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domingo, 10 de julho de 2016

Blogueiro e jornalista, Cleber Barbosa fala da comenda recebida pelo Exército.



Durante a histórica visita do Comandante Villas Bôas a Macapá esta semana, tive a honra de receber de suas mãos o Diploma de Colaborador Emérito do Exército Brasileiro, que havia sido outorgado por ele quando era Comandante Militar da Amazônia.
Há 23 anos dei baixa da Força Terrestre, depois de passar cinco anos inesquecíveis e de enriquecedoras experiências como sargento de Infantaria.
Portanto, a essa altura da vida e da carreira, receber tamanha honraria e distinção, é motivo de muita alegria.
Ao general-de-Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas meus agradecimentos pela atenção dispensada e palavras a mim dirigidas na ocasião.
E registro felicitações pelo começo de sua gestão como Comandante do Exército, em especial pela decisão de implantar a função do Adjunto do Comandante, cargo que passa a ser exercido por praças (subtenentes ou sargentos), portanto o elo entre o Alto Comando e o corpo de tropa.

ENTREVISTA | “Queremos colocar o Amapá na rota turística internacional”

Ângelo Percy. Turismólogo virou especialista em redes sociais e para vender a Amazônia pela web.
Um amapaense que virou cidadão do mundo, a partir de uma experiência de morar em Londres e buscar especialização em marketing digital para ir à caça de turistas estrangeiros na internet, para convence-los a viajar pela Amazônia. Ângelo Percy foi para a rede mundial de computadores vender destinos amazônicos não apenas pelos rios e a mata intocada, mas mostrar que é possível desenvolver uma série de atividades diferenciadas, com muita criatividade e até simplicidade. Essas e outras experiências ele apresentou ontem em entrevista ao jornalista Cleber Barbosa, durante audição do programa Conexão Brasília, pela rádio Diário FM. Os principais trechos da conversa o Blog publica a seguir, com os motivos para especialista estar otimista em relação ao incremento do turismo regional.

Cleber Barbosa
Para o Diário do Amapá

Diário do Amapá – Turismo é uma de suas paixões, é isso?
Ângelo Percy – Sim, sim, por formação também. Eu sou turismólogo, formado lá pela UFPA e depois a gente montou um projeto de trazer turistas lá da Europa e de outros continentes também, mas com a proposta de conhecer a Amazônia, em cinco cidades, Belém, Macapá, Santarém, Manaus e Boa Vista. E agora estou desenvolvendo essa etapa aqui em Macapá, mas sou amapaense viu? Lembro que a gente ficava muito triste em não conseguir trazer muitos turistas para cá por não ter produtos específicos.

Diário – Como assim?
Percy – Sim, produtos turísticos formatados, como dizemos. Muito potencial a gente sempre ouve falar, mas os produtos ainda não tinham. A gente começou então a criar essas parcerias fortes, principalmente com o Sebrae e o Governo do Estado para a gente formatar esses produtos e vender lá [no exterior].

Diário – O turista internacional principalmente leva isso muito a sério, especialmente entregar aquilo que se propõe a vender, como um impresso com a foto de uma bela cachoeira onde não se tem acesso regular, meios de hospedagem, não é?
Percy – Sim, sim, com certeza. Mas eles não se preocupam tanto com infraestrutura, pois sabem que a gente não tem portos, aeroportos, estradas como eles têm lá, na Europa principalmente. Mas eles querem segurança, não querem pegar doenças, querem uma preocupação personalizada, sabe? Isso já é o suficiente, então se a gente acompanhar e personalizar um destino, um roteiro especifico e depois leva-los em segurança para casa, eles irão colocar uma lembrancinha na estante e dizer que estiveram aqui, foi ótimo e até recomendarão, como uma boa experiência. E é essa experiência que a gente vende.

Diário – Bem, mas além da formação em turismo a gente sabe que você buscou se especializar em redes sociais e foi buscar na internet uma forma de agregar valor à Amazônia como destino turístico?
Percy – Exatamente. Inclusive a internet nasceu com o turismo, muitas pessoas procurando destinos para viajar e não apenas o turismo sexual, infelizmente as duas maiores vertentes da internet, e nunca deixou de ser. Claro que hoje a informação está pulverizada na internet como um todo, mas o turismo sempre foi muito buscado, os destinos, e no Google principalmente as buscas são muito grandes. Então nós decidimos que era ali que deveríamos atacar. Já não adianta mais somente o institucional vender eventos lá pra fora, já não tem mais aquele retorno. A gente tem que estar aonde o cliente está procurando. E a busca é muito grande pela Amazônia, então quando fui morar lá em Londres percebi que eles buscavam muito mas não achavam nada que transmitisse muita segurança. Quando eles procuravam pacotes na Amazônia encontravam a Amazônia Peruana, que é muito vendida inclusive lá, o marketing deles é muito apurado.

Diário – Isso nos faz lembrar que na Guiana Francesa eles também valorizam muito isso, tanto que a marca vendida nas peças publicitária é “Guiana, a Amazônia Francesa”, mesmo que ocupem um pedaço tão pequeno dela.
Percy – Exatamente, a Amazônia é tão grande, tão vasta, tão rica e a que é vendável é a Amazônia Peruana... Tão pouquinho. Inclusive em Lima eles trabalham não só a parte amazônica, como a parte oceânica e exploram bastante isso.

Diário – E a partir dessa visão crítica, veio a profissionalização da divulgação pela internet?
Percy – Sim, pois a gente já tinha essa expertise de vendas pela internet, através do site ‘soprojetos.com’, que vendia projetos de arquitetura pela internet. Isso foi o início para adaptarmos essa experiência para o turismo, nesse projeto iniciado a cinco anos e começou a dar certo e as parcerias começaram a fluir.

Diário – Com quem, por exemplo?
Percy – Principalmente parcerias institucionais, nos estados, e a gente começou a trazer turistas, especialmente para Santarém, onde a gente tem uma equipe de guias que recebiam turistas irlandeses, ingleses, norte-americanos, enfim. O interessante é que eles não se interessavam tanto quanto a gente pensa, em turismo de mata, na floresta. Eles queriam ver um turismo diferenciado, como um turismo cultural. Um exemplo é a cidade de Fordlândia, a cidade esquecida de Henry Ford, para onde levávamos grupos que ficavam fascinados por aquela história.

Diário – Esse tipo de iniciativa de agregar valor a um destino simples, pode ser visto aqui em Macapá na APA do Curiaú, onde os moradores já organizam a venda de iguarias e até água de coco às margens da estrada. É válido?
Percy – Com certeza, falamos disso outro dia até para Santana, onde é possível pegar um turista no navio, colocar numa Van e levar para comer um peixe frito, leva para passar a mão na cabeça de um boto, levar a outros destinos turísticos, devidamente acompanhado, e depois de volta ao navio para ele seguir viagem.

