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sexta-feira, 23 de março de 2018

Crime organizado e institucionalizado se dissemina no país, diz Marcos Reátegui

Deputado federal Marcos Reátegui (PSD-AP) | Foto: Ag. Câmara
Lilian Azevedo
Da Redação

O deputado federal Marcos Reátegui (PSD-AP) disse nesta sexta-feira (23) que o crime organizado é também institucionalizado e está se disseminando no Brasil e a consequência é o avanço da criminalidade, do tráfico de drogas e também execuções sumárias que estão ocorrendo em todo o país – e também no Amapá.
Para o parlamentar, que também é delegado de carreira da Polícia Federal, o Amapá sempre foi um lugar pacato, mas a constatação de que tentáculos do crime organizado já chegaram ao estado pode ser feita diante das estatísticas da violência. "Só nos primeiros setenta dias deste ano, entre dezembro a janeiro, foram registrados 35 casos de homicídio por execução, o que significa uma execução a cada dois dias, o que mostra o quanto o brasileiro está precisando de segurança pública, tanto no Rio de Janeiro, como em Salvador, Recife ou Macapá", disse Reátegui.

Números
Ele disse que para fazer frente a tudo isso, a bancada federal alocou para este ano um total de R$ 101 milhões em emendas ao orçamento da União, sendo que desse montante já houve a liberação dos primeiros R$ 57 milhões, para equipar e treinar as forças policiais para o enfrentamento à violência.
Falando à reportagem, Marcos Reátegui diz que a mobilização da bancada resultou em carrear um volume de recursos para a segurança jamais vistos no estado. "A finalidade é dar as condições adequadas para que os policiais trabalhem a segurança pública, sendo que o Governo do Estado já anunciou novos quartéis, delegacias, armamento, coletes, instrumentos de inteligência e tudo que seja necessário para combater o crime organizado", disse o parlamentar.
Por fim, o deputado diz que o ideal seria fazer um volume de investimentos deste porte em obras e serviços públicos, na geração de emprego e renda. "Em situações que pudessem melhorar a vida socioeconômica das pessoas nesse momento, mas nós não podemos deixar de enfrentar esse flagelo que está assolando esse país e o Amapá também, afinal já registramos 318 mortes violentas no ano passado", disse Reátegui.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Na Rússia com a seleção, Roberto Góes diz que esporte ajuda autoestima do brasileiro

Sob o forte frio da Rússia, o deputado federal e dirigente esportivo Roberto Góes (PDT-AP)

Cleber Barbosa
Da Redação

O presidente da Federação Amapaense de Futebol (FAF), deputado Roberto Góes (PDT-AP) está na Rússia integrando a delegação oficial da Seleção Brasileira, que disputa na sexta-feira partida amistosa contra a seleção daquele país. Mesmo distante do Amapá, ele diz reconhecer como o esporte influencia a vida das pessoas no Brasil e que pode sim produzir resultados não só do ponto de vista da autoestima, como também no ponto de vista cultural, de saúde e até econômico.
Falando a CleberBarbosa.net, o dirigente esportivo e político amapaense citou como exemplo o que vem ocorrendo com o próprio Amapá, com o alcance das ações inclusivas que o desporto vem proporcionando. “Assim como a gente vê as crianças e adolescentes nos centros didáticos de formação esportiva, saindo da ociosidade e de situações de risco social, também existe todo um impacto econômico, pela atuação das ligas desportivas, clubes, associações, enfim, há uma grande mobilização em torno do esporte amador também”, diz Góes.

Na Rússia
Ele diz que envidará esforços para que entidades ligadas ao esporte ou mesmo grandes patrocinadores esportivos possam vir ao Amapá conhecer essa força e tradição do esporte no estado mais preservado do país, em plena floresta amazônica. “Temos diferenciais, como o próprio estádio Zerão, no meio do mundo, a Copa do Mundo Marcílio Dias, o Futlama, entre tantas outras iniciativas legais, que garantem lazer e entretenimento para quem pratica e para quem assiste, promovendo inclusão social também”, avalia o parlamentar.
Por fim, Roberto Góes diz ter aversão à pieguice, mas recorre ao passado para justificar o forte apelo emocional do esporte. “Na época em que o Ayrton Senna virou ídolo mundial do esporte, o Brasil atravessava uma fase terrível do ponto de vista econômico e também de crise institucional e política, quando as pessoas diziam que só ele dava alegria, fazia todos terem orgulho de ser brasileiro, então que outras alegrias venham, como com a nossa seleção, que está sendo novamente abraçada pelo povo e que nestes dois jogos, contra a Rússia e a Alemanha na terça-feira, para uma grande arrancada para fazer bonito na Copa do Mundo”, concluiu Roberto.
Presidente da FAF com outros dirigentes estaduais Antonio Américo (MA), Dissica Tomaz (AM) e Rubens Angelotti (SC)

Para Temer, garantir água é assegurar dignidade para toda a população brasileira

O presidente diz saber que o desafio da sustentabilidade é complexo | Foto: Beto Barata/PR
Fonte: Planalto 

Promover o desenvolvimento sustentável "em todas as suas vertentes" deve ser um dos principais compromissos do Brasil e de outros países, afirmou o presidente da República, Michel Temer. Ao realizar a abertura do VIII Fórum Mundial da Água, que neste ano ocorre em Brasília, Temer convocou os líderes de outros países a cuidar do recurso hídrico e ressaltou que "assegurar a água é assegurar a dignidade" da população.
No discurso, o presidente também enfatizou que as ações realizadas pelo governo buscam preservar a água e outros recursos ambientais. "Em momento algum admitimos a hipótese de um crescimento a qualquer custo. Retomamos o crescimento, voltamos a gerar emprego e renda sempre com os olhos postos na sustentabilidade", disse.
Como exemplos do compromisso do governo com o desenvolvimento sustentável e a segurança hídrica, Temer citou o programa Plantadores de Rios, a ampliação de reservas ambientais, a redução do desmatamento na Amazônia e as obras de integração do rio São Francisco.

Fórum 
O presidente recebeu no Palácio do Itamaraty chefes de delegações de países para abertura do Fórum Mundial da Água. O evento ocorre no Estádio Mané Garrincha e no Centro de Convenções Ulysses Guimarães e é organizado pelo Conselho Mundial da Água, pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Governo de Brasília.

Vídeo


Em clima tenso, STF julga hoje habeas corpus do ex presidente Lula da Silva

Estadão Conteúdo

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, marcou para hoje o julgamento do habeas corpus preventivo apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A análise pelo plenário da Corte poderá definir se o petista será ou não preso nos próximos dias, após condenação na segunda instância da Justiça Federal a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP).
O agendamento no Supremo ocorreu no mesmo dia em que o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) marcou para a próxima segunda-feira, em Porto Alegre, a análise do recurso da defesa do ex-presidente. Se o chamado embargo de declaração à sentença de condenação apresentado pelos advogados for rejeitado por unanimidade pelos desembargadores da Oitava Turma do TRF-4, o petista poderá ter a prisão decretada.
Cármen pautou o habeas corpus após muita pressão de ministros da própria Corte, de petistas e de entidades da advocacia. Foi no início da sessão plenária de ontem que a presidente do STF anunciou o julgamento do habeas corpus. O pedido da defesa do ex-presidente, liberado pelo relator Edson Fachin em fevereiro, questiona a jurisprudência do Supremo que permite a prisão após condenação em segunda instância – definida em outubro de 2016, em julgamento por 6 votos a 5.
O cenário no Supremo, no entanto, não é tão favorável a uma decisão que beneficie o ex-presidente. Há cinco ministros defendendo o entendimento de que condenados em segunda instância podem ser presos, sem aguardar demais recursos. São eles: Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin – que já negou duas vezes o pedido de Lula. São contra a prisão em segunda instância Celso de Mello, Dias Toffoli, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

Deputado Reátegui alerta para problema da salinização da Foz do Rio Amazonas

Deputado federal Marcos Reátegui (PSD-AP)
Cleber Barbosa
Da Redação

Ao participar da abertura do 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília, o deputado federal Marcos Reátegui (PSD-AP) junto com especialistas de todo mundo, chamou a atenção de todos sobre o fato de apesar do Brasil responder por 12% da água doce do mundo, corre sim o risco de perder essa primazia. O parlamentar disse que pretende buscar soluções para outro problema, a salinização da água no Foz do Rio Amazonas. "Milhões de litros d'água do Rio Amazonas se salinizam ao entrarem no oceano. São recursos naturais que acabam ´perdidos e que podem ser melhor aplicados", disse ele.

