PUBLICIDADE

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

“As mudanças vêm em médio prazo, e em 2014 a população vai sentir o impacto”

CAMILO CAPIBERIBE. Governador faz balanço da gestão e diz estar reagindo na aceitação popular de seu governo.
Ele esteve no olho do furacão, por assim dizer, depois que o resultado de uma pesquisa do Ibope e da CNI demonstrou índices preocupantes de desaprovação de sua gestão. Mesmo assim o governador Camilo Capiberibe (PSB) decidiu falar sobre o tema, com resignação e até coragem. Para ele, todos os governantes foram atingidos pelo movimento ‘Vem pra Rua’, e que sua situação era pior em virtude de como encontrou os cofres públicos do Amapá. Falando ao Diário do Amapá, ele disse que já existem indicativos de que seu governo está reagindo e que a partir do próximo ano a população vai perceber as mudanças que ele se propôs a conduzir quando decidiu se candidatar ao governo do estado.
Cleber Barbosa
Da redação

Diário do Amapá – Qual o balanço que o senhor faz de sua relação com Brasília e do que foi possível conseguir em termos de recursos federais para o Amapá?
Camilo Capiberibe – Olha, 2013 desse ponto de vista foi um ano excepcional. Só para citar um exemplo, o lançamento das obras do Hospital de Clínicas Alberto Lima foi viabilizado com recursos de uma emenda parlamentar que tinha sido colocada no orçamento em 2007 e que infelizmente por falta de capacidade de gestão esse recurso não estava sendo aplicado, então nós fizemos o projeto, licitamos a obra e lançamos a duplicação do maior e mais importante hospital que o Amapá tem. São R$ 13 milhões em recursos federais. Conseguimos também a implantação da radioterapia com quase R$ 4 milhões de recursos federais também para implantar no HCal. Estamos em vias de assinar mais 5 mil moradias dentro do programa Minha Casa Minha Vida, com o Conjunto Miracema e vamos entregar agora no início de 2014 mais 4.366 moradias, do Macapaba, ou seja, o Amapá nunca conseguiu buscar tanto recurso federal como busca no meu governo. E para 2014 a tendência é só melhorar.

Diário – E vieram recursos para a pavimentação da BR-156?
Camilo – Nós assinamos agora o termo de delegação do Trecho Sul da BR-156 que estarão sendo depositados R$ 54 milhões para a gente começar a obra.

Diário – O seu partido formava na base de sustentação do governo Dilma no Congresso, mas recentemente acabou deixando por lançar uma liderança do PSB como pré-candidato a Presidente da República. Mudou alguma coisa no relacionamento institucional com o governo federal?
Camilo – Não percebo nenhum tipo de mudança até agora do ponto de vista da gestão administrativa. Está exatamente da mesma maneira como era anteriormente. Eu acho que isso só muda ali a partir do mês de julho porque o PSB vai ter uma candidatura a presidente. A presidenta Dilma legitimamente disputa a reeleição e isso certamente no momento da eleição vai trazer algum tipo de estremecimento, mas isso é normal na democracia. Mas do ponto de vista da gestão isso não vai interferir em nada porque todo o recurso que a gente precisava já conseguimos e já vai estar tudo licitado. Acabou a eleição, os palanques já vão estar desarmados.

Diário – Por falar em desarmar palanques, 2013 foi marcado por uma reaproximação do senhor com o Psol do senador Randolfe e do prefeito Clécio. Qual a avaliação que o senhor faz sobre o que foi possível avançar na ajuda à capital?
Camilo – Para começo de conversa eu votei no prefeito Clécio. Demos um apoio que imagino ter sido decisivo no segundo turno da eleição dele. Isso eu fiz por ter um compromisso com a nossa cidade de Macapá e por compreender que seria vergonhoso para nós termos a continuidade daquele projeto. O recurso não viria e eu também tinha dificuldade de trabalhar com o prefeito anterior porque ele fazia um palanque político dessa relação governo e prefeitura e isso é muito ruim.

Diário – Com Clécio é diferente?
Camilo – O prefeito Clécio tem uma visão mais autônoma com relação ao governo municipal, ele puxa a responsabilidade para ele e ele assume. No início do ano nós tivemos algumas rusgas porque tinha uma questão de tapa-buraco, que tinha que fazer. Eu logo em seguida assumi um compromisso bastante decidido e disse claramente que iria fazer 20 quilômetros de asfalto quando o verão chegasse e estou fazendo, estou concluindo agora no mês de janeiro, aliviando a vida do prefeito. Ajudei na pavimentação do conjunto Mestre Oscar e coloquei à disposição dele R$ 6 milhões para a reforma das Unidades Básicas de Saúde 24 horas para que elas possam ter mais condições de infraestrutura para atender a população, porque sem a saúde municipal funcionar eu termino pagando um preço muito alto no Pronto Socorro, no PAI e no Hospital da Mulher. Estou com os recursos disponíveis e aguardo apenas que o prefeito apresente os projetos.

Diário – Na chamada parceria, é isso?
Camilo – Veja, eu acredito na parceria e vou continuar trabalhando. Do ponto de vista da pavimentação nós vamos avançar muito mais e temos vários caminhos para avançar conjuntamente. Eu acredito que o prefeito também. Veja no Passe Social Estudantil, o governo do estado é que paga a maior parte, pagamos 70%, mas a prefeitura entra com 30%, e 10 mil estudantes vão ser beneficiados.