Diário – E o chamado turismo regional, onde estados amazônicos não rivalizem entre si, mas sim firmem parcerias que levem os turistas estrangeiros a conhecer não apenas um, mas vários destinos na região?
Percy – Sim, a Amazônia é muito grande, tanto que dizem que o nosso projeto ‘Travel to Amazon’ é ousado, pois se nem a Sudam conseguiu unir a Amazônia, como nós vamos conseguir... [risos] Mas realmente eles [os turistas] não sabem nem por onde começar, ficam perdidos. Como disse, eles querem fazer isso de forma organizada e segura, saber para onde vão, quem vai acompanha-los, como vai ser, enfim, passando essa segurança eles vão para qualquer destino que você levar dentro da Amazônia. Hoje já existem grandes agências dentro do Rio, São Paulo, Belo Horizonte que vendem pacotes para a Amazônia. Mas só vendem. Aqui eles têm que se virar, então não querem mais isso, querem uma personalização, como disse anteriormente, foi então que a gente entrou com esse diferencial.

Diário – E sobre a passagem do projeto pelo Amapá, onde já foi possível avançar?
Percy – Bem, num primeiro momento estamos mapeando os hotéis-fazendas ou as fazendas que tem potencial para virar hotel, um formato muito conhecido lá tanto que eles fazem um intercâmbio entre Europa e Estados Unidos, onde vão visitar as fazendas Cowntry, ficando hospedados um bom tempo e é essa uma das coisas que queremos fazer aqui. Tem uma fazenda ali no interior do município de Amapá que tem já essa realidade, dos búfalos, de mata selvagem, então a gente quer levantar com os proprietários dois bangalôs para começar a trazer turistas que se hospedem neles. É um começo, claro, mas estamos felizes em colocar o Amapá na rota turística internacional.

Diário – Obrigado pela entrevista e parabéns pela iniciativa.
Percy – Eu que agradeço pela oportunidade e conclamo a todos a valorizar o Amapá como destino turístico.

Perfil

Entrevistado. O amapaense Ângelo Percy tem 34 anos de idade, é mestrando em Turismo e Hotelaria pela Univali. Pós-graduado em Marketing e Eventos, graduado em Turismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA), produtor cultural e professor do curso Marketing, Eventos e Empreendedorismo pelo Pronatec do Governo Federal e também é acadêmico de direito. Especializado em SEM (Search Engine Marketing - marketing digital) e SEO (Search Engine Optmization - mecanismos de Buscas). CEO de Marketing do site soprojetos.com e sócio proprietário da Travel To Amazon e da Agência de Publicidade Pub Mídia Social. Mora entre Macapá, Belém e Londres e coordena projeto de incremento do turismo regional PA, AP, AM e RR.

Notas da Coluna ARGUMENTOS de domingo, dia 10 de julho de 2016.

Negócios

Macapá testemunha a consolidação de um segmento que parece imune à crise, o dos ‘pet shop’. Sim, o mercado que comercializa alimentos, vitaminas e até roupas para cães e gatos se firma no mercado, com faturamento e qualidade na prestação de serviços.

Desnudando

A minissérie global Liberdade Liberdade tem trazido reflexões a respeito daquilo que hoje se chama de racismo, tema ainda em discussão no planeta. A escravidão retratada na ficção explica resquícios atuais.

Destaque

Turismólogo amapaense Sandro Bello recebeu premiação da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) pela publicação do Senso Hoteleiro 2015, estudo inédito no Amapá. Vira uma referência.

Informática

Destaque também para uma turma de amigos que se reuniu para fazer um trabalho acadêmico que virou uma promissora empresa virtual. Na verdade consolidada, que fecha faturamento anual de R$ 5 milhões.

Sucesso

Do grupo da faculdade, restaram os amigos e agora sócios, Fábio Santos e Antônio Fascio, que criaram uma empresa de consulta de orçamentos para a construção civil, com abrangência nacional.

Conexão
O tenente-coronel Robson Mattos foi ao rádio ontem falar das parcerias que o Exército está celebrando com o Amapá, especialmente na construção de estradas. Também comentou sobre novo conflito entre a polícia francesa e garimpeiros brasileiros em terras guianenses.

Alternância

Antônio Carlos está fechando 18 anos como presidente da Federação de Ciclismo – com intervalos, claro – mas diz que chegou a hora de parar. Não com o esporte, pois se diz apaixonado. Mas ser cartola. No começo do ano diz que não disputará nova eleição pela entidade. Já fez muito por ela, parabéns!

Adiando

Jorge Amanajás falou à coluna sobre seu recuo em disputar a Prefeitura de Macapá. Leal ao compromisso com a coalizão que ajuda na governabilidade do estado, decidiu ficar fora da disputa este ano. “As pesquisas me colocavam muito bem”, pondera o ex deputado, que já disputou a PMM e o GEA outras vezes.

Antenado

Kaká Barbosa anda muito mais conectado com as redes sociais. Sim, o atual presidente do Parlamento Estadual admite certa timidez e aversão ao protocolo, mas a liturgia do cargo o obriga a aparições públicas. E hoje a publicizar. Os avanços na gestão, adora ‘compartilhar’ na rede.