Mapa
O Brasil mantém uma posição privilegiada no cenário mundial: detém cerca de 12% da água doce superficial do planeta, enquanto regiões da Europa, como Portugal e Espanha, além de Oriente Médio e grande parte da África, lutam contra a escassez crônica do produto. A distribuição pelo território brasileiro é, porém, desigual. A Amazônia derrama no mar 78% da água superficial do Brasil, com um excedente hídrico que atrai a cobiça global. O Sudeste fica com apenas 6%, o que representa um grande déficit, pois tem de irrigar quase metade da produção agrícola do País e dar de beber a cerca da metade dos 190 milhões de brasileiros, além de fornecer água para mover 50% do Produto Interno Bruto industrial. Isso coloca a região em um patamar crítico, com menos de 10% do volume de água por habitante preconizado pelas Nações Unidas, ou apenas 200 metros cúbicos por segundo/ano.

Bem humorado, deputado Cabuçu Borges responde 'sabatina' da Revista Época

Cabuçu Borges assume que pinta o cabelo “para manter o personagem” (Foto: MDB Nacional/Flickr)
Débora Bérgamasco, para a Época

Cantor, humorista e autêntico exemplar do baixo clero no Congresso Nacional, o deputado Luiz Gionilson Pinheiro Borges (MDB-AP), de 54 anos, discorre sobre as mazelas de não pertencer à elite parlamentar e ter de preservar o Cabuçu

1. O que é ser baixo clero?
É uma boa pergunta. Pelo que eu entendo de baixo clero e alto clero, é o nível de acesso que você tem. Normalmente, alto clero são os líderes, que são os porta-vozes e, nesse sentido, estão na dianteira, levam uma densidade maior para poder nos representar. E também há a questão da antiguidade, são deputados mais experientes e que, portanto, têm um entendimento melhor.

2. Qual o aspecto negativo de pertencer ao baixo clero?
Aqui na Câmara, ninguém ensina nada para ninguém, e todo mundo puxa a brasa para sua sardinha. Apesar de minha família ser da política, tive de trilhar meu caminho sozinho. Seria bom ter recebido algumas dicas. Por exemplo: chegue aqui e passe seis meses observando, seja presente em plenário, busque informações sobre como funcionam as comissões. Ter algum conhecimento sobre o regimento da casa, para saber o que é pln (Projeto de Lei do Congresso Nacional), o que é pl (Projeto de Lei), essas siglas que normalmente são faladas e a pessoa é que tem de buscar explicação, para não ficar “aru”, como se diz na Amazônia. Aru é uma pessoa sem norte, sem muita noção.

3. O que mais chateia o baixo clero?
É igual a prefeito quando chega a Brasília. Se ele não tem um parlamentar, dificilmente vai conseguir circular. O parlamentar é tipo o abre-portas. Não é que eu me considere baixo clero, mas há muitos parlamentares que, quando chegam aqui, vão meio que tateando no escuro. Por isso, a renovação não pode ser acima de 50%. Porque o Congresso tem de ter seu lado experiente funcionando, senão vira um pandemônio.

4. O senhor acha que deveria haver uma lei limitando a renovação dos deputados na Câmara?
Funcionar, a Câmara sempre vai funcionar, mas a experiência conta. De onde vim, o cabelo branco é sinal de reverência, e levo isso muito em consideração. No meu caso, meu cabelo é natural. É Natural Colors (risos).

5. Qual é o tom de sua tintura?
Acho que é o 3.0, castanho escuro. Mas vou te explicar por que pinto não só o cabelo, como também a barba: cabuçu, no Amapá, quer dizer caboclo ribeirinho. E, quando vim candidato, eu fazia um programa regional chamado Os cabuçus. Então, não posso envelhecer o Cabuçu. Não é por vaidade, mas por manutenção do personagem (risos).

6. Alto e baixo cleros se misturam fora do plenário? Onde?
É justamente isso. Quem é que você quer que esteja perto? É quem tenha mais algum sentido de influência. Isso é natural do ser humano. E eles se agrupam. Mas tenho tido um trânsito muito bom, participado de grandes rodas, com políticos hipoteticamente bem conceituados. Um cara por quem tenho um carinho e uma admiração, que é um bon-vivant e que sempre promove encontros, é o deputado Fábio Ramalho (MDB-MG, vice-presidente da Câmara). Acho legal isso nele, vamos à casa dele. É salutar. E a gente vai mesmo só para confraternizar, tomar um bom vinho, discutir, trocar uma ideia.

Jozi Araújo anuncia extensão da Universidade Federal Rural da Amazônia ao Amapá

Deputada federal Josy Araújo (PODE-AP)
Diário Online

A deputada federal Jozi Araújo, presidente nacional do Podemos Mulher, anunciou no início da noite desta quarta-feira, 21, que a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) será estendida ao Amapá. Jozi explicou que a extensão será possível com a emenda parlamentar de R$ 5,3 milhões que ela conseguiu emplacar a favor da Ufra, que tem base em Belém do Pará. “Fui incompreendida por alguém que aqui no Amapá deturpou a finalidade de minha emenda, dizendo que eu estaria beneficiando o estado vizinho, ao não contemplar as universidades amapaenses com recursos”, lamentou a deputada.
Jozi Araújo esclareceu que a emenda é determinada para que a Universidade Federal Rural da Amazônia também atue no Amapá em parceria com o próprio governo, universidades e até com a iniciativa privada, uma vez que a instituição ensina não apenas estudantes que passam do Ensino Médio, mas também até quem não sabe escrever, já que profissionaliza gente que trabalha ou que aprender atividades com produtos amazônicos, a exemplo do açaí, camarão, peixe e a própria agricultura, que é o forte da Ufra. “Infelizmente, a pessoa que soltou a notícia errônea sobre minha emenda parlamentar prestou uma desinformação, pois, como se vê, a verdade é justamente o contrário.

Qualificação
O Amapá vive um momento de ingresso no agronegócio em sua economia, e nada melhor do que termos, aqui, uma instituição como a Universidade Federal Rural da Amazônia”, atuante desde a década dos anos 1950. A deputada Jozi vislumbra que com a profissionalização formada pela Ufra, o estado do Amapá poderá respirar melhor em termos de emprego e renda, reduzindo, assim, a criminalidade, o uso de drogas, a destruição da família em razão das desigualdades sociais. E mais: a contenção do êxodo rural. A parlamentar observa que Macapá possui em torno de 70% de toda a população do estado, uma amarga realidade provocada pela falta de oportunidades ao homem do campo.
A deputada explica que a Ufra também atua nas áreas tecnológicas e do empreendedorismo, contemplando especialmente os moradores urbanos. “Sem dúvida, o Amapá, com esse novo nicho de conhecimento, dará um salto muito grande em seu índice de desenvolvimento humano e social”, ilustra Jozi. Ainda sobre a desinformação de que a emenda parlamentar contemplaria a Ufra, isentando o Amapá de seus benefícios, a deputada Jozi mostrou que a sua preocupação com o conhecimento é tão séria, que antes já carreara recursos para a Ueap, no valor de R$ 687 mil, e mais R$ 150 mil, essa importância destinada ao Instituto Federal do Amapá (Ifap).
Além disso, a parlamentar defendeu emenda de bancada, a favor da Unifap, no montante de R$ 60 milhões. Jozi concluiu dizendo o seguinte: “A formação acadêmica, claro que ilustra muito bem quem dela se beneficia, no entanto, vivemos um problema que é muito maior do que o enfrentado com a nossa sáude; esse problema é o desemprego; só consegue melhor colocação no mercado de trabalho, aquele que se profissionaliza. E só iremos reduzir essa desigualdade social, dando oportunidade ao povo amapaense com a capacitação profissional para ele ter emprego e renda”.


