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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

"Não sei se o país está preparado para mais um impeachment de um presidente"

"Não sei se o país está preparado para mais um impeachment de um presidente"
O deputado federal Nilson Borges (PMDB-AP) adotou como nome parlamentar o apelido da dupla que formava com seu primo Antônio de Pádua, que ajudou a imortalizar a dupla Os Cabuçus. Mas o lado cômico do artista ficará no rádio e nos palcos onde ele planeja retomar ao lado do substituto de Lurdico. De agora em diante, em Brasília, será chamado de Cabuçu Borges e que já chega à capital fazendo parte da maior bancada e sendo aliado de primeira hora do novo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Em entrevista ao programa Conexão Brasília, Borges falou de como está conciliando a agenda de humorista, carnavalesco e político, e também sobre o processo de impeachment da presidente Dilma, dado como em curso na capital política do país. Acompanha e seguir. 

Cleber Barbosa
Da Redação

Diário do Amapá – Como é que o senhor administra essa agenda tripla de político, humorista e dirigente de escola de samba?
Nilson Borges – Eu ainda estou presidente da Embaixada do Samba Cidade de Macapá, um pouco afastado, pois a gente tem que conciliar também os pleitos, o atendimento das pessoas que porventura queiram falar com a gente, como as entidades de classe. Na semana passada estivemos fazendo uma visita à Reitoria da Unifap, com a reitora Eliane Superti, quando nos prontificamos a colaborar com a Universidade, enfim, tem toda uma agenda que a gente vai conduzindo.

Diário – O senhor adotou como nome parlamentar Cabuçu Borges, afinal foi com esse personagem e o trabalho no rádio que ganhou mais notoriedade. E outro dia falava que o comediante vai a Brasília apenas no nome, lá vai encarar com toda a seriedade não é?
Nilson – É verdade! Uma coisa é o Cabuçu, o nosso Cabuçu, da rádio, do teatro, não é verdade? Outra coisa é o Cabuçu técnico, o político, ali representando o nosso estado. Sou economista, me formei em 1985, portanto esse ano faço 30 anos de formado. Já estive e vários países, quer dizer, tenho uma noção de mundo, tenho uma noção de Deus, de existência e a gente tira um dia da semana para fazer muita filosofia, sou um pesquisador também, leio muito, um cabedal de conhecimento que tenho certeza vai ajudar a desempenhar da melhor forma possível um papel lá no Congresso.

Diário – Da melhor forma possível, é isso?
Nilson – Sim, com toda responsabilidade. Não quer dizer que o humor seja irresponsável, mas as vezes a pessoa torna aquilo que você pratica no dia-a-dia como algo inerente à sua vida. Isso é a parte artística. Lá é a parte técnica que a gente vai desempenhar lá no Congresso com inteligência, com dedicação e com amor, que é o principal, pois ali são 513 deputados e você é mais um no contexto. E para você estabelecer uma diferença no seu trabalho você tem que encarar até de forma bem humorada, mas no plenário a seriedade impera.

Diário – O senhor acabou estreando com o pé direito ao escolher seu candidato a presidente da Câmara, já que apoiou Eduardo Cunha, não foi?
Nilson – É verdade. Quando a gente chegou lá ele teve o cuidado, já que era então o líder da nossa bancada do PMDB, de mandar chamar os novos parlamentares para uma reunião de bancada mesmo antes de termos assumido o mandato. Isso serviu para ajudar em nossa preparação para quando assumíssemos o mandato não chegarmos um pouco perdidos sobre o que iríamos fazer no mandato. Além disso, Eduardo Cunha é um grande líder e foi eleito em primeiro turno como presidente da Câmara, porque tem preparo, tem postura, o que conquistou 100% da bancada no apoio à sua candidatura. Hoje ele tem o respeito do governo e também da oposição.

Diário – Ele venceu pregando o discurso da independência do Congresso Nacional.
Nilson – Sim, isso vem desde o Eduardo Alves quando presidiu a Câmara na Legislatura passada, tanto que tivemos a aprovação do Orçamento Impositivo e com ele as emendas parlamentares. Não sei se o governo vai adotar alguma medida para tentar barrar, mas é uma conquista do Congresso. É lei.

Diário – Por ser artista, naturalmente o senhor se torna um representante da cultura, que gostaria muito de ver resolvidas questões como a Escola de Música Valquíria Lima e a de Artes Cândido Portinari. O que dizer para esse segmento?
Nilson – Olha, isso passa pela questão das emendas parlamentares, então o governo do estado e as prefeituras têm que estar preparados para apresentar os projetos e assim conseguir carrear esses recursos. Nós temos R$ 10 milhões para alocar para o estado. Na verdade só teríamos direito de colocar emendas no ano que vem, mas o Eduardo Cunha e o Renan Calheiros fizeram uma reunião e conseguiram incluir esses R$ 10 milhões para cada novo parlamentar. Desse montante, R$ 5 milhões obrigatoriamente é para a saúde, que é muito importante. Dos outros R$ 5 milhões já comprometemos R$ 1 milhão para a Universidade Federal do Amapá, para a instalação do Polo de Ciências Agrárias, que vai funcionar no município de Mazagão, onde já existe o curso de Biologia. Outros membros da bancada deverão colocar recursos para Oiapoque, onde também tem um polo da Unifap. Mas sobre sua pergunta, já agendamos uma reunião com o governador para tratarmos das emendas para o estado, especialmente a Cultura, com as escolas de música e de arte, de grande importância para os talentos a serem descobertos e o que fizeram com elas foi um desrespeito com a cultura e com a arte.

Diário – Existe muito critério para a liberação desses recursos não é mesmo?
Nilson – Sim, como por exemplo alocar recursos para evento é muito complicado de liberar. É mais indicado alocar para infraestrutura, recuperação de patrimônio ou mesmo equipar. Nós temos um teatro em Santana, que é do município, mas que está pronta só a caixa, que já precisa de reforma.

Diário – O senhor sempre que pode faz o programa de rádio que deu fama à dupla que formava com o saudoso Antônio de Pádua. E muita gente ficou impressionada com a semelhança na voz do seu atual parceiro, como é o nome dele? É parente do Pádua?
Nilson – É o Sidico, que é irmão do Pádua, legítimo. É por isso que tem um timbre de voz parecido... Mas é um artista muito talentoso o Natanael, muito inteligente e que vai estar com a gente ombreado para fazer a alegria do nosso povo. Aliás, era uma coisa que o Pádua mais me pedia, apesar que eu achava que iria primeiro... [risos]

Diário – Pedia o que?
Nilson – Que não deixasse o trabalho morrer. Nós só vivemos um intervalo de tempo aqui, não tem jeito, ninguém é eterno sob o ponto de vista físico. A gente vive aqui no mundo do relativo, mas um dia vamos partir.

