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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Coluna Argumentos (Diário do Amapá), 10.01.2013



É brother
Você pode até não curtir o Big Brother, mas com tanta informação transmitida até por emissoras que não são a oficial do reallity show, todo mundo acaba nem que seja comentando alguma coisa a respeito. Que seja sobre as ‘pérolas’ ditas por alguns ou para elogiar eles ou elas.
Comandante
O inspetor Álvaro, uma das lideranças presentes em dez de cada dez manifestações da classe dos guardas municipais nos últimos anos, terá a partir de hoje a oportunidade de colocar em prática os sonhos da categoria.

Caso real
A respeito da nota anterior, em Belém, certa ocasião, o prefeito Edmilson Rodrigues empossou um guarda municipal que era tido como garoto-problema na instituição, inclusive tendo sido afastado. Virou o comandante.

Monumento
O jornal espanhol El Pais, um dos dez maiores do mundo, disse que o presidente José Sarney exerce papel estratégico ao longo de 54 anos de vida pública, ajudando o Brasil.


coluna ARGUMENTOS 1
Amor ao rio
O ambientalista Mamede Leal, uma das maiores autoridades e lideranças do setor, deve estar feliz da vida com a iniciativa do estado de lançar o projeto Um Rio de Lazer. “O rio Amazonas é nosso, é lindo e precisa ser valorizado”, diz Mamede

Retórica
Ainda a respeito do El Pais, ele repercutiu a entrevista que o presidente do Senado concedeu ao jornalista Fernando Rodrigues, da  Folha de São Paulo, no fim do ano passado, um raio-x brasileiro.

Impasse
O Amapá virou notícia ontem em rede nacional, sendo citado como um dos estados que dependem - e muito - do FPE (Fundo de Participação dos Estados. Quase 70% de seu orçamento vêm desse repasse federal considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, o STF.

Era hora
Nem o governador Camilo Capiberibe gostou da postura adotada pela Liga do Carnaval em dizer que “era problema deles” não ter acesso aos ingressos do Sambódromo, referindo-se à Associação de Agências de Viagem. Uma reunião hoje à tarde na Secretaria Estadual do Turismo (Setur) vai reunir as partes em busca de um entendimento. Turismo agradece.

Pleno do TRE-AP define datas para eleição majoritária em Pedra Branca do Amapari


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Na primeira sessão de 2013 do Pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), presidida pelo desembargador Raimundo Vales, foram definidas as datas relativas à eleição suplementar em Pedra Branca do Amapari. O pleito acontecerá dia 31 de março, domingo.

De 4 a 8 de fevereiro haverá registro das candidaturas. De 17 de fevereiro a 28 de março será o período permitido para a propaganda eleitoral gratuita no rádio, TV, carros de som, etc..

Até o dia da votação o TRE irá tomar as providências necessárias para que o pleito aconteça da melhor forma possí-vel. “Urnas eletrônicas e outros materiais de eleição serão providenciados. Vamos nos deslocar para lá e fazer toda a logística para essa eleição. Iremos convocar o Exército, de novo, porque lá sempre teve a presença das Forças Armadas”, informou o presidente do TRE-AP e dirigente da sessão plenária.

A data da posse do prefeito eleito será estipulada pela Câmara Municipal de Pedra Branca do Amapari, mas o TRE-AP vai sugerir que aconteça no dia 15 de abril. “Com essa aprovação plenária, levarei o orçamento da eleição à Brasília para conseguir o recurso necessário para pagamento dos que trabalharão no dia do do pleito. Teremos despesas com pagamento de pessoal, hora extra de funcionários e transporte”, explicou Vales.

A eleição suplementar em Pedra Branca do Amapari vai acontecer devido ao percentual de votos nulos ter ultrapassado 50% do total dos votos válidos.

A então candidata Socorro Pelaes (PTN), que tentava a reeleição, teve o seu registro de candidatura indeferido pelo Supremo Tribunal Eleitoral (STE). A candidata, que concorreu sub judice, obteve 3.887 votos (56%) que acabaram se tornaram nulos. Segundo a legislação eleitoral, quando os votos nulos suplantam a maioria absoluta dos sufrágios, deve ocorrer outra eleição.

Além de Genival Gemaque (PR) e Pastor Geraldo (PSC), o atual presidente da Câmara, vereador Wilson Souza (PSB), é pré-candidato. Wilson tentará a reeleição porque está no exercício interino da Prefeitura dePedra Branca do Amapari.

Senador Randolfe vai trazer 1º Céu das Artes do Amapá


Amazônia Brasil

Macapá pode receber o seu primeiro “Céu das Artes”, um centro de cultura e artes para a população carente. O senador Randolfe Rodrigues (PSOL) em conversa com Éden Paulo, secretário de Manutenção Urbanística de Macapá (SEMDUR), representantes da Agência de Desenvolvimento do Amapá (ADAP), a titular da Fundação da Cultura, Márcia Correa e Guairacá Nunes deram o primeiro passo para a construção do ponto na capital.
O grupo tratou da liberação de terras no município para a construção de um "Céu das Artes", um programa do Ministério da Cultura, que nada mais é que um complexo que possibilita o acesso da comunidade a cultura, artes, esportes, lazer e educação. O centro deve ser construído no Amapá por meio de uma emenda no valor de R$500mil, a ser liberada no primeiro semestre deste ano. O local onde funcionará o Céu ainda será escolhido, o secretário presentou três opções de áreas que podem ser utilizadas, duas na Zona Norte e uma na Zona Sul.
“É importante discutirmos com as equipes técnicas e as partes integrantes dos projetos para que as nossas iniciativas possam ser executáveis”, explicou o senador Randolfe. Além do assunto, eles também trataram sobre a emenda alocada pelo senador Randolfe, no valor de R$2 milhões, que será destinada a construção do Memorial Janary Gentil Nunes, um complexo turístico e histórico no distrito da Fazendinha. O secretário afirmou que a área em questão será disponibilizada para a construção do complexo. “O Céu das Artes e o Memorial Janary Gentil Nunes são marcos no desenvolvimento turístico e cultural do Estado”, completou.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Jornal El País chama Sarney de 'monumento nacional'

Jornal espanhol destaca papel estratégico do ex-presidente na vida política brasileira


O espanhol El Pais, um dos dez maiores periódicos do mundo, com tiragem em todos os continentes, inclusive no Brasil, repercutiu nesta terça-feira, 7, a entrevista que o presidente do Senado, José Sarney, concedeu ao jornalista Fernando Rodrigues da Folha de São Paulo, no fim do ano passado. O diário espanhol destacou o papel estratégico que Sarney desempenhou, ao longo de 54 anos de vida pública, para o desenvolvimento do Brasil, classificando-o como "um monumento nacional".
 