ARTIGO | Texto semanal do ex presidente e senador José Sarney


Exportar ou morrer

Há certas afirmações fortes e bombásticas que são ditas e ficam. No geral, sínteses de emoções momentâneas. Delas é feita a história dos homens e a estória da História.
A mais célebre das nossas palavras-gestos foi a de dom Pedro e está ligada à fantasia da independência. Para fixá-la, num tempo em que a imagem era a pintura, Victor Meirelles nos deu aquele cavalo fogoso, montado por um jovem ardente que desembainhava a espada na colina do Ipiranga, perto de abandonada pousada, e gritava aos ermos para não ser escutado por ninguém, apenas pelos ouvidos do futuro: "Independência ou morte".
Esse dom Pedro é uma figura. Se quiséssemos defini-lo na linguagem popular do Nordeste, diríamos que era um "arretado". Sangue quente, tocado pelos calores do Brasil, não atendeu à determinação das cortes de Lisboa de ir para Portugal, bradou o "Fico", cortou vínculos de pátria e família e fundou o único império que existiu nestas Américas.
Otávio Tarquínio de Souza, seu biógrafo, nos diz que a viagem paulista em que tomou a decisão da independência está ligada também aos sofrimentos do imperador, que, além da contrariedade às ordens de Lisboa, tinha o desconforto e a saudade dos amores da marquesa de Santos. Assim, antes do grito, escrevia à amada que estava "pingando". Não tinha nada do pai, dom João 6º, nunca banana, esperto, com idéias arrumadas, pensando num reino sólido, preocupado com as artes e com as ciências.
Dom Pedro puxara mais à mãe, Carlota – estouvada, liberada, metida sempre em complôs e confusões contra o marido e sonhando ser a rainha do Prata. Como sua mãe, ele era aventureiro, estabanado e tinha compulsão para ter amantes.
Gostou do Brasil. Ao modo da antiga nobreza, ávida de sentimento de posse. Abdicou para não perder o trono, salvando-o para seu filho. Ao embarcar para o exílio e ouvir os lamentos do marquês de Barbacena, que reclamava por estar abandonando os amigos, reagiu indócil: "Você não pode se queixar. Está de bolso cheio – cheio do dinheiro que roubou para tratar do meu casamento com dona Amélia". Era o mesmo dom Pedro que dissera ao marquês de Quixeramobim sobre Gonçalves Ledo, quando este o defendia: "É a terceira vez que o compro e de todas me tem servido bem".
Em terras lusitanas, dom Pedro salta no Porto, inicia a luta contra seu irmão dom Miguel, vence a parada e torna-se dom Pedro 1º do Brasil e dom Pedro 4º de Portugal. Morre no Palácio de Queluz – onde nascera – aos 34 anos, de tuberculose, doença que o acompanhava desde as lutas do Porto. Deixa os dois filhos – dom Pedro 2º, no trono do Brasil e, no de Portugal, dona Maria da Glória.
"Independência ou morte" é a mais forte das mensagens brasileiras. Tamandaré gritou no Riachuelo: "Os que forem brasileiros que me sigam". Fernando Henrique, "Exportar ou morrer". Washington Luís, "Governar é fazer estradas" e o Barão de Itararé, "Quando pobre come galinha, um dos dois está doente".
Fiquemos com o padre Xavier, que, no dia 7 de setembro de 1822, gritou três vezes, no teatro Ópera de São Paulo, para dom Pedro: "Viva o primeiro rei do Brasil". Depois, vieram o Pelé e o rei Momo.

sábado, 9 de julho de 2016

Notas da Coluna ARGUMENTOS, sábado, dia 09 de julho de 2016.

Oiapoque

Confronto violento entre policiais franceses, da temida Gendarmerie, e garimpeiros brasileiros, ontem, na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa. Houve troca de tiros e gente baleada, segundo as primeiras informações do jornalista Humberto Baía, que mora lá.

Polêmica

Há duas versões. A dos franceses é de que houve um acidente entre as duas embarcações; a dos brasileiros é que houve truculência e a lancha dos policiais atravessou o casco de propósito, afundando a voadeira.

Demandas

Por falar em fronteira, o clima está tenso por lá também devido a movimentos de índios de de universitários. Os primeiros protestando contra mudanças na Funai e os segundo por problemas no campus de lá.

De olho

Olha essa. De uns tempos para cá aumentou a procura de madeireiros paraenses pedindo licença ambiental para se instalar no Amapá. “Devastaram lá e agora miram nossas florestas?”, indaga leitor da coluna.

Mercado

Isso nos lembra que o setor madeireiro entrou em colapso por aqui a alguns anos. Problema seria falta de documentação para extrair madeira certificada. E um excesso de rigor do Ibama, dizem outros.

Saúde
Em audiência com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, o deputado Vinícius Gurgel e a secretária estadual de Saúde, Renilda Costa, conseguiram a liberação de R$ 9 milhões para a construção do prédio que vai abrigar o Centro de Referência Doenças Tropicais (CRDT).

Turismo

Uma pesquisa registra recorde de intenções de viagem de brasileiros pelo Brasil. Entre as pessoas que pretendem fazer as malas nos próximos seis meses, 83,6% deverão escolher destinos domésticos. É o maior percentual registrado em junho dos últimos 10 anos. Mais no Blog do Cleber Barbosa.

Imbróglio

A mineradora Ecometals anuncia que pretende embarcar o manganês estocado em Serra do Navio. Ela possui decisão do TJAP dando a posse da área onde o minério está estocado. Mas sua concorrente, Dubuy Resorces, é dona da pilha, segundo o STJ. Entendeu? O minério na área da outra. Quem ganha essa?

Resumo

Ouvido pela coluna outro dia, o desembargador Raimundo Vales diz que esse impasse entre Ecometals e Durbuy não tem data para acabar. “As duas vão acabar morrendo abraçadas”, diz o magistrado. Enquanto isso Serra do Navio, a população e o estado perdem royalties doto mês.

Emenda de Vinícius Gurgel garante duas novas Unidades de Saúde para Cutias do Araguari

O Governo Federal liberou nesta terça-feira, 5, o pagamento da primeira parcela de emenda destinada pelo deputado federal Vinícius Gurgel (PR-AP) para saúde do município de Cutias. O valor total do recurso é de R$ 400 mil e a primeira parcela já está disponível na conta da prefeitura.

A verba será investida na construção de duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e na compra de equipamentos para a atenção básica. De acordo com o deputado, as unidades terão estruturas e instalações modernas, seguindo todas as exigências do Ministério da Saúde.

Vinícius Gurgel frisou ainda o trabalho junto ao Executivo, onde tem atuado na liberação dos recursos e projetos de iniciativa municipal. “Tenho focado meus esforços nos municípios do Amapá que sofrem com a falta de recursos por parte dos governos federal e estadual, e que necessitam desta ajuda. É preciso dar prioridade a qualidade de serviços prestados à comunidade”.

Notas da Coluna ARGUMENTOS, sexta-feira, dia 08 de julho de 2016.

Visita

O novo comandante do Exército, general Villas Bôas, veio a Macapá ontem e entre tantos compromissos por aqui falou da guarra. Mas contra o mosquito aedes, que ele diz ser um papel também de ‘defesa’ do país, relacionado à proteção à vida.

Importância

Villas Bôas era comandante militar da Amazônia antes de assumir gabinete em Brasília, portanto tem a visão estratégica a respeito dessa faixa de fronteira que se inicia exatamente pelo Amapá.

Estrada

Num almoço com autoridades locais, o comandante do Exército falou da parceria para construção de estradas. A primeira deverá ser a duplicação da Duca Serra, a ser federalizada por ser o acesso ao porto.

Encontro

Para entender. A proposta feita pelo GEA é de um prolongamento do Km 09 da BR 210 até o porto. Na bifurcação com a Duca Serra, o Estado assume a duplicação até Macapá. O Exército se mostrou aberto.