Diário – E desse projeto político, ele era um entusiasta de sua candidatura?
Nilson – Foi ele que praticamente nos conduziu a essa candidatura e com a vontade popular assumimos esse mandato.

Diário – E curiosamente ainda deu tempo do Pádua produzir aquele jingle que embalou sua campanha, não é?
Nilson – Dois dias antes dele partir ele preparou aquela música. Pensei até em desistir da candidatura, mas a esposa dele disse que era o que ele mais queria e esse jingle foi um presente que ele me deixou. Aliás, há sempre os maldosos, que a gente até perdoa, dizendo que eu poderia desejar tirar dividendos com aquela tragédia, afinal a comoção é até natural, mas digo que se ele estivesse vivo eu teria sido muito mais votado.

Diário – E sobre essa história do impeachment da presidente Dilma. O que o senhor está sentindo nos ares de Brasília?
Nilson – Eu vejo com muita cautela, pois seria um prejuízo muito grande para a Nação. Eu sei que não está fácil, o Petrolão é só a ponta do iceberg, ainda tem outras situações aí que são complicadas, como o Minha Casa Minha Vida, assim como a questão do BNDES. Então a presidente Dilma Rousseff tem que se explicar melhor, mas temos que proteger a instituição Brasil. Não sei se o país está preparado para mais um impeachment de um Presidente da República. Ou a gente consolida de uma forma responsável a nossa democracia ou vamos continuar vendendo uma imagem negativa para o exterior, o que é lamentável.
Perfil...
Entrevistado. O amapaense Luiz Gionilson Pinheiro Borges, o Nilson Borges, tem 50 anos de idade, é casado e pai de três filhos. Formado em Economia pela Universidade Federal do Pará (UFPA) em 1985, foi eleito um dos oito deputados federais do Amapá com mais de 18 mil votos, sendo o terceiro mais votado. Decidiu ser humorista criando o personagem Vardico, da dupla Os Cabuçus. A parceria só acabou a morte de Pádua Borges, o Lurdico, ocorrida exatamente no início da campanha eleitoral do ano passado. Coincidentemente o parceiro deixou gravado dois dias antes de morrer a música que embalaria a corrida pelo voto, mesmo em meio à comoção que o falecimento prematuro do artista provocou na família e nos fãs. 

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Artigo do ex-presidente da República José Sarney

Meditação sobre o tempo



A liberdade tem grande poder criativo. Até mesmo os excessos o seu exercício corrige. É necessário, para entendê-la, compreender o que é o tempo. Leonardo da Vinci escreveu uma noite, em seus angustiados cadernos, que “justiça é filha do tempo”.

Um dia ouvi, em Hong Kong, em companhia do embaixador Miguel Osório, que naqueles anos (1967?) procurava desvendar o mistério do que ocorria com a Revolução Cultural na China, uma afirmativa de um velho poeta, com o sabor de sabedoria milenar, que a diferença entre o Ocidente e o Oriente era o fato de que os ocidentais não sabiam o que era o tempo.

Quando me encontrei com Deng Xiao Ping, em Pequim, ele me falou entusiasmado de seu país daqui a 100 anos, como se dissertasse sobre o dia seguinte. Descreveu-me empolgado as metas dos próximos 20 anos, como se comentasse a madrugada que viria.

Comecei então a aprender o que é tempo e a saber que é dele que se faz a vida. Muito tenho falado sobre a paciência, mas, hoje, ocorre- me defini-la como a virtude de saber esperar.

Não com o sentido de reparar injustiças ou desejo de esquecer o passado, mas de ver os fatos com o sabor de “experiência vivida”, de ser humilde ao olhar erros, de aprender, de poder emitir conceitos e de ter a consciência de que muitas vezes podemos estar errados.

Nada mais falso do que o chavão de repetir que, se tivéssemos de viver de novo, repetiríamos tudo. Muitas coisas não faríamos, outras crescentaríamos e outras nem uma coisa nem outra, simplesmente seriam ignoradas.

Afinal, a gente melhora com o passar dos anos. Perde-se em vigor, mas ganha-se em saber.

Os desenganos, as esperanças modestas, as ambições, as vaidades e as paixões têm o realismo do conhecimento do funcionamento do tempo, da vida.
Porque é bíblica e sagrada a certeza de que há tempo de semear e tempo de colher. É possível que o tempo de colher seja mais glorioso.

Mas é o tempo de semear que determina o que se vai colher.
Governei o Brasil no período mais difícil de sua história, mais cheio de cobranças políticas. Somavam-se esperanças e dificuldades.
As liberdades, represadas 20 anos, explodiam em reivindicações e gestos de intolerância.

A ânsia de mudanças atropelava os fatos. Coube-me plantar e poucas vezes colher.Há frustração maior do que plantar e não colher?

Até Cristo, quando olhou aquela videira sem frutos, que ele não plantara, lançou a maldição:”Teus galhos secarão.”

Mas é preciso ter a noção do tempo para esperar o momento da colheita. Como exemplo, recordo que semeei o exemplo de respeitar até o limite dos exageros, a liberdade de imprensa, rádio e televisão porque sempre entendi que a prática da liberdade corrige os excessos.

Não apenas nos veículos de comunicação, mas em todo o processo de circulação de informação da sociedade. As instituições se fortalecem e se consolidam. A democracia é um regime que é melhor do que os outros porque sobrevive às crises e sabe absorvê-las.

O Brasil vive, neste instante, as excelências de um regime democrático, pluralista e aberto. Sua massa crítica e instituições não entram em colapso em face da tempestade e seguram as estruturas da sociedade e do Estado.

E, dentro deste vendaval, constata-se a verdade de Jefferson de que a liberdade de imprensa é a liberdade fundamental. Nosso Rui Barbosa resumiu o conceito chamando-a “pulmão da democracia”.

A semeadura foi boa. Hoje, todos colhemos os frutos de uma imprensa vigorosa, cumprindo sua missão de informar. Porque, no mais, as decisões são frutos da verdade que, como se diz no Maranhão, “é como o manto de Cristo, não tem costura”.

