PUBLICIDADE

domingo, 10 de setembro de 2017

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, domingo, dia 10 de setembro de 2017.

Moreira
A operação de aeroportos deficitários exige manter a Infraero como empresa pública, afirma o ministro da Secretaria-Geral, Moreira Franco. Que já foi o titular da Secretaria Nacional de Aviação Civil, lembra? Pois é, ele concedeu uma entrevista esclarecedora.

Entrevista

Moreira falou ao jornal Valor Econômico, sobre o “pacotão” de privatizações que o governo federal lançou recentemente, incluindo o setor elétrico, as rodovias e, claro, os aeroportos.

Ver mais

Moreira diz ter convicção de que esse é o único caminho. “O fato de ser final de mandato não nos desobriga da responsabilidade que expressamos no programa Ponte para o Futuro”. A íntegra em conexaobrasilia.com.

Garimpo

A atividade de mineração na Amazônia está no centro do debate público. Garimeiros, por exemplo, entre 2008 e 2012 levaram o Ibama a desativar 81 garimpos ilegais que funcionavam na região Transamazônica.

Proposta

Na comissão de Minas e Energia da Câmara, o deputado Cabuçu (PMDB) aprovou, Projeto de Lei que cria o Fundo Nacional de Proteção para as Reservas de Garimpeiros, uma compensação à natureza.

Pecuária
Olha aí um dos convidados do nosso programa de rádio das manhãs de sábado. No Conexão Brasília de ontem o presidente da Acriap (Associação dos Criadores do Amapá), Jesus Pontes. Na pauta, os protocolos até o anúncio oficial de que a pecuária local já deu seu “xô aftosa”, nos livrando da doença do gado.

Renca

A procuradora da República Nicole Campos Costa recebeu representantes de comunidades tradicionais afetadas pela extinção da Renca. Ela é a titular, no Amapá, da Câmara do Ministério Público Federal que trata de questões relacionadas a comunidades tradicionais e povos indígenas.

Documento

A reunião foi uma solicitação do grupo, e teve como objetivo entregar ao Ministério Público Federal uma “carta aberta” com um posicionamento oficial sobre a extinção da Reserva Nacional do Cobre e seus Associados (Renca). Eles pedem apoio do órgão para evitar a extinção da reserva.

Brasília



Na carta, as comunidades revelam temor diante do impacto que a exploração mineral pode provocar aos recursos naturais e às famílias da região. Relatam ainda a existência de nove áreas de conservação dentro da Renca. O documento agora será enviado ao PGR, Janot.

“Podemos nunca mais ouvir o apito do trem entrando nas matas de Serra do Navio”

Ela é do tido “despachada”, daquelas que não costuma passar recido a quem pisa no seu calo. Mas ao mesmo tempo é uma apaixonada pela cidade que adotou e que a adotou. A ex-prefeira de Serra do Navio foi ao rádio ontem pedir ajuda para o lugar onde decidiu morar desde que foi convidada a instalar a primeira administração municipal, em 1992, quando o município foi criado. Reclama da falta de apoio para que o Iphan dê continuidade ao processo de restauração da antiga vila deixada pela mineradora Icomi e denuncia o estado de abandono da velha Estrada de Ferro do Amapá (EFA), que segundo ela está sendo dilapidada pela ação do tempo e também de larápios que retiram aos pedaços e a fogo de maçarico o metal dos trens. Ela falou ao jornalista Cleber Barbosa no programa Conexão Brasília na Diário FM.

Cleber Barbosa
Redação



Blog do Cleber – A senhora foi prefeita por dois mandatos em Serra do Navio, mas não nasceu lá não é?
Francimar Santos – Eu sempre falo que sou duas vezes amapaense, pois nasci no estado do Amapá e no município de Amapá, na velha Base Aérea. Depois vim para Macapá ainda pequena estudar e em 1992 fui para Serra do Navio na campanha do então candidato Zé Maria que foi eleito o primeiro prefeito de lá. Fui a primeira secretária de educação do município.

Blog – E depois entrou para a política partidária sendo eleita vereadora, adotando o nome parlamentar de Professora Francimar. 
Francimar – Sim, sempre. Pela formação e também por ter atuado lá desde a instalação do município, então o primeiro prefeito tinha que fazer tudo, o primeiro posto médico, a primeira escola, o primeiro quadro de funcionários, enfim, eram muitas tarefas para serem executadas. Foi um período de muito trabalho, mas que nos enche de orgulho falar hoje pois pudemos ajudar o companheiro Zé Maria, eleito à época pelo PT, nessa implantação. Fui lá para ficar um ano, mas aí me apaixonei pela Serra [do Navio] e nunca mais vim embora… [risos]

Blog – Mora lá até hoje?
Francimar – Sim, moro a mais de vinte anos, no Ramal do Cachaço, na beira do rio Amapari.

Blog – Nessa época o projeto era implantar um centro administrativo na zona rural, na Colônia da Água Branca, mas depois isso acabou se mostrando mais difícil e a sede do município foi transferida para a Vila de Serra do Navio. O que houve?
Francimar – Sim foi tudo para lá, inclusive o nome do município era Água Branca do Amapari. Mas em junho de 1993 houve uma votação aqui na Assembleia Legislativa para mudar para Serra do Navio, que era um nome mais conhecido até mundialmente. Era uma proposta, se não me engano, do então deputado Manoel Brasil, que foi aprovado. Mas a mudança era apenas do nome mas acabou mudando também a sede do município, o que até hoje traz consequências, pois foi levada para a Vila de Serra do Navio que era privada, não pertencia ao município, mas sim integrava a concessão federal feita à Icomi. Hoje admitimos que foi um erro essa mudança, pois se a sede tivesse ficado na colônia aquela comunidade hoje seria outra, muito mais desenvolvida. Além disso, a manutenção da vila de Serra do Navio, que a mineradora fazia, o município não teve mais condições de manter.

Blog – Muita gente não quer nem ouvir falar em proposta para se candidatar a prefeito de um município do interior. O que a senhora acha de quem pensa assim?
Francimar – Eu acho que na verdade não é medo de ser prefeito no interior, é falta de coragem de enfrentar os desafios. Mas quando você tem compromisso com o município, com aquela terra, você podendo contribuir tem que fazer, acho que é um dever de todo cidadão contribuir naquilo que pode com seu município. Se eu sou boa professora vou dar aula, se sou bom enfermeiro vou lá no posto e se sou um bom pedreiro vou lá ajudar a construir. Acho que tem que se colocar à disposição e arregaçar as mangas, mas que não está fácil não está, viu? Eu sempre brincava quando era prefeita nas reuniões dos outros gestores municipais que deveria ser muito bom ser prefeito na capital, porque é grande a cidade e a maioria dos cidadãos não sabe nem aonde o prefeito mora… [mais risos]

Blog – E no interior, todos sabem não é?
Francimar – Todos. Se morrer alguém de madrugada, a primeira porta que batem é a da casa do prefeito. Todo mundo sabe teu telefone, ligam pra você a qualquer hora e não tem essa história de secretária atender, dar recado. É o prefeito mesmo que atende.