Presidente da OAB Amapá se licencia para concorrer a deputado federal em outubro

Paulo Campelo, presidente agora licenciado da OAB-AP
Diário Online

O presidente da Secional do Amapá da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AP), Paulo Campello, anunciou na noite desta quarta-feira (21) que vai se licenciar do cargo a partir do próximo dia 5 de abril para se candidatar a deputado federal pelo PTB nas eleições de outubro. O anúncio foi feito durante um encontro de presidentes da OAB da Região Norte ocorrido em Macapá, com a participação do Diretor Secretário-Geral da OAB Nacional, Felipe Sarmento, que representou o Conselho Federal. Entrevistado com exclusividade pelo Diário do Amapá, Paulo Campello explicou o motivo da licença: “Realmente estou me licenciando do cargo e resolvi fazer esse anúncio quando nós discutimos os problemas da advocacia da nossa região. Tomei a iniciativa de me licenciar para preservar a OAB e a minha própria pré-candidatura a deputado federal”.
No encontro o conselheiro federal do Acre e membro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) Erick Venâncio proferiu uma palestra abordando o tema “Assuntos da advocacia amazônida: os problemas e dificuldades”. Na ocasião Paulo Campello entregou carteiras de advogados aos aprovados no mais recente Exame de Ordem.

Perfil 
Quem substitui Campello no cargo é o vice-presidente Auriney Brito. Advogado, professor, escritor e palestrante, o novo presidente da OAB/AP é diretor geral da Escola Superior de Advocacia (ESA/AP), Mestre em Direito Penal na Sociedade da Informação pela FMU-SP; Doutorando em Direito Penal pela Universidad de Buenos Aires; Especialista em Direito Penal Econômico e Europeu (Universidade de Coimbra); Direito Penal e Processual Penal (Gama Filho-RJ); e Especialista em Direito Penal e Processual Penal (Escola Paulista de Direito).

Capiberibe se diz contrário a projeto que prevê cultivo de cana-de-açúcar no Amapá

Senador João Capiberibe (PSB-AP) | Foto: Ag. Senado
Senador João Capiberibe se posicionou no plenário do Senado contrário ao PLS 626/2011 que permite o cultivo de cana-de-açúcar na Amazônia Legal. “ Esse projeto é impreciso, por isso que tramitou em várias comissões sem correção. No meu Estado, o segundo item da pauta de exportação é o açaí. Convenhamos, que entre adensar os açaizais -  isso sim é sustentável -  e cultivar cana, eu não tenho a menor dúvida de que adensar os açaizais do ponto de vista econômico, social e ambiental é o que se recomenda para a Região”.
Na opinião do senador, “há uma série de razões que fazem com que esse projeto pareça mais, no dia de hoje uma provocação, do que uma contribuição à economia brasileira”.
Capiberibe também citou o decreto 6.961, que existe desde 2009. “Esse decreto, quando surgiu, limitava e proibia o plantio de cana-de-açúcar em regiões dentro do bioma amazônico. A explicação vem do porquê do surgimento desse decreto: houve um estudo científico que apontava a vulnerabilidade do bioma amazônico e o potencial destrutivo que teria a cana-de-açúcar se ocorressem plantações de cana dentro do bioma amazônico. Qual o estudo científico que existe, contrário ao decreto que proibia plantação no bioma? Qual o estudo científico que fundamenta esse projeto, para derrogar o decreto anterior?”, explicou.
E finalizou: Do alto de minhas experiências como gestor público, como defensor da minha região, defendo a preservação  com desenvolvimento econômico. E temos como nos desenvolver sem ter de introduzir uma espécie tão distante das condições climáticas da Amazônia. Entre cultivar cana e adensar os castanhais da Amazônia, vamos fazer uma outra agricultura. Essa agricultura tradicional, que atravessou o Atlântico, só existe até hoje por causa do colonialismo ecológico.
O plenário do Senado vai voltar a discutir o projeto na semana que vem.

quarta-feira, 21 de março de 2018

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, quarta-feira, dia 21 de março de 2018.


Soja

Em meio ao turbilhão de acontecimentos, paralelo ao frenesi dos assuntos factuais está o atemporal agronegócio e suas importantes alegrias ao país. É o que diz o advogado Pérsio Oliveira Landim, especialista em direito agrário, em artigo atualíssimo sobre o tema.

De olho

Ele alerta, porém, para a “fábrica da boataria”, provocada pela onda “fake news” – com intuito de propagar negativas sensações – é preciso comemorar uma boa notícia repleta de orgulho nacional.

Íntegra

Ainda segundo o especialista, “o ativismo tem que ser constante para que os sucessivos números positivos sejam convertidos em contrapartidas tão honrosas e significativas quanto”. (www.portaldoagro.com)

Candidatos

Pelo menos dois ‘presidenciáveis’ já manifestaram através de seus partidos por aqui planos para visitar o Amapá em clima de pré-campanha: Jair Bolsonaro, pelo PSL, e Álvaro Dias, pelo PODEMOS.

Datas

Entre as lideranças locais que anunciam festa para recebe-los, estão a deputada estdual Telma Gurgel (PSL) e a deputada federal Josy Araújo (PODE-AP). As datas para a vinda dos presidenciáveis não estão fechadas.

Turismo
O setor de serviços apresentou uma reação de 0,8% neste início do ano e proporcionou respostas para a economia do Amapá, segundo dados do IBGE. Entre as atividades que se enquadram, o turismo, que vai sim reagindo, graças ao esforço coletivo. Na foto, turistas do Rio de Janeiro banhando-se no Rio Amazonas.

Servidor

O Ministério do Planejamento respondeu positivamente para a requisição do Governo do Estado em descentralizar o atendimento para quem almeja entrar para o quadro de servidores da União através da Emenda Constitucional (EC) 98 – processo conhecido como transposição para a União.

Central

Agora, além da Samp Amapá, o Super Fácil da Zona Sul de Macapá, também vai abrigar o serviço de protocolo para iniciar o processo de quem pleiteia o acesso pela EC 98. O atendimento será das 8 às 18h. A entrada para a demanda da transposição será, exclusivamente, pela lateral da unidade.

Regras

O procedimento é automatizado e só pode ser executado por servidores federais habilitados no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) do Ministério do Planejamento. O protocolo é feito apenas por servidores da Superintendência de Administração do Ministério do Planejamento.

domingo, 18 de março de 2018

PSL faz campanha de filiações e anuncia presidenciável Jair Bolsonaro em Macapá

Evento de lançamento de uma campanha de filiações ao PSL em Macapá | Fotos: Divulgação
Lilian Azevedo
Da Redação

O diretório regional do Partido Social Liberal (PSL) fez plantão neste fim de semana em Macapá para o lançamento de uma campanha de novas filiações. No convite oficial do evento, a mobilização diz ser “para todo o homem ou mulher que é a favor da família e de uma política justa”.
A legenda no Amapá é presidida pela deputada estadual Telma Gurgel, que diz ter como prioridade manter posição na base do atual governador Waldez Góes (PDT) e preparar uma grande recepção ao pré-candidato do partido a presidente da república. “Estamos conversando com o nosso candidato Jair Bolsonaro para que venha a Macapá em breve ter um contato com a nossa militância, mas também apresentar à sociedade amapaense suas propostas para passar esse país a limpo”, diz a dirigente.
A mobilização por novos filiados continua durante toda a semana no escritório do PSL em Macapá, na Rua Tiradentes, 680, Centro. 

O partido
O PSL defende que uma sociedade livre é o principal motor para a superação da pobreza e o desenvolvimento do país. Precisamos de cidadãos autônomos, um governo eficiente com atribuições limitadas, poder descentralizado, maior autonomia aos municípios e engajamento da sociedade civil.
A relação entre governantes e cidadãos também precisa ser modificada. Políticos e servidores públicos olham para os brasileiros de cima para baixo. Isso precisa ser modificado para uma lógica de prestação, cujo maior objetivo é garantir a paz para o cidadão, parando de interferir indevidamente na vida das pessoas, e mantendo uma atuação baseada nos valores de livre-mercado, democracia, Estado de Direito e transparência em todas as suas instâncias.