Segundo o El País, o presidente do Senado antecipou algumas passagens que estarão disponíveis em seu livro de memórias. Numa delas, Sarney conta que recebeu o ex-presidente Lula por três vezes em sua casa e que decidiu então apoiá-lo, na sua quarta tentativa em se tornar presidente da República, quando logrou êxito.
 
O diário também ressaltou a afirmação de Sarney de que ex-presidentes da República não deveriam voltar a disputar eleições, porque estariam expostos "ao tiroteio da guerra cruel que é a política". Sarney explica que sua declaração não tem qualquer relação com uma eventual nova candidatura do presidente Lula: "Eu não dou conselhos pessoais", diz ele. O periódico ressalta que, para Sarney, o Congresso Nacional foi profundamente prejudicado pelo excesso de medidas provisórias.




"O Congresso precisa recuperar sua função legislativa”, disse. Sarney também chama a atenção para a necessidade de uma reforma política no país. “Há 54 anos, tem se falado nisso, mas aparentemente, ninguém quer”, afirmou.
 
A entrevista de Sarney à Folha de S. Paulo também gerou comentários positivos do ex-ministro da Justiça, Paulo Brossard. Em artigo publicado pelo jornal Zero Hora, o jurista considerou ser oportuna a discussão do papel do Legislativo e do Executivo, a partir da opinião do presidente Sarney de que o Brasil só avançará institucionalmente quando passar do sistema presidencialista para o parlamentarista: "Quase desnecessário dizer que, a meu juízo, a assertiva é oportuna e sábia", disse Brossard.

Bala Rocha garante R$ 9 milhões para complexo hospitalar na Zona Norte

Deputado Bala Rocha (PDT-AP), presidente da Comissão do Trabalho da Câmara Federal

O deputado federal Bala Rocha (PDT/AP) assegurou o empenho de emenda parlamentar de R$ 9 milhões para a construção de um novo complexo hospitalar na zona norte de Macapá, localizada entre o conjunto Macapaba e o IFAP, e incluirá um novo Hospital de Emergência e uma nova Maternidade. “A nova maternidade visa suprir a carência de leitos em Macapá, mesmo considerando que em pouco tempo teremos a inauguração da nova maternidade de Santana e o início da construção da maternidade de Mazagão, ambas frutos de nosso trabalho”, salientou. Já em relação ao novo Hospital de Emergências, Bala Rocha esclarece que será um Pronto Socorro com características estaduais, de alta complexidade, especializado em traumas e cirurgias complexas. “Terá também, pela sua localização, a finalidade de atender toda a demanda de acidentes que acontecem nas rodovias estaduais e federais e ainda os casos graves que são encaminhados a Macapá procedentes de outros municípios”.
Bala Rocha articulou com o governador Camilo Capiberibe e o secretário Lineu Fagundes, pedindo a agilidade necessária na conclusão das providências para a rápida liberação dos recursos do convênio assinado entre o Governo do Amapá e o Ministério da Saúde. O parlamentar fez valer o prestigio angariado à frente da presidência da Comissão de Trabalho da Câmara. Além deste valor de R$ 9 milhões, ele alocou mais R$ 11 milhões, destinados ao governo do estado, municípios e UNIFAP. Brasília, 21 de dezembro de 2012 Fonte: Assessoria de Comunicação

PSDB protocola pedido de convocação de Mantega e Belchior

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação
Ministros / Guido Mantega e Miriam Belchior devem explicar as medidas utilizadas pelo governo para aumentar o superávit primário de 2012
A Gazeta (AP)

O vice-líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP), protocolou nesta terça-feira (8) requerimento que pede a convocação dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior, para prestarem explicações no Congresso, ainda durante o recesso do Legislativo, sobre as medidas utilizadas pelo governo no fim do ano passado para aumentar o superávit primário de 2012 (economia feita para pagar juros da dívida pública).
Mais cedo, ainda nesta terça, o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS) havia afirmado que não considerava necessária a convocação.
O requerimento do PSDB foi protocolado junto à Mesa do Congresso Nacional. O partido quer ouvir os ministros em sessão da Comissão Representativa do Congresso, formada por 19 deputados e senadores que trabalham em esquema de "plantão" no recesso, que termina em fevereiro.
“É importante que haja uma explicação sobre isso [superávit] porque esse superávit primário, que foi fruto de uma manipulação, tem consequências drásticas na economia do país. Demonstra que o tema foi não tratado de forma séria, transparente”, disse Carlos Sampaio.
Para aprovar a convocação, que obrigaria os ministros a irem ao Congresso, seria necessário que o presidente do Congresso, o senador José Sarney (PMDB-AP), marcasse uma sessão para votar o pedido da oposição. Carlos Sampaio afirmou que pretende conversar pessoalmente com o presidente Sarney ainda nesta quarta (9). No ano passado, houve um exemplo de depoimento durante as férias do Congresso. O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, prestou explicações na Comissão Representativa sobre denúncias de corrupção na pasta que comanda.
“Não é um fato inusitado [convocação no recesso]. Já aconteceu da outra vez, o ministro que ia ser convocado veio por conta própria [...] Os economistas mencionam sobre as manobras. É evidente que o assunto é sério e precisa de explicações”, disse Sampaio.