Diário – Na posse de alguns deputados como seus secretários de governo o senhor disse que eles estariam vindo para melhorar a capacidade do Governo se articular politicamente. Foi uma espécie de ‘mea culpa’ e deu resultado?
Camilo – Ah, sem dúvida. No relacionamento com a Assembleia Legislativa, por exemplo, a mudança foi da água para o vinho. Eu aprovei todos os meus projetos, inclusive projetos fundamentais para o momento que o Amapá está vivendo. Todo o processo de federalização da CEA e todos os investimentos do BNDES, de R$ 1,4 bilhão vieram em decorrência dessa guinada mais política do Governo. Por outro lado o Governo do estado ganhou muito com isso, pois tivemos, por exemplo, o deputado Bruno Mineiro que é político e é técnico e que está fazendo um excelente trabalho na Setrap, assim com a deputada Cristina Almeida no setor produtivo e o deputado Agnaldo Balieiro que tem uma sensibilidade política muito grande também. E agora tem a vereadora Neuzinha também.

Diário – No campo da cooperação internacional, especialmente com a Guiana Francesa, a gente sabe que a competência é da União, mas o Amapá também se mexeu e até defendeu a aprovação do acordo para o campo ambiental, o que estaria impedindo a liberação da ponte binacional. Agora vai?
Camilo – Na verdade foi um gesto. Essa é uma relação complexa entre um país da América Latina com um país Europeu. É o único caso que existe em todo o nosso Continente. Só o Brasil, só o Amapá faz fronteira com a França e a União Europeia. A aprovação do acordo de combate ao garimpo ilegal foi um gesto que o Brasil fez em relação a uma demanda que era muito forte do lado francês e que ficou aí engavetada durante muitos anos. Eu percebi que para nós avançarmos em concessões do lado de lá também teríamos que fazer do lado daqui.

Diário – Os seus críticos dizem que o senhor administra olhando pelo retrovisor. Por que é tão difícil deixar de observar os erros de seus antecessores e tocar a gestão?
Camilo – É só você olhar, por exemplo, o problema da CEA. Eu era deputado e cobrava uma solução. Em 2006 foi assinado um compromisso, um pacto do Amapá, pelos Poderes. Naquela época custaria para o Estado em torno de R$ 200 milhões e isso não foi feito. Hoje custa, não para o governador, mas para o povo R$ 1,4 bilhão. Então esse tipo de irresponsabilidade não pode ser esquecido. Assim como não se pode esquecer que os recursos que deveriam ter sido investidos em educação foram roubados, o que trouxe um prejuízo para nossa educação gigantesco. Outro exemplo são as consignações dos servidores públicos, R$ 74 milhões foram descontados da folha e deveriam ter sido repassados aos bancos e para os planos de saúde, que deixaram de atender as pessoas. Isso não é uma questão de olhar para o retrovisor, é mostrar que a dificuldade do presente é consequência da falta de responsabilidade no passado.

Diário – O senhor falou recentemente sobre o resultado da pesquisa do Ibope que rendeu índices de desaprovação de seu governo. O que está sendo feito a partir desses indicativos?
Camilo – Evidente que os números foram divulgados e estão aí. Mas nós temos também pesquisas internas que apontam para um processo de recuperação. A partir de junho, com aquele movimento do ‘vem pra rua’ todo mundo foi atingido duramente. Se você olhar a pesquisa do Ibope só três governadores são aprovados acima de 50% da população. Todos os governadores estão numa situação difícil. É claro que a minha situação em comparação com a dos outros ela é um pouco mais difícil, eu reconheço. Mas minha situação já esteve pior. Nós estamos num momento de avanço. Eu peguei um estado numa situação pré-falimentar e não tinha recursos para pagar suas contas. Tinha uma empresa falida que era a CEA, não executava recursos federais, tudo isso me impôs a tomar medidas difíceis, duras, que a população não espera ver o governador tomando. As mudanças vêm em médio prazo e em 2014 a população vai sentir o impacto.

Perfil

Entrevistado. Carlos Camilo Góes Capiberibe nasceu em Santiago do Chile, no dia 23 de maio de 1972. Filho dos também políticos João Capiberibe e Janete Capiberibe, nasceu fora do Brasil em virtude do exílio político dos pais. É Bacharel em Direito pela PUC de Campinas (SP) é casado com Claudia Camargo Capiberibe, com quem tem dois filhos. Filiado ao PSB, elege-se deputado estadual no Amapá em 2006, tendo sido considerado muito atuante e uma voz forte na oposição. Em 2008 foi candidato a prefeito de Macapá, mas foi derrotado por Roberto Góes no segundo turno. Em 2010 foi eleito governador do Amapá, vencendo a disputa em todos os municípios do Estado. É ainda considerado o mais jovem governador do Brasil.

Banda larga começa em abril, diz deputado federal Bala Rocha

cidade 2 - bala
Deputado federal Bala Rocha (SDD-AP)
A implantação do linhão e do cabo de fibra ótica que pretende trazer internet banda ao Amapá foi concluída, segundo o deputado federal Bala Rocha (SDD), que é membro da comissão que acompanha a obra. O empreendimento possui 1,8 mil quilômetros de extensão e consiste em uma interligação de linhas de transmissão e subestações que vai permitir a integração do Amazonas, Amapá e do oeste do Pará ao chamado Sistema Interligado Nacional (SIN).

Para que o projeto traga acesso a internet de alta velocidade é necessário a conclusão da obra de interligação ao SIN, com previsão para ser terminada em abril de 2014, quando deverão iniciar os testes. “Primeiramente o sistema vai atingir Macapá. Estamos lutando para que o linhão chegue também aos municípios mais distantes do estado”, informou o parlamentar.