Reeleito para 4º mandato na FAF, Roberto Góes diz ver esporte como inclusão social

O deputado Roberto Góes com garotos amapaenses embarcando para o Mundial Sub-13, no Qatar, em 2017

Cleber Barbosa
Da Redação

Em suas mais marcantes passagens como cartola de futebol, o deputado federal Roberto Góes (PDT-AP) chefiou a delegação da seleção brasileira em duas edições da Copa América – 2004 e 2007 –, voltando com a taça, com moral, fama de pé quente e muito material esportivo. Tais apetrechos, utilizados em escolinhas de futebol e também nos centros didáticos de formação esportiva do Estado, são uma valiosa ferramenta de inclusão social, segundo declaração do parlamentar neste fim de semana, ao comemorar sua reeleição para presidente da FAF (Federação Amapaense de Futebol), para o quarto mandato consecutivo.
A recondução de Roberto à presidência da entidade máxima do futebol amapaense foi por aclamação, ou seja, ele não teve adversários na eleição, recebendo o apoio de 31 das 37 entidades filiadas à Federação. A chapa vitoriosa encabeçada por ele tem ainda Netto Góes como primeiro vice e Paulo Rodrigues como segundo vice-presidente.
O ex jogador Germano Tiago, que formou uma associação de ex atletas, até tentou viabilizar uma candidatura, mas não conseguiu o apoio de ao menos cinco agremiações, como exige o regulamento, para entrar na disputa. O pleito então prosseguiu normalmente, com a aclamação do nome de Roberto Góes, para o período de 2019 a 2022, tanto que ele já fala em projetos futuros.

Competições
Roberto Góes (ao centro), com os demais integrantes da chapa vitoriosa na FAF, com Paulo e Netto | Divulgação
Ele diz que tanto o mandato de dirigente de futebol como o de deputado federal ajudam a viabilizar políticas públicas que vão muito além dos estádios de futebol. “Temos conseguindo fazer gestões importantes junto ao Ministério do Esporte, como também com o Governo do Estado, que resultaram em convênios e emendas parlamentares, executados pela Secretaria do Desporto e Lazer, por exemplo, para programas e eventos como o I Festival do Desporto Cidadão, os Jogos Escolares, a Copa das Arenas, a Copa das Torcidas organizadas e o Intermunicipal”, enumera Góes.
Ele destaca que a própria filosofia dos centros didáticos de formação esportiva, é desenvolver o esporte de participação e não o de alto rendimento. “O que não significa dizer que isso não acabe por resultar na descoberta de atletas de ponta, que possam se profissionalizar”, diz o parlamentar amapaense, que diz ter como meta o incremento do esporte como ferramenta de inclusão social.
Já o bom trânsito junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem sido importante para o apoio aos campeonatos locais, regionais e nacionais que os clubes amapaense disputam, bem como garantindo outras ações como uma inédita participação de garotos do Amapá em um torneio internacional no Qatar, uma experiência de vida para os pequenos atletas.


SAÚDE | Emenda de Capiberibe a Camilo, é resgatada e executada na gestão Waldez

O senador João Capiberibe (PSB-AP) destinou em 2014 emenda parlamentar no valor de R$ 5.132.410,00 para a aquisição de material e equipamentos para o Hospital das Clínicas Alberto Lima. Os recursos poderiam ter reforçado o caixa da saúde na gestão de seu filho, Camilo Capiberibe, que era o governador, mas como ele não conseguiu a reeleição, os recursos estão sendo aproveitados agora, na gestão de Waldez Góes.
Mas Capiberibe – que também já foi governador – , comemorou a notícia de que o recurso foi viabilizado pelo trabalho da Secretaria de Estado da Saúde e os equipamentos já estão sendo usados. “Quem ganha é a população do nosso Estado, que passará a ter um atendimento de qualidade e mais humanizado. À sociedade cabe fiscalizar para que esses equipamentos sejam usados com responsabilidade”, reforçou o senador.

Cirurgia
Sem revelar o nome do paciente, a SESA confirma o primeiro caso da rede estadual de saúde a ser operado de colecistectomia – retirada da vesícula biliar –, onde todo o procedimento foi por meio da videolaparoscopia. A cirurgia foi feita esta semana e levou menos de uma hora. Esse equipamento e outros dois do mesmo modelo foram comprados pela Secretaria de Saúde, a partir de emenda do senador Capiberibe.
Com esse tipo de cirurgia o médico não faz mais grandes incisões no paciente. São feitos somente quatro pequenos furos no abdômen e com o auxílio de um monitor, o cirurgião leva a câmera por entre os órgãos do paciente e faz a operação. Na rede particular o preço desse tipo de operação varia de R$ 5 a R$ 10 mil.
Se fosse pelo tradicional, esse paciente ficaria internado por até duas semanas. Com a videolaparoscopia, em 48 horas ele será liberado, evitando risco de infecção hospitalar, garantindo um tempo menor para a recuperação, menos incômodos e reduzindo os custos com sua internação. A videolaparoscopia é usada para retirada da vesícula, baço ou apêndice, hernias do abdômen, entre outros.

Maturidade
Falando à reportagem, o atual secretário de saúde do Estado, Gastão Calandrini, diz que recebeu o senador em duas oportunidades e transmitiu a ele a informação de ter recebido do governador Waldez a orientação no sentido de envidar todos os esforços para que os recursos não fossem perdidos. "O mais difícil não é alocar os recursos, é executa-los, pois muitas vezes o político coloca um recurso para o estado ou os municípios e por incapacidade técnica os recursos acabam retornando", disse o titular da SESA.
Calandrini disse que desde a alocação dos recursos através de rubrica no orçamento da União, há um longo caminho até a efetiva liberação dos recursos, que confirma estarem sendo corretamente aplicados e que muitos equipamento já chegaram e outros tantos estão chegando ao Estado.


POLÍTICA | Deputado disponibiliza em tempo real as ações do mandato na Internet

O deputado federal Marcos Reátegui (PSD-AP) já contabiliza importantes resultados com a implementação de mais uma plataforma de interação com eleitores, contribuintes e a sociedade em geral, com sua nova página no Facebook, uma Fanpage onde ele e sua equipe se propõem a disponibilizar em tempo real as ações de seu mandato.
O parlamentar amapaense, que é delegado da polícia federal, diz que acaba imprimindo um ritmo acelerado demais em seu mandato, especialmente devido à ponte aérea entre Macapá e Brasília, então a internet é um meio muito ágil para prestar contas de sua atuação e ao mesmo tempo informar. "A gente está sempre correndo, seja lá em Brasília onde a semana é curta demais, seja no Estado, nos fins de semana, quando a gente tem que arrumar tempo para visitar as bases, fazer reuniões e encontros institucionais e ainda perceber os anseios da população", diz o parlamentar.