José Sarney

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Conheça o perfil dos integrantes da Bancada do Amapá na Câmara

MARCOS REATEGUI - PSC/AP
MARCOS JOSE REATEGUI SOUZA
Nascimento: 6/10
Naturalidade: 
Gabinete: 344, Anexo 4, Telefone: 3215-5848, Fax: 3215-2848

Atividades Profissionais e Cargos Públicos:
Gerente de Expediente, Banco do Brasil, Macapá, AP, 1990-1996; Assessor Jurídico, Tribunal de Justiça, Macapá, AP, 1997-2000; Procurador de Estado, Procuradoria Geral do Estado, Macapá, AP, 2003-2006; Procurador Geral do Estado, Procuradoria Geral do Estado, 2006-2009; Delegado de Polícia Federal, Departamento de Polícia Federal, 2009.


CABUÇU BORGES - PMDB/AP

Informações do Deputado
Foto do Deputado CABUÇU BORGES
  • Nome civil: LUIZ GIONILSON PINHEIRO BORGES
  • Aniversário: 6 / 3 - Profissão: Comunicador de Rádio,Economista
  • Partido/UF: PMDB / AP / Titular
  • Telefone: (61) 3215-5380 - Fax: 3215-2380
  • Legislaturas: 15/19
  • Biografia
  • Fale com o deputado

Atividades Profissionais e Cargos Públicos:
Formado em Economia, pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Humorista e radialista, Macapá, AP, Ator e Produtor Teatral. 

JOZI ROCHA - PTB/AP
JOZIANE ARAUJO NASCIMENTO ROCHA
Nascimento: 26/3
Naturalidade: 
Gabinete: 309, Anexo 4, Telefone: 3215-5309, Fax: 3215-2309
Atividades Profissionais e Cargos Públicos:
Presidente, Federação das Indústrias do Estado do Amapá, Macapá, AP, 2013-2017.
Atividades Sindicais, Representativas de Classe e Associativas:
Presidente, Federação das Indústrias do Estado do Amapá (Fieap), Macapá, AP, 2013-2017; Conselheira, Sebrae - AP, Macapá, AP, 2013-2014; Membro do Conselho Superior, Universidade Estadual do Amapá (UEAP), Macapá, AP, 2013-2014; Presidente do Conselho Regional, Senai - AP, Macapá, AP, 2013-2013; Diretora Regional, Sesi - AP, Macapá, AP, 2013-2013; Conselheira, Conselho Estadual do Meio Ambiente, Macapá, AP, 2013-2014; Presidente, Sindicato das Indústrias de Joalheria, Ourivesaria e Minerais Sólidos e Não Sólidos do Estado do Amapá (Sinjap), Macapá, AP, 2014-2018
Condecorações:
Diplomação - Outorga - Medalha Amikeco, Homenagem da Associação Internacional da Policia Federal - IPA 27, Brasília, DF, 2013
Estudos e Cursos Diversos:
Sistema Indústria ( completo ) , Wourd Skill, ALEMANHA, Frankfurt, 2013-2013.
Seminários e Congressos:
IDEALIZADORA: Seminário Nacional do Petróleo, Senai - Amapá, BRASIL, Macapá, AP, 2013; ORGANIZADORA: I Seminário da Educação Profissional do Estado do Amapá, Superintendência do Trabalho do Estado do Amapá, BRASIL, Macapá, AP, 2013; PARTICIPANTE: II Encontro Internacional de Direito Ambiental, Ministério Público do Estado do Amapá, BRASIL, Macapá, AP, 2013; PARTICIPANTE: Encontro Nacional da Indústria (Enai), Confederação Nacional da Industria, BRASIL, Macapá, AP, 2013; PARTICIPANTE: Amapá - Logística e Offshore, Secretaria de Indústria e Comércio do Estado do Amapá, BRASIL, Macapá, AP, 2014.
Conselhos:
Diretora Regional, Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Macapá, AP, 2013-2017.


ANDRÉ ABDON - PRB/AP
ANDRE DOS SANTOS ABDON
Nascimento: 10/11
Naturalidade: 
Gabinete: 831, Anexo 4, Telefone: 3215-5831, Fax: 3215-2831
Atividades Profissionais e Cargos Públicos:
Engenheiro Florestal, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Macapá, AP, 1998.
Estudos e Cursos Diversos:
Engenharia Florestal ( completo ) , Faculdade da Amazônia, BRASIL, Belém, PA, 1989-1994.

ROBERTO GÓES - PDT/AP
ANTONIO ROBERTO RODRIGUES GÓES DA SILVA
Nascimento: 22/6
Naturalidade: 
Gabinete: 462, Anexo 4, Telefone: 3215-5462, Fax: 3215-2462
Atividades Sindicais, Representativas de Classe e Associativas:
Deputado Estadual, Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, Macapá, AP, 1994-2008, Prefeito de Macapá, 2009-2012; Presidente, Federação Amapaense de Futebol, Macapá, AP, 2011-2018



PROFESSORA MARCIVANIA - PT/AP
Marcivania do Socorro da Rocha Flexa
Nascimento: 21/6/1973
Naturalidade: Santana, AP
Profissões: Professor de Português e Servidor Público Estadual
Filiação: Antonio Ivan e Joaquina Tânia
Escolaridade: Superior
Mandatos (na Câmara dos Deputados):
Deputada Federal, 2011-2015, AP, PT. Dt. Posse: 01/02/2011; Deputada Federal, 2015-2019, AP, PT. Dt. Posse: 01/02/2015.
Suplências e Efetivações:
Assumiu, como Titular, o mandato de Deputado Federal, na Legislatura 2011-2015, a partir de 1º de fevereiro de 2011, e afastada em virtude de nova totalização dos votos pelo TRE, a partir de 12 de julho de 2011, passando à condição de Suplente.
Filiações Partidárias:
PT
Atividades Parlamentares:
CÂMARA DOS DEPUTADOS - 54ª Legislatura
COMISSÃO PERMANENTE: Comissão de Seguridade Social e Família - CSSF: Titular, 1/3/2011 - 12/7/2011; Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia - CINDRA: Suplente, 1/3/2011 - 12/7/2011; Comissão de Seguridade Social e Família - CSSF: 3º Vice-Presidente, 16/3/2011 - 12/7/2011.
CONSELHO: RES 025/01 - CONSELHO DE ÉTICA: Titular, 16/3/2011 - 12/7/2011.
Atividades Profissionais e Cargos Públicos:
Professora, Governo do Estado do Amapá, Santana, AP, 1992.
Estudos e Cursos Diversos:
Letras, Universidade Federal do Amapá, Macapá, AP, 1992-1995; Direito, Universidade Federal do Amapá, Macapá, AP, 2006.