Propósito

Sentados à mesa, políticos, gestores, autoridades dos três Poderes e militares das três Forças Armadas, falaram abertamente das dificuldades da conjuntura econômica. Mas a tônica foi união e reação.

Parceria
O comandante do Exército, general Villas Bôas, firmou um compromisso com o estado para ajudar a resolver problemas de estradas. Os batalhões de engenharia possuem tradição e eficácia na execução dessas obras. Na foto, ele e Waldez, que o presenteou com uma tela regional.

Susto

No fechamento da agenda de Villas Bôas em Macapá, uma nota ruim foi a queda de um batedor do Bope de sua moto. Foi depois de uma conversão na Av. Padre Júlio com a rua Hildemar Maia. Aparentemente uma areia próximo ao meio-fio fez a moto derrapar. Felizmente nenhum ferimento grave.

Guerreiro

Uma nota sobre saúde. E solidariedade. Colega radialista César Bernardo, que teve passagem marcante no programa de Luiz Melo, posta mensagem nas redes sociais para falar de sua luta contra o câncer. Ele percorre grandes centros em MG e SP com a habitual franqueza e cabeça erguida. A coluna deseja sucesso.

Bastidores

Tem uma de política. Lucas não deve mesmo ser o vice de Clécio. Mas quer emplacar a indicação da filha Grabriela, que é advogada, para compor a chapa. Problema é que aliados como Acácio Favacho não concordam, afinal, a vaga poderia ser para Lucas e não para uma estreante.

Frente da Navegação apresenta indicação para criar o Pro-frota-ribeirinha

Para comemorar o 7º aniversário da Lei 11.970/2009, que reduziu a 1/5 os escalpelamentos na navegação ribeirinha na Foz do Rio Amazonas e a zero no Amapá, a deputada federal Janete Capiberibe (PSB) apresentou indicação de um novo projeto de Lei ao Governo Federal. A proposta visa criar uma linha de crédito com recursos do Fundo da Marinha Mercante subsidiado pelo Tesouro da União para modernizar e tornar mais seguro o transporte de cargas e passageiros na região. Chama-se “Pro-frota-ribeirinha”. A indicação é assinada por integrantes da Frente Parlamentar Mista pelo Desenvolvimento da Navegação Fluvial na Amazônia.
“Queremos tornar esse transporte usado por quase toda a população da Amazônia mais seguro, salvando vidas e garantindo a integridade das pessoas. Investir no transporte hidroviário, como faz nas outras modais, é obrigação do poder público”, diz a deputada Janete.
O anteprojeto foi discutido, em 2009, pelo grupo de trabalho proposto pela deputada Janete e coordenado pelo Ministério dos Transportes, com representantes do governo federal e da navegação. A ideia foi aperfeiçoada pela Defensoria Pública da União. O Governo Federal é o único que pode apresentar esse tipo de projeto ao Congresso, mas não colocou a proposta para tramitar. Com a indicação, a Frente Parlamentar poderá acompanhar a tramitação formal da proposta dentro do Governo Federal e cobrar providência com mais eficácia.
O “Pro-Frota-Ribeirinha” é uma linha de crédito a ser criada com 2% dos recursos do Fundo da Marinha Mercante para financiar estaleiros tradicionais e armadores na Amazônia. O Fundo opera cerca de R$ 30 bilhões. Os estaleiros e armadores amazônicos tem dificuldade de acessar os recursos e não há registro de qualquer projeto que tenha sido financiado pelo Fundo na região.  Pelo anteprojeto, quem acessar a linha de crédito teria 2 anos de carência mais 10 anos para pagar. Há previsão de um subsídio de 50% pagos pelo Tesouro: a cada parcela adimplente seria descontada outra parcela do final do contrato. Os motores estacionários adaptados às embarcações, cujos volantes e eixos descobertos causam acidentes de escalpelamento, seriam usados como parte do pagamento e tirados de operação na navegação.
Autora da Lei 11.970, que obriga a cobertura do volante e eixo dos motores dos barcos ribeirinhos, a deputada Janete também propôs o Projeto de Lei 3397/2012, para que o SUS pague todos os custos das cirurgias plásticas reparadoras às vítimas. O projeto já foi aprovado na Comissão de Seguridade Social e Família e aguarda relatório na Comissão de Finanças e Tributação.

Gustavo Junqueira indicado à vice-presidência de Agronegócios do Banco do Brasil

O nome do dirigente da SRB foi apresentado ao presidente Michel Temer pela Frente Parlamentar da Agropecuária, com apoio do PSD

O presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Gustavo Diniz Junqueira, foi indicado ao cargo de vice-presidente de agronegócios e micro e pequenas empresas do Banco do Brasil. O Banco do Brasil é a maior instituição de crédito agrícola da américa latina e um dos principais fomentadores de financiamentos a empresas de pequeno e médio porte do país, com destacado papel estratégico para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.
A indicação de Junqueira foi apresentada ao Presidente Temer pelo Deputado Marcos Montes (PSD-MG), Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), com apoio da liderança do Partido Social Democrático (PSD), liderado por Gilberto Kassab, Ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação. A FPA, maior frente parlamentar do congresso nacional com mais de 90 parlamentares de diversos partidos políticos, é a principal plataforma de sustentação de Junqueira e vem articulando uma alteração no comando da vice presidência de agronegócio do Banco do Brasil desde que o processo de impedimento da Presidente Dilma foi admitido no Senado Federal.
"Fico honrado com a indicação para o cargo", afirma. "O agro é a parte mais equipada da sociedade em termos sociais e econômicos, o que dá legitimidade ao setor para capitanear a retomada do desenvolvimento do Brasil", diz Junqueira, em referência às expectativas das lideranças empresariais do agronegócio em relação ao governo do Presidente Temer.
Gustavo Junqueira apareceu como principal opção para comandar o posto no Banco do Brasil - ocupado desde 2011 pelo senador Osmar Dias, do PDT - ainda durante o processo de afastamento de Dilma Rousseff do Palácio do Planalto. O presidente da SRB foi a primeira liderança do agronegócio a se posicionar publicamente em favor do impeachment. Junqueira também coordenou a estratégia, que juntamente com várias outras entidades, levou mais de 20 mil produtores rurais de todo País para o maior ato público organizado pelo agronegócio em apoio ao impeachment, realizado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, durante a votação na Câmara Federal.
Também motivou a indicação de Junqueira sua moderna atuação à frente da SRB, no comando da entidade desde janeiro de 2014, em prol de debates para a formulação de políticas públicas focadas em resultado, assim como seu dedicado esforço no âmbito internacional para posicionar a produção agropecuária no País como a mais eficiente e sustentável do mundo.
A indicação de Junqueira ainda está lastreada à sua experiência no mercado financeiro no Brasil e nos Estados Unidos. Atualmente, é sócio da BRASILPAR, empresa de assessoria financeira especializada em fusões e aquisições e operações estruturadas de financiamento, e membro dos conselhos de administração do Banco Pine, da incorporadora EZTEC e do Moinho Paulista. Nos Estados Unidos, se formou em finanças corporativa e estruturou importantes operações de aquisições realizadas pela Enron, quando a empresa era o maior conglomerado de energia do mundo.