Blog – Marcar hora na agenda…
Francimar – Nada, falam direto com o prefeito. Batem na porta, entram e ficam esperando pra falar com você. E isso pode ser na rua, no mercado, várias vezes eu estava fazendo compras e a pessoa chegava comigo dizendo que precisava falar com a gente e ali mesmo eu já despachava alguma providência, resolve na hora. É assim no interior… Eu acho isso bacana, sabia? As pessoas te tratam pelo nome, não tem aquela formalidade, excelência, prefeita, por aí… [risos]

Blog – E aquela história de que Serra do Navio é lugar de gente feliz? De onde surgiu esse slogan que a cidade adotou?
Francimar – É, tem uma placa na entrada da cidade com essa frase. Isso vem ainda dos tempos da Icomi, quando o nosso saudoso doutor Fernando Guimarães dizia essa frase sempre, até que mandou fazer uma faixa ou coisa parecida com essa afirmação. Quando eu assumi a prefeitura tinha um vereador chamado Geleia que sugeriu a instalação de um outdoor na entrada da cidade, então atendi o pedido do vereador e até hoje ninguém tirou mais a frase de lá, que é agora o slogan da cidade.

Blog – Mas é um lugar diferente mesmo, com aquele clima de montanha…
Francimar – Pois é, na verdade eu sempre defendi que Serra do Navio deveria ter um olhar diferente por parte do estado, pois somos a única cidade do Norte tombada como patrimônio histórico, urbanístico, étnico, ambiental do Amapá. Muita gente vê o tombamento pelo Iphan como algo ruim, mas não era pra ser assim, uma falta de entendimento com algumas pessoas dizendo que foi no meu governo, mas não foi, peguei o bonde andando, apenas dei continuidade pois observo que é um meio até de conseguir recursos para a cidade, para movimentar a toda a economia do município.

Blog – Como está esse processo hoje, pois há algum tempo o Iphan se instalou lá para iniciar a restauração do antigo cinema?
Francimar – Começou e não terminou. As pessoas acabaram forçando a reabertura daquilo como ginásio e estão voltando a usar. Eu acho que na verdade o Iphan sentiu o desinteresse do estado na época, pois o tombamento da Serra é para o estado e não para o município.

Blog – Nessa questão do apelo turístico da Serra do Navio há quem aposte no valor que tem a Estrada de Ferro. Como está a ferrovia?
Francimar – Ah, isso a gente vê com muita tristeza ver o nosso trem ser dilapidado, estão levando até os trilhos da nossa estrada de ferro e ninguém está fazendo nada. Há mais de dois anos que aqueles vagões estão parados ali próximo a Porto Grande, pegando sol e chuva. Tive a informação que estão tirando pedaços do metal com maçarico, o que é um absurdo. Estão acabando com a nossa história e com um potencial grande que a gente tem que é a nossa Estrada de Ferro do Amapá. É preciso que se tome uma providência, fico até com o coração apertado falando essas coisas e saber que a gente pode daqui a algum tempo não ter mais o apito do trem sendo ouvido dentro daquelas matas, uma das atrações da região com as viagens de trem para a Serra do Navio.

Perfil…

Entrevistada. Francimar Pereira da Silva Santos, tem 58 anos de idade, é casada e mãe de uma filha e avó de um neto. Nasceu no município de Amapá, ma Base Aérea, e mudou-se depois para Macapá onde formou-se no curso do Magistério pelo antigo Instituto de Educação do Território do Amapá (IETA); lecionou em municípios do interior, como servidora pública federal; depois licenciou-se em História pela Universidade Federal do Pará (UFPA); mudou-se em 1992 para Serra do Navio, onde foi secretária de educação (1994), vereadora (2000) e prefeita por dois mandatos (2004 e 2008). Retornou à sala de aula assim que deixou o mandato de prefeita e em 2015 assumiu a direção da Escola Estadual Sete de Setembro, na zona rural, onde está lotada.

AGRONEGÓCIO | Embrapa oferta seminário com atualizações sobre pecuária integrada


A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e o Sistema Plantio Direto (SPD) são as tecnologias sustentáveis de produção agrícola em destaque no seminário “Sistemas Integrados de Produção para Pecuária no Amapá”, a ser realizado no próximo dia 14/9, no auditório Marabaixo, da Embrapa Amapá. O evento é gratuito, aberto à participação de produtores, extensionistas rurais, técnicos de instituições de fomento e demais interessados nas questões relacionadas a este segmento da economia. As inscrições serão feitas no dia do evento.
Pela manhã, a programação consta de palestras apresentando os arranjos e resultados de produções em sistema ILPF nas diversas regiões do Brasil, aspectos do SPD e também uma abordagem sobre o papel do sistema ILPF como ferramenta para otimizar a produção animal. No período da tarde, os participantes ficarão por dentro de técnicas de cria e recria intensiva para melhorar a rentabilidade da pecuária de corte, e também de estratégias alimentares de bovídeos em pasto, incluindo aplicações e estimativas de resultados.
O seminário “Sistemas Integrados de Produção para a Pecuária no Amapá” é realizado pela Embrapa Amapá em parceria com a Associação dos Criadores do Amapá (Acriap) e Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Estado do Amapá (Diagro). Os objetivos do evento são demonstrar as potencialidades para a adoção de sistemas integrados de produção para a pecuária no Amapá, e compartilhar experiências entre a pesquisa e o setor produtivo sobre boas práticas em sistemas integrados de produção (ILPF e SPD).  A criação de búfalos, também denominada bubalinocultura, tem destaque no Amapá. A estimativa é de 326 mil cabeças, colocando o estado na posição de segundo maior rebanho do país, atrás apenas do Pará. Segundo a Acriap, o Amapá reúne 2,2 mil criadores de búfalos concentrados principalmente nos municípios de Cutias do Araguari, Amapá, Pracuuba e Mazagão.