VINICIUS GURGEL - PR/AP
Vinicius de Azevedo Gurgel 
Nascimento: 31/7/1978
Naturalidade: Macapá, AP
Profissões: Contador
Filiação: Hildebrando Carneiro Gurgel Junior e Telma Lucia de Azevedo Gurgel
Gabinete: 852, Anexo 4, Telefone: 3215-5852, Fax: 3215-2852
Escolaridade: Superior
Mandatos (na Câmara dos Deputados):
Deputado Federal, 2011-2015, AP, PRTB. Dt. Posse: 01/02/2011; Deputado Federal, 2015-2019, AP, PR. Dt. Posse: 01/02/2015.
Filiações Partidárias:
PRTB, 2009-2011; PR, 2011-.
Atividades Parlamentares:
CÂMARA DOS DEPUTADOS - 54ª Legislatura
COMISSÃO PERMANENTE: Comissão de Finanças e Tributação - CFT: Suplente, 1/3/2011 - 31/1/2012; Comissão de Minas e Energia - CME: Titular, 1/3/2011 - 31/1/2012; Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania - CCJC: Suplente, 7/3/2012 - 2/2/2013; Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio - CDEIC: Titular, 7/3/2012 - 2/2/2013; Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público - CTASP: Suplente, 5/3/2013 - 3/2/2014; Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio - CDEIC: Titular, 5/3/2013 - 3/2/2014; Comissão de Viação e Transportes - CVT: Titular, 25/2/2014 - .
COMISSÃO ESPECIAL: ATIVIDADE DE TRANSPORTE AÉREO: Titular; PL 2671/89 - CÓDIGO BRASILEIRO DE COMBUSTÍVEIS: Suplente; BEBIDAS ALCOÓLICAS: Suplente, 26/4/2011 - 27/3/2012; PEC 111/11 - SERVIDORES DOS EX-TERRITÓRIOS: Titular, 9/4/2012 - 27/5/2014.
COMISSÃO EXTERNA: RECONSTRUÇÃO DO PORTO DE MINÉRIO DA ICOMI NO AMAPÁ: Titular, 3/4/2013 - .
Estudos e Cursos Diversos:
Ciências Contábeis, Centro de Ensino Superior do Amapá, AP, 1996-2000.

JANETE CAPIBERIBE - PSB/AP
Janete Maria Góes Capiberibe
Nascimento: 12/5/1949
Naturalidade: Amapá, AP
Filiação: Lourival de Góes e Alzira Del Castilo Góes
Gabinete: 209, Anexo 4, Telefone: 3215-5209, Fax: 3215-2209
Escolaridade: Superior
Mandatos (na Câmara dos Deputados):
Deputada Federal, 2003-2007, AP, PSB. Dt. Posse: 01/02/2003; Deputada Federal, 2007-2011, AP, PSB. Dt. Posse: 01/02/2007; Deputada Federal, 2011-2015, AP, PSB. Dt. Posse: 13/07/2011; Deputada Federal, 2015-2019, AP, PSB. Dt. Posse: 01/02/2015.
Suplências e Efetivações:
Assumiu e foi efetivada no mandato de Deputada Federal, na Legislatura 2011-2015, em 13 de julho de 2011, em virtude de nova totalização dos votos pelo TRE.
Filiações Partidárias:
PCB, 1965-; PMDB, 1980-1987; PSB, 1987-.
Atividades Partidárias:
Atividade Partidária - Câmara dos Deputados Vice-Líder, PSB, 2003-2004, 9/5/2012-7/2/2013, 10/4/2014- ; Vice-Líder, Bloco PSB/PTB/PCdoB, 1/3/2012-2/5/2012. Atividade Partidária - Externas à Câmara dos Deputados Executiva, Diretório Regional do PSB, Macapá, AP, 1987-1989; Presidenta, Diretório Regional do PSB, Macapá, AP, 1996-1998 e 2001-2003.
Mandatos Externos:
Vereadora, Macapá/AP, Partido: PSB, Período: 1989 a 1990 Deputada Estadual, AP, Partido: PSB, Período: 1991 a 1995 Deputada Estadual, AP, Partido: PSB, Período: 1995 a 1999 Deputada Estadual, AP, Partido: PSB, Período: 1999 a 2003
Atividades Profissionais e Cargos Públicos:
Tradutora Francês e Português, Canadá, 1975-1977; Ajudante de Assistente Social, Canadá; Professora de Biologia, Moçambique, África, 1977-1979.
Estudos e Cursos Diversos:
Engenharia de Execução Agrícola (incompleto), Universidade do Chile, Talca, Chile, 1971; Ciências da Saúde (incompleto), CEGEP, Vieux Montreal, Canadá, 1975; Ciências da Saúde (incompleto), CEGEP, Saint Yachinte, Canadá, 1976; Curso de Língua Francesa, COFI, Québéc, Canadá, 1974; Medicina Veterinária (incompleto), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, PE, 1981.
Perdas de Mandato:
Perdeu o mandato de Deputada Federal na Legislatura 2003-2007, nos termos do Ato da Mesa nº 74/2006, em 26 de janeiro de 2006.
Conselhos:
Membro, Conselho Estadual de Meio Ambiente, Macapá, AP, 1997-2002.