OPINIÃO | Artigo semanal do ex presidente da República e senador José Sarney

Há 33 anos, Presidente

Estava fazendo as minhas orações antes de deitar quando minha mulher me lembrou a data que chegava ao fim: 15 de março.
Ela então acrescentou: “Você se recorda que, há 33 anos, nesta data, assumia a Presidência da República?” Eu respondi-lhe: “Não, não me lembrava.”
Lembrei-me do que tinha ocorrido no dia 24 de abril de 1985: estava eu no sepultamento de Tancredo Neves, em São João Del-Rei, no Cemitério da Igreja de São Francisco de Assis — projetada pelo Aleijadinho, com algumas obras notáveis, como São Francisco recebendo os estigmas, no frontão —, quando, depois da cerimônia, em que eu estava preso de profunda emoção, lembrei-me, já às 11 horas da noite, que, naquele dia, eu completava 55 anos de idade.
A tragédia que vivíamos com a morte do nosso líder, que até hoje lamento e me comove, me fizera esquecer até a data do meu aniversário — nem ninguém se lembrou dela.
Hoje, 33 anos depois, recordo a dificuldade que tive quando caiu em minhas mãos a transição democrática, passar o País de um regime autoritário para um regime democrático. A tarefa me enchia de temor e de angústia, sobretudo porque eu olhava para o tempo e não sabia o que seria o futuro.
Como já disse, a transição, muitas vezes, destrói ídolos e lideranças — eu não era nem uma coisa, nem outra. Mas hoje tenho um profundo orgulho de que a democracia não morreu em minhas mãos. Ao contrário, criamos uma sociedade democrática, com afirmação dos direitos do cidadão e das conquistas sociais.
Assim é que, nesses 33 anos, posso recordar que me coube, juntamente com Alfonsín, a tarefa histórica, de repercussão mundial, de retirar a América Latina da corrida nuclear, esse problema que ameaça a humanidade. E vemos o quanto é grave com o que ocorre hoje com a Coreia do Norte e a luta para que o Irã não possua armas nucleares, sobretudo agora quando o Presidente Putin anuncia que tem a arma de destruição total — o míssil inalcançável, capaz de levar muitas ogivas nucleares a qualquer parte do mundo sem ser interceptada.
Por outro lado, também com o grande amigo e estadista Alfonsín, acabamos com a grande rivalidade histórica entre Argentina e Brasil e criamos o Mercosul, que mudou a face da América Latina e, se ocorresse nosso sonho, no futuro, se transformaria no Mercado Comum da América do Sul.
Lembro também que, com meu espírito de fé, fiz colocar em nossas cédulas de dinheiro a expressão “Deus seja louvado”, que tentaram tirar, e o povo não deixou.
O maior programa de alimentação das crianças do mundo inteiro, o Programa do Leite, que distribuía 8 milhões de litros de leite por dia; o Vale-Transporte, com que o trabalhador anda hoje nos ônibus sem tirar do seu salário; o Vale-Alimentação; a impenhorabilidade da casa própria; a universalização da saúde, com que todos passaram a ter direito a assistência médica, quando antes o pobre não tinha nem onde tomar uma injeção; a Fundação Palmares, para ascensão da raça negra; o Conselho Nacional da Mulher; a lei de proteção às pessoas com deficiência; os incentivos fiscais à cultura (Lei Sarney); a menor taxa de desemprego; a Assembleia Nacional Constituinte; o crescimento econômico de cinco por cento ao ano, até hoje não repetido; o décimo terceiro salário para funcionários civis e militares: tudo isso aconteceu naqueles anos. E passamos de oitavo para sexto país na economia mundial, com o terceiro maior saldo de exportação do mundo, só perdendo para China e Alemanha.
Tempo de construção.
Os ventos da liberdade varreram o Brasil como nunca. E até hoje as eleições livres, a plena democracia, os direitos do consumidor, da mulher, do trabalhador, dos funcionários ficaram inscritos em lei, e vivemos uma das maiores sociedades democráticas do mundo.
Minha mulher teve razão ao lembrar-me aqueles dias: tenho a consciência de, neles, ter ajudado o Brasil a crescer e democratizar-se.

José Sarney

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, domingo, dia 18 de março de 2018.


PA x AP

A deputada federal Josy Araújo destinou emenda parlamentar de R$ 5,3 milhões para a Universidade Federal Rural, em Belém. A medida foi duramente criticada nas redes sociais, por gente como o professor Rafael Pontes, da Unifap. Polêmica na rede.

Bronca

Segundo o professor, que atualmente é secretário estadual da Ciência e Tecnologia, foi uma bola fora da deputada. “Pra que servem Unifap, Ifap e Ueap? Absurdo!”, postou o educador em uma rede social.

Contraponto

A coluna procurou a deputada, que estava embarcando de volta a Macapá ontem, mas atendeu nosso telefonema. Ela diz que a universidade em questão é a única rural na região e muitos amapaenses estudam lá.

Clientela

Josy Araújo explicou que assim que chegar ao estado irá mostrar os números que atestam o quanto a Universidade Federal Rural da Amazônia beneficia acadêmicos do Amapá. Vamos aguardar então.

Web

Mas a deputada diz ter sim ajudado as academias locais, como o Ifap e a Eeap, com recursos destinados ao custeio das universidades. Em nosso Blog tem um post a respeito. Acesse www.cleberbarbosa.net.

No rádio
Registro do programa Conexão Brasília de ontem, que teve entre os convidados os professores Ronaldo Cunha, Paulo Gustavo e Mariléa Leal Cunha, com a equipe de produção, Bruce Barbosa, Lilian Azevedo e este colunista. Também passou por lá o diretor presidente da Diagro, o médico veterinário José Renato Ribeiro.

Educadora

No mês em homenagem à mulher, teve um bate papo esclarecedor com uma professora que insiste em não se aposentar da sala de aula. Trata-se da consagrada educadora Mariléa Cunha, que mesmo na inatividade do serviço público leciona na iniciativa privada em cursinho e em uma faculdade.

Literatura

Ela marcou época assim como papas da educação como o inesquecível Professor Munhoz. Professora de Literatura, Mariléa diz que atualmente vê com tristeza jovens que só estudam ‘pra passar’ e não se aprofundam na matéria. Ela também critica o empobrecimento do português – devido às redes sociais.

Princípio

Mas, ainda assim procura levar com franqueza, bom humor e camaradagem no cotidiano com os alunos que ela diz ‘amar’. Só não abre mão de sua autoridade quando investida na sala de aula. “Ali mando eu, nem o diretor interfere, ao contrário, pede licença para entrar”, diz ela.

ENTREVISTA | “Os chamados Home office provam como relações de trabalho mudaram"

Marcos Sassim. O advogado nos estúdios da Diário FM quando esclarecia sobre os efeitos da reforma trabalhista.
O advogado Marcos Sassim, um operador do direito que é militante na área da Justiça do Trabalho, foi ao programa Conexão Brasília, na Rádio Diário FM, ocasião em que mais do que opinar, esclareceu e tirou dúvidas de muita gente a respeito de um tema dos mais atuais e ao mesmo tempo mais controversos da atualidade brasileira: a reforma trabalhista. Para o especialista, existem tanto para os juristas, empresários e trabalhadores, um mundo de dúvidas a respeito dos efeitos práticos da medida que nem bem começou a ter seus efeitos já passou por ajustes, via Medida Provisória editada pelo presidente Michel Temer. A entrevista esclarecedora ao jornalista Cleber Barbosa serviu ainda para colocar situações práticas do dia a dia que certamente podem ser a pergunta que muita gente anda se fazendo.