Manobra
No fim de 2012, o governo federal realizou "manobras contábeis", segundo os críticos, para aumentar a economia feita anualmente para diminuir a dívida pública. Uma delas permitiu que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) comprasse ações da Petrobras que estavam no Fundo Fiscal de Investimentos e Estabilização (FFIE), que concentra as aplicações do fundo soberano brasileiro – formado com a "sobra" do superávit primário de 2008 – e as repassasse ao Tesouro Nacional.
Em posse dos títulos públicos, o Tesouro transformou esses papéis em recursos em espécie, no total de R$ 8,84 bilhões, o que engordou o superavit primário. Também houve antecipação de dividendos da Caixa Econômica Federal e do BNDES ao governo federal, este último no valor de R$ 2,3 bilhões. O BNDES por sua vez, recebeu uma parcela de R$ 15 bilhões de empréstimo do Tesouro Nacional.
No acumulado dos onze primeiros meses de 2012, o superávit primário do governo (União, Previdência Social e BC) somou R$ 60,38 bilhões, o que representa uma queda de 34%, ou R$ 31 bilhões, frente a igual período de 2011 – quando o saldo positivo somou R$ 91,5 bilhões.
Em outubro do ano passado, o governo admitiu que não seria atingida meta cheiado superavit primário do governo central (isto é, sem abatimento dos gastos do PAC), de R$ 97 bilhões. Na proposta de Orçamento, está previsto um abatimento de R$ 25,6 bilhões em investimentos. Com isso, a meta passa a ser de R$ 71,4 bilhões para o ano de 2012 fechado. (G1)

El Pais destaca papel estratégico de Sarney na vida política brasileira

         Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O diário espanhol destacou a atuação do presidente do Senado ao longo de 54 anos de vida pública, para o desenvolvimento do Brasil, classificando-o como "um monumento nacional"


A Gazeta (AP)

O periódico ressalta que, para Sarney, o Congresso Nacional foi profundamente prejudicado pelo excesso de medidas provisórias
O espanhol El Pais, um dos dez maiores periódicos do mundo, com tiragem em todos os continentes, inclusive no Brasil, repercutiu nesta terça-feira (7), a entrevista que o presidente do Senado, José Sarney, concedeu ao jornalista Fernando Rodrigues da Folha de São Paulo, no fim do ano passado. O diário espanhol destacou o papel estratégico que Sarney desempenhou, ao longo de 54 anos de vida pública, para o desenvolvimento do Brasil, classificando-o como "um monumento nacional".
Segundo o El País, o presidente do Senado antecipou algumas passagens que estarão disponíveis em seu livro de memórias. Numa delas, Sarney conta que recebeu o ex-presidente Lula por três vezes em sua casa e que decidiu então apoiá-lo, na sua quarta tentativa em se tornar presidente da República, quando logrou êxito.
O diário também ressaltou a afirmação de Sarney de que ex-presidentes da República não deveriam voltar a disputar eleições, porque estariam expostos "ao tiroteio da guerra cruel que é a política". Sarney explica que sua declaração não tem qualquer relação com uma eventual nova candidatura do presidente Lula: "Eu não dou conselhos pessoais", diz ele.
O periódico ressalta que, para Sarney, o Congresso Nacional foi profundamente prejudicado pelo excesso de medidas provisórias. "O Congresso precisa recuperar sua função legislativa”, disse. Sarney também chama a atenção para a necessidade de uma reforma política no país. “Há 54 anos, tem se falado nisso, mas aparentemente, ninguém quer”, afirmou.
A entrevista de Sarney à Folha de S. Paulo também gerou comentários positivos do ex-ministro da Justiça, Paulo Brossard. Em artigo publicado pelo jornal Zero Hora, o jurista considerou ser oportuna a discussão do papel do Legislativo e do Executivo, a partir da opinião do presidente Sarney de que o Brasil só avançará institucionalmente quando passar do sistema presidencialista para o parlamentarista: "Quase desnecessário dizer que, a meu juízo, a assertiva é oportuna e sábia", disse Brossard.

Prefeitura começa elaboração de método do Plano Plurianual

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Diário do Amapá

A Prefeitura Municipal de Macapá deu início aos trabalhos de elaboração do Plano Plurianual (PPA) para o exercício 2014-2017. Os esforços estão voltados para a metodologia a ser usada na criação do referido plano.
“Estamos fazendo um levantamento com todos os secretários e suas secretarias para sabermos a realidade delas e construirmos a metodologia do PPA”, afirma a secretária municipal de planejamento, Sheila Trícia Pastana. Ela adianta que o Plano Plurianual terá característica participativa, envolvendo órgãos da prefeitura e a comunidade em geral, ouvindo os anseios do povo.
O Plano Plurianual é o principal instrumento de planejamento de médio prazo de ações de uma gestão, abrangendo de forma regionalizada as diretrizes, objetivos e metas da administração.
“Além da participação popular, nós iremos colocar nele o Plano de Governo do prefeito Clécio Luís (foto), e mais que isso, a sua execução”, disse Sheila.
O Plano Plurianual tem vigência a partir do segundo ano de um mandato até o fim do primeiro ano da gestão seguinte.
Como o início dos trabalhos para a elaboração do PPA já se deu nesta semana, a secretária de planejamento acredita que o plano estará pronto antes mesmo do prazo estabalecido: setembro deste ano.
Após concluído, o projeto de lei do PPA será encaminhado à Câmara de Vereadores para análises e votação, passando, antes, por novas rodadas de discussões e, em seguida, devolvido para o prefeito Clécio Luís, a quem caberá sancioná-lo ou não.

Santos (AP) faz partida vergonhosa e é goleado da Copinha

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Diário do Amapá
 
Foram vergonhosos a apresentação e o comportamento do Santos na goleada por 7 a 0 que sofreu, ontem à noite, diante do Flamengo (RJ), no Estádio Municipal Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto (SP), pela Copinha.