Após eleições, bancada evangélica continua forte; sindicalistas perdem espaço

Levantamentos do Diap apontam que bancada religiosa, com 52 deputados identificados até agora, virá com força para defender temas de seu interesse na próxima legislatura. Já os sindicalistas viram número de representantes ser reduzido quase pela metade, de 83 para 46 parlamentares.
Divulgação-PSC
Entrevista deputado Pastor Marco Feliciano
Bancada que se manterá forte, os evengélicos tiveram a presidência da Comissão de Direitos Humanos. 
Passados poucos dias das eleições, o perfil da Câmara dos Deputados começa a tomar forma e as bancadas suprapartidárias a ser definidas. Levantamentos preliminares do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) dão conta de algumas categorias de parlamentares que voltarão com força, enquanto outras sofreram reduções significativas nas urnas.
Uma bancada que continuará expressiva em 2015 será a evangélica, com 52 deputados identificados até agora pelo Diap. Apesar de menor que a bancada que saiu das urnas em 2010 (naquele ano, 70 deputados professavam a fé evangélica), o grupo, segundo o assessor parlamentar do Diap Antônio Augusto de Queiroz, deverá crescer. Isso porque, no levantamento, o Diap considerou apenas os que são reconhecidamente evangélicos porque ocupam cargos nas estruturas das instituições religiosas. Dos 52 eleitos neste ano, 14 são novatos e 38 foram reeleitos.
Independentemente de qualquer crescimento, o cientista político André Pereira César, classifica como significativo o fato de aproximadamente 10% dos deputados serem evangélicos. Para Antônio Augusto de Queiroz, por outro lado, mais importante do que o número é o “ímpeto” com que o segmento defende sua pauta. A bancada deve retomar o debate de temas como aborto, união homoafetiva e legalização da maconha.
Um dos expoentes da atual legislatura que continuará em 2015 é o Pastor Marco Feliciano (PSC-SP). Considerado homofóbico por movimentos relacionados aos direitos humanos, Feliciano presidiu a Comissão de Direitos Humanos e Minorias em 2013.
Laycer Tomaz / Câmara dos Deputados
Manifestação Sindicatos - julho 2013
Para especialista, redução da bancada sindicalista indica queda de representatividade dos sindicatos.
Pauta social e trabalhista
Na contramão dos evangélicos, perdeu força na Câmara a bancada sindical, passando dos atuais 83 parlamentares para 46, sendo 14 novatos, segundo os dados do Diap. Trata-se de uma redução importante na avaliação de André Pereira César, com prejuízos para a pauta trabalhista.
“A queda mostra que a representatividade de sindicatos talvez tenha de ser revista. O grande eleitorado talvez não os veja mais como capazes de solucionar questões, problemas e demandas”, afirmou César.
No entendimento de Antônio Augusto de Queiroz, os sindicalistas não conseguiram se eleger em razão dos altos custos de campanha, cenário que tende a priorizar os empresários na corrida pela Câmara. Até agora o Diap identificou 189 empresários eleitos, número que deve ultrapassar os 250.
Segundo Queiroz, uma das prioridades dessa categoria é justamente a reforma trabalhista, mas com um viés empresarial. “O governo não tem mais o que oferecer em termo de desoneração de folha, por exemplo. Portanto, os empresários vêm com força para o enfrentamento dos direitos sociais.”
Outros grupos
O Diap está trabalhando ainda no levantamento de grupos de parlamentares ligados a outros temas, como a segurança, o agronegócio e o meio ambiente. No que diz respeito à segurança, 20 nomes já foram identificados. Esses deputados, segundo Queiroz, devem trabalhar por um afrouxamento do Estatuto do Desarmamento e pela redução da maioridade penal.
Por outro lado, os embates entre ruralistas e ambientalistas também devem retornar à pauta. “Os ruralistas quase todos retornaram. Agora, os embates dependerão de quem for eleito para a presidência da República. Questões indígenas, novas hidrelétricas, reciclagem e desmatamento devem entrar na pauta”, disse o assessor do Diap.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Rachel Librelon

Coluna Argumentos, quarta-feira, dia 04 de fevereiro de 2015.

Temporal

E a chuva heim? Amigo, são Pedro abriu as portas do céu ontem e fez desabar aquilo que o povão chama de toró sobre o Amapá. Muitos pontos de alagamento voltaram a se formar, um problema antigo que não há quem consiga resolver nesta terra de meu Deus!

Niver

Não podemos esquecer que hoje é aniversário da cidade, que chega aos 457 anos demonstrando que ainda resiste, combalida, mas de pé. Temos natureza generosa nos arredores, falta cuidado para ser completa.

Praia

Quer um exemplo? Em que pese estarmos à beira do maior rio do mundo, Macapá não tem uma praia organizada na região metropolitana. Afastada do Centro temos a da Fazendinha, há muito tempo esquecida.

Points

Mas Macapá tem lá seus encantos. E recantos. Como a bucólica vila do Curiaú, a Fortaleza de São José de Macapá e o Monumento do Marco Zero do Equador. Em todos, faltam guias com o devido treinamento.

Equador

Sarney me disse certa vez que nos anos 60 quem ia de São Paulo a Nova Iorque pela Varig recebia um registro de que cruzara a Linha do Equador quando sobrevoavam nossa região. Aqui está em falta.

Macapá
Gente, apesar das críticas, afinal queremos uma cidade melhor, devemos reconhecer o orgulho de ser de Macapá, a capital banhada pelo rio Amazonas e cortada pela Linha do Equador. Vamos em frente, acreditando em dias melhores para a terra das bacabas.

Crítica

Por falar em Sarney, ele partiu para o ataque ao governo Dilma. Tem a ver com o abandono de uma obra da Petrobrás no Maranhão: “É com grande revolta e profunda indignação que verifico como são tomadas as decisões no Brasil, esquecendo o maior dos problemas, o das desigualdades regionais”.

Nomes

Gilberto Laurindo, na Junta Comercial e Eliezir Viterbino, na Secretaria Estadual da Indústria, Comércio e Mineração. Essas mexidas foram muito bem recebidas pelo setor do comércio e empreendedorismo. Uma nova chance para que o poder público no mínimo não atrapalhe a iniciativa privada local.

Porto

Teve nome novo também na Companhia Docas de Santana. Trata-se do ex deputado Eider Pena, que também é um entusiasta do agronegócio. Sua indicação chega no exato momento em que pode deslanchar o projeto de embarque de grãos do Centro-Oeste do país pelo Porto de Santana.

Davi Alcolumbre promete lutar por melhorias para o Amapá

Moreira Mariz/Agência Senado
Em seu primeiro pronunciamento no Senado, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) ressaltou seu compromisso com a elevação do nível de vida e dos indicadores de emprego e renda do seu estado. Para o senador, a missão, apesar de difícil, será gratificante.
O Amapá terá de mim exclusividade para atender as principais demandas, visando a amenizar os problemas econômicos e sociais mais urgentes de nossa terra.
Segundo o senador, o Amapá ainda é refém do isolamento, que impede o avanço econômico. Ele defendeu avanços em infraestrutura, abastecimento de água, saneamento básico e serviços de saúde.
No plano nacional, Davi Alcolumbre reivindica reformas política e tributária que reflitam o sentimento da população. Na visão do senador, não é possível apenas administrar o caos, porque estados e municípios já não suportam o peso das demandas crescentes.
O ano de 2015, avalia, será difícil, com turbulência política e econômica, contas públicas deterioradas e falta de investimento no setor elétrico. Além disso, Alcolumbre apontou a falta de controle na segurança pública e os problemas da saúde e na educação.
Agência Senado

Reforma política, estabilidade e segurança são destaque na abertura do ano legislativo

O deputado Beto Mansur lê a mensagem presidencial, com Aloizio Mercadante, Eduardo Cunha, Renan Calheiros e Ricardo Lewandowski à mesa
Da Redação