Cleber Barbosa
Da Redação

Blog do Cleber – Como falar a respeito das novas regras impostas pela reforma trabalhista se a coisa ainda está viva ao ponto de mudanças terem sido aprovadas a pouco tempo?
Marcos Sassim – Pois é, depois de algum tempo da implementação da dita Reforma Trabalhista, iniciada no final de 2016, o presidente da república editava uma Medida Provisória já alterando alguma coisa, então o cenário é assim de que essa mudança de paradigma que a reforma trouxe ainda está se consolidando. Acredito que vá demorar a se consolidar e até pelas redes sociais a gente vê que as pessoas não param de trocar informações e já há notícias de entendimentos muitos diversos e até de sentenças que aplicam, outras que não aplicam as reformas e ainda sentenças que aplicam parte das reformas.
Blog – Então o que fazer num cenário desses doutor?
Marcos – A hora pede cautela, principalmente em relação aos litígios. O que eu posso adiantar aos nossos leitores é que justamente neste sentido, da parcimônia, que tenham cautela e que evitem os litígios, pois tanto o novo CPC [Código de Processo Civil] de 2015 e agora a Reforma Trabalhista, eles tentem à auto composição, que é você fazer aquele acordo prévio e em suma evitar entrar na justiça, entendeu? Porque os ônus, principalmente da Justiça do Trabalho agora estão caros.
Blog – Pois é, importante isso, pois até então a parte reclamante tinha isso como um porto seguro, não é?
Marcos – Sim, antigamente o empregado entrava com a reclamação, o patrão se defendia e ficava por isso mesmo. Hoje há um custo a ser pago pelo empregado também se ele perder [a ação]. Tem os honorários do advogado a ser pago e as custas processuais. Então muita cautela na hora de entrar [na justiça], conversem primeiro para buscar um acordo antes de entrar na justiça, até porque a reforma trouxe a possibilidade de você homologar um acordo.
Blog – Que já iria pronto para a Justiça?
Marcos – Sim, digamos que em uma empresa se tenha um conflito sobre horas extras entre o empregado e o empregador, então cada um contrata um advogado que preparam uma petição em conjunto e levam ao juiz somente para homologar aquele acordo. Então é isso que essa reforma também veio trazer, tirar um pouco dessa litigiosidade que tinha na Justiça do Trabalho. E fazendo um ‘mea culpa’ em relação à classe, existiam reclamações trabalhistas que pediam verdadeiros absurdos e hoje essa reforma também veio coibir um pouco isso, pois haviam casos de uma pessoa trabalhar um ou dois anos numa empresa e pedir 1 milhão de reais a título de indenização; hoje já há uma responsabilidade maior por parte da pessoa que vai ingressar com a ação e por parte do advogado que vai tecnicamente transmitir esse pedido ao juiz.
Blog – A despeito de qualquer discussão política em relação à reforma trabalhista, o senhor como técnico que é vislumbra que algum direito ou até conquistas históricas dos trabalhadores tenha sido cortado com essa reforma?
Marcos – É o seguinte, sou técnico, um operador do direito como outro qualquer, então eu acho que já estava na hora de uma reforma, especialmente na era da informação, da comunicação digital, onde as relações de trabalho mudaram muito, tanto que uma das inovações que essa reforma trouxe tem a ver com o chamado ‘home office’, que é o teletrabalho, que é quando a pessoa vai trabalhar na sua casa, no seu escritório, num café, numa lanchonete, enfim, qualquer lugar onde possa acessar seu computador, seu celular e fazer uma videoconferência com a empresa que o contratou, enfim. Então era necessário realmente que se tivesse essa proteção legislativa, pois esse empregado que vai fazer suas atividades em casa ele não perde nada, vai fazer um contrato com o empregador dele que vai fornecer os meios e ele cumpre suas tarefas, então isso daí tinha que estar previsto. Então por que mobilizar uma pessoa a ir até a sede da empresa se ela pode trabalhar na sua casa, numa praia, onde achar melhor?
Blog – Que outras inovações essa reforma trouxe e que o senhor identifica outro acerto doutor?
Marcos – O trabalho intermitente é um bom exemplo. Se você tem um restaurante onde o pico de jornada em julho, no Círio, enfim, ou em outros períodos. Você contrata uma pessoa para trabalhar nesses determinados períodos. Eu acho isso extremamente válido, pois essa pessoa vai ser contratada com base na hora daquele trabalhador permanente, só que na ele tem a possibilidade de trabalhar para você e trabalhar para outra pessoa.
Blog – Essa regra se aplica aos garçons, por exemplo, que tem uma jornada de trabalho atípica?
Marcos – Exatamente. Empresas de eventos são um bom exemplo, pois oscilam muito os negócios e podem contratar os profissionais para cada necessidade.
Blog – Os críticos da reforma, como os sindicatos, fazem observações em relação a informalidade das relações de trabalho, gente que passou por uma formação, tem um grande currículo, mas acabam perdendo certos privilégios, digamos assim. O que o senhor acha?
Marcos – Veja bem, antes dessa reforma, o número de sindicatos de empregados era três vezes maior do que o sindicato de patrões. Então se todos os sindicalistas eram contra a reforma como é que ela foi aprovada? Aí alguém pode alegar que o sindicato dos empregadores tem mais dinheiro. Já o de empregados tem mais representatividade, afinal o número é maior. Para mim, os deputados e senadores que analisaram essa proposta mesmo sendo pró empregados, terem essa visão, tiveram a possibilidade de mexer nessa reforma, então entendo que essa reforma é válida e que essa questão de perda de direitos é uma adequação que se faz, uma adequação à qualidade.
Blog – Mas como o senhor disse no começo da entrevista existem muitas dúvidas ainda e que só o tempo poderá deixar tudo mais claro, não é?
Marcos – Sim, tudo depende das interpretações que serão dadas pelo nosso judiciário. Aqui no estado nós temos juízes capacitadíssimos e aqui até peço venha pois tem um evento que participei com o juiz Nei Maranhão, que é um juiz que atua aqui no estado, um doutor, então foi um evento em que nós operadores do direito pudemos pegar essa reforma, acerta-la, cortar as pontas, moldá-la, enfim, os tribunais estão dando suas decisões, então não tem muita coisa definida não pois ela ainda será adequada à realidade.
Blog – Então são ingredientes de uma ampla discussão ainda a respeito do tema.
Marcos – Toda e qualquer medida que tire seu conforto ainda sofre alguma retaliação devido a interpretações mais radicais de um lado ou de outro, como um empresário utilizar de uma interpretação a seu favor como também de termos o empregado analisar determinado aspecto a seu favor, então o que vai acontecer é que o judiciário na sua função vai adequar tudo.

Perfil

Entrevistado. O advogado Marcus Miller Machado Sassin tem 41 anos de idade, é paraense da cidade de Belém. Diplomado em Direito pela Universidade da Amazônia (Unama), no ano 2000; também fez uma especialização em Direito Constitucional e Administração pela Unama; é pós-graduando em Direito do Trabalho pela Universidade Santa Cruz (Rio Grande do Sul). É advogado militante há 13 anos, sendo os cinco últimos anos no Amapá, com atuação junto à Justiça do Trabalho. Mais recentemente vem proferindo palestra e participado de debates a respeito da prática do assédio moral no serviço público e também na iniciativa privada. Está lotado na banca de advocacia denominada Gomes e Associados atua também no SESI-AP.

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, sábado, dia 17 de março de 2018.


Intercâmbio

Ouvimos especialistas para responder a cinco perguntas que os pais devem se fazer quando os filhos decidirem fazer intercâmbio no exterior. Trata-se de uma valiosa consultoria – gratuita para estar preparado para um momento importante na carreira deles.

Questões

Então veja quais perguntas mais frequentes e igualmente valiosas: Qual a idade certa? Quanto tempo ele deve ficar em outro país? Ele vai sozinho? O que fazer se ele ficar doente? Vale mesmo o investimento?

No Blog

Bem, todas essas perguntas devem ser feitas em resposta a um pedido especial feito pelos filhos: “”Mãe! Pai! Quero fazer um intercâmbio”. É bom estar preparado então! Acesse www.cleberbarbosa.net.

Feriado

O governo informa que segunda-feira, não haverá expediente nas repartições públicas, por conta do feriado de São José, estabelecido pela lei nº 0667/2002, que considera o santo como padroeiro do Amapá.

Educação

Governo promove ‘Dia D’ para construção da Base Curricular Comum. Será quarta-feira e vai reunir a comunidade escolar de Macapá e Santana para definir a matriz curricular que será implantada a partir de 2019.

Contêiner
Entidades do comércio, liderados pelo Sindicato das Empresas de Turismo (Sindetur) preparam para o fim do mês a inauguração oficial do projeto “Contêiner na Praça” que abrigará um CAT (Centro de Atendimento ao Turista). Na foto o idealizador da ação, o empresário Edyr Pacheco, que dirige a entidade por aqui.

Comércio

Em janeiro de 2018, o volume de vendas do comércio varejista amapaense cresceu 8,4% frente a dezembro de 2017, na série com ajuste sazonal a segunda maior entre as Unidades da Federação, atrás de Roraima com 8,6%. Em dezembro houve recuo (-10,6%). Os dados são do IBGE, é claro.

Números

Na série sem ajuste sazonal, frente a janeiro de 2017, o volume de vendas do comércio varejista caiu 4,9%, segunda taxa negativa consecutiva nessa comparação, após onze meses de resultados positivos. O acumulado nos últimos doze meses subiu 1,1% em janeiro de 2018 e teve sua quarta alta seguida.

Recorte

Na divulgação atual, a apresentação é por setor do comércio varejista. Com isso, será possível comparar com o respectivo mês do ano anterior. Em janeiro de 2018, o setor de Veículos, motos, partes e peças mostrou expansão de 37,7% no volume de vendas frente a janeiro de 2017.

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, sexta-feira, dia 16 de março de 2018


Gestão

Aliás, nessa nova gestão de Góes à frente do Estado, ele repete como um mantra à sua equipe o valor e a importância de blindar a gestão, para além de dar respostas em relação ao custeio, não dar brecha para maus feitos – municiando a oposição.

Simpol

Membros da diretoria do Sindicato dos Policiais Civis procuraram apoio do presidente da Assembleia Legislativa, Kaká Barbosa, quanto à aprovação do Projeto de Lei que trata da extinção do Auxílio Indenizatório.

Salários

Essa nova legislação, enviada pelo Setentrião, versa sobre a gratificação e a sua respectiva incorporação aos subsídios da categoria dos servidores efetivos da classe, como Agentes e Oficiais de Polícia Civil.

Proteção

Na justificativa enviada à Assembleia, o governador Waldez Góes defende que a incorporação é de suma importância, pois garante ao servidor que a mesma não será mais retirada do vencimento mensal.