SOBRE A SRB
Fundada em 1919, a Sociedade Rural Brasileira trabalha há quase um século com políticas públicas e iniciativas voltadas para o desenvolvimento da cadeia produtiva do agronegócio brasileiro. Formada em sua origem por produtores rurais dotados da convicção de modernizar constantemente o setor, seja pelo melhoramento tecnológico, pelo ambiente regulatório e pelo aumento da produtividade, a SRB insere-se em pleno século XXI como uma plataforma de intermediação entre os diversos elos dessa cadeia produtiva. Solucionar conflitos, gerar consensos e encontrar soluções são os conceitos-chaves para que o agro brasileiro continue sendo cada vez mais eficiente, competitivo e sustentável.

Secretário Nacional de Esporte visita o Amapá a convite do deputado Cabuçu Borges

Secretário Nacional de Esporte vem ao Amapá a convite do Deputado Cabuçu
O Secretário Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão, Leandro Fróes, do Ministério do Esporte cumpriu agenda no Amapá nesta terça-feira (5), a convite do deputado Cabuçu Borges (PMDB/AP). Visita ao estádio Zerão e reunião com Governo do Estado foram incluídas no dia de compromissos no Amapá.
A Secretaria de Estado do Desporto e Lazer participou da agenda e apresentou os avanços da área esportiva do Estado. A comitiva visitou as áreas de Macapá que serão contempladas com os recursos para a construção de quadras esportivas.
Projetos
A programação incluiu a assinatura de um Termo de Compromisso do Programa Bolsa Esporte Amapá, no Ginásio Avertino Ramos. Na ocasião, o secretário Leandro Fróes, apresentou o Programa Luta pela Cidadania.
O Bolsa Esporte destinará benefício de um a quatro salários mínimos para fomentar atividades esportivas em diversas modalidades. E contemplará inicialmente 40 atletas no Amapá. O Programa Luta pela Cidadania será desenvolvido por meio de parcerias com entidades públicas.
As atividades vão ocorrer em espaços públicos e privados, contando com 98 polos em todo o Amapá, cada um com cem atletas. O Ministério do Esporte disponibiliza recursos para aquisição do material esportivo, pagamento do salário dos professores e capacitação dos vinculados aos convênios.
Amapá, Ministério dos Esportes, Cabuçu Borges, PMDB, Leandro Fróes, Macapá, Estádio Zerão
Zerinho
Na visita a Macapá, Fróes também conheceu a maquete virtual do projeto Zerinho, cujo espaço terá capacidade para cerca de 8 mil torcedores. O Zerinho poderá ser construído na área que hoje é o estacionamento do estádio Zerão, e ter como atrativo a linha do Equador.
Pelo projeto, o novo ginásio será refrigerado e terá iluminação natural. Para a obra, cerca de 40 milhões de reais deverão ser alocados pelo Ministério dos Esportes.


Notas da Coluna ARGUMENTOS, quinta-feira, 07 de julho de 2016.

Valendo

A Zona Franca Verde do Amapá foi criada, já foi regulamentada e caminha para sua efetiva implantação. É o que assegura o economista Joselito Abrantes, em entrevista ao Diário de ontem. Agora o caminho é as empresas se habilitarem aos incentivos fiscais.

Corrida

A maioria dos postos de combustíveis em Macapá vende a gasolina a mais de R$ 4 e os poucos que o fazem a valor mais baixo enfrentam filas de consumidores ávidos por uma economia de até R$ 0,50 no litro.

Trote

Leitor da coluna envia email com trote recebido ontem de um celular desconhecido. “Pai, pai! Fui sequestrada, me ajuda!”. Sabendo ser golpe, ele respondeu: “Tá bom malandro, tenha boa morte!”.

Perigo

Essa é para a administração local do DNIT, que se esmera na conclusão da duplicação da BR 210 para a vinda do ministro dos transportes, mês que vem. As faixas de pedestre estão apagadas em frente à Setrap.

Riscos

Dia desses a coluna flagrou acidente de trânsito envolvendo essa faixa, pois apagada, leva motoristas a frearem em cima, causando engavetamento de vários veículos. Felizmente só danos materiais.

Nativo
Este simpático sujeito é o deputado francês Gabriel Serville, que embora defenda os interesses de sua pátria na Assembleia Nacional, em Paris, demonstra coerência a respeito da melhor relação com os brasileiros que tentam ganhar a vida na Guiana Francesa, onde nasceu e aponta no mapa (foto).

Viagem

As férias chegaram e muitas dúvidas povoam os pensamentos dos viajantes. Qual a documentação necessária para viajar com crianças e o que fazer para garantir o bem-estar e a diversão delas? Sugiro a leitura de post sobre esse tema a partir da análise de especialistas, no Blog do Cleber Barbosa. Passa lá.

Capitania

O capitão dos Portos do Amapá, Capitão de Fragata Aderson de Oliveira Caldas, concederá uma entrevista coletiva para a imprensa, nesta sexta-feira, 8 de julho, às 15 horas, para apresentar as ações de intensificação da fiscalização do tráfego aquaviário durante a Operação Férias Seguras da Marinha do Brasil.

Caserna

Já no quartel do 34º BIS tem evento histórico para a recepção nesta quinta-feira ao novo comandante do Exército Brasileiro, general Villas Bôas. Ele faz a primeira visita à Guarnição de Macapá após ter sido escolhido para o cargo maior da Força Terrestre. Status de ministro.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Após renúncia de Cunha, saiba quem são os candidatos à sucessão do cargo

Eduardo Cunha anunciou renúncia na tarde de quinta-feira (7) em entrevista coletiva



Agência Brasil
Eduardo Cunha anunciou renúncia na tarde de quinta-feira (7) em entrevista coletiva



















Em entrevista coletiva às 13h da quinta-feira (7), o deputado afastado Eduardo Cunha anunciou sua decisão de renunciar à presidência da Câmara – cargo do qual também estava afastado desde maio, por decisão do Supremo Tribunal Federal. A votação para a escolha do sucessor de Cunha está marcada para a próxima terça-feira (12) e 14 parlamentares de dez partidos já se candidataram ao cargo.
Com perfil conciliador e capacidade de unir os partidos da base aliada a Michel Temer, o líder do PSD Rogério Rosso é um dos nomes que mais agrada aos partidos do Centrão. Rodrigo Maia e Fernando Giacobo também são considerados.