Reforma política, medidas para assegurar a estabilidade econômica e segurança pública foram alguns dos temas que tiveram destaque durante a sessão de abertura dos trabalhos do Legislativo, nesta segunda-feira (2). Na solenidade, os presidentes dos Três Poderes apresentaram as principais metas para 2015.
Lida pelo primeiro-secretário do Congresso, deputado Beto Mansur (PRB-SP), a mensagem presidencial de Dilma Rousseff teve como tema central a economia. No texto, ela afirma que as mudanças que o país deseja dependem da estabilidade econômica e garante que o governo tem adotado medidas para promover o reequilíbrio fiscal.
“Ajustes fazem parte do dia a dia da política econômica, bem como do cotidiano de empresas e pessoas. Ajustes nunca são um fim em si mesmos. São medidas necessárias para atingir um objetivo de médio prazo, que, em nosso caso, permanece o mesmo: crescimento econômico com inclusão social. Não promoveremos recessão e retrocessos”, diz a presidente no texto.
A presidente também cita mudanças recentes criticadas por parte da população e dos parlamentares: os ajustes no seguro-desemprego, no abono salarial e na pensão por morte. De acordo com a mensagem, essas não são medidas fiscais, mas aperfeiçoamentos de políticas sociais para aumentar sua eficácia e justiça.
Dilma Roussef lembra projetos que o Executivo deve enviar ao Congresso em 2015. Entre os temas tratados por iniciativa do governo, estão a política de valorização do salário mínimo, novas regras de transição entre o Simples Nacional e os demais regimes tributários, medidas contra a impunidade, mudanças na segurança pública e reforma política.
Reforma política
O tema da reforma política foi comum aos pronunciamentos da presidente Dilma Rousseff, do presidente do Senado, Renan Calheiros, e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Na mensagem, a presidente fala sobre a urgência de novas regras para a escolha dos representantes da população e de novas formas de financiamento das campanhas eleitorais.
“É nossa tarefa democratizar o poder para que a sociedade se sinta cada vez mais representada e para que as instituições representem, com ética e transparência, a vontade de todos os cidadãos. Conto com esta Casa para, neste novo ano legislativo, atuarmos em parceria para dar início a um novo ciclo histórico de mudanças em nosso país”, afirma Dilma Roussef no texto.
Para Renan Calheiros, a reforma política é um dos maiores desafios do Congresso, já que, segundo ele, as tentativas de mudança “se arrastam” há 12 anos. O ideal, segundo Renan, seria que os parlamentares traçassem as linhas principais da reforma e submetesse as mudanças a um referendo.
— Urge que sejam feitas mudanças profundas em nosso sistema político para torná-lo moderno, funcional, eficiente e transparente. Pagaremos um alto preço não formos capazes de enfrentar esse desafio — disse.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, lembrou que mudanças no processo eleitoral têm de ser aprovadas e sancionadas antes de outubro para valerem nas eleições de 2016.
Segurança pública
Mudanças na gestão da segurança pública também tiveram destaque nos pronunciamentos. Tanto a mensagem da presidente quanto o discurso de  Renan Calheiros trataram do assunto. Dilma lembra, na mensagem, que deve ser enviada ao Congresso uma PEC para tornar a segurança pública de competência comum de todos os entes federativos.
Renan, por sua vez, disse que é imprescindível colocar na agenda novas formas de cooperação entre a União e os demais entes, sobretudo na segurança pública.
Além da segurança, os presidentes do Senado e da Câmara também defenderam outra mudança relativa ao equilíbrio do pacto federativo: a reforma tributária.
— Isso é uma consequência de uma discussão maior, que é a discussão do próprio pacto federativo, porque de nada adianta você tratar de divisão de tributos sem tratar das obrigações e dos direitos de cada um nesse bolo. É muito importante que isso seja tratado dessa forma — lembrou Eduardo Cunha.
Prioridades
Em seu pronunciamento como presidente do Congresso, Renan apontou  projetos prioritários para 2015, entre eles, as reformas do Código Penal, da Lei de Execução Penal, da Lei de Licitações e do Código de Defesa do Consumidor. O presidente também afirmou que o Congresso vai trabalhar para aprofundar a regulamentação do orçamento impositivo e para permitir a fiscalização do sistema tributário.
— É também nossa intenção trabalhar uma agenda integrada do Congresso Nacional e do Senado Federal com a Câmara dos Deputados, a fim de otimizar resultados e conquistas — declarou.
A harmonia entre os Poderes da república foi lembrada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que reforçou a importância de uma relação pacífica, porém pautada pela independência.
— Se os Poderes viverem em desarmonia, o país estará numa situação de inconstitucionalidade — disse Lewandowski, que declarou abertas as portas do Supremo para o diálogo com o Congresso.
Cerimônia
Antes da sessão de abertura, como manda o protocolo, foi realizada uma cerimônia na parte externa do Congresso. Por volta das 15h, o presidente do Congresso, Renan Calheiros, chegou. Na rampa da frente do Palácio do Congresso, a Banda do Batalhão da Guarda Presidencial tocou o Hino Nacional, ao mesmo tempo em que foram hasteadas as Bandeiras Nacionais das duas Casas Legislativas. Durante o hasteamento, foi realizada a Salva de Gala (21 tiros de canhão).
Depois das honras militares, Renan Calheiros foi recebido, na parte de cima da rampa, pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. No Salão Negro, os dois se juntaram ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, e ao ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e seguiram para o Plenário da Câmara dos Deputados, onde foi realizada a sessão.
Agência Senado

Coluna Argumentos, terça-feira, dia 03 de fevereiro de 2015.

Estréia

Deputado Marcos Reátegui (PSC) tem grande começo no Congresso Nacional, onde acaba de emplacar eleição também para ser o coordenador da bancada do Amapá. Posto já foi de Milhomen (PCdoB) e depois de Davi (DEM). Demonstra poder de articulação.

Aliado

E tem outra a favor de Reátegui. Era entusiasta da candidatura do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a presidência da Câmara dos Deputados. Ele ganhou e reafirmou apoio às demandas do Amapá.

Estradas

As chuvas se intensificam no interior do estado e motiva um alerta na equipe do secretário Odival Monterrozo, na Setrap. A ordem é acelerar a papelada para retomar contratos de manutenção com empreiteiras.

Estragos

Situação das ruas e avenidas de Macapá também se agrava com as chuvas do fim de semana. Tem lugares que as linhas de ônibus estão sendo desviadas, para irritação de usuários menos avisados. Uma tremenda amolação.