Macapá

Com apoio de parceiros como a Prefeitura, Sebrae e Fecomércio, o Sindicato das Empresas de Turismo do Amapá (Sindetur) prepara a inauguração até o fim do mês de um CAT, Centro de Atendimento ao Turista, na Beira-Rio.

Capital
Gente que vê a desenvoltura do governador Waldez em Brasília diz que daria um bom senador. Mas ele tem feito gestões – justas – para o estado, onde emplaca convênios e emendas parlamentares valiosas para tocar obras e serviços públicos. Quanto ao Senado, fica para mais à frente, dizem próximos.

Consumidor

Procon/AP montou na manhã de ontem um stand de atendimento ao lado do Teatro das Bacabeiras, em Macapá, para marcar o Dia Mundial do Consumidor. A ação foi em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Macapá (CDL), Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai)

Incentivos

No total foram ouvidas reclamações, consultas e emissão de Cadastro Positivo (SPC/Serasa), cortes de cabelo e aplicações de flúor. O Procon, em parceria com o Garden Shopping, também oferece descontos em diversas lojas, além do sorteio de brindes dentro do shopping. Parceria é isso.

Encerramento

A programação encerra-se nesta sexta, com blitz educativa em estabelecimentos comerciais, orientações aos fornecedores, distribuição de exemplares do Código de Defesa do Consumidor e panfletagens com informações. À noite, a equipe palestra aos acadêmicos de direito da Faculdade Estácio Seama.

sábado, 17 de março de 2018

Deputada do Amapá se defende sobre destinar recursos para universidade do Pará

A deputada federal Josy Araújo (PODE-AP) com representantes do MEC e da UFRA
Cleber Barbosa
Da Redação

A deputada federal Josy Araújo (PODE-AP) rebateu neste sábado as críticas que vem recebendo em redes sociais por ter destinado R$ 5,3 milhões de suas emendas parlamentares para a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), que fica em Belém (PA). O assunto rendeu polêmica neste fim de semana, especialmente após a postagem feita pelo professor Rafael Pontes, da Universidade Federal do Amapá (Unifap), quando questionou “para que servem a UEAP, IFAP e UNIFAP?
‪Rafael Pontes, que está licenciado da Unifap por ter assumido a titularidade da Secretaria Estadual da Ciência e Tecnologia (Setec), foi mais além, elevando o tom das críticas. “Quando eu penso que já vi de tudo, vem isso agora. Deputada do Amapá orgulhosa em destinar 5,3 milhões por emenda impositiva para a Universidade Federal Rural do Pará. Isso mesmo, Pará. Será que aqui no Amapá, Unifap, Ueap e Ifap não são capazes de fazer formação profissional?”, indagou o pesquisador.

Outro lado
A reportagem entrou em contato com a deputada Josy, que estava embarcando de volta para Macapá, mas aceitou dar algumas informações por telefone. Ela disse que essa Universidade é a única rural da Amazônia e que recebe muitos amapaenses. “Eu vou levantar esses dados inclusive, sobre quantos acadêmicos são do Amapá e portanto são beneficiados com essa instituição”, disse a parlamentar.
Josy disse ainda que tem sim destinado recursos federais através de sua atuação política na bancada do Amapá, para as universidades localizadas no estado, como o Instituto Federal do Amapá (IFAP) e a própria Universidade Estadual do Amapá (UEAP). “Alocamos mais de R$ 687 mil este ano para o custeio da nossa Universidade do Estado e R$ 150 mil para o IFAP”, disse a deputada.

Extensão 
Falando à nossa reportagem, Josy explicou que não se trata de destinar recursos para universidade A ou B, mas para a formação de jovens amapaenses. "Em uma universidade que é referência para a nossa região e que poderá qualificar a mão de obra amapaense para atender as demandas que a agricultura, a pecuária e o agronegócio em geral irão demandar num futuro muito próximo", disse ela, que diz estar fazendo gestões para que a UFRA abra uma extensão de seus cursos no Amapá.
Em sua página na web, a deputada, de fato, celebrou os resultados do encontro com o ministro da Educação, Mendonça Filho e o reitor da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Marcel Botelho. “Venho trabalhando, desde o início do meu mandato, com a capacitação profissional do povo do nosso querido Amapá. Ressalto aqui que conquistamos recentemente, por meio de emenda impositiva de minha autoria, R$ 5,3 milhões de reais para a UFRA para cursos com esse objetivo, recurso que já consta no orçamento da Universidade. Mais um ponto para a educação e para a formação de profissionais competitivos em nosso Estado”, encerra Josy Araújo.

HISTÓRIA | General conta como garantiu a posse de Sarney na Presidência, em 1985

Esta semana foi aniversário de 33 anos da eleição de Tancredo Neves, no Colégio Eleitoral, então o Brasil relembra um dos períodos mais dramáticos de sua história recente: a transição do poder para os civis, após um período de 21 anos nas mãos dos militares. Tancredo foi o primeiro presidente civil após a intervenção militar de 1964. O texto a seguir é do jornalista Roldão Arruda, do Estadão.

Roldão Arruda, Estadão
A eleição ocorreu na manhã do dia 15 de janeiro de 1985. A cerimônia da posse foi marcada para dali a dois meses, no dia 15 de março.
Mesmo eleito de forma indireta, contrariando a vontade popular, expressa na histórica campanha das Diretas Já, em 1984, Tancredo contava com um amplo apoio político e popular. Poucas vezes na história do Brasil um político havia conseguido tanta unidade.
Na noite do dia 14 de março, porém, véspera da posse, o projeto começou a desmoronar. Tancredo foi internado às pressas para uma cirurgia no Hospital de Base de Brasília. Quando se constatou que ele ficaria internado e não poderia tomar posse no dia seguinte, surgiu uma polêmica sobre quem assumiria em seu lugar.
Parte dos políticos que se reuniram nas salas de espera do hospital naquela noite defendiam que o vice, José Sarney, não poderia assumir, porque o titular não havia assumido. Segundo essa tese jurídica, ele não tinha o direito de suceder quem no cargo não estava. Já se falava até em nomes para o lugar de Sarney.
Anos mais tarde soube-se que o impasse foi resolvido pelo novo ministro do Exército, indicado dias antes por Tancredo, o general Leônidas Pires. Ao chegar ao hospital, ele disse que os militares queriam o respeito à Constituição.
Isso significava que Sarney, que havia se desligado do PDS, o partido de sustentação do regime militar, para apoiar Tancredo, é quem deveria assumir. O general citou no hospital o parágrafo único do Artigo 76 da Constituição, que dizia: “Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o presidente ou o vice-presidente, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago pelo Congresso Nacional”.
O episódio já foi lembrado em diversas entrevistas do general. Uma das mais detalhadas foi para os jornalistas Hélio Teixeira e Rose Arruda, autores de uma biografia sobre o governador paranaense José Richa (1934-2003).

A seguir, a passagem do livro Richa, O Político, na qual o general relembra o episódio:

…………………………………………………………..

“Depoimentos em livros e em centros de documentação dão versões contraditórias sobre os momentos vividos naquela noite. Esta é a do general Leônidas Pires Gonçalves, que adianta:
– Não admita outra versão, porque é mentirosa.
Ele conta:
– Eu estava num jantar oferecido a mim na Academia de Tênis com vários amigos. Quase 9 horas e tocou o telefone, era o general Ivan de Souza Mendes (chefe da Casa Militar da Presidência), que pediu para falar comigo. Não gostei da voz dele. Me disse: ‘O presidente eleito está chegando ao Hospital de Base, vá pra lá’.
– Pedi desculpas, um coronel me emprestou uma gravata, porque eu estava só de blazer, e fui. Cheguei, fui subindo, subindo, não tinha ninguém para informar onde estava Tancredo. Aí alcancei uma sala onde estavam umas vinte pessoas, os grandes líderes da época, o Sarney (José), o Fragelli (José, presidente do Senado), o Marco Maciel, o Dornelles (Francisco, sobrinho de Tancredo), ACM (Antonio Carlos Magalhães), essa gente toda. A discussão era a seguinte: quem toma posse amanhã? Aí eu disse: senhores, eu não sei qual é a dúvida, mas de acordo com a Constituição, artigos 76 e 77, quem toma posse é o vice-presidente, o Sarney.
Como é que numa situação daquelas um general, de supetão, faz isso no meio de tantos políticos experientes? A explicação, segundo Leônidas, estaria na tese Um Modelo Político para o Brasil, que ele defendeu na Escola Superior de Guerra e que o obrigou à leitura de textos de constitucionalistas e das constituições do Brasil (de 1891 a 1969) e de outros países.
– Naquele momento, eu apareci com conhecimento e poder, porque os políticos estavam divididos e eu sabia que o Exército queria uma decisão dentro da legalidade. Decidi baseado na Constituição.
E com o peso da farda coberta de quatro estrelas.
Embora não disfarce o orgulho de sua trajetória como militar e sua participação na política brasileira, o general Leônidas garante que a vaidade ‘nunca morou em minha alma’. De vez em quando, porém, passa perto do “constitucionalista de Realengo”, como o ex-presidente Figueiredo o classificou.
O episódio que resultou na posse de José Sarney foi descrito pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados Ulysses Guimarães, ao explicar porque não disputou com José Sarney o direito de substituir o presidente Tancredo Neves:
– Eu não fui ‘bonzinho’ coisa nenhuma. Segui as instruções dos meus juristas. O meu ‘Pontes de Miranda’ estava lá, fardado, e com a espada me cutucando e dizendo que quem tinha de assumir era o Sarney.
O ‘Pontes de Miranda’ chamava-se general Leônidas Pires Gonçalves, então ministro do Exército.”
………………