Confira a lista completa:

PSB: Hugo Leal (RJ), Júlio Delgado (MG) e Heráclito Fortes (PI). PMDB: Osmar Serraglio (PR) e Marcelo Castro (PI). DEM: Rodrigo Maia (RJ) e José Carlos Aleluia (BA). PSD: Rogério Rosso (DF). PSDB: Antônio Imbassahy (BA). PP: Esperidião Amin (SC). SD: Carlos Manato (ES). PRB: Beto Mansur (SP). PR: Fernando Giacobo (PR). PTB: Cristiane Brasil (RJ).

Manobra

Presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA) havia marcado a votação para escolher o sucessor de Cunha para a próxima quinta-feira (14), mas teve sua decisão atropelada pelo chamado “Centrão”. Líderes dos partidos favoráveis ao peemedebista escolheram agendar a votação para a próxima terça-feira (12). 
A data foi escolhida na tarde de quinta-feira (7), comandada por dois aliados do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – o líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), e o líder do PTB, Jovair Arantes (GO). Até o fim do dia, eram 14 os candidatos à sucessão do peemedebista.
"Ficou decidido pela maioria dos líderes que representam 280 deputados, que o processo de eleição se dará na terça-feira às 13h59min, porque já havia uma sessão convocada. Essa decisão é permitida pelo regimento da Casa e agora obviamente vamos cumprir o que foi determinado pelos líderes", declarou Moura ao fim da reunião.
A decisão dos líderes é baseada no artigo 67 do regimento interno da Câmara, que permite a convocação de uma sessão extraordinária por lideranças partidárias que representem no mínimo 257 parlamentares. Na reunião de quinta-feira, apenas 143 deputados votaram contra o adiantamento da eleição.





Ao anunciar renúncia, Cunha falou em perseguição política e chorou em rede nacional
ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO - 07.07.2016
Ao anunciar renúncia, Cunha falou em perseguição política e chorou em rede nacional




















A nova data – terça-feira (12) – coincide justamente com a reunião da Comissão de Consituição e Justiça (CCJ) que deveria analisar o recurso de Cunha. A manobra deve adiar essa análise, prorrogando a decisão sobre a cassação definitiva do mandato do peemedebista. Se houver adiamento, a CCJ só deve votar o recurso do peemedebista em agosto, depois do recesso Legislativo.
Partidos contrários a Eduardo Cunha – Rede, PSDB, DEM e PSB – se retiraram da reunião das lideranças como forma de protesto. Legendas da oposição – PT, PSOL e PCdoB – não participaram do encontro.
Líderes partidários próximos a Eduardo Cunha negam que o adiantamento da votação tenha sido manobra para salvá-lo. Eles alegam que a renúncia de Cunha fez com que o processo da CCJ se tornasse secundário e que o real objetivo da decisão é colocar fim à falta de comando na Câmara.
*Com informações de Estadão Conteúdo

domingo, 3 de julho de 2016

Notas da Coluna ARGUMENTOS, domingo, dia 03 de julho de 2016.

O jogo

Um dos fatos marcantes na política local esta semana foi protagonizada pelo senador Davi, que disse ser Lucas Barreto o preferido para compor como vice de Clécio na reeleição. O arco de alianças tem oito partidos, mas o DEM tem a vez para fechar a chapa.

Mexida

A pergunta é se haviam combinado isso com Lucas, que sempre demonstrou interesse em disputar mais uma vez a prefeitura da capital. A coluna perguntou e ele esclareceu: “A indicação do vice pode ser minha”.

Costura

Para entender. Lucas Barreto tem a oportunidade de indicar o vice em nome do Democratas. É esse o compromisso. E este vice pode ser ele próprio, entendeu? Mas anotem, se rolar a coligação.

Números

Falando à coluna, Lucas diz que há sim projeto de virar prefeito. Saca números que o apontam com um percentual de dois dígitos na preferência do eleitor. “Comigo na disputa fico de 3% a 4% atrás do prefeito”, diz.

Chance

Ainda segundo pesquisas de consumo interno, Lucas saindo da disputa daria uma “folga” maior e mais segura ao atual prefeito. “Se eu compuser com ele terá sido pelo pedido do senador Davi”, arremata.

Aviação
Dona de uma história de superação, que começou ao frequentar o curso de comissária de bordo, a empresária Ângela Souza foi ontem ao nosso Conexão Brasília na Diário FM contar mais detalhes da fusão da brasileira TAM com a chilena LAN, dando origem à latina LATAM a peso pesado do setor.

Recíproca

As Olimpíadas estão aí e a isenção de vistos a estrangeiros completa um mês. Expectativa é de que iniciativa articulada pelo Ministério do Turismo ajudará a impulsionar o fluxo de visitantes ao país durante os Jogos Olímpicos. E os brasileiros ainda passam por agruras para visitar alguns países.

Curitiba

O advogado amapaense Cícero Bordalo Júnior foi empossado como membro do Conselho Nacional da Advocacia Criminal. Foi durante VII Encontro Brasileiro de Advogados Criminalistas, que reuniu advogados, juristas e estudantes de direito de todo o país que encerrou na última sexta-feira lá no Paraná.

Agora vai

Publicação francesa chamada “Outremers360” edita reportagem dando conta de que o presidente Fraçois Hollande chancelou acordo com o Brasil para inauguração oficial da Ponte Binacional de Oiapoque, com previsão para o quarto trimestre deste ano. Já era hora...

ENTREVISTA | “Com policiamento efetivo nas ruas diminuímos os tiros e as facadas”

CORONEL CARLOS. O comandante da PM passa a limpo o aparelho de segurança pública em entrevista no rádio.
Numa entrevista franca, o atual comandante-geral da Polícia Militar, coronel Carlos Corrêa, esclareceu diversos pontos relacionados a erros e acertos da política nacional de segurança pública, que no seu entender precisa ser repensada. Foi durante audição de ontem (02) do programa Conexão Brasília, da Rádio Diário FM, apresentado pelo jornalista Cleber Barbosa. O militar falou dos principais conceitos e também das dificuldades de enfrentamento da criminalidade no país e no Amapá, onde a instituição já oferece inclusive curso de formação e aperfeiçoamento de seus próprios oficiais. O comandante também discorreu sobre os riscos da profissão, chamando atenção um dado preocupante, de que por dia mais de um policial militar morre no país, estando ou não em serviço. Os principais trechos a seguir.