Segundo a crônica paulista, o Santos não se encontrou e ficou atabalhoado com as investidas dos atacantes do Flamengo, principalmente pelas pontas com Renan, Rodolfo e Felipe Dias.Os gols foram surgindo na medida em que as articulações e entrosamento do ataque rubro-negro ocorriam. Aos 13 minutos, Renan Panterinha aproveitou bobeada da zaga santista e abriu o placar, fazendo Flamengo 1 a 0. Aos 14 ampliou com Douglas Baggio, após jogada triangulada com Rodolfo e Renan.

O quarto gol saiu a partir de um cruzamento de Rafinha na área santista, que Felipe Dias esbarrou com a barriga. O quinto surgiu novamente com jogada criada por Renan que fez função de pivô e escorou para Rodolfo bater de curva, sem chances para Ilerson (Santos). No segundo tempo, Douglas marcou mais duas vezes, dando fim à goleada do Flamango.

O Santos ainda teve dois jogadores expulsos, além do massagista Enágio Moraes, que protagonizou uma deplorável cena antidesportiva, invadindo o campo, chutando a bola do jogo duas nas redes da trave flamenguista, e ainda desafiando o árbitro da partida com gestos e palavrões.

Coluna Argumentos (Diário do Amapá), 09.01.2013

Na bronca
Polêmica no Carnaval amapaense. É que a Liga do Carnaval decidiu ela mesma negociar os ingressos para o desfile das Escolas de Samba, deixando as agências de viagem de fora. “Se quiserem que comprem de nós e revendam mais caro”, disse o dirigente Elton Jucá.

Deselegante
Ainda sobre a polêmica da folia, cá pra nós, foi uma resposta até grosseira essa da Liesap, afinal, o que os empresários do turismo querem é agregar o Carnaval, promover o evento. Todos ganhariam muito mais.

Comissão
Para fechar esse assunto ingressos do Sambódromo, a coluna ouviu o presidente da Associação de Agências de Viagem no Amapá (Abav-AP), Elenilton Marques. Em anos anteriores, as agências vendiam sob consignação.

Ufa!
A nossa Universidade Federal do Amapá passou na avaliação dos cursos superiores que o Ministério da Educação realizou. Com nota 2,37. À frente das do RJ, PA e AL, entre outras.


coluna ARGUMENTOS98
Apropriado
Os desfiles dos blocos carnavalescos são sempre um sucesso pelo país afora. Por aqui só funciona quando a festa é fora de época, com as chamadas micaretas. A discussão hoje é sobre manter ou não a festa no Sambódromo, onde os desfiles não atraem público. Dá um bom debate...
Na média
O ranking das universidades – particulares ou públicas – registrou entre as melhores médias notas 4,73 ou 4,79 em cidades como Porto Alegre, Rio de Janeiro e Campinas. Pior teve 1,44 (Rio).

Fechada
Os novos controladores da Anglo American - Sistema Amapá são os indianos da Zenim Ferrous, que bem poderiam melhorar o quesito comunicação e se relacionar melhor com a opinião pública. A Anglo, ao contrário, tinha uma política consolidade de relações com a comunidade e com as redações.

O bonde
A bem da verdade, para se fazer justiça, essa história de legalização de lotes urbanos em Macapá foi anunciada na gestão de Roberto Góes, que ensaiou implantar. Seria uma grande fonte de arrecadação para o município, mas não saiu do papel. Clécio Luís, que não tem nada a ver com isso, faz a sua parte e retoma esse trabalho em parceria com a iniciativa privada..

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Coluna Argumentos (Diário do Amapá), 08.01.2013



Só lá
Enquanto por aqui o novo Uno, da Fiat, sofre com a buraqueira de Macapá e apresenta problemas no acabamento, na Itália o mesmo carro se chama Panda e acaba de ganhar uma versão aventureira, mais alto, reforçado e até com tração 4x4. (Extraído do Blog Sou Jipeiro).
 
Conjectura
Deu na Coluna Radar/Veja, assinada por Lauro Jardim, que o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) será candidato em 2014 e que só não teria definido se a governador do Amapá ou a presidente da República. Será?

Fogo
A Cidade do Samba de novo no foco das atenções. Primeiro com um suposto foco de incêndio que deixou carnavaslescos com arritmia. Depois por supostas acusações de que o Amazontech teria danificado estrutura.

Negativo
Ainda a respeito da nota anterior, as reações foram imediatas, do Sebrae e da Liga das Escolas de Samba. Ambos disseram que o Amazontech mais ajudou do que atrapalhou.

 colunasa
Coisa nossa
Os amigos Claudio Guimarães e Carlos de Colon se deliciam com camarão em uma casa de ribeirinho no Amapá. O primeiro é dono da fábrica King of Palms e, o segundo, conceituado economista paulista que viu aqui uma nova classe média na beira do rio. Entrevista deu o que falar por aí.

Reação
Nessa polêmica sobre a Cidade do Samba, a reação mais dura foi a do superintendente do Sebrae-AP, João Alvarenga, um entusiasta do nosso Carnaval: “Falaram muita asneira a respeito”.

Um caos
Não bastassem os semáforos apagados, os motoristas de Macapá ainda enfrentaram muitos pontos de ruas alagadas e até uma árvore caída, ontem à tarde. Foi no cruzamento da avenida Padre Júlio com a rua Jovino Dinoá. Perguntinha básica: Por que falta energia sempre que chove forte por aqui?

Um erro
Empresários do setor de turismo estão uma arara com a Liga do Carnaval, que de novo se fecha em copas e decide ela mesma comercializar os ingressos para o Sambódromo. Isso, em qualquer lugar do mundo, recebe tratamento profissional. As agências de viagem é que vendem pacotes turísticos com passagem, hospedagem e transferência de ingressos pro Carnaval.