Tecnologias sustentáveis para produção agropecuária
Os sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e o Sistema Plantio Direto (SPD), pesquisados pela Embrapa, estão entre as tecnologias de produção sustentáveis preconizadas pelo Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), que incentiva a adoção de soluções tecnológicas que contribuam com a redução do efeito estufa e melhorem a renda dos produtores. De acordo com o material informativo do seminário, a necessidade de preservar o ambiente e, simultaneamente, intensificar a produção agropecuária estimulou a pesquisa a gerar tecnologias para produções eficientes e com baixo impacto aos ecossistemas. Realizado na mesma semana da abertura da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa (doença infecciosa causada por vírus), o evento representa uma oportunidade para a Embrapa e a Acriap compartilhar informações de resultados de pesquisas com os produtores e técnicos visando contribuir para o desenvolvimento econômico, ambiental e social sustentável do Estado do Amapá. Os organizadores destacam que o sucesso na produção pecuária está diretamente vinculado à nutrição, sanidade e conforto animal. Vários benefícios podem ser disponibilizados pelos sistemas integrados de produção com ruminantes, como otimização de insumos na formação de pastagem; minimização da compactação do solo; utilização de cercas vivas; suplementação proteica para os animais; aumento da qualidade da forragem; aumento no consumo de forragem; bem-estar animal e maior ganho de peso.

Programação
8h – 8h15
Abertura
8h15 – 10h15  - Sistema ILPF no Brasil
Dr. João Kluthcouski – Embrapa Arroz e Feijão, Goiânia, GO
10h15 Intervalo
10h30 -  Aspectos de produção em Sistema de Plantio Direto (SPD)
Dr. Luis Wagner Rodrigues Alves – Embrapa Amapá
11h15 -  Sistema ILPF como ferramenta para a produção animal
Dra. Ana Elisa Alvim Dias Montagner – Embrapa Amapá
12h Intervalo
14h - Cria e recria intensiva como ferramentas para aumentar a rentabilidade da pecuária de corte.
Dr. Cristian Faturi  - Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), Belém, PA
15h15 Intervalo
15h30 -  Estratégias alimentares de bovídeos em pasto: aplicações e resultados
Dr. Cristian Faturi  - Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), Belém, PA
17h  Debate

RENCA: Procuradores recebem representantes de comunidades tradicionais da região

A Procuradora da República Nicole Campos Costa recebeu, no início da semana, representantes de comunidades tradicionais afetadas pela extinção da Renca. Ela é a titular, no Amapá, da Câmara do Ministério Público Federal que trata de questões relacionadas a comunidades tradicionais e povos indígenas. A reunião, solicitada pelo grupo, teve como objetivo entregar ao MPF/AP carta aberta sobre a extinção da Reserva Nacional do Cobre e seus Associados (Renca). Eles pedem apoio do órgão para evitar a extinção da reserva.
Na carta, as comunidades revelam temor diante do impacto que a exploração mineral pode provocar aos recursos naturais e às famílias da região. Relatam a existência de nove áreas de conservação dentro da Renca. Criticam o decreto presidencial e acusam o presidente da República de desconhecer a população amazônica. “Acha que não temos a capacidade de participar na construção de políticas públicas para a Amazônia, ou seja, um total desrespeito com as populações que habitam a floresta”, lamentam.
Os representantes defendem políticas de desenvolvimento econômico na Amazônia, desde que sejam sustentáveis. Também se manifestam favoráveis à mineração, “porém com tecnologias sustentáveis, de forma legal, fora do contexto de áreas protegidas”.
Em um trecho da carta, eles se queixam do tratamento dispensado aos amazônidas. “Teorizam por nós, legislam por nós, judicializam, governam, e usam a mídia em nome do povo da floresta. Mas nos tratam de forma ilegítima como incapazes. Nos falam da riqueza que temos, e sabemos, porque dela vivemos, mas nos empobrecem com políticas públicas inadequadas às nossas reais necessidades”, repudiam.


O documento será enviado à Procuradoria-Geral da República e ao Ofício que trata de matérias de Meio Ambiente no MPF/AP, responsável pela ação judicial que pede a anulação do decreto de extinção da Renca. Na terça-feira, (5), a Justiça acatou pedido de liminar do órgão para suspender os efeitos do Decreto nº 1.947/2017.

sábado, 9 de setembro de 2017

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, sábado, dia 09 de setembro de 2017.


Língua

Profissionais da saúde da rede estadual iniciaram curso de francês para agilizar a comunicação com entidades e equipes da Guiana Francesa. Capacitação terá duração de um ano com dois órgãos estratégicos: a Sesa e Centro de Cultura Franco Amapaense.

Barreira

De acordo com a presidente do Comitê Gestor Estadual de Saúde na Fronteira, Silvia Maués, os trabalhos em cooperação com entidades da Guiana Francesa se tornam complicados pelo obstáculo da comunicação.

Campanha

Placas informativas sobre o bullying deverão ser afixadas em escolas da rede pública e privada. É o que prevê um projeto de lei de autoria da deputada estadual Marilia Góes (PDT), que visa combater essa prática.

Prevenção

Cada escola deverá ter no mínimo uma placa alertando sobre os perigos do bullying e o que provoca na vítima, como déficit de concentração, aprendizagem, baixa autoestima, transtornos, fobias e até depressão.

O tom

Marília, que é delegada de polícia: “ Bullying não é brincadeira. É um assunto que precisa ser discutido com a participação de todos e combatido. É na escola onde ocorrem as primeiras interações sociais”.

Árvore
A Praça da Samaúma, tornou-se uma opção de cultura, lazer e entretenimento com segurança para as famílias de Macapá. Com esse objetivo, a Procuradoria-Geral de Justiça em parceria com a Prefeitura de Macapá, iniciam o projeto “Luau na Samaúma”, que reuniu gente de todas as idades ontem à tarde.

Jari

Agentes financeiros e empresários marcaram presença no Seminário de Crédito promovido pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amapá (Sebrae) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Evento foi no Sebrae de Laranjal do Jari, no sul do estado.

Ajuda

Durante o encontro, o gerente do BNDES apresentou produtos e linhas de crédito diferenciadas voltadas às Micro e Pequenas Empresas, entre elas, BNDES Finame, BNDES Automático, Cartão BNDES e BNDES MPME Inovadora.O João Alvarenga, superintendente do Sebrae, se disse muito satisfeito.