Atualmente, a banda larga domiciliar do Amapá é via rádio. Ela é comprada por provedores locais de operadoras de Belém (PA). A tecnologia é transmitida de Barcarena, no Pará, até o Amapá, por antenas com 40 quilômetros de distância que repetem o sinal de uma para outra até chegar ao estado.

As concessões da rede de fibra ótica serão cedidas à empresas de telefonia e a Telebras (Telecomunicações Brasileiras). Os serviços serão comercializados a preços populares, respeitando a livre concorrência de mercado. “Será compatível aos preços praticados em nível nacional. Para que essas normas sejam cumpridas, a bancada federal vai acompanhar e fiscalizar esse processo”, reforçou Bala Rocha.

Além da internet, o Linhão de Tucuruí vai fornecer energia proveniente de usinas hidráulicas interligadas ao SIN, eliminando a necessidade de grande parte da geração térmica obtida com a queima de combustíveis fósseis, que são mais caros além de possuírem maior grau de poluentes. O projeto tem investimento de R$ 3,5 bilhões do governo federal.

Justiça Estadual recebe apoio de emendas parlamentares

política4-milhomenemendajustiça
O coordenador da Bancada Federal, deputado Evandro Milhomen (PC do B)
O Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap) deverá receber aproximadamente R$ 1 milhão de recursos federais para prosseguir nas ações de ampliação predial e investimento na área de tecnologia da informação.
O recurso atende solicitação do Judiciário estadual aos deputados federais Evandro Milhomen, coordenador da Bancada Parlamentar amapaense, e Luiz Carlos.

A emenda parlamentar de autoria do deputado Evandro Milhomen, no valor de R$ 450 mil, será para atender a compra de equipamentos e acessórios do projeto de modernização do parque tecnológico do Tribunal de Justiça.
Segundo informações da Secretaria de Reforma do Judiciário/Ministério da Justiça, a verba já foi encaminhada para empenho e o repasse será feito por meio de convênio com a Secretaria.

No mesmo esforço, o deputado federal Luiz Carlos informou que já apresentou emenda ao Orçamento Geral da União/2014, no valor de R$ 500 mil. O recurso será oriundo do Ministério da Justiça via Secretaria da Reforma do Judiciário.

Bancada Federal participa de encontro com a Prefeitura de Santana

A deputada Dalva Figueiredo e demais integrantes da Bancada Federal, com o prefeito de Santana

A deputada federal Dalva Figueiredo participou na segunda-feira, 23, do encontro da Bancada Federal do Amapá com o Prefeito do município de Santana, Robson Rocha. O encontro ocorreu na Câmara de Vereadores do município. O objetivo do encontro foi de apresentar à população santanense, as emendas, os convênios assinados com o Governo Federal e os valores dos recursos federais para o município. A deputada Dalva possui diversas emendas para Santana, algumas já inauguradas como, a Praça de Esportes e Lazer no Bairro Fonte Nova, Pavimentação de Ruas e Avenidas dos Bairros, Provedor e Nova Brasília e a emenda para Assistência Farmacêutica que está sendo executada. Além das emendas que estão em fases de execução e elaboração de projetos para a Construção de Arena de Esportes Radicais, Construção de um Centro de Idoso e a conclusão do Cartório Eleitoral do município. Segundo o Prefeito Robson Rocha a deputada federal Dalva Figueiredo é uma grande parceira do município de Santana, pois além de destinar diversas emendas parlamentares ela ainda ajuda o município através de articulações politicas nos Ministérios do Governo Federal. Para a deputada Dalva esse evento de prestação de contas é muito importante, pois, mantém a população informada das ações parlamentares e os recursos destinados ao município. “Quero reafirmar ao Prefeito Robson Rocha e ao povo de Santana meu compromisso com essa cidade. Sem distinção de bandeira partidária, nosso gabinete estará de portas abertas para recebê-lo e digo isso a todos os prefeitos do Amapá”, conclui a parlamentar. Além dos parlamentares da Bancada Federal e o Prefeito do Município, Participaram do evento os vereadores, secretários municipais, presidentes de associações de moradores e a população em geral do município de Santana.

Advogado Vicente Gomes assumirá Corte do TRE-AP

política4-advogado
O advogado Vicente Manoel Pereira Gomes (foto com desembargador Raimundo Vales) irá compor a corte do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), na vaga de jurista, no ano de 2014.
Vicente foi nomeado pela presidente do Brasil, Dilma Roussef, para ocupar a cadeira de jurista do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá.
Desde novembro do ano passado, a função é desempenhada pelo juiz substituto Cassius Clay Lemos Carvalho, vice-presidente da OAB-AP.
Como juiz titular, com mandato de dois anos, Vicente Gomes integrará a Corte Judicial e Administrativa, com a incumbência de relatar e julgar, em colegiado, os processos eleitorais. A posse do advogado Vicente Gomes na corte do TRE-AP será em 22 de janeiro.

O advogado Vicente Gomes é casado, natural do estado do Pará. Em 1995 se formou bacharel em direito pela Universidade Federal do Amapá (Unifap).
Vicente também é especialista em direito constitucional aplicado, pela Universidade Fedral do Amapá (Unifap); especialista em direito tributário pelo Centro de Extensão Universitária (CEU), do estado de São Paulo, e mestre com especialização latu sensu em direito civil e processual civil pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Como advogado, Vicente Gomes atuou em inúmeras causas e obteve destaque no estado do Amapá. O advogado também foi professor do Curso de Direito de duas faculdades de Macapá, bem como integra a Academia Brasileira de Direito Processual Civil e a Academia Brasileira de Direito Tributário

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Coluna Argumentos, 31 de dezembro de 2013.