Absurdo

O Jornal Nacional, da Rede Globo, apontou ontem o Amapá como campeão entre os que mais jogam água tratada pelo ralo. Segundo estudo, a cada 10 litros de água tratada quase 8 litros são desperdiçados.

Calote
Operários que trabalhara na construção do Atacadão de Macapá, do grupo Carrefour, alegam ainda não ter recebido salários atrasados de dezembro de 2014. A notícia é ruim para os negócios da corporação. Vilã da história seria a construtora Interbuild. Que coisa feia!

Curso

O comandante da Capitania dos Portos, Lúcio Ribeiro, anuncia a interiorização das ações da Marinha na formação e regularização de marítimos. O primeiro curso de formação será levado para o município de Ferreira Gomes, onde ocorre muita atividade fluvial, seja trabalho ou lazer. Boa iniciativa.

Boa

Esporte é vida, diz aquela máxima. Crianças e jovens com idade entre 6 e 17 anos podem se inscrever gratuitamente, nas modalidades de Iniciação Esportiva oferecidas pelo Serviço Social da Indústria (SESI) por meio do Programa Atleta do Futuro (PAF). Há vagas para as atividades de handebol, voleibol e futsal.

Enfim

A Companhia de Eletricidade do Amapá, após 20 anos de inadimplência, conseguiu tornar-se adimplente com o setor elétrico. Emitiu certificado de Adimplemento que atesta o recolhimento das quotas da Reserva Global de Reversão (RGR), do Programa de Fontes Alternativas de Energia.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Sarney deixa política e ataca governo Dilma: 'desprezo e ingratidão'

  • Divulgação/Agência Senado - 19.dez.2014
    Ex-senador fez críticas à decisão da Petrobras de cancelar a construção de refinaria no MA e à política econômica de Dilma
    Ex-senador fez críticas à decisão da Petrobras de cancelar a construção de refinaria no MA e à política econômica de Dilma
Carlos Madeiro
Do UOL, em Maceió

No dia em que se despediu da política, o ex-presidente e ex-senador José Sarney (PMDB-AP) fez duras críticas ao governo Dilma Rousseff em sua coluna publicada semanalmente no jornal "O Estado do Maranhão", de propriedade de sua família.
O alvo principal da crítica neste domingo (1º) foi o cancelamento, anunciado na quarta-feira (28) pela Petrobras, da construção da refinaria Premium 1, cuja obras estavam em andamento em Bacabeira (53 km de São Luís).
"O Maranhão recebeu apático uma decisão que é uma manifestação de discriminação, desprezo, ingratidão e injustiça. Que culpa tem o Maranhão pela corrupção e pela bagunça da Petrobras? Pagamos nós pela Lava Jato!", questionou Sarney, seguindo: "O Maranhão esperou 30 anos por um grande projeto de estrutura de base, para mostrar que o Brasil não pode continuar a ser dois Brasis, um rico e um pobre."
Ainda segundo o senador, é hora do Estado se unir para que as obras sejam retomadas. Ele defende uma "luta" dos nomes maranhenses pela retorno das obras.
"Eu não aceito essa decisão de acabar com a refinaria em nossa terra. Falta de dinheiro na Petrobras! Por que não abrir a empresas estrangeiras a construção? Aí estão capitais chineses, americanos, ingleses, holandeses, sauditas, árabes e tantos outros. Posso não estar mais vivo, mas sei que, se mantivermos a luta, classes empresariais, povo, governo, todos unidos, essa decisão será revertida e um dia vamos ver a refinaria do Maranhão", escreveu.
Segundo dados de balanços da Petrobras, a refinaria Premium 1 já teve investimentos federais, desde 2007, de R$ 1,8 bilhão --em valores não-atualizados monetariamente.
Além da obra no Maranhão, a Petrobras também anunciou que desistiu da refinaria Premium 2, no Ceará, que já teve mais de R$ 1 bilhão em investimentos.
Em nota, o governo do Maranhão --comandado por Flávio Dino (PCdoB), opositor histórico dos Sarney-- também criticou o governo federal e disse está "pronto a dialogar com a Petrobras para a retomada de investimentos no Maranhão, sendo sanados os erros técnicos do projeto original, que não são de responsabilidade do povo maranhense."

Política econômica "hostil"

As críticas do ex-senador e aliado da presidente não se restringiram à refinaria e chegaram à política econômica de Dilma.
"Os fundos de participação dos Estados são contidos em limites precários, incapazes de fazer a diferença. Não há incentivos efetivos aos empréstimos dos bancos de desenvolvimento, como taxas de juro diferenciadas das dos estados ricos. A área econômica do governo é indiferente, ou mesmo hostil, a medidas que possam fazer os estados pobres competitivos, capazes de atrair investimentos que normalmente vão para os estados ricos", alegou Sarney.

“O projeto para Macapá está vivo, sim; estou à disposição para debater a cidade”

“O projeto para Macapá está vivo, sim; estou à disposição para debater a cidade”
Um dos mais promissores representates da jovem política amapaense chega ao terceiro mandato de deputado estadual, neste domingo. Demonstrando maturidade e habilidade, Michel JK, do PSDB, desponta como aspirante a ser prefeito da capital, projeto que ela havia lançado ainda em 2012, mas que acabou tendo que adiar por disputas internas no partido. A resposta veio com uma diligente atuação parlamentar e destacada capacidade de arregimentar apoio para o amigo e aliado Waldez Góes nas eleições do ano passado. Também passou incólume em meio à turbulência que se abateu no Parlamento estadual, tanto que agora é um dos mais experientes da Casa, condições que acredita possível de credenciá-lo a disputar a prefeitura daqui a dois anos. Acompanhe a entrevista a seguir.