Mercado

“Nossa intenção é que após este momento os empresários possam negociar o apoio financeiro diretamente com os agentes operadores dos recursos do BNDES no Amapá, que são Banco do Brasil, Caixa, Banco da Amazônia e bancos particulares”, diz Mário Miranda, do BNDES.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

ENTREVISTA | Ministro Moreira Franco: ‘É preciso ter uma estatal de aeroportos’

Por Daniel Rittner e Raymundo Costa (Valor Econômico)

A operação de aeroportos deficitários exige manter a Infraero como empresa pública, afirma o ministro da Secretaria- Geral, Moreira Franco. Para garantir sua sustentabilidade, ele garante que a estatal ficará com os recursos provenientes da venda de participação acionária de 49% nos terminais concedidos à iniciativa privada pelo governo anterior.
À frente do pacote de ativos recém-anunciado, o ministro defendeu a privatização da Eletrobras e disse que a Casa da Moeda enfrenta um problema estrutural: o uso cada vez mais diminuto de cédulas de dinheiro para fazer pagamentos. Segundo ele, os Correios padecem do mesmo dilema, mas não havia estudos suficientemente apurados para incluir a companhia postal no “pacotão”.
Moreira procurou ainda tranquilizar as concessionárias de rodovias leiloadas entre 2013 e 2014 que esperam a publicação de medida provisória para renegociar prazos de duplicação – o prazo original, de cinco anos, mostrou-se inviável. Leia os principais trechos da entrevista:

Valor: Um pacote tão ambicioso de privatizações não é exagero para o tempo que resta de governo?
Moreira Franco: Temos a convicção de que esse é o único caminho. O fato de ser final de mandato não nos desobriga da responsabilidade que expressamos antecipadamente no programa “Ponte para o Futuro”. Até o último dia de governo temos obrigações idênticas às do primeiro. Não se está discutindo um ativo específico, mas o conceito. Trata-se de um debate antigo e que vem evoluindo de governo a governo. A primeira medida provisória assinada pelo presidente Temer [criando o Programa de Parcerias de Investimentos] decorre da constatação de que não havia, como nas administrações anteriores, a hipótese de trabalharmos com a alternativa das parcerias público-privadas. Recebemos uma situação fiscal que nos impede de pensar em investimentos estatais. Existe espaço agora para apenas um P, de privado. Isso nos leva inexoravelmente às privatizações e às concessões.

Valor: Um dos problemas é que há grande concentração dos leilões anunciados entre julho e setembro de 2018, às vésperas das eleições presidenciais, e o ambiente político pode contaminar os certames.
Moreira: O cronograma tem sido cumprido para todos os ativos anunciados até agora. Não se pode romper a ordem natural das coisas. Você está querendo inibir o mandato de um presidente por suposições de natureza ideológica ou política. O programa foi exaustivamente debatido antes mesmo de o presidente Temer ter se tornado presidente. É um fato único. Não estamos inventando nada. Estamos cumprindo rigorosamente o que está no “Ponte para o Futuro”. É a única alternativa para tirar a economia brasileira de uma crise monumental. O caminho que estamos percorrendo é correto e vai garantir qualidade na prestação de serviços, preços e melhorias logísticas.

Valor: A inclusão de Congonhas sugeriu um viés arrecadatório no último pacote e coloca em risco de insustentabilidade financeira a Infraero. Por que concedê­lo?
Moreira: Congonhas é uma discussão nova. Desde os meus tempos de Secretaria de Aviação Civil [foi ministro do governo Dilma] as pessoas me perguntavam quando haveria o leilão de Congonhas. A motivação não é fiscal. Sua inclusão ocorre pela necessidade de reorganizar o sistema aeroportuário, dando eficiência, qualidade e custos operacionais mais baixos, replicando a experiência que já foi constatada nos aeroportos internacionais.

Valor: Mas o aeroporto de Congonhas é, de longe, o ativo mais rentável da Infraero. Como ela fará para continuar operando o restante da rede? Como vai ter dinheiro para bancar a operação de Teresina, Campo Grande ou Foz do Iguaçu?
Moreira: Nós temos uma estratégia. Vamos acabar com a participação de 49% da Infraero em vários aeroportos privados. Essa participação exigiu transferências do Tesouro porque ela própria não tinha dinheiro para isso. Com a venda dos 49%, a Infraero ficará com um volume de recursos suficiente para continuar com suas operações. Mas é fundamental promover mudanças internas grandes. Suas dificuldades financeiras não vêm de agora.

Valor: A Infraero também pode ser privatizada? Ter uma abertura de capital, por exemplo, em que a União ficaria como minoritária?
Moreira: Essa discussão está sendo conduzida pelo Ministério dos Transportes.

Valor: Qual é a sua opinião?
Moreira: É preciso ter uma empresa pública para cuidar dos aeroportos que não são rentáveis. Privatizando a Infraero, perderíamos isso. Há um conjunto de aeroportos – e no Brasil, por sua extensão territorial, esse conjunto não é pequeno – deficitários. Mas eles são fundamentais para a segurança, conforto, bem-estar, mobilidade da população. Para cuidar de aeroportos na Amazônia Legal, onde quase a totalidade gera prejuízo, você precisa de uma empresa pública. As distâncias lá se medem por dias de barco ou horas de vôo. A Amazônia precisa ter aeroportos funcionando. Mas o custo da operação precisa ser declarado explicitamente. Temos que exercitar a verdade fiscal no Brasil. Subsídio não pode ser uma ferramenta sem origem. Tem que constar do orçamento explicitamente. Não com a nebulosidade em que vivemos até agora.

Valor: A privatização da Eletrobras tem despertado reações contrárias de parte da base aliada no Congresso e de governadores do Nordeste. Não será difícil avançar nesse processo, não apenas com a Eletrobras, mas também com estatais como a Casa da Moeda?
Moreira: As experiências da Embraer e da Telebras foram extremamente positivas. Não tenho dúvidas de que vamos repetir a experiência. O setor elétrico tem deficiências evidentes, sistematicamente entra em colapso. Com o crescimento da economia, a demanda por energia será grande e precisamos ter capacidade de abastecimento. É absurdo depender de térmicas para manter o sistema funcionando. Com relação à Casa da Moeda, há um problema estrutural. O core business dela está em extinção. Ela produzia mais de três milhões de cédulas por ano. Agora produz um milhão e pouco. Não tem cabimento manter esse tipo de operação só por preconceito. O mesmo raciocínio se aplica aos Correios, mas não levamos adiante [a privatização] porque é necessário fazer mais estudos. Ninguém mais envia carta ou telegrama. A atividade postal está definhando, mas poderiam estar desempenhando muito bem a tarefa logística. O comércio eletrônico cresce. No entanto, a responsabilidade fez com que não colocássemos os Correios na lista porque não havia tempo hábil para um estudo mais apurado. Nos ativos que estamos oferecendo, os estudos foram bem estruturados. Conseguimos restabelecer previsibilidade e um calendário gregoriano.

Valor: No caso da Eletrobras, a Aneel alerta para um aumento de até 16,7% nas contas de luz e o governo pode ficar sem instrumentos para tirar do papel projetos de grande porte, como Belo Monte…
Moreira: E sabe qual foi o prejuízo ao erário por essa brincadeira? Quebraram a Eletrobras. Pergunte aos fundos de pensão que investiram nos projetos. Quanto à tarifa, eu acredito no ministro Fernando Coelho e não é isso o que ele diz [o Ministério de Minas e Energia prevê aumento das tarifas de, no máximo, 7%].

