, a adoção urgente de política interdependente que possa preservar o Homem, em sua integridade, por meio da preservação do seu habitat.” Foi com essa convicção já amadurecida que, quando presidente da República, criei o Programa Nossa Natureza, primeira operação em larga escala contra queimadas e desmatamentos na Amazônia, e o Ibama. Também fizemos gestões diplomáticas para que o país sediasse a conferência que acabou conhecida como Rio-92. O Brasil, assim, se colocou na vanguarda da luta pela preservação da natureza. Mas medidas propugnadas no Rio, como em Kyoto e outros foros, praticamente foram ignoradas pela violência de um modelo de crescimento econômico do qual vemos hoje a crise atingir como um choque toda a sociedade. A grave crise do meio ambiente deveria ter ainda maior repercussão, pois ela tem consequências a longo prazo que, repito, afetam a sobrevivência da Humanidade. O desafio da Rio+20 é encontrar o difícil consenso universal. Temos que ter a consciência de que é inviável um padrão de consumo que gasta acima da capacidade de renovação da Terra. Temos que acabar com a divisão entre os que têm em excesso e os que não têm nada. Temos que marchar para um modelo sustentável. A sustentabilidade não é uma palavra a mais, mas a chave de nosso futuro.


José Sarney é Presidente do Senado Federal