Artigo do Professor José Alberto Tostes


O pacto para o desenvolvimento na fronteira
Autor: José Alberto Tostes

           A ponte binacional e os entraves institucionais foram bastante discutidos esta semana, entre as inúmeras indagações sobre este assunto foram destacados alguns itens importantes para serem analisados: o primeiro é a secundarização da participação popular no desenvolvimento da fronteira; a segunda, é a falta de integração e participação do município, estado e a União; e a terceira última etapa, os níveis associativos existentes na fronteira.
          Sobre a secundarização da participação popular é algo crucial para compreendermos o que ocorre na fronteira. Existe hoje no Brasil um bom número de documentos publicados, relatórios, diagnósticos, programas, planos que evidenciam as características da fronteira brasileira, das inúmeras identificações, há um ponto bem definido que está diretamente relacionado aos aspectos culturais: o pertencimento ao lugar. Sobre este assunto é interessante observar que quando coletado o depoimento de diversas pessoas que moram em cidades de fronteira, a primeira coisa dita é: - “Estou aqui de passagem”, tal afirmação corrobora e constata que nas áreas de fronteiras, há um sentimento de indiferença, isso explica em parte o terceiro item da reflexão, o baixo grau dos níveis do associativismo articulado e atuante.
           É possível que esta situação contribua de forma expressiva para acirrar a situação de indiferença, porém não é somente isso, um dos aspectos que contribuem para ideia de um suposto abandono “institucional” é a maneira dispersa da participação popular, quase sempre conduzida por grupos sem legitimidade, ou induzida por partidos políticos, no caso da fronteira isso é acentuado por outro grupo de cidadãos que vivem na cidade com a clara fixação e o objetivo de atravessar para outro lado do rio Oiapoque, esses sãos os supostos “clandestinos”; outro grupo de cidadãos são aqueles que foram deportados do Território da Guiana Francesa, vivem momentaneamente o sentimento de frustração pelo retorno, quase todos os dias brasileiros são “convidados” a atravessarem o rio Oiapoque. Estas relações evidenciam as múltiplas adversidades para fazer valer no território urbano a efetivação da participação popular.
           Estamos falando sobre o que contribui para que os níveis de participação popular sejam comprometidos por diferentes interesses, de alguma forma pelo não pertencimento ao lugar, mas isso, não é suficiente para afirmar tal fato. As esferas de governos municipal, estadual ou a União tem sido decisivos para isso. Nos últimos anos os trabalhos acadêmicos e científicos sobre a fronteira têm contribuído para explicar os fenômenos decorrentes de fatores com causas diversas: culturais, ambientais, políticas, econômicas e principalmente da sociodiversidade. As causas dos problemas tem origem conhecida: fragilidades na condução da gestão municipal; concentração dos problemas sob a responsabilidade do município, quando a fronteira também é uma área de soberania nacional; um fator crucial é como os governos estaduais atuam de forma dispersa nas áreas de fronteira.
          Esta relação institucional tem sido grave, refletem indicadores extremamente desfavoráveis, é verdade que os prefeitos têm muita responsabilidade no cenário da fronteira, também é fato, os municípios não conseguem fazer frente aos múltiplos problemas gerados pela complexidade de temas que muitas vezes fogem a esfera municipal como os problemas decorrentes das questões internacionais: tráfico de drogas, clandestinidade, garimpos ilegais e problemas migratórios com conflitos internacionais. A somatória destes problemas na maioria das vezes é de responsabilidade dos estados e da União.
          Os estados e a União têm colocado a quase completa responsabilidade dos problemas de fronteira na conta dos municípios, por sua vez, apresentam fragilidades que se intensificam a cada ano. Em relação a nossa fronteira entre o Amapá e a Guiana Francesa, o cenário posto é um exemplo característico, gastaram-se milhões para construir a ponte binacional, porém pouco se priorizou a organização espacial e institucional deste lugar. Oiapoque apresenta baixíssimos níveis de associativismo, até mesmo no episódio que envolveu a construção ponte binacional, fica evidenciado que não houve uma única preocupação com as categorias de trabalhadores, como os catraieros que realizam a travessia da cidade de Saint George para Oiapoque, recentemente os catraieros estavam cobrando uma indenização de mais 10 milhões de reais, não se sabe como surgiu este cálculo, mas ilustra bem a fragmentação dos níveis associativos no município.
            A ponte binacional e a BR 156 podem proporcionar um franco desenvolvimento ao lugar, entretanto, há que se considerar o seguinte: a área de fronteira no limite internacional apresenta-se desarticulada entre os entes públicos, há um imbróglio sobre a definição das questões diplomáticas entre Brasil e França que está longe de um desfecho que venha satisfazer ambos os lados. Então, é preciso pactuar aquilo que não está claro, somente um Pacto entre Brasil e França para atender as reais necessidades do Amapá e da Guiana Francesa irão permitir avançar além das fronteiras burocráticas.
            Existe algo expressivo nesta relação do Amapá com a Guiana Francesa. O estado do Amapá somente terá ligação rodoviária com exterior, será a única capital do Brasil que não tem vinculação rodoviária com o território nacional, a primeira vista parece que isso não tem muito significado, não é bem assim, para o estado do Amapá tem um valor expressivo em relação a real perspectiva de desenvolvimento. Para lembrar: vivem na Guiana Francesa mais de vinte mil brasileiros devidamente regularizados, significa um público em potencial para transitar no corredor da BR 156. Oiapoque não deverá ser uma passagem, para tal, será necessário o mudar o conceito e o principio de como se pensa a fronteira no Norte do Brasil.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Da Coluna Radar, da Veja: "Randolfe: Planalto ou Setentrião? "


Randolfe Rodrigues sabe apenas que será candidato em 2014, mas ainda não decidiu a quê. Balança entre a projeção nacional da campanha à presidência da República e a chance real de se tornar governador do Amapá. Randolfe tem dado pistas de que dificilmente resistirá à tentação de lançar-se postulante ao Palácio do Planalto pelo PSOL. Para isso, conta com o correligionário Milton Temer, que vem agendando encontros para o amigo com intelectuais no Rio de Janeiro. Ainda este mês, Randolfe vai desembarcar no Rio para ouvir os conselhos do economista Carlos Lessa e de quem mais Milton Temer conseguir contatar. A ideia é angariar sugestões para elaborar o programa de governo.