Valor: O senhor tem indicações do apetite do mercado? Os leilões vão render ágio para o governo?
Moreira: Todos os ativos oferecidos partem de experiências bem sucedidas, com ambiente regulatório saudável, nível de transparência altamente cuidadoso, ambiente concorrencial, uma nova modelagem de financiamento. Mas não tenho a menor vocação para Mãe Dinah. Se tiver [ágio], ótimo.

Valor: Operadoras de rodovias concedidas no governo anterior reclamam da demora na publicação de uma medida provisória que permita maior prazo para obras de duplicação e reequilibre os contratos.
Moreira: A MP está para sair. Nós nunca dissemos alguma coisa que não tenha ocorrido. Pode ter demorado mais ou demorado menos, mas estamos muito militantes em uma solução que atenda ao Tribunal de Contas da União (TCU), às regras de segurança jurídica e à viabilidade dos contratos.

MINERAÇÃO | Deputado propõe política de compensação ambiental para garimpeiros

A atividade de mineração na Floresta Amazônica ficou no centro do debate público nas últimas semanas. Nesse contexto, entre 2008 e 2012 o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) desativou 81 garimpos ilegais que funcionavam no norte de Mato Grosso, no sul do Pará e no Amazonas, na região Transamazônica. Em maio de 2017 uma vistoria do Instituto do Meio Ambiente e Ordenamento Territorial do Amapá (Imap), do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Estadual de Florestas (IEF) identificou um garimpo clandestino na comunidade do Tucano II, próximo à aldeia Indígena Wajãpi, no município de Pedra Branca do Amapari, a 183 quilômetros de Macapá. O ministério de Minas e Energia disse, em agosto, ter conhecimento de 28 pistas de pousos clandestinas e que há mais de mil pessoas praticando atividade de garimpo ilegal.
Especialistas em mineração e órgãos ambientais avaliam que há 10 anos tenha iniciado a terceira corrida do ouro na Amazônia Legal, em proporções superiores ao período de 1970 e 1980, com o garimpo de Serra Pelada, no sul do Pará.
Esse histórico reflete uma fragilidade na regularização e acompanhamento legal das atividades de extração mineral no norte do país. Na terça-feira (6), na comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, o deputado Cabuçu (PMDB) aprovou, com um substitutivo, o Projeto de Lei que cria o Fundo Nacional de Proteção para as Reservas de Garimpeiros, que garantirá a aplicação de compensação de recolhimento em projetos socioambientais.

Chancela
O PL 6103 de 2016 é de autoria do deputado paraense Francisco Chapadinha e altera a Lei nº 8.001 de 1990. Como relator, o parlamentar amapaense aprovou o parecer que orienta aos garimpeiros e mineradoras regularizadas, a ficarem isentos de recolher 30% do valor total de compensação, devendo aplicar no mínimo um terço desta isenção em programas e projetos sociais e ambientais na região onde exercem sua atividade.
Na relatoria, Cabuçu explicou ainda que “este fundo deverá contribuir para o fomento da atividade mineral e facilitando a obtenção do licenciamento ambiental e o funcionamento regular das cooperativas de garimpeiros, reduzindo as atividades clandestinas, dessa forma viabilizando os recursos necessários para mitigação de eventuais impactos sociais e ambientais resultantes dessa atividade”.
Para o presidente da Cooperativa Extrativista Mineral do Estado do Amapá (Coemap), Chico Nogueira, “o que se discute hoje contra garimpeiro e que não temos preocupação com o meio ambiente. Ao contrário, nós temos total compromisso com a questão ambiental. Essa mudança [com o Projeto de Lei] é um grande avanço para a categoria, que luta todos os dias pela regularização das nossas atividades”, comemorou.
A discussão em volta da exploração mineral na Amazônia tem sido pauta em vários países. Primeiro um decreto publicado na quarta-feira, 22 de agosto, extinguiu a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), com o objetivo de promover o combate às  atividades ilegais na área. Em seguida houve o recuo de Temer e a mudança no texto, ressaltando que áreas protegidas continuam fechadas para a mineração.


UNIÃO | Ministro do Planejamento assina portaria que beneficia servidores do Amapá

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, assinou, nesta quarta –feira (6/17), a Portaria Interministerial que concede o Reconhecimento Saberes e Competência (RSC) para cerca de 900 professores do Ensino Básico do Amapá. Esta foi a informação repassado ao senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP), que tem acompanhado de perto todo processo.
A Portaria, que na semana passada já havia sido assinada pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, deverá ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) já na próxima sexta-feira (08). Uma vez publicada essa Portaria, as Comissões Permanentes de Pessoal Docente (CPPD) já podem iniciar a instrução dos processos do RSC de cada professor.
O senador Randolfe Rodrigues liderou pessoalmente as articulações para garantir o benefício aos servidores. Em dezembro do ano passado Randolfe foi recebido pelo ministro da Educação e na ocasião ficou acertado o compromisso de serem publicados os regulamentos para conceder o RSC.
“A partir de agora não falta mais nada para que o benefício seja concedido. Me sinto com deve cumprido de ter acompanhado todo o processo até a vitória”, comemorou Randolfe.
No Amapá, cerca de 900 professores estão aguardando o pagamento desse benefício há mais de três anos. O RSC é um incentivo profissional, que foi concedido aos professores do EBTT das Instituições Federais de Ensino do MEC, e também para os professores do EBTT dos ex-Territórios, no ano de 2013.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, quinta-feira, dia 07 de setembro de 2017


Embrapa

A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e o Sistema Plantio Direto (SPD) são as tecnologias de produção agrícola em destaque no seminário “Sistemas Integrados de Produção para Pecuária no Amapá”, a ser realizado dia 14, no auditório da Embrapa.

Debate

O evento é gratuito, aberto à participação de produtores, extensionistas rurais, técnicos de instituições de fomento e demais interessados nas questões relacionadas a este segmento. Inscrições no local.

História

Último executivo da mineradora Icomi S.A. na era do Império CAEMI, o engenheiro José Luís Ortiz Vergolino, 80, decidiu quebrar o silêncio e deu detalhes sobre a RENCA (Reserva Nacional do Cobre).

Detalhes

Em um documento que ele fez chegar à nossa redação, o ex executivo admite que o perfil nacionalista de Antunes o fez ser sondado e depois até ter a preferência do governo militar para explorar a RENCA.

Na web

Mas Antunes e a Icomi embora tivessem realizado alguns estudos, jamais explorou a área, desistindo de ficar por lá. A íntegra da histórica explicação do ex executivo está em nosso Blog. Passe lá!