Espaço

O deputado federal Vinícius Gurgel (PR) chutou o balde e confirmou saída da base de Camilo. “Mas não tenho nada pessoal contra o governador. Vou em busca de novos espaços”, disse. Agora se empenha na pré-candidatura de Aline Gurgel para disputar Setentrião.
Saindo

Secretário Bruno Mineiro (Setrap) diz que mais tardar 4 de abril deixa de formar no primeiro escalão do governador. Volta a ser deputado e cumpre prazo legal para a desincompatibilização, como manda o TRE.

Quer

Reitor da Unifap, Tavares, não esconde de ninguém desejo de candidatura a deputado federal. Seu segundo mandato à frente da Reitoria termina dia 16 de setembro de 2014. Filiado ele é ao PC do B.

Justo

Ainda sobre o reitor, ele costuma reconhecer os esforços da bancada federal. As emendas ao orçamento que viraram obras, ganharam placa alusiva ao apoio dado.

Campana

A deputada Fátima Pelaes dava plantão ontem em Brasília. Estava no Ministério da Saúde, que está mobilizado com técnico e servidores para atender as demandas dos estados até dia 31.

Filantropia
Argumentos1
Os diretores da Icomi, Dennis Chung e Vladimir Fernandes foram à Casa da Hospitalidade em Santana levar donativos. A coordenadora da SIMS, Yolanda Souza, foi conferir e agradecer, claro.

Mãe coruja

A ex-Miss Amapá e deputada Sandra Ohana (PP) não esconde de ninguém o orgulho da beleza da filha Alessandra. Perguntada se deixaria ela ser modelo, desconversa. Já sobre entrar para a política é enfática. “Ela é muito estudiosa e já disse que quer ser médica”, diz a zelosa mãe. Sucesso!

Um alô

O ex-comandante do 34º BIS, coronel Allan Fernando Quint, envia mensagem à coluna, de onde extraímos este trecho: “Aqueles que nos são mais caros, nunca esquecemos, independente de tempo e de distância. Saudade das nossas conversas, das nossas entrevistas, do Clube dos Jeepeiros, de Macapá, do Amapá e de sua gente”, diz. Obrigado comandante e sucesso.

“Vejo com felicidade esse país extraordinário com liberdade em todos os cantos”

José Sarney. Senador relembra fatos importantes de sua trajetória como presidente da República e parlamentar.
Fim de ano é sempre uma boa ocasião pra se fazer reflexões a respeito do que passou. E foi nesse sentido que o ex-presidente da República, José Sarney (PMDB-AP), atual senador pelo Amapá, falou ao programa Luiz Melo Entrevista na última sexta-feira, 20, um dia depois de recepcionar a imprensa e amigos em seu jantar de confraternização. Sarney relembrou os avanços e conquistas desde sua passagem pelo Planalto e também as realizações de seus mandatos como parlamentar pelo estado. Falou de tudo um pouco, como Mandela, reeleição, energia, proteção ao meio ambiente e outros temas. Os principais trechos da entrevista o Diário do Amapá publica a seguir. Acompanhe.

Pergunta- A Universidade Federal do Amapá foi criada pelo senhor, quando ainda era Presidente da República, não é?
Sarney – Por mim, sim. Tive a oportunidade de assinar o decreto criando a Universidade, que também tem prestado um grande trabalho há tantos anos à juventude do Amapá, que antes para se formar ia para Belém e outros lugares. Os que aqui ficaram ajudaram a Unifap a crescer e a se transformar. Ela vem se modificando com mais oferta de cursos e hoje tem presença importantíssima na cidade, formando os jovens amapaenses, com boa qualidade.

Pergunta – É verdade que essa obra do Linhão do Tucuruí pelo projeto original não deveria passar pelo Amapá?
Sarney – É verdade, quando foi projetado se fazer o Linhão do Tucuruí era para atender Manaus, que era uma grande zona industrial e que consumia muita energia e essa energia era produzida por motores a óleo a um preço exorbitante, muito grande. Então o governo federal decidiu fazer a obra, o que significava que dentro de três anos o custo seria pago com a diferença do custo de energia que deixariam de pagar. Quando eu vi o projeto observei que passaria pela margem direita do rio Amazonas, então falei com a então ministra Dilma Rousseff e disse-lhe que nós deveríamos atravessar o rio Amazonas e pela margem direita trazer energia para o Amapá, também, num ramal da linha que seguiria para Manaus. O argumento dos técnicos era de que nós não tínhamos consumo nenhum que justificasse aquilo que consideravam um gasto extraordinário e sem retorno.

Diário – E como o senhor conseguiu convencê-la do contrário?
Sarney – Eu disse a ela que o Amapá iria crescer muito ainda, pois já tínhamos conseguido a Área de Livre Comércio e que tínhamos aprovado a Zona Franca Verde e que o Amapá também iria ter um grande parque mineral. Mas que para isso era preciso que o Amapá tivesse energia. Ela, contra todos os pareceres e opiniões dos técnicos, decidiu autorizar a modificação do projeto original. Hoje a energia de Tucuruí já está aqui em Macapá. Só não está sendo distribuída porque não temos concluída a estação abaixadora, porque ela vem em 230 kva e precisamos abaixar para 12,8 kva, que é o padrão aqui da cidade.