Cleber Barbosa
Para o Diário do Amapá

Diário do Amapá – O senhor é natural de que estado comandante?
Coronel Carlos Corrêa – Sou paraense, mas agora com o título de Cidadão Amapaense, desde a última quinta-feira. Agora sou conterrâneo de você também, oficialmente... [risos]

Diário – Foi uma bela festa lá na Assembleia Legislativa, não é?
Cel Carlos – Muito bonita. A deputada Luciana havia me informado no quartel sobre essa homenagem, inclusive quando estávamos recebendo a Comissão de Segurança Pública, presidida pelo deputado Ericlaudio. Fiquei muito satisfeito, pois estou aqui desde 1990, portanto tenho 26 anos de Polícia Militar e 50 anos de idade, portanto tenho mais tempo da minha vida dedicado à PM e ao estado do Amapá. Não vou negar, fiquei extremamente envaidecido, orgulhoso, gratificado, pois tudo que você faz ser reconhecido dá uma imensa satisfação realmente.

Diário – Na carreira militar existe a previsão de punições para quem andar abaixo da linha de suas obrigações, mas também premiações para que superar essa expectativa, não é?
Cel Carlos – Sim, elogios, promoções, medalhas, isso faz parte também. Mas este fim de semana está sendo marcado também por mais um caso de baixas em nossa Polícia Militar brasileira, com o caso lá do Ceará onde nossos colegas estavam saindo para atender uma ocorrência em duas viaturas e nós perdemos três policiais de uma vez só, com um sargento sendo barbaramente assassinado. Aliás, as estatísticas apontam que morrem mais de um policial por dia no Brasil, portanto hoje ainda vamos perder mais um policial, infelizmente, ou em ato de serviço ou fora dele, mas em virtude de ser policial.

Diário – Esse é um dado preocupante.
Cel Carlos – Sim, e para ser hostilizado o policial nem precisa necessariamente estar de serviço. O bandido ao identificar um policial tem uma atitude muito violenta e todos estão acompanhando a situação lá no Rio de Janeiro, quando vem também a contrapartida da violência policial, o que é um tema muito complexo e que a gente precisa na minha opinião repensar a segurança [pública] no país, repensar a estrutura e as condições de trabalho das instituições de segurança, pois no meu entendimento o modelo atual está esgotado.

Diário – Ainda nesse campo das estatísticas, foi divulgado uma que dá conta de um grande gargalo representado entre o grande número de detenções feitas pela PM e o diminuto número de ocorrência que viram inquérito policial ou mesmo processo judiciais julgados.
Cel Carlos – Sim, apenas 3% chegam ao final. Sim, é todo um conjunto, pois nós fazemos parte de um sistema, hoje temos uma política nacional que desafio a falar uma lei que foi feita para a proteção do cidadão, pois as leis criminais todas são falando em liberação, em não encarceramento, e agora tem um pensamento de que em locais onde os presídios não comportam mais presos eles vão responder em casa pela acusação, em prisão domiciliar. E eu não vou aqui responsabilizar o Judiciário, o Ministério Público, do Executivo ou o Legislativo. Acho que todo mundo tem que
sentar, pois essa é uma responsabilidade social de todo mundo.

Diário – E desse tripé dos governos de eleger como prioridade a saúde, a educação e a segurança, tem surtido efeito?
Cel Carlos – Sendo que essas duas primeiras têm verba carimbada, né? Todos os estados adotam essa política, do Amapá ao Rio Grande do Sul. Aí você pode perguntar se a gente também queria verba carimbada para a segurança público, o que respondo indagando se isso realmente resolveria o problema, sabe? Sei que precisamos de mais investimento, mas antes a gente precisa tratar a segurança pública com a importância que ela merece e que o povo está pedindo. Como profissional de segurança digo que este setor interfere na qualidade da saúde e na qualidade da educação. Quando a gente melhora a segurança, por exemplo, aumentando o número de operações de trânsito, eu diminuo o número de fraturados no pronto socorro; quando o policiamento fica efetivo na rua, eu diminuo o número de tiros e de facadas, então melhora no hospital também.

Diário – E essa tem sido uma das marcas de seu comando, não é?
Carlos – Sim, as pessoas me abordam nas ruas e parabenizam pela qualidade do policiamento que nós estamos colocando nas ruas, o que nos deixa muito felizes em comandar a nossa instituição. Mas como um dos marcos aponto o policiamento escolar, que inclusive teremos agora no próximo dia 7 vamos fazer uma solenidade lá no Comando Geral, simples, mas que para mim representa muito, que é fazer a entrega de viaturas e das armas “taser” para esses policiais que atuam nas escolas, então vamos aproveitar as férias para prepara-los após a realização do primeiro curso de policiamento escolar.

Diário – Outra novidade é a implantação de um curso de formação dos oficiais da Polícia Militar do Amapá aqui mesmo em Macapá?
Cel Carlos – Na verdade esse foi um dos percalços que a gente teve que enfrentar. Quando assumi o comando, tinha uma turma de 56 cadetes na Academia de Polícia do Rio Grande do Norte, a partir de um convênio com a Polícia Militar do Amapá e por uma série de problemas administrativos essa parceria não prosperou e isso atrasou em quase seis meses a formação dos nossos oficiais. Então falei ao governador que poderíamos terminar a formação deles aqui mesmo no Amapá e em dezembro, se Deus quiser, teremos a conclusão do primeiro CFO [Curso de Formação de Oficiais] e todo o estado vai ver uma belíssima festa com a declaração do aspirantado desses homens e mulheres.

Diário – Os instrutores são da própria instituição coronel?
Cel Carlos – Sim, nós temos vários profissionais extremamente habilitados, que tem formação e várias especializações na área pedagógica também por gostar dessa área, nosso diretor de ensino, nosso centro de formação, enfim, são todos pedagogos, tenho doutores dentro da Polícia Militar e que são instrutores, tanto do nosso curso como do curso de medicina da nossa universidade. Mas também temos outros vários parceiros, como a UEAP que está possibilitando oferecer o curso superior de polícia, que habilita o oficial a sair coronel.