Jari
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) do Amapá está com inscrições abertas, até 15 de setembro, para o curso técnico em Eletromecânica. A oportunidade é para o Centro de Formação Profissional (CFP) Vale do Jari. As inscrições poderão ser realizadas de maneira presencial, em Monte Dourado (PA).

Ranking

Saiu a mais nova edição do “Ranking dos Políticos”, levantamento que reúne todas as informações públicas a respeito dos mandatos dos parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O cruzamento de informações é quem gera a classificação e a pontuação dos parlamentares.

Critérios

As fontes para essas informações são oficiais, como sites governamentais e de veículos de mídia de primeira linha. Além disso, acompanha-se as votações mais importantes, pontuando os políticos de acordo com sua produção legislativa.problema é que a maioria não concorda com os critérios do levantamento.

Números

A Câmara dos Deputados possui 513 parlamentares e o Senado 81 senadores. As bancadas do Amapá nas duas Casas reúnem 11 legisladores, sendo 03 senadores e 08 deputados. Os melhores classificados são Cabuçu na Câmara e Davi no Senado. A lista em cleberbarbosa.net.



Cônsul diz em Macapá não ter brasileiros entre vítimas de furacão em ilhas francesas

Cônsul honorário da França em Macapá, Alain Craïs
Cleber Barbosa
Da Redação

O cônsul honorário da França em Macapá, Alain Craïs, declarou ao Blog do Cleber Barbosa não se ter até agora nenhum registro de brasileiros entre as vítimas do furacão “Irma”, que provocou muitas destruição e medo em ilhas francesas na região do Caribe. A declaração foi feita agora há pouco no Sambódromo, durante as apresentações pelas comemorações da Independência do Brasil. Uma ausência sentida foi o destacamento da Legião Estrangeira da França – que nos últimos anos abria os desfiles na Av. Ivaldo Veras.
A reportagem ouviu a mesma informação no Ministério de Relações Exteriores – em Brasília – segundo informações do Plantão Consular, através do 3º Secretário do Itamaraty, Rafael Pacheco. “Não temos informações sobre vítimas brasileiras, tampouco de algum compatriota em situação sensível, mas as informações vão chegando com muita dificuldade”, disse o representante da diplomacia do Brasil.
Rafael disse que devido ao feriado, o apoio a familiares em busca de informações têm sido com orientações e encaminhamentos às autoridades locais, mas que na quinta-feira será retomado o atendimento na Divisão de Assistência Consular. O telefone de lá é (61) 2030-8804. Na Guiana Francesa, a diplomata Vera Lucia dos Santos Caminha Campetti é quem está designada para a missão no Consulado Geral em Caiena. O telefone de lá é o (694) 383353.

Rastro de destruição
O furacão Irma passou pelo norte de Porto Rico, na tarde de quarta-feira, com uma força descomunal – ventos regulares de 295 quilômetros por hora –, mas não impactou totalmente na ilha. O olho do furacão se manteve a 50 quilômetros da costa, seguindo sua rota na direção noroeste a 25 quilômetros por hora. Antes de meia-noite (hora local) tinha deixado a região depois de causar mais uma morte, o que eleva a 11 o total mortos em diferentes ilhas.
Com Barbuda destroçada, o furacão, de um tamanho comparável ao da Colômbia, investiu contra as ilhas de St. Martin e St. Barts, que também ficaram como um campo de batalha: sem água potável, sem eletricidade e com 70% das casas destruídas. Na franco-holandesa St. Martin, pelo menos oito pessoas morreram e 21 ficaram feridas. Uma vítima foi registrada também em St. Barts, possessão francesa.
Em sua primeira etapa, Irma massacrou as ilhotas orientais do Caribe; agora, se encaminha para territórios maiores. Segundo previsão do Centro Nacional de Furacões dos EUA, sua passagem pela ilha de Hispaniola (compartilhada pela República Dominicana, a leste, e o Haiti, a oeste), nesta quinta, deve causar um impacto semelhante ao visto em Porto Rico, com ventos fortíssimos e muita chuva, mas com o vórtice passando ao norte. Os dois países caribenhos estão em alerta vermelho. Na Dominicana vigora um plano para abrigar até 900.000 pessoas, e complexos hoteleiros como Punta Cana e Puerto Plata adotaram os protocolos de segurança. Já o Haiti – a nação mais pobre do hemisfério – aguarda o furacão com a esperança de que sua trajetória não varie, poupando o país do pior. Em 2016, o furacão Matthew deixou 900 mortos no Haiti, que em 2010 sofreu um terremoto trágico, com cerca de 300.000 mortos. A Defesa Civil haitiana está retirando moradores de áreas com risco elevado de inundação e deslizamentos de terras. Os surtos de cólera são outra ameaça trazida pelos desastres climáticos ao Haiti.



Colaborou PABLO DE LLANO

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

RANKING | Confira a classificação dos parlamentares do Amapá no 'Políticos do Brasil'

Cleber Barbosa
Da Redação

Saiu a mais nova edição do “Ranking dos Políticos”, levantamento que reúne todas as informações públicas a respeito dos mandatos dos parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O cruzamento de informações é quem gera a classificação e a pontuação dos políticos é definida de acordo com os dados sobre gastos, assiduidade, fidelidade partidária e processos judiciais. As fontes para essas informações são oficiais, como sites governamentais e de veículos de mídia de primeira linha. Além disso, acompanha-se as votações mais importantes, pontuando os políticos de acordo com sua produção legislativa.
O levantamento foi idealizado por Alexandre e Renato, dois administradores de empresa que, igualmente a milhões de brasileiros, estão indignados com a corrupção e a má qualidade do setor público em geral. “Somos um ranking que compara políticos de todo o Brasil. Classificamos os senadores e deputados federais do melhor para o pior. Sabemos que existe uma enorme quantidade de corruptos e incompetentes na política brasileira. No entanto, se votarmos em massa nos melhores (ou menos piores), incentivaremos uma melhoria no panorama político do Brasil”, diz o diretor do Ranking.
A Câmara dos Deputados possui 513 parlamentares e o Senado Federal 81 senadores. As bancadas do Amapá nas duas Casas reúnem 11 legisladores, sendo 03 senadores e 08 deputados. A seguir, a relação completa e o desempenho dos representantes do Amapá em Brasília. Os melhores classificados são Cabuçu Borges (PMDB) na Câmara e Davi Alcolumbre (DEM) no Senado.

Confira a classificação dos deputados e senadores do Amapá no Ranking


AGRONEGÓCIO | Embrapa e Acriap realizam seminário de produção pecuária no Amapá

A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e o Sistema Plantio Direto (SPD) são as tecnologias de produção agrícola em destaque no seminário “Sistemas Integrados de Produção para Pecuária no Amapá”, a ser realizado no próximo dia 14/9, no auditório da Embrapa Amapá. O evento é gratuito, aberto à participação de produtores, extensionistas rurais, técnicos de instituições de fomento e demais interessados nas questões relacionadas a este segmento da economia. As inscrições serão feitas no dia do evento.