Coluna Argumentos (Diário do Amapá), 07.01.2013



Pé direito
O prefeito Clécio Luís engata na segunda-feira, 7), sua primeira inauguração. Trata-se de uma parceria público-privada com a empresa FotoTerra para arrojado processo de legalização de lotes urbanos. O comitê da ‘Nova Macapá’ será entregue às 8h30, no Centro.
 
Do contra
Senador Randolfe Rodrigues (Psol) adiantou que pode não concorrer à Presidência do Senado, neste ano, mas vai puxar uma “anticampanha” contra Renan Calheiros. Entre seus preferidos, Cristóvam Buarque e Pedro Taques.

Reencontro
Sandra Cardoso, ativista do movimento feminista por aqui, comemorou a notícia de que uma antiga aluna, dos tempos do supletivo, acaba de se formar em Administração de Empresas. Leda Cavalcante, hoje empresária.

No clima
Macapá já respira Carnaval. Na verdade, desde as festas de fim de ano nas residências da cidade se ouvia muito samba nas aparelhagens. Agora isso vai até o resultado da folia.

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Entregue
Os recursos que os nossos congressistas reservam no Orçamento Geral da União, são chamados de emendas parlamentares. Quando elas saem do papel e viram belas obras como essa Praça da Juventude, em Laranjal do Jari, viram motivos de aplausos. Essa foi de Dalva Figueiredo (PT).

Folião
Num inesquecível Carnaval de Serra do Navio, um mineiro da Icomi, Seu Jofre, com umas calibrinas a mais, não parava de girar pelo salão com dois dedinhos pra cima, cantando: - Ai, ai ai São João!!!

Imoral
Jornalista Everlando Matias, que é evangélico, ficou constrangido na companhia do filho criança ao se deparar com um expositor de revistas em uma lanchonete, com inúmeras revistas eróticas à mostra. “Também existem esses espaços em mercantis e farmácias”, reclama. Tem toda a razão, ele.

Vem aí
Reitor da Unifap, professor José Carlos Tavares, foi ao rádio ontem dar entrevista ao nosso Conexão Brasília. Disse estar concluindo seu segundo mandato à frente da instituição, e que é natural agora buscar espaço na política partidária. Ele é filiado do PCdoB e acha bem possível que entre na disputa por uma vaga de deputado federal no próximo ano.

Fátima consegue R$ 5 milhões para obras no Hospital de Emergência


politica1 fatima pelaes
A deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP) conseguiu firmar R$ 5 milhões de emenda parlamentar de sua autoria para serem usados, no corrente ano, em obras no Hospital de Emergência de Macapá.

A informação foi dada ontem de manhã, pela própria deputada, antecipando que os cinco milhões de reais já estão empenhados para liberação que deve ocorrer ainda neste primeiro semestre.

Fátima tomou a iniciativa considerando o interesse do governo do estado de ampliar o Hospital de Emergência que já não mais suporta, normalmente, a grande demanda de atendimento que aumenta ainda mais com o crescimento da cidade.

No plano do governo, está a verticalização de um bloco do Hospital de Emergência, e a extensão do estabelecimento para a área hoje ocupada por residências pertencentes ao Exército Brasileiro para cuja finalidade a administração Camilo Capiberibe pretende negociar.

Energia – A deputada Fátima Pelaes faz esforços em Brasília para que sejam acelerados os trâmites de emenda apresentada por ela em 25 de novembro de 2011 com a finalidade de parceladamente conseguir recursos federais para ampliação da rede elétrica de distribuição urbana em Macapá e Santana.

A parlamentar amapaense entende que com a liberação total da emenda o Poder Público poderá oferecer melhor qualidade de vida à população da capital e do segundo maior município do estado.

A deputada Fátima Pelaes propôs a emenda pensando na utilização dos recursos em áreas de Macapá e Santana onde existem maiores carências de energia elétrica.

A emenda, totalizada em R$ 50 milhões, prevê primeiramente a liberação de R$ 12,5 milhões, e o restante em parcelas até 30 de novembro do ano de 2015.

Amapá entra na rota internacional de escoamento de grãos


CID1-ROTA DE GRAOS
A diretoria do BNDES aprovou financiamento de R$ 75,9 milhões para a Companhia Norte de Navegação e Portos S/A (Cianport). O projetovai gerar empregos e renda nas cidades de Itaituba (PA) e Santana (AP) - onde serão construídas as estações de transbordo -, proporcionando o desenvolvimento da economia local e o fortalecimento do setor naval na região Norte.

Mas, para que isso ocorresse, desde julho do ano passado o governador do Amapá Camilo Capiberibe vem se reunindo com empresários de Mato Grosso interessados em busca de alternativas para o escoamento de graus para a Europa com custo reduzido.

Em todos os encontros, que ocorreram tanto no Amapá quanto em Mato Grosso, Camilo mostrou as potencialidades do porto de Santana e sua posição estratégicas em relação a Europa e garantiu, como contrapartida, a re-gularização de uma área no Distrito Industrial de Santana e na Ilha de Santana, o que aumentou ainda mais os interesses dos empresários em investir no Amapá.

O fruto da articulação política, foi a criação da Companhia Norte de Navegação e Portos S/A (Cianport), fundada em dezembro de 2011, por investidores nacionais (Fiagril Participações S.A. e Agro Soja Comércio e Exportações de Cereais Ltda). Detalhe: uma das exigências do governado foi de que a sede empresa fosse em Macapá, o que foi aceito pelo grupo.