Pergunta – O senhor acredita que a partir daí a Zona Franca Verde deslancha, então?
Sarney – Sem dúvida. O Amapá agora está preparado para ser um grande estado, com infraestrutura e eu fico feliz porque idealizei isso, pensei nisso desde que cheguei aqui, quando trouxe o porto que era em Belém e construímos em Santana um terminal de contêineres e fizemos a Área de Livre Comércio. Agora estamos trabalhando para regulamentar a Zona Franca Verde e tocar a Zona de Processamento de Exportação, a ZPE, trazendo fábricas, inspirando confiança para atrair o capital brasileiro como também o estrangeiro, pois assim poderemos atender as outras demandas diárias que afetam o povo. Essa é a grande tarefa para garantir o futuro.

Pergunta – Daí a importância na formação da nossa mão de obra.
Sarney – Sim, pois além da universidade, lá atrás, nós também tivemos o apoio do presidente Lula para trazer a Escola Técnica, hoje chamada de Instituto Federal, o Ifap. Já temos um aqui na zona norte, em Macapá, outro do Jari e já estão começando o de Santana e o de Porto Grande. Além disso, temos ainda as usinas hidrelétricas saindo, a de Ferreira Gomes, a de Caldeirão, em Porto Grande, ou seja, no Amapá as coisas estão acontecendo, com as empresas de mineração aí, com outras chegando e nós vamos melhorar esse porto, enfim, são tarefas grandes que precisam ser feitas para se dar trabalho para o povo.

Pergunta – Fim do ano é sempre um momento pra essas avaliações, não é mesmo?
Sarney – Esse tempo do Natal é também para se homenagear o povo amapaense, especialmente as mulheres do Amapá, pois nesse mês a figura central é o menino Jesus que através do Presépio lembramos de Maria, que representa todas as mães, pois cada um de nós que vem ao mundo é só através de uma mulher, pois elas é que são o verdadeiro fundamento de uma família.

Pergunta – Foi num 19 de dezembro, só que em 1985 que o senhor como Presidente da República proibiu a caça às baleias no Brasil. Lembra disso?
Sarney – Lembro sim. Havia um movimento feito pelas crianças do Brasil e que me tocava muito. Eu sempre fui um homem tocado pelas questões ambientais, tanto que o primeiro discurso feito no Congresso dentro da visão científica da necessidade de preservarmos a natureza foi feito por mim, em 1972, quando se realizava a Conferência de Estocolmo. Como Presidente da República criei o programa Nossa Natureza, o Ibama e todo esse conjunto de leis que protegem hoje o meio ambiente. Mas, quanto às baleias, nós não podíamos permitir que continuassem com aquela crueldade com as baleias que passavam pelo Atlântico na costa do Brasil. Eles argumentavam que Cabedelo vivia da pesca da baleia, mas eu resolvi proibir e felizmente desapareceu isso do Brasil, pois quase que acabam com as baleias do mundo.

Pergunta – O senhor participou recentemente nos funerais do ex-presidente Nelson Mandela, na África do Sul, em meio a uma comoção mundial e com a curiosa participação de ex-presidentes do Brasil. Como foi isso?
Sarney – Foi uma solenidade tão comovente em que nós devolvíamos ao solo da África do Sul a relíquia do corpo de Mandela, que era um símbolo acima de tudo, que não foi um homem de luta, ele foi um homem de paz, porque ele trouxe a paz para o seu país, quando todos pensavam que em seu coração crescia a vingança, na verdade crescia o amor. É esse o exemplo que ele dá para a humanidade e foi assim que ele fez a África do Sul continuar sendo um grande país, que inclusive hoje faz parte dos Bricks, os países emergentes, que são o Brasil, Índia, China e África do Sul.

Pergunta – O senhor quando presidente foi quem criou a chamada Abertura Democrática e iniciou a transição do Regime Militar para a Democracia. O Brasil de hoje, com manifestações de rua, violência nas ruas e nos estádios de futebol, isso assusta o senhor ou é o preço que devemos pagar para termos uma democracia plena?
Sarney – É o preço que nós temos que pagar pela liberdade que nós devolvemos ao povo brasileiro, os ventos da liberdade varrendo. Agora muitos usam da liberdade para cometer excessos. O que nós temos é que tomar providências com cada vez mais energia evitar que a violência seja uma deformação da liberdade. A democracia é o caminho do desenvolvimento, é o melhor caminho que pode ter. É o regime do autogoverno que nós pregamos e que eu tive realmente a oportunidade de presidir a transição democrática do Brasil e vejo hoje com grande felicidade esse país extraordinário com liberdade em todos os cantos e desapareceu qualquer tentativa de golpe e passou a ser um país muito mais justo, muito mais humano e com grande participação social.

Pergunta – Obrigado pela entrevista.
Sarney – Eu que agradeço, quero deixar o meu abraço a todos e desejar um Natal e o Ano-Novo muito bom.

Pergunta – Úma última pergunta. O senhor vai se candidatar à reeleição?
Sarney – Eu acho cedo ainda para tratar disso, mas vai depender de muitas coisas, inclusive até mesmo as minhas condições físicas. Que atualmente eu acho muito boas... [risos] Graças a Deus!

Perfil...

Entrevistado. José de Ribamar Sarney Costa tem 83 anos de idade, é advogado, jornalista e escritor. Começou a vida política ainda estudante do Colégio Liceu, em São Luís (MA), tendo depois chegado a suplente de deputado federal, até vencer uma eleição para a Câmara Federal e depois elegeu-se governador do Maranhão e depois senador. Nos anos 1980 engajou-se na campanha pelas eleições diretas e pouco depois compôs como vice a chapa vitoriosa do Presidente Tancredo Neves, que faleceu antes da posse. Sarney assumiu as rédeas do país e conduziu o período da redemocratização, da Constituinte e da volta das eleições diretas para Presidente. Depois foi eleito senador pelo Amapá e está no terceiro mandato, portanto há quase 24 anos.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Coluna Argumentos, terça-feira, 15 de outubro de 2013.