Diário – O filme “Tropa de Elite” desnudou muitas mazelas da PM do Rio de Janeiro, mas também mostrou a filosofia do policiamento preventivo, da chamada mancha criminal dos batalhões de área. Como é isso na prática?
Cel Carlos – Essa é nossa missão precípua constitucional, é a prevenção ao crime. Das minhas unidades mais pedidas para o combate à criminalidade temos o Batalhão de Operações Especiais, o BOPE. Mas esta é nossa unidade especializada para eventos críticos, com tropa de choque, cães, o GIRO [motos], a ROTAM, então o BOPE é quando o negócio já desandou. O que eu valorizo e meus comandantes de área estão fazendo é trabalhar para a redução da criminalidade, com essa mancha que chamamos tecnicamente de mapa termal, são eles que fazem as reuniões comunitárias e coordenam o policiamento escolar. Também tocam os projetos sociais, como PROED, Peixinhos Voadores e Cidadão Mirim, enfim, que trabalham a prevenção primária, enfim, uma gama de atividades para que melhore a condição de segurança nos bairros, a chamada polícia preventiva.

Perfil

Entrevistado. José Carlos Corrêa de Souza tem 50 anos, é casado e pai de um filho. Nasceu em Belém (PA) onde iniciou a carreira militar pelo Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR) do Exército Brasileiro, no 2º Batalhão de Infantaria de Selva. Depois, em 1990, ingressou por concurso público na Polícia Militar do Amapá, onde realizou os curso de Aperfeiçoamento de Oficiais e Curso Superior de Polícia, ambos pela Academia de Polícia Militar Senador Arnon de Melo, em Maceió (AL); Possui Pós-Graduação em Gestão de Segurança Pública, pela Unisul, em Santa Catarina; Ocupou diversos cargos na PM-AP, como comandante de batalhões e também como diretor de ensino, diretor de operações, sub-comandante, corregedor e comandante-geral. 

Notas da Coluna ARGUMENTOS, sábado, dia 02 de julho de 2016.

Dilema

Este é o primeiro final de semana das férias de julho e as pessoas estão, literalmente, com o freio de mão puxado, por assim dizer. Diante da pergunta “para onde vais nesse verão”, a maioria diz que “em casa”. Eliezir Viterbino, da Fecomércio, odeia falar em crise.

Reação

A tese de Viterbino é que se as pessoas ficarem nessa de absorver a crise, não sairão mais de casa mesmo. Aí já viu, né? Param de consumir e ficam até deprimidas. O fato é que a vida é curta. Merece ser vivida!


Point

Matéria da Revista Diário deste mês (nas bancas) mostra que nessa questão de sair da cidade para se distrair, a zona norte está vocacionada para atender necessidades dos veranistas. Balneários e interior no curso.

Carestia

Uma roda de amigos ontem debatia os preços altos. Aí um vira e lembra que o óleo diesel já custa o mesmo que a gasolina. E olha que carros a diesel custam até 20 mil mais que um modelo a gasolina.

Humor

Sobre o preço do feijão nosso de cada dia, que também disparou, o ex deputado Antônio Feijão diz que daqui a pouco os restaurantes estarão servindo uma iguaria chamada “feijão no espeto”. Só rindo...

Interior
O município de Pedra Branca do Amapari terá R$ 991.100,00 para investir na saúde. A emenda destinada pelo deputado federal Vinícius Gurgel (PR-AP) será para a compra de equipamentos para Atenção Básica e a UPA 24 teve o recurso liberado pelo governo federal esta semana.

Imóveis

Homenageado pelo deputado Júnior Favacho, com o título de Cidadão Amapaense, o empresário Nelson Sanches diz que a cidade plana de Macapá é propícia aos investimentos em condomínios residenciais. Ele e sua Manari estão consolidando esse mercado e apostam também em moradia com qualidade.

Carangos

Outro que saiu feliz da vida com o reconhecimento do Parlamento Estadual foi o também empresário Ivo Portela Sampaio, do ramo de acessórios automotivos. Mocorongo de Santarém (PA) atua a pelo menos vinte anos em Macapá e sua aposta é a paixão do brasileiro por carros. E por enfeita-los. 

Indústria

Já o médico Ari Heidrich, que atua no segmento da segurança e medicina do trabalho, foi outro que saiu da ALAP realizado, como nosso mais novo conterrâneo. E diz estar otimista em relação a uma virada no setor da mineração no Amapá, um dos motes de sua empresa. 

Notas da Coluna ARGUMENTOS, sexta-feira, dia 1º de julho de 2016

Das cinzas

Usuários do plano de saúde Unimed FAMA vêm acompanhando as tentativas de recuperação desta que já foi a maior seguradora de saúde local. Mas aqui e acolá tem umas histórias precisando ser esclarecidas. Como tantos médicos medindo descredenciamento.

Paradoxo

Tem outra sobre o plano FAMA. No Hospital São Camilo, só estão aceitando atender pacientes do plano em consultas ambulatoriais. No pronto atendimento, só para quem é do Tribunal de Justiça. Pode isso?

De volta

A deputada Jozy Araújo reapareceu estes dias na Câmara Federal, após dar à luz seu primeiro filho. Ela teve complicações no parto, mas se recuperou. Sobre as polêmicas sobre seus afilhados, nenhuma palavra.

De ombro

Jozy postou foto em uma rede social ao reassumir a titularidade na Comissão de Trabalho da Câmara e para desconversar sobre as críticas da mídia, postou a hashtag “nada supera a força do trabalho”.

Lá e cá

Davi, tido e havido como candidato ao GEA em 2018, tentou desconversar sobre o projeto. “Sou candidato a cumprir meu mandato de senador até 2022”. Depois: “Mas se surgir outra candidatura na metade...”.

Marinha
O almirante Alípio Jorge, atual comandante do 4º Distrito Naval, está em Macapá desde ontem e hoje assina no MP convênio com os Poderes Constituídos para dinamizar ações cívicos-sociais para atender ribeirinhos no Amapá. Na foto, ele com Kaká Barbosa, no Parlamento Estadual. 

Apareceu

O ex governador Camilo Capiberibe deu o ar da graça ontem, em evento na Assembleia Legislativa. Foi para receber o diploma de “Cidadão Amapaense”. Ele, que nasceu no Chile, já demonstrou no passado que pegava pilha quando faziam ‘bullying’ sobre esse fato em sua vida.

Risos

Mas o curioso foi quando Camilo era anunciado pelo cerimonial. Foi muito aplaudido, com alguns gritando: “Volta Camilo!”. Até que um sujeito reagiu ao simpatizante de Camilo dizendo: “Tu tá doido?”. Aí já viu né, o riso correu solto nas galerias. Desgaste do governante de plantão, algo muito comum.

Fato

Isso faz lembrar quando na campanha o então candidato Lucas Barreto tentava se viabilizar dizendo que o eleitor protesta através do voto. “Numa eleição estão com raiva de um governador, votam no rival; depois estão com ódio deste, votam de novo no anterior”.