Os temas da programação são o ILPF no Brasil, aspectos de produção em SPD, Sistema ILPF como ferramenta para dinamizar a produção animal, técnicas de cria e recria intensiva para potencializar a rentabilidade da pecuária de corte, e estratégias alimentares de bovídeos em pasto.

O seminário “Sistemas Integrados de Produção para a Pecuária no Amapá” é realizado pela Embrapa Amapá em parceria com a Associação dos Criadores do Amapá (Acriap) e Diagro. Os objetivos do evento são demonstrar as potencialidades para a adoção de sistemas integrados de produção para a pecuária no Amapá, e compartilhar experiências entre a pesquisa e o setor produtivo sobre boas práticas em sistemas integrados de produção (ILPF e SPD).  

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, quarta-feira, dia 07 de setembro de 2017.


Vagas

Senai está com inscrições abertas, até 15 de setembro, para o curso técnico em Eletromecânica. A oportunidade é para o Centro de Formação Profissional (CFP) do Vale do Jari. As inscrições poderão ser realizadas de maneira presencial, no Senai local.

Quem

As habilitações técnicas ofertadas pelo SENAI AP são direcionadas a estudantes que já concluíram o Ensino Médio ou que, até o término da formação, comprove possuir o nível de ensino completo.

Qualificação

Os inscritos serão submetidos a uma prova de nivelamento, que será realizada dia 24, de forma online, nas dependências do CFP Vale do Jari. Oportunidade é ideal para quem pretende investir em uma nova profissão.

Batente

O deputado Marcos Reátegui, estreante no Congresso Nacional, fez um desabafo bem humorado ao receber a agenda de compromissos para o dia em Brasília: “E ainda dizem que político não trabalha”.

Atuante

Delegado da PF, o parlamentar vem se destacando na atual legislatura, por imprimir um ritmo diligente em seu mandato, participando de grandes discussões tanto no plenário quanto nas comissões permanentes.

Pecuária
Olha aí foto distribuída pela assessoria do Setentrião sobre a reunião ocorrida ontem no palácio com diversos setores ligados à pecuária local. O caminho até 2019, para a entidade internacional de saúde animal possa dar a chancela, em Paris, de que o Brasil passou da aftosa. Aí vêm melhorias de competitividade e preço, entre outras.

Visitante

O coordenador-geral de sanidade vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Heitor Medeiros veio a Macapá ontem para uma ocasião especial: ser o portador de uma boa notícia em relação ao Amapá lá para Brasília. De que cumpriu o rito para se livrar da febre aftosa.

Executivo

O assunto foi tema de uma reunião ampliada ontem no Palácio do Setentrião reunindo os principais setores ligados à pecuária no Amapá. O governador Waldez teria lembrado na ocasião que essa é uma batalha de praticamente 50 anos em que se busca dar ao Brasil o status de nação livre da aftosa. Caminho longo!

Estados

Jesus Pontes, que preside a Associação dos Criadores, também faz eco ao bom momento para o setor, pois agora Amapá, Amazonas e Roraima, além de uma parte do Pará saindo da aftosa, ajudarão ao reconhecimento internacional do Brasil como país sem a aftosa.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

POLÍTICA | Capiberibe e Janete vão à UNESCO buscar proteção à área da RENCA

O senador João Capiberibe e a deputada federal Janete Capiberibe, ambos do PSB/AP, foram à UNESCO-Brasil, nesta terça, 05, para tratar de ações de proteção da área abrangida pela antiga Reserva Nacional do Cobre e Associados, RENCA, extinta pelo governo Temer para permitir lá a mineração privada. Da reunião, ficou decidido que será proposto criar cátedras UNESCO nas Universidades da região para ministrar aulas sobre preservação ambiental, exploração sustentável, proteção às populações e economia tradicional, dentre outros temas associados proteção ambiental e das populações locais. A deputada Janete propôs como saída transformar a área numa reserva da biosfera, para proteger aquele espaço e as populações locais.
Na área da extinta RENCA vivem indígenas dos povos Waiana, Aparai e Waiãpi e comunidades extrativistas tradicionais, ameaçados depois que o governo Temer decidiu abrir a área para exploração por mineradoras privadas. Popula
O senador Capiberibe lembrou do programa de desenvolvimento sustentável do Amapá, durante seu governo, em dois mandatos, entre 1995 e 2002, e da possibilidade real desse modelo de economia ser retomado, no estado, a partir de 2019.
A deputada Janete ressaltou a urgência de proteções àquela área de floresta, às culturas e às populações que a habitam. Ela recordou a exploração do manganês, no Amapá, que retirou as riquezas mas deixou passivos ambientais e pouco retorno econômico para os amapaenses.
O professor Nilson Moulin, assessor do senador Capiberibe, falou da tese do geógrafo Aziz Ab’Saber, segundo o qual a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável da região só serão possíveis e efetivos com a proteção do chamado “Golfão Marajoara”, que abrange partes do Amapá e do Pará e a Ilha de Marajó.
Outra preocupação do grupo é com a exploração de petróleo na costa do Amapá, que põe em risco o recife de corais, bioma único recém descoberto.
Capi, Janete e Moulin foram recebidos por Massimiliano Lombardo e Davi Bimbatti, consultores de projetos de Ciências Naturais da UNESCO – Brasil, que mostraram-se preocupados com a exploração mineral na RENCA.
A UNESCO já desenvolve no Amapá o projeto de Pesca Sustentável na Costa Amazônica, que envolve ações sociais, econômicas e ambientais, em parceria com instituições como a UNIFAP, a EMBRAPA, a Escola Família Agrícola do Carvão, Associação de Pescadores do Bailique, dentre outras.

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, terça-feira, dia 05 de setembro de 2017.

Agro

O governador Waldez recebe nesta terça-feira representantes do setor da pecuária, liderados pelo próprio presidente da Diagro, a agência estadual de inspeção e defesa agropecuária. Em pauta, os protocolos até a decretação de estado livre de aftosa com vacina.

Meta

Apenas quatro estados – Amapá no meio – não estão livres totalmente da febre aftosa e com isso o país inteiro não tem ainda o reconhecimento da Organização de Saúde Animal (OIE, sigla em inglês).

‘Eu não’

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes afirmou ontem, em Paris, que não cobra por palestras ou aulas magnas em eventos aos quais é convidado a participar. E não quis comentar sobre colegas.

Pesquisa

Em matéria publicada ontem a Folha de S.Paulo procurou 87 ministros dos cinco principais tribunais em Brasília, numa enquete para saber como se dá a remuneração do sministros para essas palestras.