Drama

O Círio de Nazaré 2013 será para sempre marcado pela tragédia que vitimou pelo menos 18 pessoas após o naufrágio de uma embarcação que participou da romaria fluvial. Dor e sofrimento dos devotos da santa que perderam seus entes queridos. Uma pena.


Vidas
Outro caso à parte são as histórias contadas pelos sobreviventes. Essas histórias, juntas ou separadas, formam um conjunto de informações que renderiam até um livro. Há quem diga que a Virgem Maria salvou muitos.

Mídia

A participação de crianças no acidente emprestam contornos ainda mais dolorosos à opinião pública, que assiste, atônita, desde o sábado a cobertura que a imprensa deu ao acidente. Aliás, os jornalistas foram bem.

Testemunhas
Por falar na imprensa, dois jornalistas sobreviveram ao naufrágio. Carlos Cardozo e Mário Lopes, mas os dois apresentaram versões distintas para o acidente.

Versões

Ainda sobre os jornalistas que estavam no Reis I, um diz que percebeu um choque antes do barco adernar. O outro diz não ter percebido isso. “O barco virou rápido”, diz o Mário.

Registro
Esta imagem rodou a internet no fim de semana. Poder ter sido a última do Barco Motor Reris I antes que ele fosse ao fundo. A foto mostra a alegria e a descontração dos devotos que participavam da romaria fluvial. E não parece superlotado.

Teses

Há muitas informações desencontradas também a respeito das prováveis causas para o acidente que matou quase vinte pessoas no fim de semana. De batida em banco de areia, maresia, onda provocada por uma balsa até uma mais séria, que condena a construção naval artesanal da região.

Lastro

Ainda a respeito das teorias para o naufrágio, essa da qualidade das construções em carpintarias navais da região, o problema estaria em viagens sem carga nos porões. Com a concentração de passageiros nos andares superiores, a embarcação perderia lastro, o que tira o equilíbrio e deixaria barcos a mercê do efeito das marés, com risco de adernar (virar).

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Artigo do senador José Sarney, ex-presidente do país e senador do Amapá

Internet e as flores

JOSÉ SARNEY

NA SEMANA em que participei de um seminário sobre "As Novas Mídias e a Crise do Modelo Político", a curiosidade geral era sobre como a internet está modificando nossa sociedade.
Refleti sobre as mudanças durante os anos da minha vida. Sou da geração que viu dois séculos, a maior guerra mundial e as transformações que nos levaram até a sociedade de informação, na qual não pensamos mais individualmente, mas nos tornamos um ser coletivo.
Comecei no lápis, na pena bico de pato, com direito a tinteiro, a caneta-tinteiro, com uma bolsa de borracha acionada para acumular tinta, a revolução da esferográfica, até todas as formas de hoje, da ponta porosa até o bico de balão.
A máquina de escrever batendo teclas manuais, depois elétrica, até abandonar-se tudo e ficar escravo do computador. Um retângulo que cabe na palma da minha mão me permite falar com quem quiser em qualquer lugar do mundo. Com um e-mail mando mensagens, converso, opino.
Aí, mergulhando na pesquisa, vou encontrar um mundo de informações tão vasto que me faz perder a verdade, porque são tantas verdades que nos oferecem que é difícil saber qual é a verdade. Talvez daí por que Dom Miguel de Unamuno, há cem anos, tenha dito no seu livro "Do Sentimento Trágico da Vida" que a pergunta mais profunda do "Novo Testamento" é a de Pilatos: "O que é a verdade?".
Nasci numa pequena vila perdida no interior da Amazônia onde só havia a comunicação do fio que atravessava os campos e dava ao telegrafista condições de, duas vezes por dia, código Morse, receber mensagens. Depois, aos sete anos, ouvi fascinado o rádio, um único na cidade a atrair toda a população para saber notícias da Guerra da Espanha e, quando a estática fazia aquele zumbido enorme, o farmacêutico José Alvim explicava: "É tiro do lado republicano".
Tudo se transformou, e vivemos um mundo em transformação e transformado, com TV e vídeos.
Hoje estou conectado com o Twitter e o YouTube, recusando a ficar para trás, corro a vista em alguns blogs. A mídia da internet, que era alternativa, hoje disputa o papel de principal. A notícia em tempo real faz os jornais ficarem velhos no mesmo dia do nascimento.
Mas o que mais me admirou nos últimos dias foi o que li num boletim econômico do BB: a cotação das flores. Elas eram inspiração dos poetas e hoje são objeto de mercado. Ali está escrito: "Que tipos de flores estão em alta neste verão?". Resposta: "Eu destacaria as alpínias, as bromélias e a cúrcuma". É a Bolsa das Flores.
Tudo mudou. E recordo que minha mãe conversava com elas, e Hipócrates, o sábio da medicina, cinco séculos antes de Cristo, aconselhava falar com as flores -hoje, até pela internet.

Coluna Argumentos, sábado, 12 de outubro de 2013.

Televisão

O senador José Sarney (PMDB-AP) protagonizou nova aparição no horário eleitoral de seu partido, num programa para falar do setor elétrico. Sarney diz na produção ter convidado a presidenta Dilma Russeff para vir inaugurar o Linhão do Tucuruí, no Sul do Estado.

Rádio

O promotor de Justiça Moisés Rivaldo Pereira, do MP Estadual, será um dos convidados do Conexão Brasília deste sábado, na Diário FM. Tem ainda as deputadas Dalva Figueiredo (PT) e Fátima Pelaes (PMDB).