(O trecho foi transcrito com a permissão dos autores).

sexta-feira, 16 de março de 2018

Fátima Pelaes discute empoderamento das mulheres rurais em encontro na ONU

A ministra da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, a amapaense Fátima Pelaes | Foto: Divulgação
A titular da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Fátima Pelaes, foi à Nova Iorque (EUA) chefiando a delegação brasileira que participa dos 62 anos da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW), evento que vai até 23 de março. Dentre os temas debatidos está o empoderamento das mulheres e meninas rurais. O governo federal, representado por Fátima Pelaes, falou pela primeira vez em nome da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Primeiramente, Pelaes se reuniu na Missão Permanente Junto à ONU sobre a CSW. Depois, em seu pronunciamento, a secretária disse que o esforço comum na temática de gênero é essencial para alcançar o desenvolvimento sustentável, a promoção da segurança alimentar, o fortalecimento das economias locais e a erradicação da fome, dentre outros objetivos. A secretária lembrou ainda que, em 2017,em reunião em Brasília, CPLP estabeleceu 2018 como “O Ano de uma Vida Livre de Violência contra as Mulheres e Meninas”, tema que será lançado na CSW.A CPLP entende ser necessário investir na alfabetização de mulheres e meninas rurais a fim de capacitá-las para que possam participar ativamente da construção da sociedade. O Brasil é referência na CPLP com ações como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio. A secretária acrescentou ser fundamental ampliar as medidas de combate de todas as formas de violência e discriminação contra mulheres e meninas.

Saúde
No discurso, Pelaes destacou ainda a importância do acesso à saúde e aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres rurais a fim de reduzir a mortalidade mortalidade materna no campo. E enfatizou que a dificuldade de acesso a registros de nascimento e documentos no meio rural deve ser superada para que não se torne obstáculo para promover o trabalho decente para mulheres rurais. Fátima Pelaes insistiu que a CPLP tem compromisso de reforçar a cooperação multilateral, baseada na promoção de políticas direcionadas, ”para a equidade, igualdade de gênero e empoderamento da mulher”.

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, quinta-feira, dia 15 de março de 2018.

Mineração

A nuvem negra sobre a cabeça do ex bilionário Eike Batista não se dissipa. Além da mina meia boca que vendeu no Amapá aos ingleses, passou o sistema Minas-Rio, cujo mineroduto acaba de se romper. Na época os negócios já tinham ‘crise de confiança’.

Viagem

Atualmente o tema intercâmbio está cada vez mais presente na vida dos brasileiros. Não é raro encontrar alguém que tenha feito ou que queira fazer um intercâmbio em algum momento da vida.

Tendência

E essa vontade não é somente dos jovens que querem viver uma experiência internacional ou melhorar seus currículos para o mercado de trabalho, muitas crianças e adolescentes estão se interessando.

Dúvidas

A gente ouviu um especialista que responde 5 perguntas que podem passar pela cabeça dos pais quando os filhos falam em fazer um intercâmbio. Para saber as resposta visite nosso Blog (cleberbarbosa.net)

Macapá

A Prefeitura realiza dia 24 no complexo do Araxá, uma roda de conversa com o tema Processos criativos da música brasileira. O evento contará com a presença do escritor paraense Ruy Godinho, que hoje mora em Brasília.

Capacitação
O Governo do Estado vai ofertar pós-graduação em Gestão Pública para servidores efetivos. Serão ofertadas 50 vagas, das quais 10 destinam-se aos servidores da Ueap. As inscrições devem iniciar no próximo sábado e tem prazo relativamente curto, de apenas 11 dias, portanto terminam 
dia 26 deste mês.

Olhar

Godinho, além de escritor, é produtor multimídia, pesquisador, radialista, ator, diretor e divulgador da Música Popular Brasileira, onde já está no 4º volume do livro “Então foi assim”, que relata a história do momento exato de criação da música, de quem fez a letra e quem fez a melodia.

Empatia

Sérgio Lemos, que é o diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura, este é um momento ímpar para os artistas, estudantes de música e amantes da música amapaense compartilharem suas experiências e provocarem que o próximo volume do livro seja voltado para as “da terra”.

Parlamento

O presidente da Assembleia Kaká Barbosa, confirma para os dias 21 e 22 de março, novas sessões itinerantes em Porto Grande e Ferreira Gomes. Com mais estas duas, o número de sessões feitas fora da capital chega a três em 2018. O primeiro a receber os trabalhos do Legislativo foi o município de Santana.

quarta-feira, 14 de março de 2018

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, quarta-feira, dia 14 de março de 2018.

Turismo

Uma parceria de entidades do comércio, Sebrae e PMM está resultando num projeto inovador, chamado ‘Contêiner na Praça’, para abrigar no local um CAT (Centro de Atendimento ao Turista). A primeira unidade está sendo montada na Praça Beira Rio.

Renovação

A ideia é do empresário Edyr Pacheco, presidente do Sindetur, sindicato das empresas do turismo. Ele reaproveitou dois contêineres – aqueles de navio – e os transformou em lojinhas climatizadas.

Afro

O deputado Marcos Reátegui (PSD) levou ao presidente da Fundação Palmares, Erivaldo Oliveira, pedido para que a próxima Virada Cultural Afro seja em Santana, município portuário ao lado de Macapá.

Legenda

Presidente da Assembleia Legislativa, Kaká Barbosa, confirma que deixou o antigo PTdoB, hoje Avante. Oficialmente sem partido, o parlamentar recebe convite do Partido da República (PR) para virar presidente.

Passe

Kaká disse, por telefone, ter ficado lisonjeado com o convite do PR, do deputado Vinícius Gurgel, mas pediu até sexta-feira para dar uma resposta. Sabe-se que foi cortejado por outras legendas também.

Violência
A agência de notícias Reuters escolheu essa imagem do fotógrafo Gilmar Nascimento, que atuou no Amapá por vários anos, para ilustrar uma triste reportagem sobre as cidades mais violentas do mundo. A foto é dos funerais do velejador neozelandês Peter Blake, morto por ratos d'água 
em Macapá no ano de 2001.

Levantamento

Um ranking internacional das cidades mais violentas do mundo, divulgada pela agência internacional Reuters, coloca Macapá na 40ª posição entre as 50 mais violentas. Em primeiro está Los cabos, México, em segundo Caracas, Venezuela e em terceiro Acapulco, também no México.

Lista

Das 50 cidades da lista, 42 estão na América, incluindo 17 no Brasil, 12 no México e 05 na Venezuela. A Colômbia tinha três, Honduras tinha dois, e El Salvador, Guatemala e Jamaica tinham um. A lista brasileira tem Natal (RN), Fortaleza (CE), Belém (PA), Vitória da Conquista (BA), Maceió (AL) e outras.

Mortes

Em 2017, Macapá tinha uma população de 474.706 pessoas e registrou 191 homicídios. Segundo a técnica da pesquisa, isso significa uma taxa de 40,24 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes. A lista completa você pode conferir em nossa página www.cleberbarbosa.net.