Diário do Amapá – O senhor está indo para seu terceiro mandato de deputado estadual, não é isso? Passou rápido não parece?
Michel JK – Sim, graças a Deus. Mas não podemos esquecer de minha passagem pela Câmara Municipal, onde fui, com muito orgulho, vereador de Macapá. Aliás, comungo da opinião de alguns cientistas políticos que defendem um projeto de que todo político deveria começar a carreira como vereador.
Diário – Seria uma espécie de escola para daí galgar outros postos mais altos?
Michel – Sim, pois acaba sendo isso mesmo, tanto que chegam a se referir às Câmaras Municipais como Legislativo Mirim, uma forma até carinhosa, com todo respeito que essas casas legislativas merecem. Teve um tempo que alguns vereadores pensaram em mudar a denominação para deputado municipal, o que entendo ser desnecessário, afinal o charme é ser vereador mesmo.
Diário – O senhor sabe a origem dessa palavra deputado?
Michel – Olha, existem duas correntes de pensamento sobre a origem. Para Antônio Houaiss a etimologia é "verear" que significa legislar ou administrar algo na qualidade de vereador. Entretanto, outros autores apontam a possibilidade de "vereador" ser uma contração de "verificador", que remonta as origens portuguesas, quando o cargo era ligado ao Executivo. Já no Brasil os vereadores passaram a integrar mesmo o Legislativo.
Diário – E da Câmara a ser deputado estadual, como foi essa mudança para o senhor?
Michel – Veio naturalmente, com o crescimento e também a maturidade do mandato. Jamais perdi o foco dessa questão de ser um representante do povo, não apenas daqueles que confiaram seu voto em nossa proposta, mas olhar para o conjunto da sociedade. Isso a gente tem feito, seja na consolidação do processo legislativo, na votação e nas discussões das legislações, seja no contato com as inúmeras categorias de profissionais que nos procuram, sejam os servidores públicos, prestadores de serviço ou mesmo organizações das sociedade. A Assembleia Legislativa é mesmo uma caixa de ressonância dos anseios da população.
Diário – O senhor teve uma atuação muito destacada na última eleição, quando além de renovar seu mandato mergulhou na campanha do governador Waldez. Essas forças políticas que se alinharam em torno da volta dele agora falam em discutir os municípios, como é isso?
Michel – De modo geral o sentimento é de retomar o crescimento e o desenvolvimento do estado, que andou estagnado nos últimos anos. Isso passa necessariamente por cuidar das pessoas e das cidades, como vem dizendo o governador. Nossas cidades estão precisando de planeamento e as pessoas de motivação. Temos uma enorme carga tributária e esses encargos precisam voltar ao cidadão em forma de obras e serviços públicos, para resgatar a confiança do contribuinte. Não tem como ficar só no discurso, tem que profissionalizar a gestão, combater o desperdício e otimizar todos os recursos disponíveis, sejam humanos, materiais ou financeiros.
Diário – O senhor chegou a lançar seu nome para ser prefeito em 2012, mas o projeto acabou interrompido por querelas partidárias. Ainda pensa em retomar esse sonho?
Michel – Me dispus a entrar para a vida pública por acreditar que a política é essa mola propulsora capaz de dar respostas à população. Vivencio a atividade legislativa, mas confesso que já fiz sim muitos projetos como Executivo, isso é natural, todo mundo pensa em ter uma oportunidade como gestor. O projeto para Macapá está vivo sim, estou à disposição de debater Macapá, debater a Prefeitura, os erros e os acertos. Com a experiência e o modelo empresarial de gestão, uma administração municipal pode garantir dias melhores para o munícipe da Capital.
Diário – Mas o senhor também imprime uma característica muito diligente no seu mandato de deputado. Costuma percorrer o estado?
Michel – Sim, direto. Essa é uma prática muito importante, pois nos aproxima mais das comunidades, a gente passa não apenas a ouvir mais os clamores como a sentir de perto os problemas e daí tirar encaminhamentos para buscar a resolução desses problemas.
Diário – Muita gente considera que a ação no Legislativo impõe limitações ao político. O que o senhor acha disso?
Michel – Olha, seguimos um modelo republicano da Teoria dos Três Poderes, que foi consagrada pelo pensador francês Montesquieu. Então é preciso confiar nas instituições, pois cada uma tem seu papel muito bem definido. Não sinto essa limitação não, ao contrário, acho que o mandato parlamentar dispõe de ferramentas importantes que se bem utilizadas podem sim produzir resultados palpáveis para a coletividade.
Diário – Quais são essas principais ferramentas do mandato de deputado?
Michel – Olha, além da força política dessa representatividade, o mandato conta ainda com instrumentos como o requerimento, a indicação, o projeto de lei, a possibilidade de alterar a Constituição, além da atuação na tribuna, nas comissões permanentes e até nas temporárias, como as Comissões Parlamentares de Inquérito, as CPI’s.
Diário – E coube ao senhor ser o corregedor da Casa, como foi essa experiência?
Michel – Pois é, devido a circunstâncias que causaram muita repercussão, coisas que o tempo dirá quem estava com a razão, a gente acabou tendo que assumir também a gestão administrativa e financeira da Assembleia. Reagi com serenidade buscando sanear todo e qualquer passivo, dando continuidade aos programas de custeio e manutenção da Casa e realizando todos os procedimentos de contratações conforme preconiza a legislação. Temos um bom corpo técnico e isso ajudou muito nesse período. Apesar de minha formação e até mesmo tradição familiar de virmos da iniciativa privada, sabemos que o serviço público tem suas peculiaridades, a burocracia atrapalha, mas ao final tudo deu certo, graças a Deus.
Diário – Houve uma renovação importante na composição da Assembleia para este novo período, quando se inicia uma nova Legislatura. O que o senhor espera dos novos colegas que estão chegando ao Parlamento neste domingo?
Michel – Olha, sei que existem estreantes na política, mas são lideranças importantes que conquistaram seu espaço em suas atividades profissionais ou áreas de atuação, assim como também estão chegando pessoas um pouco mais experimentada, com mandatos de vereador por exemplo. Estou bastante otimista de que essa oxigenação será importante, fará bem à Casa e também ao estado. A gente só lamenta que parlamentares que vinham realizando grades mandatos como deputado não continuem nesse período, mas isso também faz parte da democracia e essa parada quem sabe pode até ser oportuna para novos projetos pessoais.
Diário – Obrigado pela entrevista.
Michel – Eu agradeço e desejo aos deputados e deputadas que começam hoje a escrever uma nova história na Assembleia Legislativa um grande mandato parlamentar.

Perfil...
Entrevistado. O amapaense Michel Houat Harb, o Michel JK, como é conhecido na política, nasceu em 12 de junho de 1978, é formado em Economia, empresário, casado e pai de dois filhos. É de uma família de quatro irmãos; seus pais Romeo e Katia, estão no Amapá desde a década de 50, contribuindo com as atividades comerciais do estado. Em 2004, lançou a candidatura para vereador,com o nº 45.123 foi mais votado naquele pleito, com 4.095 votos. Em 2006, lançou candidatura a deputado estadual e conseguiu se destacar como 10º colocado entre os 24 depu-tados da assembléia legislativa do Amapá, obtendo 5.450 votos. Foi reeleito em 2010  e depois em 2014 para seu terceiro mandato na AL.