Surfe

A passagem de uma equipe de jornalistas e aventureiros do Chile, em incursões pelas ondas de pororoca destas bandas. O guia de turismo Marcelo de Sá, conta os detalhes no caderno de turismo do Diário, amanhã.

Ilegal

O Tribunal de Justiça, por meio do desembargador Luiz Carlos Gomes dos Santos, decidiu ontem (11), pela suspensão imediata da greve dos médicos do município.

Negócios

O universo da marca MMartan está chegando em Macapá. Fundada em 1985, esta grife terá sua loja inaugurada nesta sábado no complexo de compras do Amapá Garden Shopping.

Ministra
Um registro da visita da ministra Ideli Salvatti a Macapá. Na foto, a ministra, a deputada Dalva Figueiredo, Ana Dalva (Sebrae), prefeito Clécio Luiz e equipe do gabinete de Dalva, que articulou a agenda da ministra com sindicalistas.

Pode?

Mais de 2 mil políticos eleitos em 2012 são flagrados recebendo Bolsa Família. Pela primeira vez, ministério cruza dados de eleições municipais com beneficiários do programa e ordena a suspensão de benefícios irregulares em todo o País. Os fraudadores, viraram prefeitos ou vereadores.

Teatro

Uma das obras mais importantes e lidas da literatura universal, O Pequeno Príncipe, será encenado neste final de semana em Macapá, pela Companhia Mambembe de Teatro do Rio de Janeiro. A Cia Mambembe tem 26 anos de trajetória e no repertório, encenações como A Bela e a Fera, Os Saltimbancos, A Dama e o Vagabundo e O Mágico de Oz. No Bacabeiras.

Coluna Argumentos, sexta-feira, 11 de outubro de 2013.

Ação

Um cliente de banco ganhou uma ação na Justiça Estadual para receber R$ 3 mil mais juros e correção monetária de um banco da Capital. Ele passou duas horas na fila esperando para ser atendido. Se valer para esses dias de greve, o prejuízo será milionário.

Vai mal

A empresa Ecometals vive seus dias de inferno astral. Depois de levar uma multa de R$ 2 milhões por mexer em pilhas de minério sem licença ambiental, foi indiciada pela PF e ainda proibida de negociar na Bolsa.

Pra que?

Tramita no Congresso Nacional projeto que quer proibir as televisões – abertas e a cabo – de transmitirem as badaladas lutas de MMA, o antigo ‘vale-tudo’. O tema, claro divide opiniões do parlamento. Desnecessário.

Dureza

Saiu no portal G1 notícia dando conta que de 73 militares inscritos no curso de choque do Batalhão de Operações Especiais (Bope), 43 pediram desligamento no primeiro dia.

Classe

A diretoria do Sindicato dos Urbanitarios (STIUAP) foi recebida pelo novo presidente da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), Francisco Antônio Almendra. Servidor em pauta.

Surfe
Um grupo de sete jornalistas do Chile está no Amapá para registrar mais uma reportagem sobre o surfe na pororoca. Estiveram no Araguari e não gostaram do tamanho das ondas. Foram então para Amapá, um novo ‘point’ que está surgindo.

Educação

O reitor da Unifap, José Carlos Tavares, empossou os 35 primeiros professores que passam a integrar o quadro permanente do Campus Binacional de Oiapoque. Sete cursos serão oferecidos no primeiro vestibular do campus que está previsto para ocorrer no início de 2014.  Serão ofertadas 350 vagas.

Fronteira

Geografia, enfermagem, história, letras, pedagogia, ciências biológicas e direito são as primeiras graduações onde os novos docentes irão trabalhar com ensino e pesquisa. A Unifap foi a Instituição da região norte que mais obteve vagas para professores este ano. A inclusão do Campus binacional de Oiapoque veio na carona da cooperação Brasil-França.

Nota do senador José Sarney sobre o falecimento de Norma Bengell

Norma Bengell

Foi com muita tristeza que recebi a notícia do falecimento de Norma Bengell. Nos últimos anos ela viveu um período de grandes dificuldades, inclusive de saúde, que muito a amarguraram. Fui o recipiente solidário de alguns de seus desabafos, onde mostrava profundo sofrimento.
Norma foi uma grande artista, uma pioneira, que participou de projetos inovadores e realizou uma obra importante. Em sua larga filmografia como atriz, destaco sua colaboração com Glauber Rocha, que a convocou para filmar A Idade da Terra, sua ousadia — um marco de nosso cinema — de realizar o nu de Os Cafajestes, de Ruy Guerra, e sua atuação em A Casa Assassinada, de Paulo César Saraceni, baseado na obra de Lúcio Cardoso. Foi envolvida numa polêmica difícil quando realizou O Guarani, e foi com coragem que continuou a filmar.
Norma Bengell deixa a força de sua expressividade, para sempre, na história do cinema brasileiro.

Coluna Argumentos, quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Brasília

O advogado e ex-deputado Paulo José viu muito nariz torcido por sua atuação na Comissão de Relações Exteriores. É que diziam (e é) ser essa uma competência exclusiva da União, portanto, sob a fiscalização do Congresso. Agora ele quer ser deputado federal.

Reitor

Quem também faz planos para virar congressista em Brasília é o reitor da Universidade Federal (Unifap), o professor José Tavares. Ele se espelha em outras universidades públicas que têm representantes eleitos.