"Temos o Porto de Santana como opção para o Norte da produção de Mato Grosso e do Amapá, na foz do rio Amazonas, que pode baratear o frete em 30%", confirma.

O investimento apoiado pelo BNDES permitirá a utilização de uma nova rota de escoamento de grãos transportados pela Cianport da região Centro-Oeste para o exterior, especialmente China e União Europeia.

A empresa atuará dentro do corredor logístico intermodal, formado pela BR-163 e a hidrovia Tapajós-Amazonas. Para tanto, serão construídos no Estaleiro Rio Negro (Erin), em Manaus (AM), dois empurradores fluviais, oito balsas graneleiras do tipo Box, de 2,8 mil toneladas de porte bruto (tpb), e dezesseis balsas graneleiras do tipo Racked, de 2,7 mil tpb.

projeto ampliará a competitividade dos produtos comercializados na região, uma vez que reduzirá custos de frete e tempo de transporte em relação às atuais rotas de escoamento. O apoio do BNDEScontribuirá, ainda, para descongestionar os portos de Santos e Paranaguá, rota atual utilizada para escoamento.

Os investimentos também têm como méritos a redução do gasto com combustível - aumentando a eficiência energética do transporte e contribuindo para reduzir os desgastes das rodovias - e a menor emissão de poluentes, dado o menor consumo de combustível, consequência direta da transferência de significativa parte do trajeto do modal rodoviário para o modal hidroviário.

“A Universidade Federal do Amapá necessita ter seu representante político”


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Ele está marcando seus dois mandatos à frente da Reitoria da Universidade Federal do Amapá (Unifap) por grandes resultados do ponto de vista de aporte de recursos federais para tocar obras de expansão e reformas do Campus de Macapá, bem como da interiorização das atividades da Universidade. José Carlos Tavares chega ao auge da carreira científica falando em entrar para a política partidária, afinal é um dos quadros tradicionais do Partido Comunista do Brasil, o PC do B, e cita vários casos de outras universidades pelo país, onde ex-reitores e outros técnicos oriundos das academias viraram representantes políticos fortes, assim ajudando a essas universidades a se tornarem verdadeiras potências, especialmente em estados como Minas Gerais e São Paulo.
Diário do Amapá – O senhor tem trabalhado muito nessa articulação com a Bancada Federal, e assim conseguido alocar recursos importantes para a universidade, não é mesmo?
José Carlos Tavares – Sem dúvida. O ano de 2012 foi um ano que considero extremamente positivo em relação à implementação de emendas pelos deputados e senadores dentro da Unifap e nós conseguimos até o último dia de dezembro de 2012 liberar para aplicar essas emendas nas licitações realizadas, então foi um sucesso, pois temos obras significativas que nós já vamos dar a ordem de serviço a partir do dia 20 de janeiro.

Diário – Então até 30 de dezembro o senhor ainda estava em Brasília lutando para garantir a liberação desses recursos?
Tavares – Exatamente, para se ter uma ideia no último dia financeiro do ano nós conseguimos, no último momento, a liberação do recurso financeiro para o empenho da obra da moradia estudantil, uma obra que me perturbava muito particularmente porque era uma promessa minha de campanha na última eleição para reitor e eu não queria sair antes de implementá-la na Unifap.

Diário – Essa moradia estudantil é a famosa Casa do Estudante. É isso?
Tavares – Isso mesmo, será uma grande obra para 100 estudantes, com apartamentos bem atualizados em termos de arquitetura moderna, inclusive com o projeto arquitetônico sendo cedido pela Universidade Federal de Goiás, que acabou de inaugurar há três meses a moradia de lá, então é o mesmo projeto. Tenho certeza de que quando ficar pronto vai beneficiar muitos estudantes, principalmente aqueles do interior do nosso Estado.

Diário – Mesmo com esse investimento a Universidade também está presente em alguns municípios do interior do Estado, não é mesmo?
Tavares – Sim, inclusive estamos com uma grande obra no município de Oiapoque, que em julho vamos fazer o primeiro vestibular para dez cursos para lá. Infelizmente nós estamos com essa obra atrasada, pois acho que a empresa que ganhou a licitação não imaginava a dimensão da obra, orçada em R$ 7 milhões e está muito lenta. Estamos pegando pesado na averiguação da realização dessa obra, pois essa infraestrutura vai ter que ficar pronta para julho, por conta do vestibular e até porque já realizamos um concurso público para Oiapoque agora em janeiro vamos abrir o edital para a contratação de professores e também técnicos administrativos num total de quase 200 vagas.

Diário – Onde mais a universidade está presente no interior do estado?
Tavares – Nós já temos um campus no município de Mazagão, e no fim de 2012 também fomos contemplados com um edital do Ministério da Educação para a implantação do curso de Ciências Agrárias em nível de licenciatura para aquela unidade. Com isso nós também ganhamos 15 vagas para professores e cinco para técnicos administrativos. Esses resultados me deixam extremamente feliz porque é algo que nós precisamos e pelo qual eu batalho desde 2006, quando assumi a universidade. Então quero agradecer ao deputado Bala Rocha e à deputada Dalva Figueiredo, pois com os recursos que eles conseguiram nós vamos licitar e começar a construção da obra do Campus de Porto Grande e do Campus de Tartarugalzinho.

Diário – Tem todo um trabalho de muita articulação também, não é?
Tavares – Infelizmente o processo de liberação de vagas permanentes para professores e técnicos dá-se de maneira extremamente lenta porque o processo não depende só do Ministério da Educação, mas nós vamos trabalhando.

Diário – Passa por aprovação do Congresso Nacional?
Tavares – Exatamente, passa por lá para efetivar a Universidade em todos esses municípios, então também possivelmente ainda neste primeiro semestre vamos estar implantando via EAD (Educação à Distância) cursos já de graduação no município de Amapá, isso já está bem adiantado. Uma emenda também do deputado Bala Rocha vai garantir a reforma e a ampliação do Campus de Amapá.