Negativa

A grande maioria deles (76%) preferiu não informar no levantamento da Folha se recebeu ou não pagamentos por palestras de empresas e órgãos públicos nos últimos quatro anos (2014-2017).

Vitrine

Uma equipe de reportagem do “Fantástico”, da Rede Globo, está percorrendo municípios do interior do Amapá, especialmente em cidades como Serra do Navio e Pedra Branca do Amapari. A pauta, claro, a enorme polêmica em torno da extinção da RENCA que tem dado o que falar no país.

Personagens
Entre os entrevistados que a equipe de Ernesto Paglia já identificou em Serra do Navio, um casal de ex funcionários da Icomi, empresa que explorou minério de manganês no Amapá por quase 50 anos e que recentemente anunciou estar projetando a retomada de suas operações na vila de Serra do Navio.

Foco

A bem da verdade, o projeto de manganês da ICOMI S.A. em Serra do Navio está fora da área da RENCA, mas a experiência com mineração parece ser o foco da reportagem, que deverá ir ao ar no próximo domingo. A ideia é ouvir relatos de vários setores a respeito dos efeitos da mineração nas comunidades.

Volta

A equipe é chefiada pelo jornalista Ernesto Paglia, que já esteve em outras oportunidades no Amapá, uma delas o projeto “JN no Ar”, de 2010, quando o próprio âncora do Jornal Nacional, Willian Bonner, veio pessoalmente a Macapá abrir a série de reportagens do telejornal global.

SENADO | Juros dos fundos constitucionais vão cair novamente, diz Eunício Oliveira

Presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (PMDB-CE)
Os juros para financiamentos com recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Nordeste (FNE), do Norte (FNO) e do Centro-Oeste (FCO) deixarão, ainda este ano, de serem arbitrariamente fixados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A mudança está prevista em Medida Provisória que o Presidente do Senado,  Eunício Oliveira (PMDB-CE), está negociando com a equipe econômica e com o presidente da República, Michel Temer, e será encaminhada ao Congresso Nacional nos próximos dias.
“Mantenho essa negociação permanente com a equipe econômica para que os juros desses fundos tenham uma política de queda continuada. Os fundos regionais têm a função constitucional de estimular as economias dos estados menos industrializados, são para fomentar investimentos, e não para trazer lucros exorbitantes às instituições bancárias estatais. Hoje, essa lógica está invertida”, avalia o senador Eunício Oliveira.

Regras
Pela proposta, os juros dos fundos constitucionais terão como parâmetros a Taxa de Longo Prazo (TLP), já aprovada no Senado e em votação final na Câmara dos Deputados para ser adotada pelo BNDES, e o Coeficiente de Desequilíbrio Regional (CDR). Assim, os juros das operações financiadas com recursos dos fundos constitucionais serão menores do que a TLP, que é uma taxa nacional. Os juros reais do FNE, por exemplo, serão aproximadamente a metade das taxas da TLP.

A regra a ser analisada no Congresso Nacional constitui importante conquista para as regiões menos desenvolvidas, na medida em que estabelece de forma permanente o espírito da Constituição de 1988 de garantir aos fundos constitucionais a possibilidade de oferecer taxas diferenciadas.

“Estou trabalhando para que a MP permita ainda, tratamento diferenciado para produtores rurais, pequenos e médios com faturamento até R$ 90 milhões, projetos de inovação, de oferta de água potável e saneamento”, conta o Senador Eunício Oliveira.

POLÍTICA | Cabuçu Borges comemora relevância das reformas de passarelas

Mais de 5 mil moradores foram beneficiados pelas 19 passarelas construídas no bairro Congós, na Zona Sul de Macapá. Em junho de 2017 a comunidade começou a receber as novas estruturas, que são fruto de emenda federal no valor de R$ 1.253.000,00 do deputado Cabuçu e garantem segurança e comodidade. No sábado (2) o parlamentar conversou com moradores sobre a conquista, que demorou mais de 10 anos para se concretizar.

De idosos a crianças, os moradores da área possuem cicatrizes de acidentes causados pelas más condições de passarelas deterioradas pelo tempo. Com a nova estrutura, famílias comemoram o resultado e podem seguir tranquilos o caminho de casa à rua, o que antes era um problema.

“Nós vemos as pessoas caindo no lago e sempre políticos vindo e fazendo promessas, eleição após eleição, mas enfim temos uma ponte de verdade e que não nos dá medo de andar. Mudou a vida de todos”, disse Regiane dos Santos, de 34 anos, que por oito anos conviveu com a dificuldade de acesso à sua casa, na vigésima passarela do bairro.

Para uma das lideres comunitárias, Socorro Silva, as passarelas novas resgatam a dignidade dos moradores. “Nós sempre buscamos esse respeito. Os moradores da área de ressaca são muitos e não dá para fingir que não existem. A partir de agora temos um conforto que não tínhamos antes”, agradeceu.

“Nós fizemos a nossa parte. Fui eleito para isso. É uma honra ver a alegria no rosto dos moradores e saber que agora eles de fato estão sendo respeitados e que saberão que não estão esquecidos ondem vivem”, explicou Cabuçu, autor da emenda.

POLÍTICA | Deputado Vinícius Gurgel consegue recursos federais para a saúde pública

O Ministério da Saúde autorizou o empenho de emenda do deputado federal Vinícius Gurgel (PR/AP) para atender as demandas da saúde nos municípios de Mazagão, Vitória do Jari e Pedra Branca do Amapari. O aporte financeiro  estava previsto no Orçamento Geral da União deste ano. 
Mazagão receberá R$ 415 mil e Pedra Branca do Amapari R$ 100 mil para investir no custeio do Piso da Atenção Básica (PAB).  Os recursos advindos do PAB são destinados aos serviços como consultas médicas, atendimentos odontológicos, assistência pré-natal, vacinação e demais atuações de atenção primária, o recurso é importante instrumento de efetivação da garantia da Saúde, conforme previsto na Constituição.
Além disso, Vitória do Jari terá R$ 151.440,00 mil para aquisição de equipamentos para as Unidades Básicas de Saúde da região.  A saúde é uma das áreas que mais recebe atenção do parlamentar republicano no envio de emendas. Em seus dois mandatos foram mais de R$ 15 milhões em recursos.
Conforme Vinícius Gurgel, a saúde é uma das principais preocupações da população e um dos maiores desafios dos governantes. “Investindo se promove a melhoria e o fortalecimento da atenção básica. Isso evita a busca pelo atendimento nas emergências dos hospitais. Por este motivo, precisamos dar atenção a este serviço que é tão importante para a nossa população”, afirmou.