Porto

Repercutiu na imprensa do centro-oeste a ida de uma delegação do Amapá a Mato Grosso, no fim de semana. Foi para tratar do projeto de escoar a produção de soja de lá pelo porto de Santana. E de lá para o mundo.

Vantagem

“O escoamento de Mato Grosso é um dos mais caro do país. Num futuro breve não tenho duvida de uma redução de cerca de 30% do custo”, deputada Fátima Pelaes.

Telinha

O senador José Sarney (PMDB-AP) esteve em estúdio de tv ontem. Era para gravar novas inserções para o horário eleitoral do PMDB. Ele já havia aparecido em filmes da leganda este ano.

Articulado
O deputado Evandro Milhomen (PCdoB) mostra que é dado a apoiar as boas iniciativas. Carismático e bem articulado, cavou espaços para os bons quadros que seu partido tem por aqui e emplaca indicações para apoiar tanto GEA quanto PMM.

Cores

Quando o PDT governava Macapá, deu o que falar umas faixas para ônibus nas ruas da cidade, pintadas de azul. Depois, a Prefeitura alegou ter previsão legal aquela cor. Agora, na administração do PSol, acabam de ser pintadas faixas e painéis vermelhos nos cruzamentos. Essa é nova.

Discussão

Ainda nesse quesito das cores, há juristas contrários a se personificar governo ou prefeituras com as cores geralmente dos partidos a que pertencem os titulares. Mas há quem defenda aliberdade da programação visual de eventos, prédios púbicos, viaturas e até logradouros públicos. Eis aí uma boa questão para um debate envolvendo a publicidade legal.

Coluna Argumentos, quarta-feira, 09 de outubro de 2013.

Escrita

Reflexão para nós mesmos, os jornalistas. A greve é dos trabalhadores e não dos empresários, correto? Então o mais recomendado é dizer que a greve é dos bancários, e não ‘greve dos bancos’ ou ainda ‘greve de ônibus’, substituído por ‘greve dos rodoviários’.

Reflexos

É impressionante a força da tal ‘economia do contracheque’ que o Amapá vive, há anos. Nos dias que antecedem ao pagamento do funcionalismo público, supermercados, shoppings e lojas ficam vazias.

Parque

Ministério Público Federal aciona o Tribunal Regional para cassar decisão da Justiça Federal local, que determina realização de novas consultas públicas sobre a criação do Parque Nacional Montanhas Tumucumaque.

Inglória

Mesmo com a entrada do Ministério Público estadual na apuração sobre o que houve para ter faltado ônibus para os frequentadores da Expofeira, não se acredita em punição.

Jogo

Sobre a nota acima, o problema é que este setor dos transportes coletivos é muito difícil de lidar. Se aperta para o lado deles, se fecham e obstruem a vinda de outras empresas. É jogo pesado.

Criançada
O deputado Luiz Carlos (PSDB) comandou uma grande festa para crianças carentes, em comemoração pelo dias dos baixinhos. Mais que lazer e entretenimento, a ação também deu um recado de combate ao trabalho infantil. Uma bela iniciativa essa.

Chancela

A presidenta Dilma Rousseff assinou ontem (07) um decreto que atende a uma pauta da deputada federal Dalva Figueiredo (PT-AP) no Ministério do Planejamento quanto à assistência a saúde dos Servidores Públicos por meio de convênio com a Fundação de Seguridade Social, a GEAP.

Facebook

O advogado Marcelo Porpino é um dos postulantes a virar desembargador do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), pelo chamado Quinto Constitucional da OAB. Nas redes sociais, ele já pede voto e desfila elegância: “Desejo, sinceramente, a todos os candidatos (as) e a mim mesmo muita sabedoria, temperança e equilíbrio no decorrer do pleito”.

Coluna Argumentos, terça-feira, 08 de outubro de 2013.

Detalhe

Quem promove evento deve estar muito atento aos detalhes. Sim, pois uma coisa que dê errado pode tirar toto o brilho da realização. É o caso do último final de semana da Expofeira, quando faltou transporte coletivo para o público voltar para casa. Lamentável.

Shows

Ainda sobre a Expofeira, é interessante como a festa vai se diversificando a cada edição. Este ano teve público para sertanejo, rock e regional. A Banda RPM até se empolgou e tocou por exatas duas horas.

Números

Nem bem os partidos fecharam a programação para atrair novas filiações já começam os cálculos matemáticos para saber se as atuais composições fazem um, dois ou três parlamentares em uma coligação.

Votos

É que nessa dança das cadeiras tem político que quando chega a um novo partido leva consigo o balaio de votos já conhecido. Daí a turma faz conta para pegar o vácuo.

Lixo

O prefeito de Santana, Robson Rocha, já bateu o martelo que vai desativar a lixeira pública. Enquanto um aterro controlado não sai do papel, vai usar o do vizinho município de Macapá.

Balanço
O senador José Sarney (PMDB-AP) divulgou ontem um balanço de suas quatro passagens pela Presidência do Senado Federal. Os números e os programas implementados garantiram a modernização dos processos legislativos e mais transparência.

Pergunta

Governo Federal restringe número de alunos de colégios militares que podem receber premiação nas olimpíadas de matemática! Os colégios militares são agora chamados de “escolas seletivas”. Será medo de revelar a incompetência no ensino público administrado pelo governo?

Confiante

Para o reitor da Universidade Federal do Amapá, José Carlos Tavares, o projeto de implantação do Hospital da Santa Casa de Misericórdia do Amapá é uma realidade e necessidade. “Esse projeto da Santa Casa é algo que já deu certo e será um sucesso sim, porque há a união e o envolvimento dos poderes isso é bem visível”, disse o reitor.