Diário – E a quantas anda o projeto de implantação do Centro da Biodiversidade Brasil e França, que foi lançado pelos presidentes Lula e Sarkozy, lá na fronteira da Guiana?
Tavares – Bem, o Campus Binacional do Oiapoque já existe, pertence à Universidade Federal do Amapá, mas infelizmente eu tenho que dizer que o único projeto que foi para frente desse projeto do ex-presidente Lula, do Centro Franco-Brasileiro da Biodiversidade é o campus de Oiapoque. O próprio Ministério da Educação está cobrando muito para efetivação o mais rápido possível deste Campus, pois a partir dele e já com a liberação de recursos para a obra, aumentaram também as relações com a Guiana Francesa.

Diário – Do ponto de vista da universidade, é isso?
Tavares – Sim, temos diversas ações de parceria com a Guiana Francesa, inclusive uma parceria implantada pelo atual Governo do Estado, com o governador Camilo Capiberibe lançando um edital junto com o IRD, um instituto de pesquisa francês, e vários projetos da Unifap foram implantados juntamente com os franceses, entre eles o Mestrado em Ciências Farmacêuticas, o único mestrado internacional aprovado no âmbito da Caps, que regulamenta os programas de pós-graduação.

Diário – Os mandatos na universidade são de quatro anos, o que até ajuda a implantação dos projetos. O senhor está no segundo mandato. É isso?
Tavares – Sem dúvida. Eu te falo que já estou num processo de despedida, em 2014 eu saio posso dizer que todos os nossos projetos planejados estamos consolidando e ainda lançando em torno de mais dez obras que irão consolidar o nosso projeto para o gerenciamento da Unifap nesses dois mandatos.

Diário – O senhor já ensaiou algumas vezes entrar para a política partidária. Abandonou esse projeto?
Tavares – Não, ao contrário, agora eu comecei 2013 fortalecido para isso. Eu sempre falo que a Universidade Federal do Amapá é semelhante a outras Universidades Federais e necessita de um representante. Que seja eu ou qualquer outro membro da Universidade. Eu, com a boa relação que tenho com os nossos congressistas em Brasília, quando houve uma dedicação por parte de muitos deputados como a deputada Janete Capiberibe, o deputado Bala Rocha, a deputada Dalva Figueiredo, além do ex-senador Papaléo Paes e do ex-senador Gilvam Borges que me ajudaram muito. Para se ter uma ideia, em Minas Gerais, onde são mais de 100 deputados federais, as universidades de lá possuem em torno de 20 deputados federais e o que se observa é que as universidades mineiras são uma grande potência, porque esses deputados captam recursos para as universidades.

Diário – O senhor é filiado a algum partido político?
Tavares – Sim, ao Partido Comunista do Brasil, o PC do B.

Diário – Então a pista é que o senhor pode concorrer a deputado federal. É isso?
Tavares – Possivelmente, vamos ver.

perfil..
Entrevistado. José Carlos Tavares Carvalho concluiu Doutorado em Fármacos e Medicamentos (São Paulol), pela Universidade de São Paulo, em 1998. Realizou Estágio de Pós-doutoramento na FU-Ifp (Berlin-Alemanha). Atualmente é reitor da Universidade Federal do Amapá, membro titular da Academia Nacional de Farmácia, ocupando a Cadeira nº 47; membro da Comissão da Farmacopeia Brasileira, vice-presidente da Unamaz, membro da Câmara Técnica de Fitoterápicos da Anvisa - MS (Catef), coordenador do Comitê de Apoio a Políticas de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. Publicou 110 artigos especializados e 136 trabalhos em Anais de Eventos. Possui 5 Livros publicados e três capítulos de livros.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Coluna Argumentos (Diário do Amapá), sábado, 05.01.13


 
Mulher

Durante algum tempo as entidades de defesa da mulher trabalharam muito para incentivar que elas denunciassem seus agressores. Os tempos mudaram e hoje o mote parece ser esclarecer para a importância de elas buscarem a independência antes do relacionamento.

Trabalho
E as chuvas, heim? Na Capital elas até que deram uma trégua, mas no interior cai cada temporal! O pior é que isso tem castigado bastante as estradas sem pavimentação, o que vai dar trabalho para Bruno Mineiro (Setrap).

Apagão
Clientes da operadora Vivo de telefonia móvel ficaram com seus telefones mudos na tarde de ontem. Não houve nenhum comunicado oficial até o fechamento da coluna. No site da empresa, também nada encontrado.

Fechados
Os museus do estado e a Fortaleza de São José de Macapá estão fechados, em pleno período de férias. Faltam monitores para acompanhar turistas e visitantes locais.


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Apoio
O Sebrae-AP é o mais novo apoiador do nosso campeão brasileiro de rally, Manoel Mandi, que é do Amapá. Na foto, o piloto, Reginaldo Borges, professor Mourão (Jeep Clube de Macapá) e o diretor-superintendente do Sebrae, João Alvarenga. Piocerá é o próximo desafio.

Pessoal
Ainda sobre a nota anterior, o problema estaria ligado ao fim dos contratos administrativos do pessoal de apoio, cerca de 2. Renovação está em curso e as contratações saem em duas semanas.

Mineração
Um observador mais atento a respeito dessa transação envolvendo a Anglo American no Amapá e a Zamim diz que é como se uma loja média da cidade tivesse comprado um lojão de ponta. Os novos controladores terão aqui nada menos do que seu maior empreendimento. Devem apostar muito nele.

Falante
O ex-prefeito de Santana, Antônio Nogueira (PT), deve ser candidato a deputado federal em 2014. O mesmo deve ser o destino de Roberto Góes (PDT). Mas esse anda recluso e não dá entrevistas há dias. Já Nogueira não aceita bem as acusações do sucessor Robson Rocha (PTB) e vira e mexe diz que deixou uma cidade maravilhosa, e a Prefeitura com dinheiro em caixa.